domingo, 9 de dezembro de 2012

Relação entre empresas e comunidades extrativistas da Amazônia




Os números deveriam encher os olhos de qualquer economista. O valor econômico das florestas do mundo contribui com uma cifra equivalente a US$ 4,7 trilhões, segundo os cálculos divulgados pelo gerente executivo do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Caio Magri. Ele alerta, no entanto, que a incapacidade dos governos de proteger, conservar e promover o uso sustentável dos recursos da floresta quase elimina as oportunidades de lucro.

O assunto é foi um dos temas em discussão no 6° Encontro do Fórum Amazônia Sustentável, encerrado nesta sexta-feira (7) em Belém. Ainda que reconheçam os avanços na redução do desmatamento, observadores chamam atenção para a falta de alternativa dos povos que vivem nas florestas, mas de produtos não madeireiros, como a pesca e a extração de frutos, sementes, óleos e resinas. Em pleno Pará, estado apontado como um dos maiores desmatadores do país, comunidades tradicionais que dependem do extrativismo ou da pesca ainda não encontraram uma alternativa sólida de desenvolvimento.

Empresas de cosmético e de medicamentos, por exemplo, têm se aproximado da região em formas de parceria, mas a discussão sobre como mensurar o valor do conhecimento do uso de recursos, que tem sido repassado entre gerações, ainda está distante do cotidiano dessas pessoas que convivem com a contradição da abundância de recursos naturais e a escassez de serviços básicos, como educação e saúde.

Falar hoje de repartição de beneficio desses produtos e conhecimento é complicado porque é um tema que não se discute abertamente nas comunidades. É uma discussão das empresas ou do governo, mas as comunidades não sabem o que isso significa. Nas comunidades [do Arquipélago de Marajó] não existe discussão. Se o debate não está claro em cima, para as empresas e para o governo, como vai estar claro para as pessoas que estão no campo, sem acesso à informação? Não tem internet, o sistema de transporte é falho, não tem educação e saúde.

Muitas vezes atravessadores fazem propostas de compra direta, com preços mais baixos. Muitas vezes, conhecimentos sobre chás, banhos e outros “poderes das plantas”, repassados entre gerações nas comunidades locais, são relatados, ingenuamente a pessoas de fora. O resultado é que a sabedoria local, quando chega em território urbano, é utilizada por grandes empreendedores como agregado de grande rentabilidade. Os detentores do conhecimento, no entanto, na maior parte das vezes não dividem esse lucro.

As empresas que chegam para negociar vêm com planos de desenvolvimento prontos, sem saber o que queremos desenvolver. Uma das principais investidoras da região, a empresa de cosméticos Natura, garante que todo o processo de aquisição de produtos e conhecimentos tradicionais locais são negociados previamente com as populações amazonenses. Das 32 comunidades tradicionais com que a empresa mantém parceria, 25 estão na Amazônia.

As comunidades ainda não conhecem muito bem as leis. Tem grupos que estão mais articulados, mas muitas comunidades não sabem como negociar seus produtos e conhecimento. Durante o Encontro do Fórum Amazônia Sustentável, a porta voz da empresa assegurou que mantêm um diálogo aberto com todos os grupos e que o trabalho acaba disseminando as informações que as comunidades deveriam ter.

O setor privado mantém a crítica sobre a atual lei de repartição de benefícios, regulada pela Medida Provisória (MP) 2.186-16/2001, que regulamenta o acesso aos recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais associados no Brasil. De acordo com o Movimento Empresarial pela Biodiversidade – Brasil (Mebb) criado em 2010, a MP “é um desestímulo à pesquisa e ao desenvolvimento de processos e produtos que façam uso da biodiversidade brasileira”. Nos últimos dias, o movimento entregou uma série de recomendações ao Ministério do Meio Ambiente para alterar as regras.

Não dá para pensar em inovação para uma empresa ou para o Brasil com processos que ficam quatro a cinco anos parados numa instância pública. Que inovação acontece? Se for esperar, não se faz nada. Não tem perspectiva.

Para a promotora de Justiça do Ministério Público Estadual do Pará (MPE-PA), Eliane Moreira, que acompanha os conflitos na região de Marajó, a atual lei não é essencialmente inadequada. “A pior inadequação dela é que foi feita sem a participação da sociedade civil e sem debate dos setores interessados, mas existem quesitos positivos. Por exemplo, a previsão de que pode haver benefícios que não são financeiros e que estes benefícios têm que ser justos e equitativos”, disse ela. Os princípios estão assegurados na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em 2003, o governo federal tentou estabelecer um diálogo entre sociedade civil e os setores privado, industrial e de ciência e tecnologia, mas o debate não avançou. “Realmente é necessário ter um marco legal que dê estabilidade para as relações e que não seja uma medida provisória. É necessário que se recupere esse debate amplo”, disse a promotora, relatando que existem prejuízos jurídicos – com a falta de consulta nas questões que afetam os direitos dos povos tradicionais, e práticos – pela falta de percepção das pessoas que vivem essas realidades.

Ainda assim, a promotora acredita que por mais que falte clareza sobre procedimentos, as bases estão se solidificando “com o consentimento prévio, a repartição dos benefícios e o respeito aos direitos das comunidades”. Eliane Moreira reconhece que existe burocracia, mas diz que hoje é melhor do que era no início.

(Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil)

sábado, 8 de dezembro de 2012

As maiores e mais velhas árvores do mundo pedem socorro


As maiores e mais velhas árvores do mundo, que são os organismos vivos mais antigos do planeta, estão desaparecendo de maneira alarmante, advertiram, nesta sexta-feira, cientistas americanos e australianos.

Os resultados de um estudo publicado pela revista Science concluíram que, em todas as partes do mundo, as maiores e mais velhas árvores estão ameaçadas de desaparecer caso não existam políticas de preservação.

É um problema mundial que ocorre em quase todos os tipos de florestas. Da mesma forma que os grandes animais, como os elefantes, os tigres ou os cetáceos, cuja população está em forte declínio, uma série de indícios mostra que estas árvores correm o mesmo risco.

Lindenmayer iniciou a pesquisa com colegas da Universidade James Cook da Austrália e da Universidade de Washington nos Estados Unidos depois de ter estudado amostras da década de 1860 retiradas de florestas suecas. Os pesquisadores constataram um inquietante desaparecimento das grandes árvores com entre 100 e 300 anos de idade em partes da Europa, Américas do Norte e do Sul, África, Ásia e Austrália.

As sorveiras da Austrália, os pinhos dos Estados Unidos, as sequoias da Califórnia e os baobás da Tanzânia são as principais espécies em perigo. Os incêndios florestais não são os únicos responsáveis, uma vez que a taxa de mortalidade é dez vezes superior ao normal, inclusive nos anos sem incêndios.

Este fenômeno resulta, segundo afirmam cientistas, de uma combinação de fatores como o aquecimento climático, o desmatamento e a necessidade de terras agrícolas.

“Estamos falando do desaparecimento dos maiores organismos vivos do planeta e de organismos que têm um papel determinante na regulação da riqueza de nosso mundo. A tendência é, de fato, muito preocupante”, declarou Bill Laurance, da Universidade James Cook.

As grandes árvores são lugares de nidificação e de vida para cerca de 30% de aves e animais de nosso ecossistema. São também enormes poços de carbono, importantes reservas de substratos que permitem o desenvolvimento de um grande número de organismos e também influenciam o ciclo hidrológico.

(Fonte: Portal Terra)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Os 12 animais mais esquisitos do mundo

Se você acha que conhece a beça sobre as espécies que habitam nosso planeta, surpreenda-se com esses animais fora do comum.

Lêmure Aye-aye

A Aye-aye é uma espécie de lêmure com olhos saltados e grandes orelhas. Ela vive nas florestas de Madagascar e usa o longo dedo médio para retirar larvas dos troncos de árvores ocas.

Lagartixa da espécie Uroplatus fimbriatus

A lagartixa da espécie Uroplatus fimbriatus é encontrada nas florestas tropicais de Madagascar. Ela pode chegar a 30 centímetros de comprimento. Como não tem pálpebras, ela usa a língua para remover a poeira dos olhos.

Rã da espécie Centrolenidae

A rã da espécie Centrolenidae é conhecida como rã de vidro porque tem a pele quase transparente. Ela vive em florestas úmidas da América Central e do Sul.

Társio

O Társio é um dos menores primatas do mundo. Ele mede apenas 13 centímetros e traz os olhos grandes e arredondados como seu grande diferencial. O animal também tem habilidades ultrassônicas. Ele consegue produzir e ouvir sons que fogem do alcance da audição humana.

Salamandra Axolotl

O Axolotl é uma espécie de salamandra mexicana que não se desenvolve. O nome é de origem asteca e significa monstro aquático.

Giraffa Trachelophorus

A Giraffa Trachelophorus é uma espécie de inseto encontrado em Madagascar. Ela tem esse nome por causa do pescoço estendido, parecido com o da Girafa. O pescoço auxilia o inseto na construção de ninhos.

Lagartixa Uroplatus phantasticus

A lagartixa da espécie Uroplatus phantasticus tem uma cauda parecida com uma folha para se camuflar na floresta. Conhecida como lagartixa satânica, ela só é encontrada em florestas não perturbadas porque é muito sensível à destruição do habitat.

Tartaruga-de-casco-mole

A Tartaruga-de-casco-mole é uma espécie que, além de não ter o casco rígido, usa o nariz comprido para respirar quando fica sem fôlego. Assim, ela não precisa tirar a cabeça da água e fica mais protegida contra os predadores.

Macaco-narigudo

O Macaco-narigudo vive em mangues em Bernéu, uma ilha da Ásia. Na época de acasalamento, ele emite um som com seu nariz grande e flexível. Porém, essa espécie corre risco de extinção.

Pangolim

O Pangolim é um mamífero com aspecto de réptil que vive nas zonas tropicais da Ásia e da África. Ele se transforma em uma bola sempre que se sente ameaçado por algum predador.

Blobfish

O Blobfish é um peixe raramente encontrado vivo. Ele vive nas águas profundas do mar da Austrália e da Tasmânia. Sua consistência é gelatinosa e ele tem densidade levemente menor do que a da água.

Dragão-marinho

O dragão-marinho é um animal que se camufla para se salvar dos predadores nos mares do Oceano Índico. As nadadeiras e o seu modo de nadar fazem o animal parecer com um pedaço de alga flutuante.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Caldeirão do Huck, Rede Globo, visita pororoca no Rio Araguari


Os atores Marcelo Serrado, Marcelo Novaes e Rodrigo Santoro, ao lado do apresentador Luciano Huck e do surfista de ondas gigantes Carlos Burle, viajaram até rio Araguari, no Amapá, para conhecer o fenômeno natural típico dos rios barrentos do Norte do Brasil. A reportagem vai ao ar neste sábado (01 de dezembro de 2012) no programa Caldeirão do Ruck.

De 27 a 30 de outubro, o pacato município de Cotias do Araguari, na foz do rio Araguari, viu sua rotina mudar radicalmente. No lugar das canoas que fazem o deslocamento por via aquática e bicicletas e veículos de tração animal para terra firme, a paisagem foi tomada por jet skis, pranchas de surfe, navios modernos, caminhonetes e até helicópteros.

Com o apoio do governo do Amapá, através do Corpo de Bombeiros e do Ibama, eles utilizaram os três dias para surfar a onda amazônica, contando com o know-how da Abraspo - Associação Brasileira de Surf na Pororoca.

Entre os participantes, apenas Carlos Burle tinha experiência no surf de rio praticado na Amazônia. Para todos os outros a oportunidade era inédita. "Foi um dos momentos mais lindos da minha vida", descreveu o ator Marcelo Serrado. Ele já havia escutado falar da pororoca quando esteve em Belém e, depois de ver imagens do fenômeno, decidiu encarar a aventura. O que era para ser uma viagem entre amigos se tornou um documento para a posteridade depois que o ator comentou com Luciano Huck a ideia.

Mas, ao chegar ao Amapá, surfar a pororoca tornou-se complicado: as ondas no período não passavam de dois palmos e os próprios moradores do local apostavam que aquele não era o tempo de pororoca. Então, a integração homem-natureza foi a outro patamar. "Fizemos o ritual ‘Auera Auara’, para chamar a onda. Nos pintamos, pedimos permissão para entrar no rio. E deu certo", disse Noélio Sobrinho, que atuou como o piloto de jet ski que colocou os atores para surfar a onda da pororoca. "As ondas chegaram a dois metros", afirmou Noélio.

"A gente ficou meio ‘grilado’. Ali era um rio, tinha jacaré, piranha, cobra e tudo o mais. Mas acho que os animais se afastam quando a onda passa. Perdi uma prancha lá, que a onda arrebentou. Mas foi incrível. O lugar é lindo, mágico. E a emoção de sentir aquele contato com a natureza, um perigo também, é indescritível. Recomendo a todos", disse Serrado, que já espera ansioso pela próxima oportunidade, que deve acontecer no Pará. O convite, pelo menos, já existe: o titular da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Marcos Eiró, enviou um documento para os participantes com um convite formal para conhecer a pororoca de São Domingos do Capim, onde o surfe da pororoca começou.


Quer saber tudo sobre a Pororoca? Clique no link ao lado: Surf na Pororoca: o esporte radical domando a força da natureza

domingo, 25 de novembro de 2012

E se não houvesse noite?


Veja como seria a sua vida se a noite deixasse de existir.

Uma megalomaníaca, hollywoodiana intervenção humana poderia instalar über-refletores na órbita da Terra e assim acabar com a escuridão. Mas, até este momento da história, não há motivo para fazer algo tão faraônico. Então fiquemos com a alternativa astronômica. A única maneira de não haver noite é pela sincronização dos movimentos da Terra. Ou seja, se a rotação fosse igual à translação. Só assim o mesmo lado do planeta daria toda a volta ao redor do Sol sem deixar de ser iluminado. E, para isso, a velocidade da Terra no Sistema Solar deveria ser constante, o que implica uma órbita circular, e não elíptica. Mesmo com essas condições, seria dia para sempre somente em um lado do planeta. No outro, noite eterna. Um lugar inóspito, com temperaturas que podem ser baixas como as dos polos e onde as formas de vida seriam diferentes das do lado iluminado. Algo como as profundezas abissais dos oceanos, mas na superfície. Teríamos dois planetas em um só. "Em movimento sincronizado, as condições climáticas seriam radicalmente diferentes. Dificilmente haveria a explosão da vida", diz o astrônomo da USP Enos Picazzio.

No lado iluminado, as coisas tampouco seriam fáceis. A vida na Terra está programada para reagir à luz. A galinha, por exemplo, é fotossensível. Em condições naturais, ela só bota ovos quando o Sol nasce. Com ele a pino sempre, a ave como conhecemos dificilmente existiria. Já as plantas vivem de acordo com a duração da noite e do dia. Em noites curtas, como no verão, elas crescem. Na primavera, elas florescem. "A ausência de sinais temporais poderia impedir a floração e a produção de frutos", diz Sergio Tadeu Meirelles, biólogo da USP. A vida como um todo seria adaptada não às andanças do Sol no céu, mas à imobilidade dele. E ele não serviria mais para contarmos o tempo. Essa função seria da Lua.



Cruzeiro para o crepúsculo
Quase não veríamos a Lua - mas ela continuaria importante

Piratas emos
Devido à volta da Lua ao redor da Terra, por 15 dias ela ficaria no lado claro, escondida. Nos outros 15, estaria a pino, na escuridão. O fenômeno chamaria a atenção na parte iluminada, mais rica e povoada. Turistas iriam ao escuro, guiados por habitantes das trevas, gente à margem da sociedade.

Pobres e pequenos
Nosso organismo foi feito para repousar no escuro. Sem ele, precisaríamos de câmaras de sono. Quem não tivesse dinheiro para isso teria problemas como pressão alta e estresse. E seria baixinho: o hormônio do crescimento age principalmente durante o sono.

Feliz 1433
O dia como o conhecemos é o tempo em que a Terra dá uma volta em seu eixo, a rotação. Como ela teria o mesmo tempo que a translação, um dia seria igual a um ano. Bizarro. Então a ideia de dia seria determinada pela Lua, cujo movimento em volta da Terra tem cerca de um mês. Não é absurdo. Há calendários baseados na Lua, como o islâmico.

Robin das trevas
A influência da noite na cultura seria outra. O Pink Floyd, se existisse, gravaria The Dark Side of the Earth. Caetano Veloso cantando "Às vezes no silêncio da noite"? Esqueça. E não teríamos tanto convívio com os morcegos. Ou seja, Drácula e Batman não existiriam. Mas o lado escuro inspiraria tanta curiosidade que viveríamos obcecados por lendas de monstros no lado de lá.

Pelos, por que tê-los?
Os animais seriam pelados. Ou teriam pelos (e penas) muito curtos, provavelmente brancos, para refletir o sol e diminuir a temperatura corporal. Na parte escura do planeta não haveria plantas, pois não haveria luz para fazer fotossíntese. Então todos seriam carnívoros, com olhos ultrassensíveis para enxergar à noite.

Incêndio consome Lagoa dos Índios


Em anos anteriores, outros casos parecidos foram registrados.

Um incêndio que já persiste alguns dias está preocupando os moradores das proximidades da Lagoa dos Índios. Devido o tempo seco, a vegetação de fácil combustão incendiou e se alastrou rapidamente.

Nesse período onde o clima é extremamente seco e quente, as altas temperaturas facilitam a ignição e a propagação do fogo nas residências e em áreas de campo.

Apesar das denúncias dos moradores da área, o Corpo de Bombeiros tem dificuldades em controlar o fogo, pois o local é de difícil acesso, íngreme, tem mata seca e fechada, além de temperatura alta.

A fumaça se espalha em diversos pontos da área da Lagoa que está com boa parte da vegetação seca, devido o período de veraneio. Quando anoitece, a temperatura cai e é possível ver os focos de incêndio na Linha G que fica do outro lado da Lagoa.

Neste lugar, é comum anualmente, nesta época, ocorrerem incêndios em vegetação, isso se dá por agricultores que residem às redondezas, eles realizam queimas descontroladas para plantarem suas lavouras, outra causa são os motoristas fumantes que passam na rodovia e que jogam pontas de cigarro no local gerando os incêndios naquela área.

Lagoa dos Índios

A Lagoa dos Índios está situada em uma área de ressaca, na bacia do Igarapé da Fortaleza, no município de Macapá, a oeste do núcleo urbano, já próximo ao município de Santana.

A Ressaca Lagoa dos Índios chama a atenção pelo contraste entre a bela paisagem natural e a urbanização do seu entorno. Vale destacar que a referida Lagoa dos Índios é considerada uma Área de Preservação Permanente (APP).

Essa área está ocupada há mais de duzentos anos por uma comunidade predominantemente negra, a qual se reconhece enquanto “remanescente de quilombos”. Nesse contexto, estudos datam que na metade do século XVIII ocorreu a ocupação da região por habitantes negros, época que coincide com o surgimento dos quilombos no Estado do Amapá. Estes negros foram ali chegando fugitivos da escravidão, e viram na bacia hidrográfica do Igarapé da Fortaleza condições favoráveis para sua sobrevivência. Por esta razão, o primeiro nome dado à localidade foi Fortaleza, passando posteriormente a se chamar Lagoa dos Índios.

Entretanto, antes de chegada dos escravos, o lugar já se encontrava habitado por tribos indígenas que ali se acostaram ainda na fase pré-colonial. Desta forma, com o surgimento da mão de obra dos escravos refugiados e a organização indígena, várias atividades foram sendo realizadas como plantações, atividades domésticas, construção da vila de São José de Macapá, além da criação de gado e da atividade pesqueira.


Elas estão em todos os lugares: as baratas

Elas estão moídas no seu chocolate, sobrevivem a até um mês sem cabeça e comem seres humanos vivos. (Agora a boa notícia: elas não resistiriam a um ataque nuclear). Conheça o nojento mundo dessa obra-prima da evolução: a barata.



Gênio do design
Conheça milímetro a milímetro o inseto highlander.

Casca dura
Para proteger o interior delicado, elas são revestidas por um casco duro de quitina. O formato achatado permite que elas suportem esmagamentos leves sem morrer.

Creme
A massa branca que sai quando você esmaga uma barata é gordura e protege os órgãos internos. Ela permite que o inseto fique dias sem comer.

Filhotes
A maioria das baratas guarda seus ovos em um recipiente chamado ooteca, que fica dentro do corpo. Algumas espécies seguram os filhotes dentro de si até estarem prontos para ir ao mundo; outras largam a ooteca em um lugar seguro para os ovos eclodirem sozinhos.

Antenada
Dotadas de pequenos pelinhos ultrassensíveis, as antenas das baratas captam odores e podem, dependendo da espécie, detectar a presença de água, álcool ou açúcar nas proximidades.

Fôlego
A barata respira por 20 aberturas laterais chamadas espiráculos, que levam o ar para o corpo todo. Assim, pode ficar horas sem oxigênio.

Radar
Esses espinhos no traseiro dão informações detalhadas sobre ameaças: percebem movimentos sutis do ar e captam informações sobre possíveis ameaças, como localização, tamanho e velocidade.

A barata dos vizinho
São 5 mil espécies do inseto que vive na Terra há 325 milhões de anos. Eis as principais:
Nome - Barata americana
Tamanho - 3 a 4 cm
Longevidade - 3 a 4 anos
Habitat - Ambientes escuros como sótãos, porões e esgoto.
Comuns no mundo todo, são maiores, e fazem voos curtos. É a espécie mais resistente: fica 90 dias sem comida e 40 sem água. Acredita-se que tenham vindo da África em navios negreiros.

Nome - Barata germânica
Tamanho - 1,2 a 1,6 cm
Longevidade - 1 ano
Habitat - Cozinhas e banheiros, despensa de alimentos, máquinas de café.
Elas têm asa, mas não voam e são as mais comuns nas cidades da América. Vivem até 45 dias sem comida e 14 sem água. Acredita-se que tenham ido para a Europa com os fenícios.

Nome - Barata de Madagascar
Tamanho - 5 a 9 cm
Longevidade - 2 a 5 anos
Habitat - No chão de florestas tropicais, principalmente Madagascar.
Esta espécie não é considerada uma praga urbana - na verdade, é até criadacomo bicho de estimação. São famosas pelo alto assobio que fazem quando se sentem ameaçadas.

Também vão pegar você
Poucos bichos são tão liberais quanto as baratas quando se trata de alimentação. Elas comem praticamente tudo. E isso inclui coisas bizarras como cola, fezes, papel, couro, outras baratas e cerveja azeda quente, que é seu alimento preferido. (A única coisa que odeiam é pepino - sabe-se lá por quê.) E elas também curtem comer seres humanos - vivos ou mortos. Sim, elas "mordem" gente viva (que está dormindo) - sempre nas extremidades: dedão e sola dos pés, unhas e palmas das mãos. Também há relatos de baratas que comem cílios. Elas não têm dentes, mas usam sua forte mandíbula para raspar as superfícies até deixar buracos doloridos. Também podem se alimentar de restos de comida, especialmente de leite seco na boca de bebês que estão dormindo. As crianças são mais suscetíveis por terem o sono mais pesado, mas adultos também não escapam. Se você é do tipo que curte tomar cerveja e comer salgadinho no sofá e acaba dormindo por lá mesmo, chegou a hora de repensar sua vida.

Boatos sobre baratas

Elas resistem a ataques nucleares
Mentira. O mito provavelmente surgiu na década de 1960, com o relato nunca confirmado de que baratas teriam sobrevivido às bombas de Hiroshima e Nagasaki. É verdade que, comparadas com não-insetos, elas são resistentes: por terem poucas células que se dividem lentamente, conseguem consertar alguns problemas causados pela radiação. Mas outros seres vivos são muito mais resistentes, como certas algas, musgos e bactérias. E até alguns insetos são mais fortes: enquanto a barata americana aguenta até 20 mil rads (unidade de radiação absorvida), o caruncho de madeira aguenta 48 mil, e a mosca-das-frutas, 64 mil. Uma bomba como a de Hiroshima tem 34 mil rads. Ou seja, elas não sobreviveriam.

Elas sobrevivem sem cabeça
Verdade. Baratas são sobreviventes. Além de conseguir ficar até um mês sem comer nada e semanas sem ingerir água, o inseto ainda é capaz de sobreviver por até outro mês sem a cabeça. É que suas principais estruturas vitais ficam espalhadas pelo abdômen (incluindo as que permitem a respiração) e, caso percam a cabeça (no sentido literal), um gânglio nervoso no tórax passa a coordenar os seus movimentos, permitindo que fujam das ameaças. Como o seu corpo tem um revestimento de células sensíveis à luz, ela ainda pode localizar e correr para as sombras a fim de se proteger. Mas, como todos, inevitavelmente um dia acaba morrendo.

Elas estão no chocolate
Verdade. Segundo a Food and Drugs Administration (FDA), o órgão que faz o controle dos alimentos e remédios nos EUA, uma barra de chocolate comum contém, em média, 8 resíduos de baratas. (Um pedaço de 100 gramas de chocolate tinha, em média, 60 resquícios de insetos variados em sua composição.) O inseto entra em contato com o doce ainda durante a colheita e armazenamento do cacau. E mais: pessoas que têm alergia ao chocolate podem, na verdade, ser alérgicas aos pedacinhos de baratas que ficam no doce. O inseto pode causar reações alérgicas em algumas pessoas, como coceira e cãibras, e cortar o chocolate da dieta é justamente um dos tratamentos recomendados a pessoas alérgicas.

Sexo explícito
Uma loucura. Observe aqui, de perto, o que só acontece atrás das paredes: o ritual de acasalamento da barata americana, a "voadora". Ui.
1. Essa espécie pode produzir até 800 descendentes nos seus 4 anos de vida. A germânica, que vive 1 ano, gera até 20 mil
2. Veja a atitude sensual da fêmea: ela abaixa o abdômen, levanta as asas e libera feromônios. Se o macho topar, ela sobe nele.
3. Enquanto escala o macho, ela vai lambendo suas costas. Assim, ingere uma substância especial, produzida na corte.
4. O macho não perde tempo: vai tentar introduzir a genitália na fêmea por baixo, para iniciar a cópula.
5. Ligado pelas genitália, o macho se vira e assume posição oposta à parceira. É nesse momento que ela é fecundada.

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