sábado, 25 de fevereiro de 2012

As 10 cidades mais poluídas do mundo

Ranking da consultoria Mercer aponta Porto-Príncipe, no Haiti, como a mais poluída; São Paulo é a mais suja do Brasil e Brasília, a mais limpa.

Todo ano a consultoria Mercer elabora um relatório avaliando a qualidade de vida em 221 grandes cidades do mundo. Um dos rankings preparados pela consultoria é o “Eco-City”, que classifica as cidades do ponto de vista ambiental. Segundo esta lista, Porto-Príncipe, capital do Haiti, é a cidade mais poluída do mundo.
Os critérios que a consultoria leva em conta em sua pesquisa são a oferta de água doce, o volume de água potável, as medidas para remoção de resíduos, a condição dos esgotos, poluição do ar e nível de congestionamentos. Cada cidade recebe uma nota, que tem como referência o número 100, nota atribuída a Nova York.
Quanto menor a nota, piores são as condições ambientais. A cidade mais limpa é Calgary, no Canadá, que ficou com a nota 145,7. Porto-Príncipe, a mais poluída, recebeu a nota 27,8. As cidades brasileiras mais limpas são Brasília e Rio de Janeiro, que ficaram com as notas 92,6 e 89,2, respectivamente. São Paulo é a mais poluída, com nota 75,7.

Porto Príncipe – Haiti

A cidade de Porto Príncipe, capital do Haiti, que foi castigada por um terremoto no ano passado, é a mais poluída do mundo, segundo ranking elaborado pela consultoria Mercer. Ar e água são poluídos em níveis que comprometem a saúde da população. A pontuação da cidade na avaliação feita pela consultoria é 27,8.



Daka – Bangladesh

Daka é uma cidade localizada no sudeste asiático, em Bangladesh. Há anos que a cidade enfrenta uma luta sem fim contra a poluição de suas águas. A superfície dos reservatórios frequentemente apresenta um aspecto viscoso, por causa da grande quantidade de pesticidas despejados na água. A cidade é a segunda mais poluída e recebeu a nota 30,9 da consultoria Mercer.



Baku – Azerbaijão

Cercada por grandes polos produtores e consumidores de petróleo, Baku, no Azerbaijão, sofre com níveis alarmantes de poluição do ar. A cidade tem uma atmosfera carregada de partículas derivadas da perfuração e do transporte de petróleo. Ela é a terceira mais poluída do mundo, segundo o ranking da consultoria Mercer, que concedeu à cidade a nota 31,9.



Kolkata – India

Encontrar cidades poluídas na Índia não é tarefa das mais difíceis. Três delas estão no ranking das mais sujas do mundo. Kolkata, a primeira a aparecer na lista, é a quarta mais poluída do mundo. Seus maiores problemas são o despejo de resíduos plásticos e a emissão de poluentes dos escapamentos dos carros velhos que circulam pela cidade. O excesso de construções também colabora para aumentar a carga de partículas tóxicas no ar. A cidade recebeu da Mercer a nota 39,2.



Antananarivo – Madagascar

A ilha de Madagascar é conhecida pela exuberância de sua fauna e flora. Entretanto, a ação humana na ilha já começa a ofuscar sua biodiversidade. A capital, Antananarivo, convive problemas típicos de grandes concentrações humanas, como a contaminação de águas por causa dos esgotos e a poluição do ar. A cidade recebeu da Mercer a nota 39,7, e é a quinta mais poluída.



Cidade do México – México

Na década de 1990, cerca de 100 mil crianças morriam a cada ano na Cidade do México por causa da poluição do ar. Em 20 anos o governo se esforçou para reduzir a emissão de poluentes, mas a cidade ainda é conhecida como a capital da poluição atmosférica na América do Norte. Limpar o ar da cidade ainda é um dos principais desafios da cidade mexicana, que ainda lida com outras questões como superpopulação e violência urbana.



Mumbai – Índia

Mumbai, assim como outras cidades de países emergentes, experimentou um crescimento vertiginoso nas duas últimas décadas. Com ele, vieram também problemas típicos, como um saneamento insuficiente, e o trânsito tão comum às grandes cidades. Assim, tanto os reservatórios de água quanto o ar, sofrem com descargas de poluentes. Mumbai recebeu da consultoria Mercer a nota 40,4, e é a sétima cidade mais poluída do mundo.



Bagdá – Iraque

A contaminação dos reservatórios de água de Bagdá representa uma séria ameaça à saúde da população. Como ocorreu em 2007, quando um surto de cólera atingiu diversas províncias. Segundo alertas da Organização das Nações Unidas, o nível de poluição atmosférica, decorrente da constante queima de combustíveis fósseis, também preocupa. Bagdá é a oitava cidade mais poluída do mundo.



Nova Déli – Índia

No rio Yamuna, em Nova Déli, é possível ver de tudo, menos água. Camadas de lixo cobrem a superfície e ajudam a criar o ambiente propício para a disseminação de doenças. Não é à toa que a cidade indiana tem um dos maiores índices de mortalidade infantil do mundo. No ranking da Mercer, ela é a nona cidade mais poluída e recebe a nota 43,4.



Lagos – Nigéria

A décima cidade mais poluída do mundo é Lagos, capital da Nigéria. A cidade conta com uma precária rede de saneamento básico. Além disso, diversas indústrias estão dispostas ao longo dos rios da cidade. O resultado: poluição das águas, que contêm uma quantidade de poluentes maior do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Lagos também sofre com a poluição do ar. Boa parte do combustível usado nos carros nigerianos tem alto teor de chumbo, que é altamente nocivo, e é despejado no ar em grandes quantidades.

exame

Notícias Sustentáveis

Máquina decompõe resíduos orgânicos em 24 horas

A ferramenta é capaz transformar sobras de comida em um líquido rico em nutrientes ou adubo em um período de 24 horas. A água gerada é limpa suficiente para regar plantas ou ser usada na lavagem de pisos, entre outros fins não potáveis.

A empresa Eco-Wiz, de Cingapura, criou um decompositor de resíduos de alimentos. A ferramenta é capaz transformar sobras de comida em um líquido rico em nutrientes ou adubo em um período de 24 horas.
Renee Mison, dona da empresa, conheceu a máquina coreana “waste-to-water” quando ela ainda estava em desenvolvimento. Então, ela comprou os direitos autorais e investiu mais de 500 mil dólares em pesquisa e desenvolvimento para deixar a ferramenta perfeita para a decomposição de alimentos.
O produto gerado pelo decompositor pode ser usado como fertilizante para jardins. Já a água é limpa suficiente para regar plantas ou ser usada na lavagem de pisos, entre outros fins não potáveis. O decompositor é recomendado para residências, hotéis, restaurantes, fábricas de alimentos, supermercados, apartamentos, entre outros.
A máquina pode produzir 267 litros de água a partir de uma tonelada de resíduos. Logo, uma grande quantidade de alimentos desperdiçados, por exemplo, pode ser reutilizada ao invés de ir para o lixo. Em troca, água limpa será fornecida para irrigação.
Uma tonelada de resíduos gera cerca de mil litros de água. Em Cingapura, para cada tonelada de alimentos jogados no lixo, uma taxa precisa ser paga. Com a novidade, é possível economizar 70% da taxa de descarte se o decompositor for usado individualmente. Para completar, a máquina ajuda as organizações a se tornarem mais sustentáveis e econômicas.

Google agora revela as profundezas do mar com “SeaView”

Tecnologia será usada para registrar e monitorar mudanças na Grande Barreira de Coral australiana, que corre perigo devido às mudanças climáticas.

Imagine poder explorar a maior formação de coral do mundo e um dos lugares mais belos sem sair de casa? Uma parceria entre o Google, a Universidade de Queensland e o Caitlin Group vai registrar e monitorar mudanças na Grande Barreira de Coral australiana, que corre perigo devido às alterações climáticas.
O objetivo do projeto, chamado de Catlin Seaview Survey, é fazer, por meio de fotos e vídeos, um levantamento das condições deste ecossistema marinho precioso e tão ameaçado pelo aquecimento global e a acidificação dos oceanos.
Também serão estudados os efeitos das variações ambientais na reprodução e migração de espécies como os tubarões-tigre, tartarugas verdes, raias e outras criaturas. A importância dessa análise deve-se ao fato de que existem poucos estudos completos que examinaram como animais de grande porte estão mudando de comportamento e habitats em resposta ao aquecimento dos mares.
Assim como o StreetView, a pesquisa no mar contará com câmeras para capturar imagens em 360 graus conectadas a um DPV (Veículo de Propulsão para Mergulho). O aparelho será usado para filmar em águas rasas e profundas, entre 30 e 100 metros.
Ao todo, serão analisados 20 pontos específicos da barreria. A expectativa é que todas as imagens sejam disponibilizadas para acesso pelo YouTube a partir de setembro. Os primeiros registros do projeto foram revelados ontem e podem ser acessados pelo site do Catlin Seaview Survey.

exame.abril.com.br

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A resiliência da Segurança Ambiental

A segurança ambiental é definida por um ambiente que não oferece risco para a continuação da vida humana. Risco ambiental é um conceito relativo, pois envolve não apenas o risco de fato, mas também a percepção que se tem desse risco. O risco ambiental de fato é determinado pela estrutura do ambiente, ou seja: o potencial que um determinado ambiente tem de por em risco a vida humana, como por exemplo, enchentes, secas, quantidade e qualidade da água, solos com alta vulnerabilidade a erosão, ambientes favoráveis à multiplicação de causadores de doenças, desastres climáticos entre outros riscos que se originam da estrutura do entorno natural. A percepção desse risco, ou melhor dizendo: a percepção desse potencial, e o entendimento desse potencial como risco é função, por um lado, da sensibilidade – ou ignorância – em conhecer a dinâmica do entorno, e saber desse potencial de transformação do meio.

O custo total das perdas ambientais é de difícil mensuração, mas é alto e continua a crescer, e embora a capacidade da ciência de entender e prever esses processos tenha aumentado muito, eles ainda são imprevisíveis e surgem na forma de novas epidemias de doenças, mudanças climáticas, extinção de espécies, perda da qualidade da água, e em um futuro breve os serviços ambientais não estarão disponíveis gratuitamente.

O sentimento de ameaça ante ao risco, ou o sentimento de segurança ambiental, está também relacionado à capacidade que se tem – e a consciência dessa capacidade – em enfrentar as mudanças e transformações do meio, sejam elas quais forem. Tanto o risco ambiental de fato – caracterizado pelo grau de instabilidade de um ecossistema – quanto o risco ambiental percebido, estão diretamente ligados à resiliência do ecossistema.

Na Física resiliência é a capacidade de um material retornar ao seu estado natural depois de um evento causador de tensão. Isto é, resiliência é a capacidade intrínseca de um sistema em manter sua integridade no decorrer do tempo, sobretudo em relação a pressões externas. A principal característica de um sistema resiliente é sua flexibilidade e capacidade de perceber – ou eventualmente criar - opções para enfrentar situações imprevistas e pressões externas. E é isso que a Natureza já está fazendo, sem muitos perceberem.

A realidade dinâmica e incerta de ecossistemas e rica em surpresas, exigindo de seus componentes – ser humano inclusive – essa capacidade de adaptação a novas circunstâncias, sejam elas graduais ou extremas. As transformações que o ser humano impõe ao meio ambiente natural, afetam a estrutura dos ecossistemas nos quais estão inseridos, fortemente influenciando o leque de opções que caracterizariam a resiliência desse ecossistema, de consequência, a segurança ambiental.

Os problemas de insustentabilidade que vemos hoje em dia possivelmente encontrarão soluções nas ações inovadoras que a policroma resiliência pode trazer. Essas ações, com certeza, já serão por si só novos paradigmas ambientais, sociais, econômicos e políticos. É disso que estamos precisando.

Políticas futuras devem ter por objetivo satisfazer as necessidades humanas a um preço menor sobre os sistemas naturais. Sem esta mudança, os sistemas naturais não mais poderão prover nossas necessidades em longo prazo. Todos devem assumir integralmente a responsabilidade de apoiar e enfrentar as questões ambientais. Num mundo onde tudo é interligado, a economia depende de um meio ambiente em equilíbrio.

O meio ambiente em harmonia permite olharmos para o futuro com uma distribuição de renda mais equilibrada, com inserção e ascensão social de muitas pessoas que hoje estão excluídas do processo possibilitando, assim, um crescimento legítimo da economia.

Proteger e melhorar nosso bem-estar futuro requer um uso mais sábio e menos destrutivo de nosso capital natural. E é isso que teremos que fazer, com criatividade e inovação, para realmente alcançar uma sociedade e um modelo econômico e político que entenda e seja parte, efetivamente, do Meio Ambiente. Que seja baseado em ações e não somente em ideias.

Rev. Bras. Agroecologia

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Atrás do trio vai tudo: pessoas e lixo !

O carnaval mais popular (47 anos de festejo) aconteceu ontem, 21, terça-feira Gorda, no imenso percurso que atravessou o centro de Macapá. A Banda levou atrás dos trios não só pessoas, mas muito lixo. Foram mais de 150 mil foliões de todas as idades e classes sociais fantasiados ou não, que aproveitaram os últimos dias de carnaval.

As maiores atrações, a boneca Chicona e os bonecos Anhanguera e Arizinho, desfilaram entre todos os tipos de fantasiados. Ela, que já é uma entidade de utilidade pública do Estado e do município e patrimônio cultural de Macapá, teve que se adaptar à realidade. Foram distribuídos 600 mil preservativos, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar estavam presentes, garantindo a segurança em todo o percurso e foram disponibilizados 60 banheiros químicos. Porém, as campanhas de conscientização e recolhimento de resíduos não foram suficientes, sendo que os erros foram de todos.

Como nem tudo são flores e paetês, com a minha presença na Banda pude perceber que a grande maioria das pessoas ainda não se deu conta de que lugar de lixo é no lixo. Tanto crianças como adolescentes e adultos jogavam todos os tipos de lixo no chão, não se preocupando em achar uma lixeira, que, aliás, eram raras pelo trajeto.

Em acontecimentos grandiosos como o Carnaval, tanto o poder público e privado como a sociedade em geral, tem de se responsabilizar sobre as atitudes tomadas diante o meio ambiente. Poder público e privado atuando com infraestrutura, iniciativas educadoras e preventivas e a sociedade com o cumprimento e promoção das ações ambientais necessárias.

Grande parte dos danos causados aos ecossistemas são, justamente, a falta de uma educação ambiental eficiente e sensibilizadora. Não bastam apenas divulgações ao acaso e, sim, em todos os momentos da formação humana.

A população não deve pensar que por haver garis e catadores de lixo, principalmente de latinhas, que deverão jogar a esmo todos os tipos de resíduos em via pública.

Mostre que você é inteligente e faça sua parte. O meio ambiente necessita de pequenas ações para manter-se vivo. Suas ações do hoje irão refletir nas gerações futuras. Assim como muitos irão sentir saudades da folia do carnaval, se as atitudes não mudarem, irão sentir saudades do meio ambiente saudável e equilibrado.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sustentabilidade no Carnaval

O carnaval é um período de muita alegria e diversão, mas também de consumo exagerado. O feriado, as viagens e as festas acabam representando um gasto maior de combustível, de eletricidade, de fantasias e, é claro, de bebidas.

Na quarta-feira de cinzas, tudo isso deixa muito mais que saudades, deixa um monte de resíduos e uma conta ambiental alta a ser paga pelo planeta. Por isso, siga as 10 dicas para você curtir o carnaval sem descuidar da consciência ambiental e social.



1. Produza menos lixo

Para você ter uma ideia de como o carnaval produz lixo adicional ao usual, só na cidade de Salvador são recolhidas 1.500 toneladas a mais de lixo nos dias 6 dias de festas. Isto gera um alto custo extra de coleta para as prefeituras, pago com recursos públicos que poderiam ser investidos, por exemplo, para maior segurança no próximo carnaval.





2. Jogue o lixo no lixo

No carnaval, o lixo acumulado nas ruas entope os bueiros e aumenta o risco de enchentes. Nas estradas, os detritos jogados nos acostamentos agridem e colocam em risco o meio ambiente e os animais. Portanto, no carnaval, mais do que nunca, jogue o lixo exclusivamente no lixo.







3. Reutilize as fantasias

As fantasias de carnaval são usadas, em geral, apenas por um dia. Portanto, para evitar o desperdício, nada melhor do que reutilizá-las, trocá-las com amigos, reciclá-las.









4. Cuidado com os excessos

O consumo excessivo de bebidas é responsável pela maioria dos acidentes e pelos altos níveis de violência no carnaval. Não passe da conta neste carnaval, consuma bebidas e alimentos com moderação, protegendo a sua saúde e a integridade física de todos.









5. Seja um turista consciente

Se você for viajar no carnaval, procure minimizar os impactos ambientais de sua viagem, respeite os costumes dos lugares visitados, prestigie a cultura e a economia locais.







6. Gaste menos combustível

Prefira transportes com menor consumo de combustível fóssil, o principal responsável pelo aquecimento global. Entre o avião e o carro, prefira o carro. Entre o carro e o ônibus, fique com o último. E aproveite os dias livres para andar de bicicleta e a pé.









7. Tire os equipamentos da tomada

Antes de viajar, não se esqueça de tirar os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada, tais como TV, DVD, microondas e carregador de bateria. O modo "stand-by", que fica acionado quando o aparelho está desligado, mas conectado à rede elétrica pela tomada, é responsável por até 25% da energia consumida por esses equipamentos.





8. Não desperdice água

O carnaval é a época em que muitas cidades, em especial as turísticas, enfrentam sérios problemas de abastecimento de água em função do aumento excessivo de consumo. Portanto, se você já é um consumidor consciente de água, redobre os cuidados no carnaval. Evite as brincadeiras que implicam em desperdício, tome banhos mais curtos, desligue o chuveiro na hora de se ensaboar.





9. Aproveite a cidade vazia

Se sua cidade não for destino de foliões, e se você não for viajar, aproveite a tranqüilidade e o tempo livre em atividades que não custam dinheiro e não consomem recursos naturais: caminhadas, visitas a parques, museus e centros culturais, maior convívio com a família.





10 . Divulgue o consumo consciente

Durante o carnaval, se você presenciar casos de desrespeito aos preceitos que orientam essas dicas do blog, não hesite em orientar as pessoas. Sempre que tiver oportunidade, divulgue os princípios do consumo consciente. Contribua para que o carnaval seja cada vez mais uma época de alegria e paz e não de violência e ameaça ao equilíbrio do planeta.

Instituto Akatu

domingo, 19 de fevereiro de 2012

10 tecnologias verdes futuristas para sua casa

É cada vez mais comum o surgimento de soluções ecológicas que buscam levar um pouco de natureza e ar fresco para a vida entre quatro paredes nas grandes cidades. Confira a seguir algumas das mais curiosas.

Planta sorri quando bem tratada

Quem cultiva ou já tentou criar plantas em casa sabe que se trata de tarefa árdua e às vezes cruel. O corre-corre diário pode afetar o tempo e a atenção dedicados aos vazinhos, que precisam de água, ar e um lugar arejado pra ficar. Sem querer, esquecemos de regá-las por um,  dois, três dias, até uma semana inteira e, de repente, toda aquela beleza natural seca e morre. Tudo não seria mais fácil se as plantinhas pudessem comunicar suas necessidades?
Foi exatamente essa a solução encontrada pelo designer JunyiHeo. Para dar uma mãozinha aos humanos (e salvar a vida das plantas), ele criou um vaso inteligente que mede as condições do solo, temperatura e umidade e, a partir de cálculos, verifica se está tudo em ordem com a muda. O resultado é expresso em uma tela LCD por meio de pictogramas em formato de carinhas que manifestam satisfação ou insatisfação. A planta também “sorri” quando é regada ou “entristece” para avisar ao exagerado que já tem mais água do que precisa.

Pia com aquário promove economia de água

Sensibilizar o consumidor sobre o desperdício de água no dia-a-dia não é tarefa fácil. Atento à questão, o designer chinês Yan Lu criou o "Poor Little Fishbowl Sink", uma pia que utiliza um aquário com peixe vivo para estimular, emocionalmente, o consumo consciente. Sempre que a torneira é aberta para atividades comuns, como escovar os dentes e lavar as mãos, o volume de água do aquário acoplado à pia diminui, o que ameaça a sobrevivência do peixe.
A água que sai da torneira não é a mesma do aquário, que contém alimentos e dejetos do animal marinho; elas estão separadas por um filtro. Segundo o designer, o projeto pretende estimular o uso consciente da água através do sentimento de culpa e de responsabilidade pela vida do bichinho. O projeto possui um dispositivo que limita até certo ponto a saída de água do aquário para que o peixe não morra, no caso, por exemplo, de alguém deixar a torneira aberta por muito tempo.

Flor solar recarrega gadgets

Em um mundo cada vez mais conectado à aparelhos eletrônicos, a pressão sobre os recursos energéticos é constante. Então que tal ter em casa uma pequena usina solar para recarregar seus dispositivos tecnológicos?
Foi pensando nisso que o designer Bon-Seop bolou o “Solar Plant”, um aparelho com visual de flor que gera energia elétrica a partir da luz do sol. Basta deixá-lo exposto ao sol durante um tempo e depois plugar no gadget que quiser. Leve e compacto, o Solar Plant pode ser levado pra todos os lados, garantindo energia limpa onde e quando você precisar.


Chuveiro ecológico filtra água

Se você é do tipo que adora um banho de cacheira, o Eco-chuveiro Phyto Purificação é ideal para reproduzir a sensação de uma “ducha” no meio da natureza. Ele possui um sistema hidráulico especial capaz de reciclar e regenerar a água residual através de um jardim no box, onde cada parte desempenha um papel na limpeza da água.
A areia onde as mudas são plantadas funciona como um filtro inicial, por onde o líquido passa antes de chegar às raízes, responsáveis pela retirada dos metais pesados e bactérias. Por fim, a água fica livre de qualquer impureza remanescente ao passar por um filtro de carbono. Com o eco-chuveiro, é possível a poupar um recurso natural valioso e ainda manter um jardim em pleno banheiro. O projeto dos designers Yasamoto, Alban Le Henry, Olivier Pigasse e VincentVandenbrouck.

Parasite Farm: uma fazenda em sua cozinha

Cultivar temperos e hortaliças em casa é um sonho comum para aqueles que gostam de cozinhar. Hoje, na maioria dos supermercados, já é possível encontrar mudas específicas para esse fim. Mas para quem gosta de ousar mesmo, os designers alemãs Charlotte Dieckmann e Nils Ferber criaram o Parasite Farm, um perfeito sistema de agricultura para ambientes internos.
Ele é composto por vasos de dimensões variadas que se encaixam onde o proprietário quiser. O mais bacana é que o mestre-cuca pode personalizar o seu vazo para otimizar o trabalho na cozinha. É possível por exemplo ter uma tábua adaptada para corte dos vegetais, de onde as partes indesejadas podem “deslizar” direto para a terra, servindo como adubo na composteira. Todo o processo é autossuficiente – enquanto o Parasite Farm recebe pedaços de alimentos, ele também fornece legumes fresquinhos.

Janela-jardim no apartamento

O projeto “Plant Window” é uma janela capaz de abrigar um jardim inteiro, do teto ao chão, e que funciona como uma cortina que filtra a luz e ainda garante um toque verde ao ambiente. A ideia segundo seus criadores, os designers Jianxing Cai, Chao Chen, Qi Wang, & Jiang Wu, é mudar a visão rotineira que os moradores costumam ter da rua (ou do prédio vizinho), dando lugar a uma paisagem natural.
A janela, que funciona como uma estufa, também ajuda a manter o clima e a temperatura dos cômodos sempre agradáveis. E, claro, a escolha das espécies de plantas e flores fica ao cargo do freguês.


Geladeira usa gel para resfriar alimentos

Além de ser um dos eletrodomésticos mais utilizados em casa, a geladeira é um papa-energia de primeira, responsável por até 9 % dos gastos na conta da luz. Em um apelo futurista para repensar os modelos convencionais, o designer russo Yuriy Dmitriev criou o conceito Bio Robot Refrigerator para a Electrolux, que não utiliza eletricidade, nem outra fonte energética.
Todo o seu centro é preenchido por um gel de biopolímero que possui propriedades químicas para resfriar e conservar os alimentos. Tudo o que o usuário tem a fazer é inserir os produtos no gel (não-pegajoso e sem cheiro, segundo o criador) e deixá-los lá, gelando naturalmente, como em uma geladeira comum. Os alimentos ainda ficariam visíveis e acessíveis a qualquer pessoa. Quatro vezes menor que um refrigerador tradicional, o Bio Robot Refrigerator não possui portas ou prateleiras e pode ser utilizado na vertical, na horizontal e até no teto.

Ligado na consciência “verde”

Já pensou com que frequência você esquece uma lâmpada acesa em casa ou mesmo no trabalho? Às vezes, você até sabe que está gastando energia, mas que mal tem deixar a luz do corredor acesa por mais tempo, ou um abajur ligado à noite toda na sala? Todo mundo, em maior ou menor grau, é um pouco assim, desatento com os gastos energéticos.
Preocupado em conscientizar as pessoas sobre a necessidade de preservar os recursos naturais do planeta, o estudante de design americano Andrew Harmon da Universidade de Michigan desenvolveu uma série de interruptores e tomadas inovadores com folhas, musgo e pequenas flores. Apesar de realista, a cobertura é feita de material artificial. A ideia da coleção batizada de “Growth Plate” é espalhar o recado “verde” pela casa, nos lembrando que a natureza sofre os efeitos de nossas ações, mesmo as mais cotidianas.

Cesto de lixo dispensa saco plástico

Eis aí uma solução mão na roda para os paulistanos, que desde janeiro precisam se adaptar ao “banimento” das sacolas plásticas dos supermercados da cidade. A ideia é bem simples: no lugar do saco de polietileno comum, entram camadas de sacolas feitas de papel.
O ideal segundo seus criadores, os designers italianos Riccardo Nannini, Domenico Orefice e Emanuele Pizzolorusso, é que só sejam descartados na lixeira ecológica batizada de Fabriano o chamado lixo sólido, como embalagens plásticas, vidro, papelão e outros materiais que podem ser reciclados. O cesto também pode ser utilizado em escritórios, para descarte de papel.

Parede ecológica, do Case

O Centro de Arquitetura, Ciência e Tecnologia (Case), em Nova York desenvolveu uma parede ecológica que ajuda a melhorar a qualidade do ar e o clima nos escritórios e outros ambientes internos. A técnica baseia-se no processo chamado de fitorremediação, que usa plantas para remover, imobilizar ou tornar inofensivos ao ecossistema contaminantes do solo, água ou ar.
O sistema projetado pelo Case consiste em plantas hidropônicas instaladas em uma tela modular que pode ser deslocada. Em vez de estarem enterradas no solo, as raízes das plantas ficam expostas, o que aumenta a capacidade de purificação do ar em até 300%.

exame.abril.com.br

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Planeta Sustentável

Parede ecológica purifica o ar em escritórios

Arquitetos projetam tela modular para plantas que melhora o clima em ambientes internos.

Passar pelo menos oito horas por dia enclausurado em um escritório sem graça, com carpete no chão, exposto ao ar condicionado frio e, na maioria das vezes, sem contato visual com uma paisagem agradável pode ser um composto explosivo para a saúde e o bem-estar de qualquer pessoa.
Pensando nisso, o Centro de Arquitetura, Ciência e Tecnologia (Case), em Nova York desenvolveu uma parede ecológica que ajuda a melhorar a qualidade do ar e o clima nos escritórios e outros ambientes internos. A técnica baseia-se no processo chamado de fitorremediação, que usa plantas para remover, imobilizar ou tornar inofensivos ao ecossistema contaminantes do solo, água ou ar.
O sistema projetado pelo Case consiste em plantas hidropônicas instaladas em uma tela modular que pode ser deslocada. Em vez de estarem enterradas no solo, as raízes das plantas ficam expostas, o que aumenta a capacidade de purificação do ar em até 300%.
Segundo seus criadores, a parede verde tem efeito benéfico sobre a qualidade do ar semelhante ao de cerca de 800 plantas de vaso. Um canal interno é responsável pela irrigação por gotejamento que fornece água fresca para as plantas.
Outros projetos voltados para a melhoria do clima em ambientes internos têm surgido. Um exemplo recente é o “Plant Window”, dos designers Jianxing Cai, Chao Chen, Qi Wang, & Jiang Wu, uma janela de plantas que funciona como uma cortina que filtra a luz e ainda garante um toque verde ao ambiente.

Kuwait ganha aeroporto futurista sustentável

Design do edifício equilibra o espaço com simplicidade, facilidade de uso; estrutura é inspirada em formas e materiais locais.

Aeroporto Internacional do Kuwait vai aumentar significativamente sua capacidade e estabelecer um centro aéreo regional no novo Golfo por meio de um projeto sustentável.
O objetivo estratégico do projeto vai ser acompanhado por um edifício terminal, o qual visa fornecer conforto para os passageiros, além de definir um marco ambiental para os aeroportos internacionais.
O design do edifício equilibra o espaço com simplicidade, facilidade de uso e tem uma estrutura inspirada em formas e materiais locais. Ele terá poucas mudanças de nível. O terminal tem um plano de trevo, com três alas de portões de embarque. Cada fachada mede 1,2 km com uma extensão a partir de um espaço central com 25 metros de altura. Já a estrutura de concreto fornece massa térmica e o telhado tem painéis solares para coletar energia.
Ele deve ter um telhado único com aberturas envidraçadas capazes de filtrar a luz do dia, enquanto desviam a radiação solar direta. A cobertura estende a sombra para proteger uma praça de entrada. Ela é suportada por colunas de concreto com formas orgânicas, inspiradas no movimento dos barcos à vela, tradicionais do Kuwait.
Com essa grande reforma, o Kuwait pretende receber a certificação LEED Gold (Leadership in Energy and Environmental Design) e se tornar o primeiro aeroporto do mundo a atingir este nível de certificação ambiental. Esse selo verde representa que a construção é conhecida e aceita internacionalmente segundo práticas sustentáveis.
O local de desembarque terá a área de bagagens cercada por cascatas de água para resfriamento. O paisagismo em torno do aeroporto terá um oásis ao redor do prédio com as espécies nativas de deserto ao longo da estrada de acesso.
O plano diretor foi feito pelo escritório de arquitetura inglês Foster and Partners. Inicialmente, o aeroporto irá acomodar 13 milhões de passageiros por ano, número que pode aumentar para 25 milhões e até acomodar 50 milhões de passageiros com maior desenvolvimento.

Inglaterra ganha primeira casa anfíbio à prova de enchente

Autorizada pelo governo britânico, instalação no Rio Tâmisa é capaz de “levantar e flutuar” durante inundações, protegendo os moradores e evitando danos materiais.

Além dos estragos à infraestrutura das cidades, as grandes tempestades e enchentes têm mostrado o seu lado mais cruel - o de tirar vidas humanas e deixar milhões de desabrigados - com uma intensidade surpreendente. E a situação só deve piorar nos próximos anos, em decorrência das alterações climáticas.
Preocupados com a questão, a firma de arquitetura britânica Baca desenvolveu uma casa anfíbio capaz de resistir às enchentes. Primeiro projeto deste tipo a receber autorização do governo inglês, a casa de 225 metros quadrados de área está sendo construída a apenas 10m da margem do rio Tâmisa, em Male, no condado de Buckinghamshire. Ela será erguida em bases fixas, como um edifício convencional, mas em caso de inundações na região, a casa será capaz de levantar e flutuar, mantendo a salvo seus ocupantes.
A resistência à agua deve-se ao que os arquitetos chamam de "golfinhos", postes verticais normalmente encontrados em marinas que mantêm a instalação flutuante no lugar durante uma cheia. Outra curiosidade da casa anfíbio é o jardim com terraço em três camadas, que foi projetado para funcionar como um sistema precoce de alerta de inundações, possibilitando ao morador acompanhar a elevação gradual do nível do rio. O jardim em camadas também tem a função de reter água. Com um valor estimado em 1,5 milhões de libras, a casa anfíbio britânica custa cerca de 20% a 25% a mais do que uma construção convencional e de tamanho similar.
Apesar de pioneira na Inglaterra, a iniciativa já tem exemplos de sucesso em outros países. Em entrevista ao Wired.co.uk, Richard Coutts, diretor do escritório Baca, afirmou que sua equipe tem colaborado com especialistas pelo mundo para o desenvolvimento de construções resistentes à enchentes. Em 2005, ele ajudou o Grupo Dura Vermeer a construir 32 casas anfíbias e 14 casas flutuantes na Holanda. Projetadas para acomodar uma diferença do nível de água de até 5,5 m, todas as estruturas foram postas à prova durante as enchentes do ano passado – e, como prometido, resistiram firmes e fortes.

Banda de rock faz show movido a pedaladas

Os músicos do CO2Zero cantam sobre sustentabilidade e dão exemplo com geradores movidos a bicicletas ergométricas.

No show da banda de rock CO2Zero, de Santa Bárbara do Oeste, no interior de São Paulo, ninguém fica parado. Seja pelo som, seja pela causa que os integrantes defendem. Tudo no grupo remete à sustentabilidade, desde as letras das músicas, até a atitude: a energia elétrica usada para iluminação e para os próprios instrumentos é produzida por geradores movidos a pedaladas.
“São bicicletas ergométricas adaptadas a geradores elétricos. Toda a eletricidade que usamos vem das pedaladas, ou seja, tem que ter gente ajudando o tempo todo. Se não pedalar, não tem música”, diz Kleber Amedi, baixista da banda.
A ideia do projeto “Pedal Sustentável” é do baterista da CO2Zero, José Carlos Armelin. Formado em engenharia eletrônica e professor universitário, ele desenvolveu o sistema que conecta as bicicletas ao gerador e distribui a energia às luzes e amplificadores.
“O Armelin sempre foi preocupado com o meio-ambiente, e adora música e bicicleta. Ele decidiu unir as três coisas no mesmo projeto. Nós nos conhecemos em um show em que ele estava com a bateria, o gerador e a bicicleta”, diz Amedi, que é engenheiro químico e trabalha com saneamento e projetos de sustentabilidade há 15 anos.
No repertório, que é sucesso entre universitários e estudantes do ensino médio e fundamental, rock e pop são os ritmos de músicas que transmitem lições de sustentabilidade. É o caso de “Mundo das Sacolas”, paródia da canção “Flores”, dos Titãs: “Olhei até ficar cansado/de ver tantas sacolas de plástico/Chorei por ver descartadas/as sacolas que estão no canteiro.../A educação vai curar essas lástimas/As sacolas têm gosto de lágrimas...”.
'Ecochatos'
Todo o trabalho da banda é feito na base da conscientização, mas sem forçar a barra. “Não queremos o rótulo de 'ecochatos', 'biodesagradáveis'. Isso tem que ser algo prazeroso, natural, e sempre dando o exemplo”, diz Amedi. Portanto, nada de discursos pesados, ou discussões intermináveis. As mensagens são curtas e, na maioria das vezes, bem-humoradas.
Segundo o baixista, a fórmula tem dado certo. Os shows já deram origem a um projeto de reciclagem em Santa Bárbara do Oeste, e estimularam as pessoas a criar o hábito da “carona solidária”, para diminuir a circulação de carros durante a semana. Mas o maior sucesso são mesmo as bicicletas que abastecem de energia elétrica as apresentações. A banda até carrega a tiracolo um “pedalador oficial”, caso ninguém na plateia esteja em condições de ajudar. Mas geralmente não é o que acontece
”Em Uberaba, até uma senhora de 82 anos foi pedalar. As pessoas se sentem parte da banda”, afirma Amedi. Depois do show, elas saem precisando de um banho, que, diga-se de passagem, tem que ser curto. É como diz a letra de “Banho”: “Trabalhei o dia inteiro/ só quero chuveiro/ tenho placa solar/ pro meu banho esquentar/ mas nada disso adianta/se água eu desperdiçar/10 minutos de banho/bastam pra eu me lavar”.

exame.abril.com.br 
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