terça-feira, 26 de março de 2013

Toxina encontrada no veneno de abelhas consegue destruir o HIV


A cura definitiva para o vírus da AIDS pode estar próxima de ser descoberta.

De acordo com uma pesquisa publicada no jornal Antiviral Therapy, os pesquisadores da Universidade de Washignton nos EUA, encontraram uma toxina presente no veneno de abelhas que pode auxiliar no combate ao vírus HIV.

Segundo os pesquisadores, eles conseguiram fazer com que uma nanopartícula carregada com a toxina melitina destruísse o vírus. Essa toxina é tão potente que conseguiu provocar buracos na camada do invólucro que protege o HIV. Além disso, a toxina agiu apenas contra o vírus e não destruiu outras células, o que significa que a descoberta pode ser tida como sensacional.

Antonio Gomes, fisiologista da Universidade de Calcutá, na Índia, estuda os efeitos medicinais dos venenos e vê aspectos positivos nesta nova abordagem de combate ao vírus HIV: "Há poucos relatos disponíveis no veneno baseado em tratamento contra vírus. Este tipo de pesquisa tem o potencial para avançar ainda mais para o desenvolvimento do produto”.

A toxina não atinge as células normais, porque os cientistas adicionaram uma espécie de “para-choques” de proteção em sua superfície, e quando uma célula normal se aproxima, por ser muito maior que um vírus, a nanopartícula carregada com a toxina afasta-se da célula. Já o vírus HIV é afetado e destruído porque ele, sendo menor que a nanopartícula, acaba sendo atacado por ela.

"A melitina forma pequenos complexos de poros e rompe o envelope do vírus, arrancando esse envelope", diz Joshua L. Hood, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo. As células humanas que estão sendo testadas com a melitina são células saudáveis obtidas a partir de paredes vaginais. Os pesquisadores testaram essas células em especial, porque a vagina é, em grande parte dos casos, o local onde o HIV entra no corpo das mulheres.

O objetivo final da pesquisa é elaborar um gel vaginal com essas nanopartículas da toxina da abelha, que seria eficaz na prevenção da disseminação do vírus HIV. Pesquisar e produzir nanopartículas não são tarefas das mais fáceis. É por isso que esse gel terá que passar por inúmeros obstáculos dentro do próprio laboratório antes de se tornar um remédio que garanta resultado.

Segundo o pesquisador de Biotecnologia da Universidade do Porto, em Portugal, Bruno Sarmento, o desafio é produzir essas nanopartículas de forma robusta e homogênea para garantir que todo o produto terapêutico seja de fato eficaz.

O pesquisador ainda acrescenta: “Para um gel vaginal com esta tecnologia seria necessário propriedades adesivas para garantir que as nanopartículas permaneçam no lugar certo, e evitem que o vírus entrem na corrente sanguínea”.

Embora ainda haja prós e contras, é visível que a ciência se aproxima cada vez mais de uma solução definitiva que combata esse vírus que já matou milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: www.jornalciencia.com

domingo, 24 de março de 2013

Os venenos mais mortais da história


Quando as pessoas descobriram que podiam matar umas às outras com substâncias mortais em vez de armas, um novo jeito de assassinar surgiu, mas o truque não dura para sempre. Alguns venenos saíram de moda conforme as pessoas foram descobrindo como eles funcionavam. E o texto abaixo conta um pouco a história de cada um deles.









Gregos e romanos: Cicuta e acônito

Comecemos com os clássicos. Na época dos gregos e romanos, a cicuta era um famoso último recurso que foi consumido por pessoas como Sócrates. Os registros de sua morte dão conta de um evento cheio de paz, mas a morte por cicuta é bem agonizante: primeiramente paralisa os músculos e depois o sistema respiratório, matando a pessoa asfixiada.
O acônito vem de uma planta de mesmo nome e fez uma vítima famosa: o imperador Cláudio, que teria sido envenenado pela própria esposa. O veneno causa vômitos e diarreia, e depois causa arritmia cardíaca até a morte.
A cicuta e o acônito foram favoritos entre os gregos e romanos, a ponto de eles não usarem apenas o veneno diretamente, mas também a carne das cotovias, que comiam tanta cicuta que se acreditava que a carne delas era envenenada. Curiosamente, a mesma planta era receitada por médicos para curar machucados, convulsões e espasmos musculares.
Ainda no século XX, os médicos receitavam a planta para tratar resfriados. Com o tempo, os efeitos venenosos foram mais conhecidos e o veneno foi abandonado.

Camponesas medievais: Beladona e Mandrágora

A beladona tem esse nome porque camponesas medievais usavam-na como uma espécie de maquiagem nos olhos, para contrair as pupilas, e nas bochechas, para dar um efeito parecido com o blush. Alguns historiadores dizem que, de fato, foi esse o veneno usado em Cláudio por sua esposa. Outros dizem que Macbeth usou o veneno contra um exército inteiro.
A planta também tinha propriedades alucinógenas. De fato, um dos seus usos mais populares foi pelas bruxas que faziam poções para terem a alucinação de estarem voando. Uma quantidade excessiva (leia-se: uma folha) era o suficiente para a pessoa ter náuseas, alucinações e pulsação rápida.
O envenenamento por mandrágora ocorria em todo lugar, especialmente nos habitats da planta, ou seja, Espanha e Portugal, onde ela fornece frutos comestíveis, mas ainda mantém propriedades venenosas em suas raízes, tão fortes que nem era necessário comê-las para se envenenar. Apenas o contato com a pele bastava para afetar severamente o fígado e os rins, o que faz dela um veneno mais lento, mas muito eficaz e prático.
Assim como a cicuta e o acônito, essas plantas foram usadas por certas pessoas em uma determinada época, e hoje elas caíram em desuso, pois suas propriedades já são conhecidas e é difícil manter as plantas em casa sem chamar a atenção, especialmente um arbusto de beladona, com alguns metros de altura.

Senhoras e senhores da indústria: Estricnina, cianeto e arsênico

Comecemos pelo mais comum: o cianeto está em todo lugar. Incluindo na sua comida, nas substâncias químicas à nossa volta. Além de comum, ele é de uso antigo, mas só em 1782 foram descobertas suas propriedades venenosas, quando um químico sueco chamado Scheele destilou cianeto de hidrogênio.
Primeiramente, o composto era usado em tintas azuis, mas quando os exércitos descobriram que ele matava pessoas de modo rápido e indolor, ele começou a ser usado como arma. Espiões sempre levavam consigo uma cápsula do veneno para tomá-lo caso fossem descobertos. Ele deixa a pessoa desacordada e, depois, provoca convulsões e a inabilidade de absorver oxigênio, o que provoca a morte.
Como todos os venenos abordados aqui, este também começou a ser conhecido mais profundamente, mas ainda está em uso, especialmente por psicopatas ou assassinos inescrupulosos.
A estricnina levou um tempo para se tornar popular no Ocidente, chegando à Europa só no fim do século XVIII, mas já era usada (também como remédio) na China e na Índia por séculos.
Este composto levou ainda mais tempo para ser destilado e isolado, e quando isso foi feito, ela se tornou um veneno muito popular para pássaros no interior e ratos na cidade. Mas isso tornou o composto muito acessível a quem quisesse envenenar humanos. E o criminoso teria que ser muito cruel de escolher a substância, conhecendo seus efeitos.
Ela causa espasmos musculares incontroláveis, a boca espuma, e a morte só vem quando os músculos ficam tão tensos e erráticos que a respiração torna-se inviável.
O primeiro caso na Inglaterra foi o do médico William Palmer, que matou seus associados de jogos de azar. O próximo foi Thomas Neil Cream, que envenenou várias prostitutas. O veneno ficou famoso no primeiro suspense de Agatha Christie envolvendo um assassinato, The Mysterious Affair at Styles (traduzido no Brasil como O Misterioso Caso de Styles).
Mas os efeitos do veneno eram tão rápidos e dramáticos que o assassino dificilmente sairia impune do crime. As empresas que atualmente fazem venenos para animais colocam componentes que tingem ou dão sabor ao composto para que a estricnina não seja consumida.
O arsênico é, talvez, o mais famoso e mais usado dos venenos. Ele já era possivelmente conhecido na época dos romanos, foi chamado de Rei dos Venenos, e foi o favorito dos Bórgias.
Mas foi só na era vitoriana que ele começou a ficar realmente famoso, e se tornou conhecido como “veneno de senhoritas”, pois era usado pelas moças da época para fazer o efeito contrário da beladona em camponesas medievais: elas usavam o arsênico para ganhar uma face branca/pálida. Pequenas quantidades, contudo, eram o suficiente para matar um homem, e de fato, mataram. Muito.
O caso mais famoso de envenenamento por arsênico veio em 1857 e envolveu Madeleine Smith, que envenenou seu namorado por ele ser um chantagista caçador de fortunas.
Quando ele ameaçou mostrar as cartas de amor recebidas dela para o pai de Madeleine, ela fez a “gentileza” de convidá-lo para um chocolate na sacada de sua janela. O namorado adoeceu, mas logo estava bom e retornou na noite seguinte para mais um pouco de chocolate. Aí, ele não resistiu mais. Foram encontrados 17 grãos de arsênico no estômago dele, e uma carta de Madeleine pedindo que ele a encontrasse. Ela foi inocentada, mas seu filme ficou tão queimado na região que ela trocou de nome e foi para os EUA.
O julgamento de Madeleine e o fato de que a ciência já estava avançada o suficiente para obter provas estomacais, marcou o fim de uma era. O arsênico durou muito porque era invisível antes e depois de ser usado. Os seus efeitos – suor, confusão, câimbras musculares e dor de estômago – poderiam ser classificados como uma intoxicação alimentar, mas isso acabou. E como a notícia do julgamento de Madeleine se espalhou rapidamente, o seu uso diminuiu bastante, pelo menos de acordo com os registros oficiais.

fonte: www.jornalciencia.com

quarta-feira, 20 de março de 2013

Água: mecanismos para sua utilização


Ligações clandestinas, vazamentos, obras mal executadas... A lista de problemas na rede de abastecimento é grande e gera perdas vultosas - em média de cada 100L só 60L chegam à sua casa. Um desperdício imperdoável para um recurso tão precioso. Já pensou em quanta água se perde no caminho entre a estação de tratamento e a torneira da sua casa? Não é pouca coisa. Um estudo feito pelo Instituto Trata Brasil revela que quase 40% da água tratada no Brasil é desperdiçada. Um quadro imperdoável para um recurso tão precioso e cada vez mais escasso. A título de comparação, na Europa, essa taxa é de 15% e no Japão, de apenas 3%.

No Estado do Amapá a situação é mais grave, já que sua participação na produção nacional de água é de apenas 0,54%, apesar de termos água em fartura na nossa região. Aqui a média de perdas de faturamento é de 74,16%, muito alto para uma população pequena. A receita operacional direta de água (R$ mil/ano) é de 28.761 e a receita aumentaria se as perdas se reduzissem em 10% para (R$/mil): 8.253.

Em sistemas públicos de abastecimento, do ponto de vista operacional, as perdas de água são consideradas correspondentes aos volumes não contabilizados. Esses englobam tanto as perdas físicas, que representam a parcela não consumida, como as perdas não físicas, que correspondem à água consumida e não registrada.

As perdas físicas originam-se de vazamentos no sistema, envolvendo a captação, a adução de água, o tratamento, a reservação, a adução de água tratada e a distribuição, além de procedimentos operacionais como lavagem de filtros e descargas na rede, quando estes provocam consumos superiores ao estritamente necessário para operação.

As perdas não físicas originam-se de ligações clandestinas ou não cadastradas, hidrômetros parados ou que submedem, fraudes em hidrômetros e outras. São também conhecidas como perdas de faturamento, uma vez que seu principal indicador é a relação entre o volume disponibilizado e o volume faturado.

A redução das perdas físicas permite diminuir os custos de produção - mediante redução do consumo de energia, de produtos químicos e outros – e utilizar as instalações existentes para aumentar a oferta, sem expansão do sistema produtor.

A redução das perdas não físicas permite aumentar a receita tarifária, melhorando a eficiência dos serviços prestados e o desempenho financeiro do prestador de serviços. Contribui indiretamente para a ampliação da oferta efetiva, uma vez que induz à redução de desperdícios por força da aplicação da tarifa aos volumes efetivamente consumidos.

O combate a perdas ou desperdícios implica, portanto, redução do volume de água não contabilizada, exigindo a adoção de medidas que permitam reduzir as perdas físicas e não físicas, e mantê-las permanentemente em nível adequado, considerando a viabilidade técnico-econômica das ações de combate a perdas em relação ao processo operacional de todo o sistema.

A estimativa das perdas em um sistema de abastecimento se dá por meio da comparação entre o volume de água transferido de um ponto do sistema e o volume de água recebido em um ou mais pontos do sistema, situados na área de influência do ponto de transferência.

Em relação às perdas físicas na rede distribuidora, nos ramais prediais registra-se a maior quantidade de ocorrência (vazamentos). Isso nem sempre significa, porém, que esta seja a maior perda em termos de volume. As maiores perdas físicas na distribuição, em volume, ocorrem por extravasamento de reservatórios ou em vazamentos nas adutoras de água tratada e nas tubulações da rede de distribuição.

As perdas não físicas correspondem aos volumes não faturados, ou seja, a água que é consumida pelo usuário e não faturada pelo serviço. Portanto, especial atenção deve ser dada, quanto às perdas de faturamento, ao cadastro de consumidores e sua permanente atualização, bem como à política de micromedição e manutenção preventiva de hidrômetros.

AMBIENTE BRASIL

quarta-feira, 6 de março de 2013

A energia que vem dos aterros



Os aterros sanitários brasileiros possuem um potencial energético suficiente para gerar eletricidade a 1,5 milhão de pessoas. São 280 megawatts (MW) que podem ser produzidos a partir do aproveitamento do biogás, o metano obtido por meio da decomposição do lixo. A conclusão é do “Atlas Brasileiro de Emissões de GEE (gases de efeito estufa) e Potencial Energético na Destinação de Resíduos Sólidos”, um estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Mas para que esse potencial se transforme efetivamente em energia, ainda é necessário um investimento de quase R$ 1 bilhão. A estimativa foi feita com base no custo de US$ 5 milhões (R$ 9,87 milhões) para instalação de uma planta média, com capacidade de geração de 3MW. Um dos objetivos desse atlas é estimular que os negócios do setor sejam desenvolvidos. A ideia é incentivar tanto o investidor a implantar e operar a geração de energia, como também incentivar os órgãos de governo a estimular essa energia a partir do lixo, como foram estimuladas outras fontes de energia, como a eólica.

O estudo, realizado com apoio da EPA (Environmental Protection Agency, a agência ambiental dos Estados Unidos) e da Global Methane Initiative, mostra o potencial de aproveitamento do lixo no Brasil, que em 2011 gerou 198 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia. São 62 milhões de toneladas ao ano, das quais 11% não chegam sequer a ser coletadas. E outros 41% (75 mil toneladas diárias) ainda têm destinação inadequada, indo parar em lixões ou aterros sem condições seguras de proteção ao meio ambiente.

A Abrelpe mapeou todos os 46 projetos brasileiros de redução de emissões de GEE com registro na ONU e constatou que 22 deles preveem o aproveitamento energético do biogás. Desse total, apenas dois aterros de São Paulo já produzem eletricidade: o São João, na zona leste da capital paulista, e o Bandeirantes, fechado em 2007, que chegou a receber metade de todo o lixo produzido na capital e possui 40 milhões de toneladas de lixo enterradas – o suficiente para fornecer energia elétrica para 300 mil pessoas.

Fonte: UOL

sábado, 23 de fevereiro de 2013

SEMUR já se prepara para a Política Nacional sobre Resíduos Sólidos


Como requisito da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Secretaria de Manutenção Urbanística de Macapá (SEMUR) está realizando várias ações de educação ambiental e licitando em breve seu Plano Municipal de Resíduos Sólidos para consolidar de vez a adequação de seu aterro controlado.

Lembrando que, os municípios que não se adequarem até agosto de 2014, extinguindo seus lixões, receberão multa e não terão ajuda financeira do Governo Federal para a implantação de seus aterros controlados.

Como forma de aproximar e educar a população para a percepção e adequação sobre a PNRS, estão sendo treinados cerca de 20 educadores ambientais pela empresa terceirizada Clean - Gestão Ambiental, que cuida da coleta de lixo na cidade de Macapá. Os novos agentes serão os facilitadores e encarregados de agir junto à população levando conhecimento de como proceder corretamente na hora de selecionar seu lixo (resíduos), levando também lições de cidadania, segurança e saúde pública.

As ações-teste se realização primeiramente nos respectivos locais: Mônaco, San Marino e entorno da Unimed (Jardim Marco Zero), dada as suas dimensões, peculiaridades e fatores que favorecem a obtenção de dados a curto prazo (numero de residências, comércios e pessoas reduzidos). Posteriormente, acerca das metodologias e resultados positivos alcançados, as campanhas serão ampliadas aos demais bairros da capital.

A questão da geração e destinação do lixo que produzimos não é apenas responsabilidade dos órgãos competentes, mas sim de empresas e toda a população. É a chamada responsabilidade compartilhada. Afinal, todos nós contribuímos para sua produção, mas nem sempre para sua correta deposição e reaproveitamento.

É recomendável que todos os munícipes tenham conhecimento da problemática ambiental que assola nossa cidade, o Estado e o país no que tange na elaboração e mitigação do ciclo vicioso e ocioso que é a má acomodação e a forma de consumismo exacerbado, que tampouco prioriza o necessário e o reutilizável.

Muita gente não sabe, mas o lixo (que deveras é menosprezado e abandonado) pelos vieses urbanos, nas mãos de cooperativas e associações vira uma “obra de arte” e colabora para a geração de renda. É o papel social se desenvolvendo intimamente ao ambiental.

Ao serem abordados em seus estabelecimentos residenciais e comerciais, recebam os educadores ambientais de forma amigável e prestem atenção às suas recomendações. Serão essas poucas e valiosas palavras que contribuirão enormemente para a manutenção do nosso bem-estar e para a necessária aplicação no nosso cotidiano.

Os resíduos deverão seguir as normas técnicas por tipo de material: seja o metal (amarelo); o papel (azul); o vidro (verde); o plástico (vermelho); seja o orgânico (marrom) ou os não recicláveis (cinza) e outras nomenclaturas. Não esquecendo de observar as exceções. Muitas informações? Não se preocupem, os educadores ambientais vão orientá-los.

Como diz o ditado: “Você é responsável pelo o que cativas”. Se as dicas e conselhos não forem seguidas à risca, o trabalho de todos os atores sociais ficará comprometido e em consequência, as mazelas e deficiências ambientais perdurarão com reflexos diretamente em nosso desenvolvimento.

Um mecanismo útil e eficaz na garantia dos nossos direitos e deveres enquanto cidadão macapaenses é o conhecimento do código de postura do município, Lei Complementar nº 054/2008 que responsabiliza os geradores de resíduos sólidos, tais como resíduos de imóveis, dos serviços de saúde, industriais, da construção civil, pela segregação, acondicionamento, armazenamento, tratamento, coleta, transporte e destinação final. Ressaltando ainda, o que deve ser feito ou não nas vias públicas e sobre nossos terrenos.

Sabemos que o trabalho é enorme e árduo, mas com simples atitudes e mudanças de hábitos, são possíveis as melhorias e o restabelecimento da qualidade de vida na nossa cidade, que um dia foi conhecida como a “Cidade joia da Amazônia”.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ribeirinhos transformam riquezas da Amazônia de maneira sustentável


Ribeirinhos e agricultores da Amazônia estão aproveitando as riquezas da floresta de maneira sustentável. São árvores sementes, frutos e folhas que se transformam em perfumes, produtos de beleza. Além de melhorar a renda das famílias, a atividade ajuda a preservar a floresta.

A viagem em busca dos óleos da floresta começa em um dos cenários mais bonitos da Amazônia, no município de Santarém, no estado do Pará. A cidade charmosa, com fachadas antigas, foi construída às margens de dois rios. De um lado, vem o Amazonas, com seu leito barrento, e, de outro, o Tapajós, em tons de azul. O encontro das águas é um espetáculo grandioso.

O mercado municipal de Santarém funciona todos os dias e atrai milhares de compradores e comerciantes que chegam de todos os pontos da região. Por estar em um lugar estratégico, no encontro do rio Amazonas com o Tapajós, é um dos mais ricos e mais completos da Amazônia.

Tem de tudo. Pimentas coloridas e peixes, camarão de água doce e artesanato, farinhas, frutas nativas. Entre os destaques do mercado estão também os óleos da floresta.

Manoel da Silva, conhecido como “Raizeiro Boa Sorte” é um especialista. Ele vende o óleo de andiroba, usado como anti-inflamatório e repelente de insetos. O de pau rosa é utilizado tradicionalmente como perfume. Um dos mais vendidos é o óleo de copaíba, que “serve pra muitos tipos de doença”, diz o especialista.

Esse uso caseiro dos óleos da floresta é uma tradição que atravessou os séculos na Amazônia. Uma riqueza cultural, que permanece viva em toda a região. De uns anos pra cá, muitos desses produtos começaram a conquistar também compradores maiores: são indústrias que utilizam os óleos como ingredientes para fabricação de perfumes, xampus, sabonetes, hidratantes.

A nova fase deu impulso a uma série de projetos que estão melhorando a qualidade de vida de milhares de famílias da região. No município de Manicoré, estado do Amazonas, uma comunidade rural trabalha com o óleo de copaíba.

Formada por sítios pequenos, a comunidade de Lago do Atininga reúne 140 famílias de ribeirinhos. O lugarejo conta com luz elétrica, que foi instalada recentemente. Tem igreja e escolinha para as crianças mais novas.Os moradores se dedicam a pesca artesanal e tocam pequenas lavouras de mandioca. A raiz serve pra fazer farinha, beiju e outros derivados.

A principal fonte de renda da comunidade é o extrativismo: o uso sustentável dos recursos da floresta. Baseadas num conhecimento tradicional, as famílias daqui exploram três produtos diferentes.

O primeiro é a castanha, fruto de uma das árvores mais altas da Amazônia, a castanheira. O produto se desenvolve no topo, dentro de ouriços redondos. Os ribeirinhos também coletam o látex, usado na produção de borracha. A resina é extraída com a sangria das seringueiras nativas. A atividade que vem mais crescendo nos últimos anos é extração do óleo de copaíba. A coleta ocorre o ano todo em lugares distantes, na mata.

A tarefa é difícil e, às vezes, até perigosa: entrar na floresta fechada em busca das copaibeiras – as árvores que produzem o óleo. O que chama a atenção é a diversidade de plantas numa área de mata primária, numa das regiões mais preservadas da Amazônia. O trabalho com copaíba exige resistência. Isso porque as copaibeiras costumam ficar espalhadas na imensidão da floresta – distantes umas das outras.

Estudos indicam que uma copaibeira chega a viver mais de 300 anos na floresta. Existem várias espécies no Brasil. Na Amazônia, a mais comum é a Copaifera multijuga, também conhecida como copal e pau de óleo.

Formado por muitas substâncias, o produto é eficiente no combate a germes e tem qualidades aromáticas. Por isso, entra na fabricação sabonetes, xampus, cremes, perfumes.

O manejo, feito com cuidado,não prejudica a saúde da árvore. Em cerca de um ano, a copaibeira recupera o mesmo volume de óleo. Com o serviço terminado, os produtores fecham o furo com um pedaço de madeira. Num dia de floresta, eles exploram entre 15 e 20 copaibeiras.

Apesar de ser tradicional, essa atividade só começou a ganhar fôlego nos últimos anos. Foi quando os ribeirinhos fundaram uma cooperativa e firmaram contrato com uma indústria de cosméticos – que passou a comprar o óleo de maneira regular.

Nessa fase, os produtores receberam assistência técnica e apoio de entidades como a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, do governo estadual. Atualmente, toda produção de óleo é levada para o galpão da cooperativa, em Manicoré.

Assim que chega, o produto é pesado, coado e o pagamento é feito na hora, em dinheiro vivo. Para cada quilo de óleo o produtor recebe R$ 17.

A coleta da copaíba faz parte do dia-a-dia de quarenta cooperados. Em 2012, a venda do óleo gerou uma receita de R$ 1.200 para cada um. Um dinheiro extra, que complementa o rendimento de atividades consagradas como castanha e borracha.

(Fonte: Globo Natureza; Ambiente Brasil)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Apagão deixa 14 dos 16 municípios amapaenses no escuro


Problema atingiu ainda fornecimento de água e operadoras de telefonia celular

Um apagão registrado por volta de 19h30 de ontem (11) deixou 14 dos 16 municípios amapaenses no escuro por quase três horas. Apenas as cidades de Oiapoque e Laranjal do Jari não sofreram com o blackout porque nestas regiões a energia é distribuída por termoelétricas, informou a assessoria de comunicação da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). O serviço só começou a ser reestabelecido após duas horas e meia. Mas alguns bairros de Macapá, como o Muca, ficaram até três horas sem energia com registro de quedas depois de voltar ao normal.

As causas ainda são desconhecidas, mas a Eletrobrás Eletronorte, responsável pela maior parte da geração de energia elétrica no Estado, adiantou que a linha de transmissão da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes pode ter sofrido alguma falha. Rumores dão conta de que a linha teria sido atingida por um raio.

Transtornos

O problema atingiu ainda o serviço das operadoras de telefonia celular deixando os usuários incomunicáveis por quase todo o período em que faltou energia. O abastecimento de água também foi interrompido por conta do apagão. Por meio de uma rede social na Internet, o presidente da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), Ruy Smith, informou ontem que todos os sistemas do órgão ficaram fora do ar. “Pela demora, após o retorno teremos de uma a cinco horas, conforme a região, para voltar ao normal”, disse.

No ano passado, o gerente regional da Eletronorte, Marcos Drago, confirmou à fragilidade dos Sistemas Isolados. Em entrevista à Gazeta, ele admitiu que o Amapá não dispõe de folga de geração, ou seja, não tem máquina térmica reserva para substituir aquela que, eventualmente, sair de operação. “O serviço é operado através de geração térmica, que é muito cara, e manter uma reserva é mais caro ainda. E esse é um sistema muito frágil onde qualquer variação de parâmetro no controle da máquina faz com que ela saia de operação, como problemas de pressão, temperatura, gases e outros”, revelou em junho de 2012.

Há tempos que a população vem sofrendo os efeitos do sucateamento da rede. O Sindicato dos Urbanitários do Amapá, que representa os funcionários da CEA, já vinha apontando a sobrecarga de alimentadores e a falta de investimentos e manutenção preventiva na rede sucateada que distribui o serviço. “O que ocorre no Estado é a manutenção corretiva, isto é, a Companhia só se preocupa em corrigir as falhas quando é detectado algum problema emergencial”, denuncia o presidente da entidade, Audrey Cardoso.

Desligamentos

O blackout aconteceu no mesmo dia em que a CEA anunciou desligamentos programados em vários bairros da capital a fim de substituir postes de madeira para concreto, bem como garantir a segurança na poda de árvores. Os desligamentos seguem hoje (11) nas ruas Francisco Xavier das Chagas, das 8h30 às 11h; Padre Vitório Galliani, das 8h30 às 13h; Maria R. Barros Machado, das 14h30 às 17h e Cláudio Lúcio Monteiro, das 9h às 13h.

Coletiva

Representantes da Eletrobrás e CEA concederam entrevista coletiva hoje às 9 horas para explicar as causas do apagão. O evento aconteceu no auditório da Eletronorte, na rua Paraná com av. Antônio Coelho de Carvalho, bairro Santa Rita. (Maiara Pires/aGazeta)

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