segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Aula de hoje: Pragas de Viveiros Florestais

A fase de viveiro é a mais suscetível do desenvolvimento de uma floresta implantada e, quando mal planejada, poderá comprometer todas as operações seguintes, inviabilizando o projeto de reflorestamento. A tecnologia de produção de mudas florestais teve grande avanço nos últimos anos, deixando a produção de mudas por sementes em sacos plásticos depositados sobre o solo, para a produção por estaquia em tubetes colocados em viveiros suspensos, chegando até as casas de vegetação com a micro-propagação. Durante esse percurso a produção de mudas florestais teve que enfrentar diversos fatores que contribuíam para o insucesso do empreendimento, como as pragas e doenças. As principais pragas que podem danificar as mudas florestais são as lagartas-rosca, lagarta-elasmo, grilos, paquinhas, cupins, formigas cortadeiras, besouros desfolhadores e moscas minadoras.

Geralmente, o que determina a ocorrência dessas pragas é o tipo de sistema de produção de mudas (viveiros suspensos ou não) e o tipo de manejo das mudas. Viveiros suspensos têm menor probabilidade de ocorrência de pragas, pois a maioria delas está associada ao solo, como cupins, paquinhas, formigas e grilos. O manejo das mudas está relacionado aos cuidados dispensados na sua produção. Mudas mal nutridas ou viveiros mal cuidados favorecem a ocorrência de pragas de viveiros.

Monitoramento de pragas de viveiros 
As empresas florestais brasileiras têm programas de monitoramento de pragas nos viveiros para determinar se essas mudas sofrerão tratamento químico. Esse monitoramento é feito por viveiristas treinados para reconhecer as principais pragas, onde os mesmos anotam em determinada ficha todas as informações que observarem durante o monitoramento. 

O nível de controle para as pragas de viveiros é de 2 a 5 % de mudas atacadas. Deve-se fazer um levantamento constante dos danos as mudas enviveiradas para a detecção imediata dos danos e para verificar a necessidade do tratamento, em cada unidade de manejo que pode ser um canteiro ou uma casa-de-vegetação.

O grau de incidência de pragas num viveiro florestal depende de alguns pré-requisitos básicos adotados antes mesmo de sua instalação. Antes do preparo do solo para instalar o viveiro é preciso eliminar colônias de formigas cortadeiras e de cupins da área do viveiro e em 200 metros ao seu redor. Nesse caso, utilizam-se todos os métodos de controle químico, como isca granulada, pó seco e termonebulização. Após a instalação do viveiro, somente os pós-secos e a termonebulização são recomendados, pois têm ação rápida e são compatíveis com a irrigação. Outra preocupação é quanto ao sistema de produção de mudas. Viveiros suspensos têm menor probabilidade de ocorrência de pragas , pois a maioria delas está associada ao solo, como cupins, paquinhas, formigas e grilos; portanto, devem ser preferidos.

Táticas de controle cultural
Procurar manter uma faixa limpa ao redor do viveiro para impedir o acesso de lagartas –rosca que, geralmente desenvolvem -se em pastagens adjacentes ao viveiro e possibilitar a visualização mais fácil de formigueiros. Retirar os entulhos da área do viveiro para evitar o aparecimento de grilos, paquinhas e lagartas -rosca, que se alojam e reproduzem nesses locais.  Armazenar a matéria orgânica do substrato de mudas em local específico. Eliminação das plantas atacadas no viveiro pela broca do cedro.

Táticas de controle mecânico
Fazer coleta manual de besouros desfolhadores, grilos e lagartas-rosca durante a movimentação rotineira das mudas. Esse método tem se mostrado tão eficiente quanto o controle químico. No entanto, isso só é viável se o ataque for pequeno. O cultivo das mudas em casa-de-vegetação ou em casas teladas impede o acesso de muitas pragas às mudas.

Táticas de controle físico
Instalar armadilhas luminosas para capturar insetos como lagartas-rosca e broca-do-cedro, principalmente.

Táticas de controle químico
A aplicação de inseticidas em viveiros de mudas florestais pode ser feita através de pulverizadores costais ou através da água de irrigação, em viveiros abertos, ou por nebulização, em casas-de-vegetação.

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