sexta-feira, 3 de maio de 2013

3 de maio: dia do Pau-Brasil


Com nome científico de ‘Caesalpinia echinata’, o Pau-Brasil foi declarada árvore nacional, no dia 07 de dezembro de 1978, sendo a única protegida por Lei. A árvore, que tem seu dia oficial comemorado no dia 03/05 e dá nome ao país. O Pau-Brasil é uma árvore de sol e sua flor é amarela e perfumada.

Uma das características mais importantes do pau-brasil é a madeira pesada com a presença interna de um extrato que gera uma espécie de tinta vermelha. Por ser de alta qualidade, a madeira desta árvore é muito usada na fabricação de instrumentos musicais como, por exemplo, violinos, harpas e violas.


CICLO ECONÔMICO (1500 a 1875)

Em 1500, na chegada de Cabral, Pero Vaz Caminha descreveu: “mataria que é tanta, e tão grande, tão densa e de tão variada folhagem, que ninguém pode imaginar”.

Diante da exuberância encontrada pelos portugueses, estes descobriram a existência de uma riqueza para eles inesgotável: o pau-brasil. Os índios brasileiros já utilizavam esta árvore para a confecção de arcos, flechas e a pintura de enfeites, com um corante vermelho intenso extraído do cerne. O ciclo econômico teve início em 1503 e, até 30 anos após a chegada dos portugueses, era o único recurso explorado pelos colonizadores. Com a exploração, a terra do pau-brasil tornou-se de muita importância e, em pouco tempo, Pindorama (denominação tupi que significa Terra das Palmeiras) oscilou entre os nomes oficiais Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Terra do Brasil e, logo em seguida, apenas Brasil.

O carregamento da madeira era enviado para Portugal e, de lá, a matéria-prima era enviada para Antuérpia, na Bélgica, de onde seguia para os principais consumidores: Inglaterra, Alemanha e Florença, na Itália.

A exploração era monopolizada pela Coroa, sendo que, mesmo após a implementação das capitanias, seus donos não podiam explorar a madeira nem tão pouco impedir que representantes da Metrópole o fizessem.

Em 1850, com a comercialização de anilinas sintetizadas, inicia a era da queda da importância comercial do pau-brasil. Mesmo assim, até 1875, ele ainda era um dos nossos mais importantes itens comerciais. 

CICLO DO DESPREZO (1876 a 1970)
Na época das Capitanias Hereditárias, a de Pernambuco foi uma das que mais prosperou, graças à cultura da cana-de-açúcar. E essa cultura, mesmo ali, onde se localizava a capital do pau-brasil, o derrotou. Substituído por culturas mais rápidas e de lucro fácil, permitiu um século de abandono e desprezo, principalmente após 1876, pelo Império.

CICLO RESTAURADOR (1971 aos nossos dias)
O Movimento em Defesa do Pau-brasil teve início em Pernambuco, em 1970, por iniciativa do professor Roldão de Siqueira Fontes, mais tarde apoiado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, através do seu Reitor, Prof. Adierson Erasmo de Azevedo e do Governo Federal, que partiram para uma campanha nacional. Logo depois, foram plantadas 50.000 mudas pela UFRPE e pelo Departamento Nacional de Obras de Saneamento – DNOS, nas margens da barragem do Rio Tapacurá.



http://obrasilparaoplaneta.wordpress.com

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