quinta-feira, 9 de maio de 2013

As hidrelétricas e os bilhões


A obra da linha de transmissão de energia da hidrelétrica de Tucuruí para Macapá e Manaus, com 1,8 mil quilômetros de extensão, a maior em construção no Brasil, foi licitada em 2008. Devia custar 1,8 bilhão de reais. Calcula-se que sairá por R$ 3 bilhões – ou mais. A elevação seria em função da imponderabilidade do “fator amazônico”.

Por ser ainda mal conhecida, ou mesmo desconhecida, a região reserva surpresas – geralmente desagradáveis – aos que penetram em suas áreas ainda isoladas. O elemento de risco seria muito maior do que nas outras regiões do país, já de maior domínio. Além disso, o reajuste é ocasionado pelo atraso na liberação das licenças ambientais por parte do governo federal, que é o dono da concessão do serviço.

O “reequilíbrio econômico de contrato” foi solicitado pela multinacional espanhola Isolux Corsán, que venceu dois dos três lotes do mais recente “linhão” de Tucuruí, através do qual o Amapá e o Amazonas se ligarão ao sistema integrado nacional de energia. O escritório de consultoria da ex-ministra da Casa Civil de Lula, Erenice Guerra, foi contratado para ajudar a resolver o impasse junto à Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, que controla esse contrato.

O jornal O Globo sugeriu que foi mais do que competência profissional que propiciou ao escritório marcar audiência, em janeiro, do então presidente mundial do grupo Isolux Corsán, Antonio Portela Alvarez, com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

Erenice subiu ao governo do PT com Dilma, quando a futura presidente ocupou o mesmo ministério agora nas mãos do velho político maranhense. Também acompanhou a ida de Dilma para à Casa Civil, e a substituiu quando a chefe se tornou candidata à sucessão de Lula. Caiu em meio a um escândalo sobre tráfico de influência, quando caminhava para o topo do poder federal.

Caiu na administração pública, mas se recuperou na privada. Obteve mais uma representação de muito peso para o seu movimentado escritório, também sobre uma obra amazônica. Defende os interesses de outra multinacional, a francesa GDF Suez, que possui 60% das ações da Energia Sustentável do Brasil.

A ESBR constrói a hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, obra de mais de 15 bilhões de reais. Litiga com a Santo Antônio Energia, responsável por outra usina do mesmo porte e do mesmo valor, rio abaixo. Estão em disputa a definição sobre a operação do Madeira e compensação de R$ 2 bilhões.

A Santo Antônio elevou o nível do seu reservatório, Jura que essa providência beneficia as duas empresas, com ganhos de geração de energia para ambas, proporcionada por maior volume de água estocada. A Jirau discorda e diz que vai perder. O impacto seria do valor que cobra.

Mas a ESBR preferia impedir que o reservatório ficasse mais alto. A elevação precisaria ser feita até o início do segundo semestre deste ano para ser viável. Sem decisão, o nível do reservatório não mudaria, o que seria o desejo da multinacional francesa.

A Amazônia, como se vê, está no centro de mais essa disputa por poder e cifrões. A construção de grandes hidrelétricas em série, as que estão em andamento no Madeira e no Xingu, e as projetadas para o Tapajós e o Tocantins/Araguaia, só pode ser plenamente entendida nessa cercadura de muitos bilhões de reais. Só nos dois rios em que se levantam as usinas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, a movimentação é de R$ 60 bilhões.

Esse é o principal combustível para as ações de bastidores, bem à distância das celeumas públicas sobre os aspectos mais visíveis dessas obras, os impactos sociais e ambientais. Nos gabinetes pelos quais Erenice Guerra e iguais transitam com desenvoltura, o que está na mesa de negociação é matéria muito mais sonante.

Lúcio Flávio – Cartas da Amazônia - http://br.noticias.yahoo.com

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Canela: a árvore de múltiplas utilidades


A canela é uma árvore originária do Ceilão, da Birmânia e da Índia e conhecida há mais de 2500 anos a.C. pelos chineses. A canela era a especiaria mais procurada na Europa e seu comércio era muito lucrativo. O monopólio do comércio da canela esteve nas mãos dos portugueses no século XVI, passou para os holandeses, com a Companhia das Índias Orientais, quando esses expulsaram em 1656 os portugueses do Ceilão, e depois, passou para as mãos dos ingleses, a partir de 1796, quando esses ocuparam essa ilha.



As canelas são algumas das espécies mais antigas conhecidas pela humanidade. A mais difundida é a Cinnamomum zeylanicum, originária do Ceilão, atual Sri Lanka. Outras, entretanto, como a Cássia (Cinnamomum cassia), chamada de falsa-canela e conhecida como canela-da-China, também têm importância econômica. Esta espécie é uma Laurácea arbórea muito cultivada nas províncias do sudoeste da China. As partes mais úteis das canelas são o córtex dessecado e o óleo. O óleo é obtido das folhas por destilação, por arraste a vapor. Seu principal constituinte é o aldeído cinâmico, cujo teor pode ser superior a 80%.

Considerada símbolo da sabedoria, a canela foi usada na Antiguidade pelos gregos, romanos e hebreus para aromatizar o vinho e com fins religiosos na Índia e na China. Entre as muitas histórias da canela, conta-se que o imperador Nero depois de matar com um pontapé sua esposa Popea, tomado de remorsos ordenou a construção de uma enorme pira para cremá-la. Nessa pira foi queimada uma quantidade de canela suficiente para o consumo, durante 1 ano, de toda a cidade de Roma! Mesmo sem a importância que teve no passado e não sendo mais motivo de lutas entre os povos, a canela continua indispensável, como tempero na culinária moderna.

Cinnamomum zeylanicum cresce bem em solo brasileiro, onde já foi bem cultivada no passado, tendo sido introduzida pelos jesuítas. A canela é mencionada até em passagens bíblicas. Simbolicamente, a canela é uma especiaria ligada ao amor, sendo empregada muitas vezes como ingrediente para perfumes mágicos e poções para conquistar a pessoa amada. Há quem acredite que ela atrai o sucesso nos negócios, trazendo sorte e determinação para a resolução de problemas.

Ficha da planta

Família: Lauráceas
Origem: Ceilão, Birmânia, Índia
Outros nomes populares: caneleira, caneleira-da-índia, caneleira-de-ceilão, cinamomo e pau-canela. 
Outros Idiomas: cinnamomi (latim), cinnamon (inglês), canela (espanhol), cannelle (francês), cannella (italiano) e zimt (alemão).

Características: A caneleira é uma árvore que requer cerca de 1.300 mm de chuva por ano e temperatura média anual de superior a 21° C. A casca dos ramos é comercializada em rama (pau), raspas e pó. A caneleira é utilizada na culinária e na fabricação de bebidas, medicamentos, perfumes e sabonetes. Outras espécies do gênero Cinnamomum e Cassia também produzem canela. A canela é uma árvore de ciclo perene e que atinge até 8 a 9 metros de altura. O tronco alcança cerca de 35 centímetros de diâmetro.

As folhas são coriáceas, lanceoladas, com nervuras na base, brilhantes e lisas na parte superior e verde-claras e finamente reticuladas na parte inferior. As flores são de coloração amarela ou esverdeada, numerosas e bem pequenas, agrupadas em cachos ramificados.

Composição Química: acetato de eugenol, ácido cinâmico, açúcares, aldeído benzênico, aldeído cinâmico, aldeído cumínico, benzonato de benzil, cimeno, cineol, elegeno, eugenol, felandreno, furol, goma, linalol, metilacetona, mucilagem, oxalato de cálcio, pineno, resina, sacarose, tanino e vanilina.

Partes Usadas: Óleo essencial e casca desidratada.

Propriedades Medicinais: Adstringente, afrodisíaca, anti-séptica, aperiente, aromática, carminativa, digestiva, estimulante, hipertensora, sedativa, tônica e vasodilatadora.

Cultivo e Conservação

Clima indicado: quente, com temperatura constante e chuvoso.
Exposição solar: Plena
Propagação e formação de mudas: a multiplicação é feita por meio de sementes, originárias de plantas produtivas, vigorosas e sadias. A semeadura é direta em saquinhos de polietileno após a retirada da polpa, a 1 cm de profundidade, preenchidos com terra de boa qualidade.
Solo indicado: textura arenosa, leve e bem drenado.
Espaçamento: 3,5 x 2,5m ;3 x 3m ou 2,5 x 2m ou mais adensado, de acordo com o manejo a ser utilizado. As covas são de 40 x 40 x40 cm, abertas e adubadas 30 a 60 dias antes do plantio.
Adubação: esterco de animal curtido, húmus ou matéria orgânica, incorporados a 60 centímetros de profundidade. 
Necessidade de água: Elevada
Proteção contra o sol: a planta necessita de proteção contra os raios solares nos primeiros meses após o plantio, o que pode ser feito com folhas de palmeiras ou outro material disponível.
Colheita da Casca: 5 anos após o plantio, quando ela naturalmente se solta do tronco (geralmente no outono).
Secagem da casca: primeiramente em local sombreado e bem ventilado por 4 a 5 dias; em seguida é exposta ao sol, não muito intenso.
Armazenamento: em recipientes de vidro bem limpos e fechados.

Usos


Culinária
: para condimentar presunto e alguns tipos de carne, no preparo de doces, pães doces, arroz-doce, bolos, tortas de frutas, cremes para pastéis e panquecas doces, frutas condimentadas, compotas, pudins e bebidas quentes como o chocolate e o café.

Cosmética: para dar brilho nos cabelos; usada em pastas dentais e óleos bronzeadores.

Saúde: Contra gases abdominais, úlceras estomacais causadas por stress, hipertensão arterial, resfriados e dores abdominais.

Contraindicações: gestantes.

Efeitos Colaterais: irritações na pele.

Fontes: http://www.jardimdeflores.com.br: Angelo C. Pinto - Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro e livro "Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais".

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Tetos verdes


Nem Messi, papa Francisco ou a rainha da Holanda Máxima Zorreguieta. Agora a bola da vez na Argentina é o uso de jardins suspensos. Mire-se no exemplo do país vizinho, podemos melhorar as nossas cidades.

Recentemente na Argentina foi sancionada uma lei que prédios que adotarem coberturas verdes, ou seja, plantações em seus tetos, terão abatimentos no imposto equivalente ao nosso IPTU. A lei tem como objetivo ampliar a área verde nas cidades, controlar o calor urbano e reduzir o consumo de energia elétrica com aparelhos de ar condicionado. Além disso, os prédios que começarem a construção a partir de agora serão obrigados a fazer essas áreas verdes.

No Brasil o mercado está em fase bem inicial. Alguns estados procuram incentivar a prática, mas não há uma lei que regulamente ou incentive as plantações, ao menos não em esferas federais. Entretanto, há exemplos a serem seguidos, como o Colégio Estadual Erich Walter Heine no Rio de Janeiro.

Há vários pontos positivos neste sistema de telhado verde:
- É um ótimo regulador de temperatura: reduz a temperatura no calor, criando um ambiente agradável e fresco, diminuindo o consumo de energia elétrica com ar condicionado. Nos dias frios, retém o calor;
- Retém a água da chuva: um telhado verde absorve e evapora mais água, os tratamentos de esgotos e de águas residuais são aliviadas, virando uma ótima opção para cidades grandes e com pouca vazão
- Ajuda a isolar o local de ruídos, resultando em uma ótima acústica e redução de barulhos externos
- Beleza estética;
- Valorização do imóvel;
- Durabilidade maior em comparação ao telhado comum;
- Um ambiente a mais para a casa;
- Produção de alimentos, ervas e flores, gerando condições de vida para insetos e aves.

Mas antes de você se animar com a ideia e querer fazer o seu próprio jardim, saiba que não é tão simples assim. O primeiro passo é consultar um engenheiro ou arquiteto, para saber se é viável e se a estrutura aguenta o peso que um jardim irá gerar. Em média, a estrutura deve aguentar de 80 a 250 kg /m ², dependendo do sistema que será instalado.

Como o telhado verde requer infraestrutura adequada, não basta subir em cima da casa e começar a plantar. Depois que a avaliação for feita, você pode contratar um engenheiro ou arquiteto para fazer o serviço ou empresas especializadas, algumas são a Ecotelhado e a SkyGarden. E o primeiro passo será a impermeabilização da área, utilizando manta asfáltica ou algum material similar.

Após a impermeabilização, tem início a parte estrutural do jardim, que recebe um sistema de drenagem para evitar infiltrações. Aliás, este sistema pode ser feito de diversas maneiras, desde entulho a sistemas de encanamento.

Antes da terra e vegetação, é colocada uma manta especial para evitar que as raízes danifiquem o sistema de drenagem ou a estrutura do imóvel. Aliás, normalmente são usados pequenos arbustos e grama, já por não possuírem raízes profundas.

Por fim, terra e vegetação. A partir daí é cuidar do seu teto, como um jardim comum. Lembre-se: sempre procure especialistas para a realização dos serviços, afinal, o que foi descrito nesta reportagem é o básico e cada caso é um caso, cada imóvel tem uma estrutura diferente e tem necessidades específicas.

http://br.noticias.yahoo.com

sexta-feira, 3 de maio de 2013

3 de maio: dia do Pau-Brasil


Com nome científico de ‘Caesalpinia echinata’, o Pau-Brasil foi declarada árvore nacional, no dia 07 de dezembro de 1978, sendo a única protegida por Lei. A árvore, que tem seu dia oficial comemorado no dia 03/05 e dá nome ao país. O Pau-Brasil é uma árvore de sol e sua flor é amarela e perfumada.

Uma das características mais importantes do pau-brasil é a madeira pesada com a presença interna de um extrato que gera uma espécie de tinta vermelha. Por ser de alta qualidade, a madeira desta árvore é muito usada na fabricação de instrumentos musicais como, por exemplo, violinos, harpas e violas.


CICLO ECONÔMICO (1500 a 1875)

Em 1500, na chegada de Cabral, Pero Vaz Caminha descreveu: “mataria que é tanta, e tão grande, tão densa e de tão variada folhagem, que ninguém pode imaginar”.

Diante da exuberância encontrada pelos portugueses, estes descobriram a existência de uma riqueza para eles inesgotável: o pau-brasil. Os índios brasileiros já utilizavam esta árvore para a confecção de arcos, flechas e a pintura de enfeites, com um corante vermelho intenso extraído do cerne. O ciclo econômico teve início em 1503 e, até 30 anos após a chegada dos portugueses, era o único recurso explorado pelos colonizadores. Com a exploração, a terra do pau-brasil tornou-se de muita importância e, em pouco tempo, Pindorama (denominação tupi que significa Terra das Palmeiras) oscilou entre os nomes oficiais Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Terra do Brasil e, logo em seguida, apenas Brasil.

O carregamento da madeira era enviado para Portugal e, de lá, a matéria-prima era enviada para Antuérpia, na Bélgica, de onde seguia para os principais consumidores: Inglaterra, Alemanha e Florença, na Itália.

A exploração era monopolizada pela Coroa, sendo que, mesmo após a implementação das capitanias, seus donos não podiam explorar a madeira nem tão pouco impedir que representantes da Metrópole o fizessem.

Em 1850, com a comercialização de anilinas sintetizadas, inicia a era da queda da importância comercial do pau-brasil. Mesmo assim, até 1875, ele ainda era um dos nossos mais importantes itens comerciais. 

CICLO DO DESPREZO (1876 a 1970)
Na época das Capitanias Hereditárias, a de Pernambuco foi uma das que mais prosperou, graças à cultura da cana-de-açúcar. E essa cultura, mesmo ali, onde se localizava a capital do pau-brasil, o derrotou. Substituído por culturas mais rápidas e de lucro fácil, permitiu um século de abandono e desprezo, principalmente após 1876, pelo Império.

CICLO RESTAURADOR (1971 aos nossos dias)
O Movimento em Defesa do Pau-brasil teve início em Pernambuco, em 1970, por iniciativa do professor Roldão de Siqueira Fontes, mais tarde apoiado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, através do seu Reitor, Prof. Adierson Erasmo de Azevedo e do Governo Federal, que partiram para uma campanha nacional. Logo depois, foram plantadas 50.000 mudas pela UFRPE e pelo Departamento Nacional de Obras de Saneamento – DNOS, nas margens da barragem do Rio Tapacurá.



http://obrasilparaoplaneta.wordpress.com

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eucalyptus deglupta: a “espécie aquarela”


Uma verdadeira obra de arte da natureza. 



O eucalipto arco-íris ou Rainbow Eucalyptus (Eucalyptus deglupta) é uma árvore de tronco colorido, único representante da família dos eucaliptos encontrado naturalmente no hemisfério norte, em ilhas da Indonésia, Filipinas, Nova Bretanha, Sulawesi e Nova Guiné.


Além de ser largamente utilizada pela indústria de papel, vem ganhando funções paisagísticas, devido suas nuances.



A casca exterior cai anualmente em diferentes épocas, deixando aparecer o verde claro da parte interior, que vai escurecendo gradualmente resultando em tons de azul, roxo, laranja, marrom e ocre até amadurecer completamente.



Na verdade, o nome da espécie “deglupta” deriva de uma palavra latina que descreve o processo de muda em função da separação da casca. 



Pode crescer até três metros em um ano (chegando até 75 metros na fase adulta). A árvore de arco-íris pode ser encontrada em várias regiões tropicais, porque cresce muito rápido em terra ensolarada, úmida e com boa drenagem.



Baobá: a árvore de cabeça para baixo


Adansonia digitata ou árvore baobá é uma árvore de aparência estranha que cresce em áreas de baixa altitude na África e na Austrália. O baobá também é chamado de árvore de cabeça para baixo porque quando nua de folhas, os ramos se espalhando do olhar baobá como raízes apontando para cima no ar, como se tivesse sido plantada de cabeça para baixo. A lenda diz que Deus Thora deu um desgosto ao Baobá crescendo em seu jardim, por isso ele jogou por cima do muro do Paraíso para a Terra abaixo, e embora a árvore caiu de cabeça para baixo, continuou a crescer. Outra história diz que quando o baobá foi plantada por Deus, ela continuou andando, assim Deus puxou-o para cima e replantada de cabeça para baixo para impedi-lo de se mover.

O baobá pode crescer até tamanhos enormes atingindo alturas de 5 a 30 metros e têm diâmetros de tronco de 7 a 11 metros. Um espécime baobá Africano na província de Limpopo, África do Sul, muitas vezes é considerado o maior exemplo vivo. Até tempos recentes, a árvore tinha uma circunferência de 47 metros - o seu diâmetro é estimado em cerca de 15,9 metros. Recentemente, a árvore dividida em duas partes e que é possível que a árvore stoutest agora é Sunland Baobab, também na África do Sul, com um diâmetro de 10,64 m e perímetro aproximado de 33,4 metros. Baobás também têm a reputação de ser muitos milhares de anos.

O baobá é altamente considerado pelos povos africanos, porque todas as suas partes podem ser utilizados em alguma capacidade. Além de ser uma importante fonte de madeira, os troncos são geralmente escavado por pessoas que os utilizam para abrigos, armazenamento de grãos ou como reservatórios de água. Os troncos ocos também servem como locais de sepultamento. Alguns dos mais importantes produtos vir a partir da casca da árvore, a qual contém uma fibra que é usada para fazer cordas, redes de pesca, sacos e vestuário. A casca também pode ser moída em um pó para aromatizar alimentos. As folhas do baobá eram tradicionalmente utilizadas como fermento, mas também são usadas ​​como um vegetal. Os seus frutos e sementes também são comestíveis para os seres humanos e animais. A polpa do fruto, depois de seco e misturado com água, faz uma bebida que tem um gosto semelhante à limonada. As sementes, de gosto como o creme de tártaro e são valiosas fontes de vitamina C, eram tradicionalmente utilizada em outra refeição, quando a comida era escassa. Outros produtos como os sabões, colares, cola, borracha, medicina e tecido pode ser produzido a partir de várias partes da árvore baobá.





http://www.amusingplanet.com

domingo, 28 de abril de 2013

Lar do tatu-bola (mascote da Copa), esta ameaçado


Único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga vê sua riqueza ambiental dilapidada pelo uso predatório dos recursos naturais, que ameaça espécies como o tatu-bola, a mascote da Copa do Mundo de 2014. O alerta foi dado ao ecossistema, às vésperas do Dia Nacional da Caatinga, comemorado neste domingo.

A caatinga é o patinho feio dos biomas brasileiros. É o menos conhecido e recebe menor investimento público. Isto se deve à visão de que é um ecossistema pobre, quando, na verdade, é diverso e tem muitas espécies endêmicas (que só existem lá).

Segundo dados oficiais, a caatinga se estende por 9 estados do nordeste brasileiro (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Sergipe) até o norte de Minas Gerais (sudeste). Ocupa 844.453 quilômetros quadrados, área superior aos territórios de França, Reino Unido e Suíça somados.

O bioma abriga 932 espécies de plantas, 178 de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 de anfíbios e 241 de peixes. Sendo que, algumas espécies foram extintas, como a ararinha-azul ('Cyanopsitta spixii'), e outras estão ameaçadas, como o tatu-bola ('Tolypeutes tricinctos').

Na região vivem 27 milhões de pessoas e a grande maioria sobrevive de agropecuária de subsistência. Feijão e milho são os principais cultivos e na criação de animais predomina o rebanho caprino. Uso inadequado do solo, consumo de lenha nativa em residências e indústrias e desmatamento para dar lugar à agropecuária são as principais agressões à caatinga.

Consequentemente, 46% do bioma foram desmatados, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Falta planejamento no uso dos recursos naturais da caatinga. A população depende deles, mas sem uso planejado, observa-se a repetição do círculo degradação do solo/pobreza.

Há a falta de investimentos em pesquisas e de unidades de conservação integral na caatinga, que apesar de importantes para preservá-la, protegem apenas 1% do bioma. As ações (oficiais) têm sido pontuais, falta uma política de desenvolvimento sustentável.

São prioridades da região criar novas unidades de conservação, promover o ecoturismo e melhorar as atividades produtivas, com agropecuária sustentável substituindo o extrativismo (exploração do solo sem reposição dos nutrientes).

No Dia Nacional da Caatinga, celebrado este domingo, acredito ser possível salvar o bioma. Já se sabe como produzir de forma sustentável na caatinga, mas esta informação precisa chegar ao produtor. É preciso investir em educação, em transferência tecnológica. O problema não é o gargalo tecnológico, mas a vontade política.



http://br.noticias.yahoo.com
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