quarta-feira, 3 de abril de 2013

Olhar fotográfico das cidades sem luz


O fotógrafo francês Thierry Cohen editou diversas imagens e colocou-as em sobreposição para lançar o projeto "Darkened Cities" (Cidades na escuridão). O resultado é impressionante!

RIO DE JANEIRO


Fotógrafo juntou fotos de paisagens urbanas com o céu estrelado fotografado na mesma latitude. 

LOS ANGELES

Enquanto Los Angeles, São Francisco ou Rio de Janeiro usavam gigawatts de eletricidade, lugares como o Joshua Tree National Park, o deserto Mojave ou a Amazônia estavam completamente escuros.

SÃO PAULO


O francês fotografou e combinou esses céus com imagens das cidades, tratadas para fazer com que elas parecessem iluminadas somente pelas estrelas. Nas fotos, é possível observar a Via Láctea.

SÃO FRANCISCO


Projeto visa questionar as mudanças climáticas e como o planeta está perdendo a visibilidade de alguns fenômenos. 

HONG KONG

Fotógrafo acredita que as cidades poderiam ser vistas com um aspecto melhor se não existisse energia.

SHANGAI

Fotógrafo utilizou de pequenas técnicas que possibilitassem esses novos ângulos. 

NOVA IORQUE

Todas as fotos têm a mesma latitude, longitude, ângulo e tempo. Para sobrepor as duas fotos, ele utiliza a imagem da cidade e depois a de um local diferente. 

TÓQUIO

A posição das duas imagens permitem as novas características: sem fumaça e excesso de iluminação.

PARIS

A mudança de iluminação é visível. Para dar esse novo olhar, Cohen utiliza ferramentas digitais.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Casas Hobbit


Casa 'de duende' chama a atenção em parque nos EUA

Um pequeno detalhe numa árvore do Parque Golden Gate, perto de San Francisco, nos EUA, está tendo grande atenção na Internet americana. A foto de uma porta de madeira jovem no rodapé de uma árvore centenária, publicada no site Richmondsfblog.com, está causando rebuliço em sites norte-americanos.

A foto causou grande comoção web e está atraindo muitos visitantes para o parque, interessados em visitar a "porta dos elfos", como o inusitado detalhe foi apelidado na Internet. A porta é encontrada numa área do parque perto da Academia de Ciências da Califórnia.

Teorias conspiratórias sobre qual a origem da porta já começaram a surgir. Uma fada? Um elfo? Um hobbit? Um camundongo? Outros fazem piada: é um esquilo com habilidades de arquiteto. 

O achado causou muita especulação, mas ninguém veio a público para se dizer autor da pequena porta. Uma boa notícia: a administração do parque não vai fechar a "casa dos hobbits". Uma outra porta como essa havia surgido num parque em Minneapolis.


Você moraria numa casa hobbit?

Ao assistir a trilogia Senhor dos Anéis, você só pensava na luta dos hobbits, elfos e humanos contra as forças do mal. Mas saiba que a saga tem outras implicações interessantes. Uma delas é uma concepção de arquitetura sustentável, integrada com a natureza.

Essa foi a ideia do britânico Simon Dale ao construir uma habitação para sua família. Baixo impacto ambiental e funcionalidade são os objetivos da casa. Com a esposa e seus dois filhos pequenos, ele mora numa casa igual à de Frodo e companhia. No site do projeto, ele dá os detalhes de como fazer uma casa dessas. Para te animar: custou só 3 mil libras (R$ 8 mil) .

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com

quinta-feira, 28 de março de 2013

Peixe na Semana Santa: questões ambientais e éticas ignoradas pela sociedade e pela mídia


Na Semana Santa, a celebração da morte e ressurreição de Jesus divide o espaço com o boom do comércio e consumo de carne de peixes. O feriadão em questão, em especial a Sexta-Feira Santa, é a época em que mais se comercializa e se consome esse tipo de carne no ano. As feiras, peixarias e supermercados de todo o Brasil lotam-se com milhões e milhões de peixes e uma multidão os compra para comê-los. A sociedade curte muito e a mídia incentiva, mas, aos olhos da natureza e da ética do respeito à vida animal, tais comportamentos se fazem perigosos e condenáveis.

A imprensa que fomenta a morte dos peixes
A imprensa, alienando a população de todos os problemas éticos e ambientais causados pela pesca, mostra com satisfação a prosperidade temporária dos vendedores de peixe (morto), ignorando e/ou omitindo completamente que é essa mesma fartura que vem causando um dramático declínio na população de grande parte das espécies “pescáveis”, se não todas, em todos os mares e oceanos do planeta.

As notícias sobre queda e extinção local de muitas espécies de peixes multiplicam-se, mas, de forma quase irônica, as relacionadas ao comércio e consumo de “pescado”, sempre acríticas, ganham destaque, muitas vezes nos mesmíssimos jornais, telejornais ou sites, durante o feriado cristão. Notas sobre preço, disponibilidade e demanda e receitas culinárias imperam nos dias anteriores à Sexta-Feira Santa, dia em que a carne vermelha é vedada da mesa dos cristãos – por motivos meramente religiosos, nada relacionados com ética, compaixão ou não-violência.

E os fatos de que os peixes agonizam muito em asfixia depois de retirados da água e poderiam ter suas vidas poupadas e respeitadas graças à existência do vegetarianismo simplesmente inexistem perante o olhar dessa mídia.

A crise ambiental que a Sexta Santa ajuda a piorar
Com todo esse estímulo da TV, dos jornais e dos portais online e embalado pela tradição, o povo se esbalda com a carne aquática no feriado. Ignora-se completamente que o costume cristão vem ajudando muito, para não dizer fundamentalmente, para a já citada crise populacional dos peixes nas vastas águas da Terra. Para se ter uma ideia dessa que se mostra como uma calamidade ecológica, alguns dados:

- A pesca em grande escala está ameaçando nada menos que 75% da população de peixes do mundo, segundo estudo da WWF de 2008;
- Na faixa territorial oceânica brasileira, 80% das espécies mais procuradas por pescadores estão ameaçadas de extinção por causa da sobrepesca e da pesca por redes de arrasto;
- 80% dos bancos de pesca mundiais estão em declínio ou esgotados;
- A pesca hoje está num ritmo duas a três vezes superior à capacidade de regeneração das populações aquáticas das águas do planeta. Em tal ritmo, todas as espécies “pescáveis” terão desaparecido em 2050;
- A população de peixes está diminuindo consideravelmente em diversos locais do mundo onde é pescada. A população de atum-azul diminuiu 10% em relação a meados do século 20 no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo. Na costa da Escandinávia, já foi extinta. Nas fazendas de aquicultura da Europa, caiu 25% em apenas um ano;
- Pesca e pecuária estão interligadas: rações preparadas a partir de peixes representam 37% do total de peixes retirados anualmente dos oceanos; 90% dessa porcentagem são trans-formados em óleo e farinha de peixe. Dessa farinha e óleo, 46% são utilizados como alimento na aquicultura de peixes e outros 46% são destinados para ração da pecuária suína e aviária;
- Das 30 espécies de tubarões pelágicos, que vivem em alto-mar, 11 correm em risco de extinção por causa da pesca que captura ora tubarões inteiros, ora suas barbatanas (nesse caso os tubarões são abandonados à morte depois de mutilados);
- A pesca profunda com redes de arrasto é capaz de levar embora, junto com os animais “pescáveis”, até 4 toneladas de corais, o que vem contribuindo para a ameaça mundial que os recifes de coral estão sofrendo.

Sofrimento dos peixes e ética
Também merece ser considerado o sofrimento desses animais quando são içados da água. Basta ver a força e o frenesi com que o peixe se debate depois de capturado, mais o movimento de sua boca quando já perdeu suas forças. Sua agonia é algo escancarado, visível a todos, mas é tratada com muita naturalidade e insensibilidade pelo pescador e totalmente ignorada por quem come esses bichos.

Mas felizmente há como evitar causar esse sofrimento intenso: a existência do vegetarianismo, com sua cada vez mais comprovada sustentabilidade nutricional, torna o consumo de carne de peixe totalmente dispensável e nos permite respeitar o direito à vida dos peixes e evitar que eles sofram em nossas mãos. Aliás, todos os animais, como seres sencientes (exceto poríferos), têm o direito à vida e ao respeito ao seu consciente interesse de viver, e sua morte para consumo alimentar pode ser evitada com a adoção da alimentação vegetariana.

Mas tudo isso não é nada perante a imprensa e a sociedade, que desconhecem esses direitos e a capacidade dos peixes de sofrer e continuam cegamente comendo suas carnes. Promovem, sem nenhuma preocupação, a agonia tanto senciente quanto ecológica desses bichos. O vegetarianismo não é reconhecido pelos veículos de comunicação nem pela maioria dos cristãos como meio de se fazer uma Semana Santa iluminada pelo respeito e compaixão à vida – pelo contrário, levam adiante a crença tácita de que esses animais não são dignos de ter suas vidas preservadas e recusam-se a incluí-los em sua ética de respeito ao outro. Aliás, no feriadão o vegetarianismo e os pratos livres de animais praticamente deixam de existir na mídia.

Consideração final
A alienação ambiental, a ética seletiva e o desamor perante formas sensíveis de vida são velhos costumes na semana santificada por uma religião que ironicamente prega a caridade e o amor ao próximo. Nesta época são praxe os pecados contra a vida e a natureza. E a cristandade, apoiada pela tradição e pela comunicação de massa, caminha tornando a biosfera cada vez mais desequilibrada e escassa de fauna e causando sofrimento e morte despreocupadamente a bilhões de animais. Enfim, tornando o mundo pior.

A você que leu este texto, desejo boa Semana Santa e que pense na vida dos peixes.

Texto extraído do site http://consciencia.blog.br  - Por Robson Fernando de Souza.

Desabamento no porto de Santana - AP

Caminhões e guindastes de mineradora caíram no Rio Amazonas. Para empresa, onda grande varreu orla, provocando abalo. O fenômeno ocorrido é chamado de Maré Alta ou Maçante, que esse ano se mostrou mais severo, em virtude da Lua cheia. O fenômeno é comum no inverno e neste mês, devidos às chuvas e ventos fortes, pode ocorrem ainda nos próximos dias.

Equipes do Corpo de Bombeiros buscam nesta quinta-feira (28) seis pessoas que estão desaparecidas após um desabamento de uma mineradora na região portuária de Santana, a cerca de 20 km de Macapá, a capital do Amapá.

Segundo os bombeiros, o desmoronamento fez com que caminhões, guindastes e parte da área administrativa da mineradora, que estavam em uma estrutura flutuante, caíssem no Rio Amazonas. O incidente ocorreu por volta das 0h30 desta quinta-feira (28) e as causas ainda estão sendo investigadas.

Mergulhadores, homens da defesa civil, da Capitania dos Portos e da Polícia Militar também estão no local. No início da madrugada, dois funcionários da empresa foram socorridos com vida do rio, informaram os bombeiros.

Em nota, a mineradora confirmou que por volta das 12h desta quinta-feira, seis pessoas permaneciam desaparecidas (sendo 3 funcionários e outros três contratados). Informações iniciais atribuem o acidente "a uma massa de água anormalmente grande que se moveu pelo braço do rio", diz a empresa.

A explicação para a força das ondas pode estar no período de chuva. Nessa época, as águas ficam mais fortes, e, em consequência, chegam com muita violência à orla.

De acordo com a tábua de marés, O coeficiente de marés em Santana, na hora do acidente, foi de pelo menos 104 (muito alto). Com este coeficiente tão alto houve grandes marés e também as correntezas foram muito notórias. As alturas das marés foram de mais ou menos 3,5 m, 0,5 m, 3,5 m y 0,3 m. Podemos comparar estes níveis com a preia-mar máxima registrada nas tabelas de marés de Macapá que são de 3,6 m e a altura mínima 0,3 m.

A Anglo American comunicou o incidente a todas as autoridades de segurança do Estado. A área atingida foi interditada pelo corpo de bombeiros e as buscas às pessoas desaparecidas foram iniciadas imediatamente. A empresa está tomando as providências necessárias para atendimento e apoio às famílias dos desaparecidos.

Fonte: http://g1.globo.com

quarta-feira, 27 de março de 2013

Consórcios Intermunicipais de Resíduos Sólidos Urbanos no Amapá


Em razão das dificuldades técnicas e dos altos custos, muitos municípios começam a fazer um aterro, mas não têm condições de mantê-lo e ele acaba virando mais um lixão. 

A gestão dos aterros controlados, segundo o Ministério das Cidades, é um dos grandes problemas para os municípios brasileiros. A legislação ambiental é cada vez mais rígida e requer grandes investimentos da parte das prefeituras na destinação e tratamento dos resíduos sólidos, principalmente do chamado lixo domiciliar. Como os recursos para este fim também são escassos, a solução para os municípios é a união com os municípios vizinhos para a formação de um consórcio visando a implantação de aterros e gestão conjunta dos mesmos.

Apesar do apelo inerente de possuir um aterro municipal individual, por outro lado, isso significa também que os custos de operação, manutenção e administração incidirão totalmente para cada Administração Municipal.

Em face desses problemas, o prefeito de Macapá, Clécio Luís, os prefeitos dos municípios de Santana, Robson Rocha e de Mazagão, Dilson Borges estão formando parceria, juntamente com o IMAP - Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial  -, e com apoio do senador Randolfe Rodrigues, para desenvolverem conjuntamente a deposição correta do lixo em aterro controlado.

Além disso, dentre os fatores levados em consideração para o incentivo à implantação de consórcios intermunicipais de aterros, destacam-se: melhoria da qualidade da operação dos aterros, evitando que se tornem lixões e gerem desperdício do dinheiro público investido na sua implantação; menor número de áreas utilizadas como aterros sanitários (possíveis focos de contaminação quando mal operados); ganhos de escala de operação e rateio dos custos administrativos e operacionais; otimização do uso de máquinas e equipamentos no aterro; maior disponibilidade de recursos para proteção ambiental; maior representatividade na solução de problemas locais; as prefeituras terão mais facilidade na captação de recursos federais para desenvolver a parceria.

Para se ter uma ideia, o município de Macapá, que possui mais condições econômicas e “políticas”, não consegue dar conta de seu aterro, alvará os demais. Acompanhem esses dados: a célula atual de deposição dos resíduos está esgotada; são despejados cerca de 250 toneladas/dia, contudo, as etapas de recebimento e tratamento dos resíduos são feitos incorretamente; os carros que recolhem lixo na cidade depositam o material diretamente na célula, pulando a etapa que deveria se feita no galpão de triagem; um galpão foi construído, mas não foi equipado, muito menos usado; os carapirás, - nomenclatura esta que deverá entrar em desuso, pois a seguinte profissão foi reconhecida como “Catadores de Material Reciclável” -, são proibidos de ter acesso às células por causa do perigo de danos a saúde. Para evitar que estes trabalhadores fiquem sem a atividade econômica da reciclagem, a cada seis caminhões que entram, dois são colocados no aterro para que os catadores tenham acesso.

De acordo com a Prefeitura de Macapá, mais precisamente a SEMUR – Secretaria de Manutenção Urbanística, os problemas atuais do aterro são de gestões passadas. As melhorias e adequações já estão sendo feitas. Vários educadores ambientais já foram treinados e estão atuando junto à população para disciplina da coleta correta do lixo. Os catadores, 73 cadastrados na Associação, estão sendo inseridos. A fábrica de vassouras feitas com plástico será reativada. Uma nova célula está sendo construída e deve durar pelo menos 5 anos de uso e que a mesma vai passar por processo de remediação ambiental. Está sendo construído um Pátio de Compostagem, onde serão depositadas as podas das árvores, gramas, restos de frutas e caroços de açaí para produção de matéria orgânica para ser utilizada como adubo em praças e vias públicas, no Horto Florestal e no próprio aterro (remediação ambiental da célula esgotada com a plantação de flores).

Todas as mudanças e adequações do nosso aterro são válidas e bem-vindas. O que não podemos é retroagir e deixar o futuro repetir o passado: lixão provocando danos ambientais. São novos ares para atender a Lei Nº 12.305/2010, que ordena a disciplinar a coleta, o destino final e o tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais.

terça-feira, 26 de março de 2013

Tardígrado, o animal mais resistente do planeta


Imortal? Quase. Não seria exagero dizer que esse pequeno animal é de outro mundo. Seu nome? Tardígrado, também chamado de urso d’água ou leitões do musgo. Essas criaturas são na verdade artrópodes aracnídeos (da classe das aranhas), possuindo oito patas, cada pata possui de quatro a oito pequenas garras e seu corpo varia de 0,05 a 1,25mm. Vivem entre os musgos e líquens  podendo ser fortemente pigmentados, indo do laranja avermelhado ao verde oliva.

Esses animais possuem uma anatomia complexa, são recobertos de quitina e não existe sistema circulatório e nem aparelho respiratório, as trocas gasosas são realizadas de forma aleatória em qualquer parte do corpo. A grande maioria se alimenta sugando o conteúdo celular de bactérias ou de algas. São encontrados em todo o planeta, desde o fundo oceânico ao alto do Himalaia. Das mais de 600 espécies conhecidas, cerca de 300 foram descritas no Ártico e na Antártica, também foram catalogadas 115 espécies na Groenlândia.

Em Setembro de 2007, a Agência Espacial Europeia realizou uma pesquisa utilizando os tardígrados, colocando-os em uma cápsula espacial, a Foton-M3, e os enviou ao espaço. Resultado? Os bichinhos não só sobreviveram aos raios cósmicos, radiação ultravioleta e falta de oxigênio, mas ainda foram capazes de reproduzirem num ambiente tão inóspito. Para ter uma noção, no espaço, os raios ultravioletas são cerca de mil vezes mais intensos do que os encontrados na Terra. Ainda é um mistério sem explicação ou teoria para o motivo pelo qual estes animais conseguiram sobreviver por tanto tempo sem oxigênio e sendo bombardeado com altas doses de radiação cósmica.

Longevidade é uma das grandes características; podem viver até os 120 anos, um recorde para um animal com um tamanho tão pequeno. Como se não bastasse possuírem fantástico poder reparador, os Tardígrados simplesmente “desligam” seu metabolismo quando existem condições adversas como extrema seca. Possuem também a inacreditável capacidade de reparar o seu DNA de danos causados por radiação. Achou pouco?

Mais de 75 mil atmosferas é a quantidade de pressão que ele suporta, isso equivale a dezenas de vezes a pressão enfrentada pelos animais dos locais mais profundos do oceano, nas zonas abissais. Suportam também imersões durante alguns minutos em temperaturas de 200 ºC (duas vezes mais quente que a água fervente da sua chaleira). Solventes como o álcool etílico a 96% ou éter não fazem nem cócegas neles.

Se os seres humanos forem expostos a 100 grays de radiação, ocorre à morte devido à falência do sistema nervoso central, o que resulta em perda da coordenação motora, distúrbios respiratórios, convulsões, estado de coma e finalmente a morte que pode ocorrer em cerca de um ou dois dias após a exposição. Já os “imortais” tardígrados suportam nada mais e nada menos que 5700 grays de radiação. Dá para acreditar?

Todo mundo que passou pelo segundo grau, certamente sabe o que é o zero absoluto ou ao menos ouviu falar. É a temperatura na qual não existe movimentação de nenhuma molécula. É uma temperatura teórica porque é extremamente baixa, -273,15ºC, o que equivale ao zero na escala Kelvin e, apesar de os cientistas não terem alcançado esse valor, chegaram muito próximo.

Os tardígrados são realmente especiais. Algumas universidades americanas fizeram pesquisas com tardígrados, congelando-os em uma temperatura super próxima do zero absoluto, cerca de -271 ºC. Os cientistas não ficaram surpresos quando “reanimaram” os animais colocando apenas água e descongelando-os. Não se esperaria que nenhum animal sobrevivesse após terem sido congelados nesta temperatura, mas os tardígrados realmente provaram que são completamente diferentes de todo o tipo de vida conhecida no nosso planeta.

Fonte: www.jornalciencia.com

Toxina encontrada no veneno de abelhas consegue destruir o HIV


A cura definitiva para o vírus da AIDS pode estar próxima de ser descoberta.

De acordo com uma pesquisa publicada no jornal Antiviral Therapy, os pesquisadores da Universidade de Washignton nos EUA, encontraram uma toxina presente no veneno de abelhas que pode auxiliar no combate ao vírus HIV.

Segundo os pesquisadores, eles conseguiram fazer com que uma nanopartícula carregada com a toxina melitina destruísse o vírus. Essa toxina é tão potente que conseguiu provocar buracos na camada do invólucro que protege o HIV. Além disso, a toxina agiu apenas contra o vírus e não destruiu outras células, o que significa que a descoberta pode ser tida como sensacional.

Antonio Gomes, fisiologista da Universidade de Calcutá, na Índia, estuda os efeitos medicinais dos venenos e vê aspectos positivos nesta nova abordagem de combate ao vírus HIV: "Há poucos relatos disponíveis no veneno baseado em tratamento contra vírus. Este tipo de pesquisa tem o potencial para avançar ainda mais para o desenvolvimento do produto”.

A toxina não atinge as células normais, porque os cientistas adicionaram uma espécie de “para-choques” de proteção em sua superfície, e quando uma célula normal se aproxima, por ser muito maior que um vírus, a nanopartícula carregada com a toxina afasta-se da célula. Já o vírus HIV é afetado e destruído porque ele, sendo menor que a nanopartícula, acaba sendo atacado por ela.

"A melitina forma pequenos complexos de poros e rompe o envelope do vírus, arrancando esse envelope", diz Joshua L. Hood, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo. As células humanas que estão sendo testadas com a melitina são células saudáveis obtidas a partir de paredes vaginais. Os pesquisadores testaram essas células em especial, porque a vagina é, em grande parte dos casos, o local onde o HIV entra no corpo das mulheres.

O objetivo final da pesquisa é elaborar um gel vaginal com essas nanopartículas da toxina da abelha, que seria eficaz na prevenção da disseminação do vírus HIV. Pesquisar e produzir nanopartículas não são tarefas das mais fáceis. É por isso que esse gel terá que passar por inúmeros obstáculos dentro do próprio laboratório antes de se tornar um remédio que garanta resultado.

Segundo o pesquisador de Biotecnologia da Universidade do Porto, em Portugal, Bruno Sarmento, o desafio é produzir essas nanopartículas de forma robusta e homogênea para garantir que todo o produto terapêutico seja de fato eficaz.

O pesquisador ainda acrescenta: “Para um gel vaginal com esta tecnologia seria necessário propriedades adesivas para garantir que as nanopartículas permaneçam no lugar certo, e evitem que o vírus entrem na corrente sanguínea”.

Embora ainda haja prós e contras, é visível que a ciência se aproxima cada vez mais de uma solução definitiva que combata esse vírus que já matou milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: www.jornalciencia.com
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