sexta-feira, 19 de abril de 2013

A tomada do Congresso Nacional pelos índios brasileiros


A tomada – mesmo que só por meia hora e sem derramamento de sangue – do Congresso Nacional pelos índios brasileiros foi um evento extraordinário, pelo inesperado, pelo impetuoso e pelo atrevido. Tanto para os índios, que sempre viram aquele recinto como um baluarte de poderosos engravatados, quanto para os parlamentares que o veem como seu santuário de honorabilidade. Os índios o tomaram em chacoalhares de guerra, impelidos pelo sentimento de revolta com os modos com que as eminentes autoridades os estão tratando e pela urgência do fazer agora; os parlamentares, de início embasbacados de susto, logo impuseram sua prerrogativa de templários da democracia e os mandaram sair incontinenti, como se dissessem, “aos índios tudo, menos nossa tranquilidade”.

Já a distinta opinião pública sufocou-se de sentimentos contraditórios, como é de seu feitio em relação à questão indígena brasileira: se, por um lado, admira o destemor dos mais humilhados dos brasileiros, por outro, deplora a visível algazarra e a intempestividade do evento. Réstias de imagens de agressividade indígena saem do fundo de suas mentes e se transformam em sentimentos de pavor e ojeriza anti-indígenas.

Para o movimento indígena (incluindo o movimento socioambientalista, ONGs e religiosos) que programou esta Semana do Índio, a qual se capitaliza hoje, com tantos eventos comemorativos e/ou blasfematórios pelo Brasil inteiro, a tomada do Congresso Nacional foi festejada com um misto de alegria e apreensão. O movimento sente que chamou atenção para a causa indígena do modo mais ousado possível, por aparentemente não haver outro mais racional, mas também sabe que pode vir troco.

O distinto público há de se perguntar: “Por que os índios estão tão zangados?” Certamente se lembrará que nos últimos anos a revolta contra hidrelétricas, especialmente Belo Monte, está no topo da impaciência indígena. Talvez não se lembrem mais que em 2010 mais de 400 índios passaram seis meses em frente ao Ministério da Justiça protestando contra um decreto administrativo que, entre outras coisas, extinguia os antigos e sólidos postos indígenas, como representação do Estado na proteção e assistência das aldeias indígenas. Nunca lhes foi dada uma explicação razoável, a não ser que o posto indígena era uma instituição retrógrada, da época de Rondon, como se para os índios tão acusação tivesse a mesma negatividade que tem para antropólogos e ambientalistas que querem o fim do indigenismo rondoniano. Nas terras indígenas, onde vive a grande maioria dos povos indígenas, inclusive muitas das lideranças presentes, a Funai sumiu e com isso os índios se sentem constrangidos a apelar para vereadores, prefeitos, fazendeiros, madeireiros ou garimpeiros, sem falar em missionários, para o mínimo de suas necessidades de urgência, algo que não acontecia no Brasil desde 1910. São os novos indigenistas brasileiros.

Entretanto, a pièce de résistance da revolta indígena vem da contrariedade a um projeto legislativo, conhecido como PEC 215, que visa mudar a Constituição para retirar do Executivo, i.e., a Funai, a prerrogativa exclusiva de reconhecer e demarcar terras indígenas, passando-a para o Legislativo, i.e., os ilustres parlamentares.

Mudar a Constituição não parece difícil hoje em dia, nem tampouco o é retirar direitos nela consagrados. Porém, há que se convir, por que os parlamentares haveriam de se dispor a roer um tão duro e reprovável osso, qual seja, transformar o Congresso Nacional em balcão de negociação de terras indígenas, sem que tenha gosto nem condições administrativas para tanto?! Só para contentar os ruralistas? Ou para chatear os índios e o movimento indígena?

Difícil achar que a PEC 215 valha tanto esforço. Difícil achar que haveria razão para tanto. O que me parece mais razoável é que os parlamentares que assinaram essa PEC queriam mais provocar o Executivo para arrefecer as demarcações, por um lado, e provocar o movimento indígena, por outro. Conseguiram. A PEC 215 vai encalhar por aí, sem razão constitucional nem tampouco viabilidade administrativa, e o Congresso sabe disso.

Enquanto isso, quem pegou corda com essa provocação está deixando de lado o essencial do que estão vivendo os índios: o arrefecimento da simpatia por parte da opinião pública, a diminuição da responsabilidade do Estado para com suas vidas e sua ascensão no panorama político-cultural brasileiro, com uma Funai se apresentando inerme e incapaz de resolver os atritos entre o desenvolvimentismo nacional e os interesses indígenas, e o desvio de todo o esforço político indígena para lutar contra um fantoche.

A quem interessa isso tudo?

*Mércio Pereira Gomes é antropólogo (Ph.D. University of Florida, EUA, 1977), professor do Programa de História da Ciência, das Técnicas e da Epistemologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ex-presidente da Funai, autor dos livros "Os Índios e o Brasil", "Antropologia Hiperdialética", "Antropologia", "O Índio na História", "The Indians and Brazil", "Darcy Ribeiro", e "A Vision from the South".

http://br.noticias.yahoo.com

Mesmo encoberta por milhares de pneus, árvore resiste


Em meio a milhares de pneus abandonados por uma fábrica de reciclagem que fechou em 2004, uma árvore resiste e chama a atenção em Lachapelle-Auzac, na França.



A natureza manifesta a grandeza de Deus e a força da vida. Nada impede a vida de renascer, ressurgir, na sua força, na sua grandeza.

A ordem da natureza é geométrica. Nada há que ocorra por acaso no mundo físico; tudo o que acontece é uma manifestação da natureza imutável de Deus.

Na natureza, o poder pelo qual as coisas existem e atuam não é outro senão o poder eterno de Deus. Existir, ser e agir são a mesma coisa, e tudo o que existe é necessário, e não há contingência no universo.

A Natureza é pensante; este ‘’pensar’’, é a própria essência de Deus. Os atributos de Deus se fundamentam na unidade. A natureza é una, qualquer coisa, qualquer atributo de Deus resulta necessariamente de sua  natureza absoluta. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

EXPLOSÃO DE FÁBRICA DE FERTILIZANTES NOS ESTADOS UNIDOS


Uma explosão destruiu uma fábrica de fertilizantes na cidade de West, no estado norte-americano do Texas, e pode ter deixado até 60 mortos e 200 feridos, de acordo com a rede de televisão CBS. A explosão foi ouvida pelo menos 45 quilômetros de distância e causou grandes danos a edifícios vizinhos.  Autoridades texanas, incluindo o prefeito de West, Tommy Muska, descartaram a possibilidade de atentado terrorista e falam em acidente.



ACIDENTES COM PRODUTOS QUÍMICOS

O acidente químico é um capítulo dentro do risco químico e da indústria química, seja pela sua especialidade, seja pela importância crescente que vem adquirindo na discussão pública internacional. Uma das características deste tipo de acidente é sua relativa baixa probabilidade de ocorrência, porém quando desencadeado, este tipo de acidente pode provocar enormes tragédias humanas e ambientais.

CONSEQUÊNCIAS DO EXCESSO DE FERTILIZANTES NO MEIO AMBIENTE

Acidentes com fertilizantes químicos elevam o excesso de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, que acabam causando perturbações ao meio ambiente.

O nitrato é um composto inorgânico que possui um átomo de nitrogênio (N) e três átomos de oxigênio (O), e é formado a partir da ação de microrganismos sobre fertilizantes nitrogenados, restos de plantas, esterco e outros resíduos orgânicos. Normalmente, o nitrato é absorvido pelas plantas, mas em algumas situações ele pode ser carregado pela chuva ou água de irrigação para o lençol freático e para fontes de águas superficiais (ex: rios, lagoas). Nos mananciais de água em áreas rurais ele é proveniente, principalmente, dos fertilizantes nitrogenados e da estocagem e distribuição de esterco.

A methemoglobinemia é o principal problema de saúde provocado por elevados níveis de nitrato na água de consumo humano. O sangue possui um composto chamado hemoglobina que carrega o oxigênio para as células. O nitrato, após ingerido pelo recém nascido, pode ser reduzido a nitrito (outro composto nitrogenado inorgânico). Na presença do nitrito a hemoglobina pode ser convertida em methemoglobina, que não é capaz de carregar o oxigênio, reduzindo o seu suprimento para tecidos vitais como o cérebro.

O nitrato também pode ser prejudicial à produção pecuária. Os ruminantes são especialmente susceptíveis, pois as bactérias do rúmen são capazes de converter o nitrato em nitrito. Apesar de não haver nenhuma forma de regulamentação para os animais, estes não deveriam consumir água com mais de 100 mg/l de N na forma de nitrato.

Os fertilizantes nitrogenados que escapam para lagos e baías também podem causar eutrofização da água (processo de enriquecimento da água em nutrientes). Como resultado, há um rápido aumento na população de algas e cianobactérias. A morte e decomposição destes microrganismos levam a uma redução nos níveis de O2, o que pode levar à morte de peixes e crustáceos. A decomposição destas espécies, por sua vez, irá reduzir ainda mais os níveis de O2, levando a mais mortes.

A aplicação de compostos nitrogenados no solo também contribui para o processo de acidificação. O excesso de fertilizantes nitrogenados pode também aumentar a quantidade dos óxidos nítrico e nitroso na atmosfera. O óxido nítrico pode provocar chuva ácida e o óxido nitroso participa de dois processos muito agressivos ao ambiente. A reação do óxido nitroso com o O2 contribui para a destruição da camada de ozônio na estratosfera (camada da atmosfera que filtra os raios ultravioletas prejudiciais à saúde humana) e aumenta o efeito estufa (aquecimento global).

Fontes: diáriodonordeste.globo.com; http://www.milkpoint.com.br

As florestas mais mal-assombradas do mundo


A escuridão de florestas misteriosas faz com que, muitas vezes, elas incitem lendas e histórias de assombrações, fenômenos inexplicáveis e histórias assustadoras. O site Travel and Leisure preparou uma lista das florestas mais mal-assombradas do planeta. E você, arriscaria um passeio por uma delas?

Aokigahara, Japão

Conhecida como “O Mar de Árvores”, a floresta de Aokigahara ocupa a base noroeste do monte Fuji. Rumores indicam que fortes concentrações de ferro subterrâneas interferem com o funcionamento de bússolas, fazendo com que passeantes se percam na floresta. O local também é conhecido por ter numerosos suicídios registrados. Os habitantes dizem que os espíritos destes mortos gritam durante as noites.

Floresta Negra, Alemanha

Muitos dos contos dos irmãos Grimm foram situados nesta floresta situada ao longo do rio Reno, no Sudoeste da Alemanha. A Floresta Negra é tão densa que a luz do sol raramente passa entre as copas das árvores, criando um cenário ideal para fábulas de personagens como lobisomens, bruxas e gnomos.

Floresta de Wychwood, Inglaterra

Antigamente a Floresta de Wichwood ocupava uma grande área na região de Oxfordshire, no centro da Inglaterra. Hoje, seus vestígios são escassos, mas as lendas que ficaram famosas com os anos ainda persistem, com moradores que afirmam ter visto aparições de figuras misteriosas durante passeios.

Devil’s Tramping Ground

A uma curta distância de Siler City, no estado americano da Carolina do Norte, uma área de acampamento em meio à floresta é conhecida como Devil’s Tramping Ground (A Zona de Caminhadas do Diabo, em tradução livre). A lenda diz que um grande anel de terra onde a vegetação não cresce é usado pelo diabo para andar em círculos durante as noites, assustando os visitantes.

Dow Hill, Índia

Situado na região oeste de Bengala, na Índia, o colégio Victoria Boys School abriu no século 19 e é conhecido por, supostamente, ser mal-assombrado, com passos misteriosos em seus corredores.  A floresta de Dow Hill, que rodeia a escola, tem ainda mais atividade paranormal, com numerosas histórias assustadoras como a aparição de uma criança sem cabeça passeando pela área.

Floresta de Hoia-Baciu, Romênia

A região romena da Transilvânia é famosa por ser o lar do conde Drácula. Mas essa não é a única história assustadora da área. Os moradores que vivem cerca da floresta de Hoia-Baciu afirmam que o local é um portal para o  além, e que aqueles que passeiam por seus caminhos recebem vibrações intensas, sentindo-se enjoados e desconfortáveis o tempo inteiro.

Isla de las Muñecas, México

Situada numa rede de rios e córregos ao sul da Cidade do México, a Isla de las Muñecas (Ilha das Bonecas), tem um efeito de arrepiar criado por centenas de bonecas penduradas nos troncos das árvores. Após a morte de uma criança, achada flutuando na área, um morador encontrou uma boneca e decidiu colocá-la numa árvore em forma de homenagem. Hoje, inúmeras bonecas, algumas delas despedaçadas, criam uma impressão para lá de sinistra.

Floresta Estadual de Freetown-Fall River, Estados Unidos

A Floresta Estadual de Freetown-River faz parte do Triângulo de Bridgewater, uma área do sudeste do estado americano de Massachusetts, conhecida pela sua intensa atividade paranormal. A floresta foi tomada de nativos americanos,  que deixaram para trás vários  cemitérios que teriam sido palco de assassinatos satânicos nas décadas de setenta e oitenta. Hoje, o local recebe  diferentes aparições de OVNIs e fenômenos inexplicáveis.

Randolph Forest, Estados Unidos

Pequena comunidade situada dentro de uma floresta do estado de Maine, Randolph Forest é conhecida por ser a menor cidade dos Estados Unidos, mas também tem fama de ser mal-assombrada. Ao lado dos trilhos do trem e carros abandonados, os habitantes veriam aparições de luzes e barulhos estranhos e assustadores durante a noite.

Floresta de Epping, Inglaterra

Antiga floresta real na periferia de Londres, a floresta de Epping já serviu como esconderijo para muitos criminosos. Um dos mais notórios foi Dick Turpin, executado em 1739, e cujo espirito ainda vagaria na região. Um programa de televisão fez uma reportagem tentando encontrar o fantasma de Turpin, mas acabou se perdendo na floresta.

Robinson Woods, Estados Unidos

A floresta de Robinson Woods, no estado americano de Illinois, é o lugar onde está enterrado Alexander Robinson antigo chefe das nações nativo americanas dos Pottawamoties, Ottawa e Chippewa. Durante a noite, estranhas aparições de luzes, que seriam os espíritos de Robinson e sua família, surpreendem os visitantes.

Bosque de Firth, Inglaterra

No começo do século dezenove, perto do Bosque de Firth, nos subúrbios de Londres, uma casa foi transformada em prisão para soldados franceses capturados nas Guerras Napoleônicas. Uma mulher se apaixonou por um destes soldados, que foi espancado até a morte pelo pai e irmão dela. Poucos dias depois, sem suportar a dor, a moça acabou se suicidando. Habitantes locais afirmam que, até os dias de hoje, seu espírito anda freneticamente assombrando o bosque de Frith em busca de seu amor.

Bosques de Old House, Estados Unidos

Situado perto da baía de Chesapeake, no estado de Virginia, os Bosques de Old House são um suposto refúgio os espíritos de soldados e piratas que passaram pelo histórico porto de Mathews.  O local é visitado por turistas em busca de emoções fortes e histórias para contar, mas só os mais corajosos passam a noite inteira em meio à escuridão da floresta.

Fonte: http://vidaeestilo.terra.com.br

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Você conhece este inseto? Não? Deveria! Você o come todos os dias e nem sabia


Pragas do jardim não são normalmente consideradas belas, mas se você olhar de perto uma cochonilha, ela conseguirá chamar sua atenção. Não só pela cor branca pura destas pragas, mas também por seus tentáculos graciosos, que em algumas espécies se parecem com os pistilos de uma flor. Estes filamentos delgados variam muito de uma cochonilha para outra, e pode fazer os insetos lembrarem algum aspecto de um cachorro poodle de pelo curto ou uma bola de penugem.


Este revestimento felpudo de cera é o que diferencia as cochonilhas (Dactylopius coccus) umas das outras, que normalmente possuem rígidos escudos exteriores. No entanto, a casca dura e o revestimento de cera encontrados em várias escalas têm a mesma finalidade, atuarem na proteção. O pó das fibras macias das cochonilhas repele a água, tornando-os difíceis de matar com spray de pesticidas, e permite-lhes flutuar, o que é uma das maneiras pelas quais elas podem se espalhar para outras plantas.

Originárias do México medem de 2 a 5 milímetros de comprimento, são geralmente de cor marrom ou amarela, e se alimentam parasitando a seiva de cactos e plantas, bem como da umidade ali presente. Dentro da classe dos insetos, as cochonilhas são agrupadas na ordem Hemíptera, sendo parentes próximos das cigarrinhas, cigarras e dos pulgões. São conhecidas mais de 67.500 espécies de Hemípteras.

Para defender-se dos predadores, que são em geral outros insetos, produzem ácido carmínico, que extraído de seu corpo e ovos é utilizado para fazer o corante alimentício que leva seu nome. O corante de cor vermelho-escuro é utilizado em larga escala pela indústria cosmética e alimentícia, emprestando sua cor a biscoitos, geleias, sobremesas, sendo também utilizado em medicamentos e roupas, normalmente especificado como "corante natural carmim de cochonilha".

Organizações de defesa dos direitos dos animais e pessoas adeptas do veganismo (uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos) criticam a prática de obtenção do corante a partir do inseto cochonilha. Tais grupos alegam que é antiético, cruel e fútil o fato de matar milhões de insetos para tal finalidade — é necessário matar cerca de 70.000 cochonilhas para se conseguir ½ kg de corante. Veganos, frequentemente realizam campanhas para divulgar o processo de fabricação do corante carmim de cochonilha, além de promover o boicote aos produtos que o contêm.

As cochonilhas fêmeas têm bicos pequenos, chamados de estiletes, que inserem nas partes suculentas de uma planta para sugar a seiva. Como a seiva é a água açucarada que a maioria das cochonilhas não consegue digerir, ela passa através de seu corpo, através do “xixi”.
Estes excrementos açucarados são chamados de ‘melado’ e as formigas adoram. Elas amam tanto que às vezes cuidam das cochonilhas como se fossem muito valiosas, limpando-as e protegendo-as, levando o inseto, mesmo na fase adulta, para todos os lados. Você provavelmente já ouviu falar desse tipo de relação entre formigas e afídeos, onde as formigas, por vezes, fazem pequenos celeiros com plantas mastigadas pelos pulgões e levam suas cargas para debaixo delas durante o inverno frio. A razão para as relações é a mesma: ambas as cochonilhas e pulgões produzem melado.

Outro resultado menos agradável do melado das cochonilhas é o bolor negro. O “xixi” adocicado desses insetos oferece as condições perfeitas para este tipo de fungo crescer. No entanto, enquanto as condições podem ser perfeitas para o desenvolvimento fúngico, sua presença provoca malefícios às plantas. O bolor negro não só cobre as folhas, como as fazem parecer sarnentas e sem atrativos, tornando difícil a fotossíntese. Uma infestação de cochonilhas é prejudicial para a saúde das plantas e pode se espalhar-se rapidamente.
Se você tiver cochonilhas em suas plantas, você provavelmente vai ter que escolher entre essas pequenas estranhas criaturas e o bem-estar da sua planta.

O mais curioso desse inseto é que ele está presente em um grande número de produtos alimentícios e a grande massa da população nem imagina. Aquele doce avermelhado ou rosa, seu iogurte e a bolacha recheada de morango do seu filho, além de sucos e bebidas são produzidos em sua grande maioria com o carmim de cochonilha, por ser barato e resultar em um aspecto visual muito estético.

O que isso significa? Na prática, você consome indiretamente insetos em suas guloseimas industriais favoritas desde criança e nunca soube disso. Bem, até agora. Famosas marcas de cosméticos usam o título “livre de corantes artificiais”, mas utilizam o carmim de cochonilha para colorir batons, perfumes, sabonetes e uma infinidade de produtos.

Se você tiver curiosidade, procure pela designação C.I 75470 ou E120 na composição de seu alimento industrializado ou cosmético. Para não “queimar o filme” algumas empresas utilizam estes códigos para despistar o grande público.

Fonte: http://www.jornalciencia.com

terça-feira, 16 de abril de 2013

Projeto: Escola sustentável


Seria muito interessante que os gestores escolares assumissem o compromisso de transformar a escola em exemplo de sustentabilidade, com uso responsável de recursos, no consumo de energias, na manutenção dos equipamentos, na utilização dos materiais, com a qualidade de vida e do ambiente na escola. O que se deseja idealmente é que as pessoas possam perceber-se no mundo e possam lidar com as questões ambientais a ponto de querer transformar o seu próprio modo de viver e seu modo de interagir com os recursos existentes. E a escola deveria ser um lugar privilegiado para que essa percepção acontecesse.


Objetivos 
- Geral: Implantar práticas sustentáveis na escola;
- Para a direção, a coordenação pedagógica, os professores e os funcionários: Identificar e promover atitudes sustentáveis no coletivo e, individualmente, agir coerentemente com elas;
- Para os alunos: Desenvolver atitudes diárias de respeito ao ambiente e à sustentabilidade, apoiadas nos conteúdos trabalhados em sala de aula;
- Para a comunidade do entorno: Ampliar o interesse por projetos ambientais e se integrar em sua organização e implantação.

Conteúdos de Gestão Escolar
- Administrativo: Levantamento da demanda dos recursos naturais que entram na escola (água, energia, materiais e alimentos), dos resíduos e da situação estrutural do edifício (instalações elétricas e hidráulicas);
- Comunidade: Envolvimento na questão ambiental, com construção de novas práticas e valores e a realização de interferências na paisagem;
- Aprendizagem: Desenvolvimento de habilidades que contemplem a preocupação ambiental nos âmbitos de energia, água, resíduos e biodiversidade.

Tempo estimado
O ano todo.

Material necessário
Contas de luz e água, plantas do projeto da escola, planilhas para a anotação de dados sobre o consumo de recursos naturais, cartazes de papel reciclado para a confecção de avisos sobre desperdício, papeis para mapas e croquis e material escolar em geral.

Desenvolvimento

1ª etapa: Planejamento em equipe
Reúna os funcionários e inicie uma conversa sobre a importância de criar um ambiente voltado à sustentabilidade ambiental. Proponha a formação de grupos que avaliarão como a escola lida com os recursos naturais, o descarte de resíduos e a manutenção de áreas verdes ou livres de construção. É importante que a composição das equipes esteja acordada por todos, assim haverá motivação e interesse. Você, gestor, pode organizar a formação dos grupos, estimar os tempos e objetivos das tarefas e sugerir parcerias. Por exemplo, funcionários da secretaria que cuidam da compra de alimentos podem atuar com a equipe da cozinha.

2ª etapa: Diagnóstico inicial
Oriente cada grupo a fazer uma avaliação atenta do assunto escolhido. Por exemplo, a equipe que analisará o uso da energia deve levantar informações sobre a distribuição de luz natural, os períodos e locais em que a energia artificial fica ligada, as luminárias usadas e a sobrecarga de tomadas. Já o grupo que cuidará da água levantará o consumo médio na escola e verificará as condições de caixas- d’água, canos e mangueiras. No fim, os resultados devem ser compartilhados com a comunidade escolar.

3ª etapa: Implantação
Com base no diagnóstico inicial, monte com os grupos um projeto que contemple os principais pontos a serem trabalhados. Algumas soluções são:
- Energia Incentivar a todos, com conversas e avisos perto de interruptores, a desligar a energia quando houver luz natural ou o ambiente estiver vazio; efetuar a troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes, mais econômicas e eficientes, e fazer a manutenção periódica de equipamentos como geladeiras e freezers;
- Água Providenciar o conserto de vazamentos e disseminar, com lembretes nas paredes, a prática de fechar torneiras durante a lavagem da louça, a escovação dos dentes e a limpeza do edifício. Se houver espaço e recursos, construir cisternas é uma boa opção para coletar a água da chuva, que pode servir para lavar o chão e regar áreas verdes;
- Resíduos Caso não haja coleta seletiva pelo serviço público, deve-se buscar parcerias com cooperativas de catadores. Além disso, é possível substituir, sempre que possível, sulfite, cartolina, isopor e EVA por papel craft reciclado e trocar o cimento pela terra prensada na construção de alguns equipamentos, como bancos no jardim. Outras iniciativas: manter composteiras para a destinação do lixo orgânico e a produção de adubo, implantar programas contra o desperdício de comida e promover o uso e o descarte corretos dos produtos de limpeza;
- Biodiversidade Investir no aumento da superfície permeável e de áreas verdes cria espaços para o desenvolvimento de espécies animais e vegetais, além de refrescar o ambiente, diminuir a poeira e aumentar a absorção de água da chuva.

4ª etapa: Definição de conteúdos disciplinares
Em reuniões com coordenadores e professores, levante os conteúdos pedagógicos que podem receber o apoio do projeto ao ser trabalhados em sala, como:
- A importância da água para a vida na Terra;
- O desenvolvimento dos vegetais;
- A dinâmica da atmosfera terrestre;
- As transformações químicas;
- Os tipos de poluição;
- Os combustíveis renováveis e não-renováveis; 
- As cadeias alimentares;
- Os ciclos do carbono e do nitrogênio;
- A importância dos aquíferos;
- O estudo das populações, entre outros.

5ª etapa: Sensibilização da comunidade
Para aproximar as famílias e permitir que elas também apliquem as ações sustentáveis do projeto em seu dia a dia, é preciso envolvê-las desde o início. Nesse sentido, o diretor pode convocá-las a participar de reuniões e eventos sobre o tema, expor as mudanças implantadas na escola em painéis, apresentar as reduções nas contas de água e de luz e convidá-las a ver de perto a preocupação ambiental aplicada nos diferentes locais da escola.

6ª etapa: Manutenção permanente das ações
Acompanhe o andamento das mudanças, anotando os resultados e as pendências. Reúna os envolvidos para fazer as avaliações coletivas das medidas adotadas. Não hesite em reforçar os princípios do projeto sempre que julgar necessário e procure levar em consideração novas sugestões e soluções propostas por alunos, educadores ou famílias. É importante ter em mente que essa manutenção deve ser permanente e não apenas parte isolada do projeto.

Avaliação 
Retome os objetivos do projeto, recordando o que a escola espera alcançar, e questione se eles foram atingidos, total ou parcialmente. Monte uma pauta de avaliação sobre cada item trabalhado e retome aqueles que merecem mais aprofundamento. Avalie também o envolvimento da equipe e dos alunos, se todos estão interessados na questão ambiental e se eles mudaram as atitudes cotidianas em relação ao desperdício e ao consumo.



Fonte: http://revistaescola.abril.com.br

Cuecas sustentáveis: você usaria?


Se existe uma peça que raramente é repaginada, com certeza é a cueca. Isso porque a peça é pouco explorada pelo mercado- ainda muito conservador -, que insiste em oferecer os mesmos modelos para os consumidores. O mercado de peças íntimas masculinas está inovando o guarda-roupa dos homens com peças ecologicamente sustentáveis e confortáveis.

Vejamos algumas que já lançaram essa novidade:

Cuecas Upman

A nova coleção da marca Upman é feita de fibra de bambu e possui tecnologia termodinâmica, que faz com que as peças esfriem no verão e esquentem no inverno. Com elasticidade e toque macio, as peças são feitas com a tecnologia termodinâmica, que permite ao tecido esfriar no verão e aquecer no inverno, proporcionando ainda mais conforto no uso diário. A linha conta com modelos boxer e slip em cores variadas. Além disso, as cuecas são feitas de fibras de bambu, matéria-prima biodegradável, ideal para os ecologicamente corretos.










Cuecas Inderwear

Uma loja francesa de roupas íntimas resolveu inovar nas peças masculinas. A Inderwear lançou uma cueca que veste apenas um lado do corpo, uma espécie de cueca lateral. O modelo é bem ousado e faz lembrar as tangas usadas pelo comediante Sacha Baron-Cohen no filme Borat.

A cueca até não pode usar na fabricação matérias-primas sustentáveis e recicláveis, mas utiliza o mínimo de material, poupando os recursos naturais.

A peça, também chamada de fio dental lateral, está sendo vendida no site da Inderwear por R$ 57 mais as despesas de entrega. Ficam duas perguntas: 1) Você, homem, usaria uma cueca dessas? 2) Você, mulher, acharia bacana se o seu marido/namorado usasse?






Cuecas New Captain

Roupa íntima e sustentável para homens. Essa é a característica das cuecas New Captain. O tecido da inovadora lingerie masculina é o grande diferencial do produto: é composto por 75% de algodão desfibrado, proveniente de resíduos de confecções; e 25% de polyester de garrafas PET. O produto foi cuidadosamente desenvolvido, após pesquisas realizadas junto a fornecedores, lojistas e consumidores.

Os consumidores estão cada vez mais interessados em comprar roupas e produtos sustentáveis. As pessoas estão mais ecológicas e conscientes em relação ao consumo responsável.  A sustentabilidade é uma tendência que veio para ficar e vai alcançar todos os negócios. Kit com duas peças custa R$ 78 e poderá ser adquirido por meio da butique on line da marca.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...