sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Por que os orgânicos são tão caros?


8 fatores explicam o preço mais alto dos alimentos sem agrotóxicos. E nada explica o conformismo diante do alto custo ambiental, social e de saúde pública que vem de brinde com a agricultura baseada em aditivos químicos. Ninguém, em sã consciência, prefere comida com agrotóxico, mas os orgânicos no Brasil ainda são bem mais caros, o que deixa muita gente inconformada.






1 – Eles demoram mais para amadurecer

A agricultura orgânica consegue nível semelhante de produção por metro quadrado à da lavoura que usa adubos artificiais e agrotóxicos. No entanto, os alimentos se desenvolvem mais devagar. A cenoura orgânica, por exemplo, é colhida por volta de 116 dias após a semeadura enquanto a versão com aditivos químicos fica pronta em 97 dias. Ou seja, a safra ocupa a terra por mais tempo. E tempo é dinheiro.

Por outro lado, essa desvantagem comercial torna os orgânicos mais nutritivos e saborosos, pois vão extraindo da terra nutrientes mais variados e em maior quantidade. Enquanto os vegetais cultivados à base de compostos químicos sintéticos recebem basicamente apenas três macronutrientes -nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) - os adubos orgânicos oferecem toda uma tabela periódica em sua lista de ingredientes.

2 – Certificação

Por incrível que pareça, não há fiscalização obrigatória nas lavouras que usam agrotóxicos. Os abusos, ultrafrequentes, são descobertos pela ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária) apenas ao recolher amostras de alimentos em supermercados. Para sentir o drama, é só clicar nesse link: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pimentao-e-o-campeao-do-agrotoxico-mostra-estudo-da-anvisa,355203,0.htm.

Já o produto orgânico precisa ser certificado. Ou seja, o produtor deve arcar com a auditoria anual de sua propriedade, o que custa em média cerca de R$ 3 mil. Existem outras formas de certificação por meio de cooperativas que, embora sem custo fixo, demandam bastante tempo e dedicação, desviando o agricultor de sua função principal.

3 – Período de conversão

Um agricultor convencional que resolve virar orgânico passará por um tempo de vacas magras, pois sua terra está “viciada” em produtos químicos e não é fácil recompor a fertilidade utilizando recursos naturais. Durante essa fase, não há nenhum tipo de financiamento governamental que permita ao produtor sobreviver até conseguir safras melhores. No campo, essa talvez seja a principal barreira à adoção do sistema orgânico. Ou seja, existe muita gente querendo sair do esquema convencional, mas não consegue por razões financeiras de curto prazo.

4 – Falta de crédito

No Brasil não existem linhas de financiamento voltadas para a agroecologia. Parece mentira, mas para conseguir liberação de dinheiro no banco, o produtor precisa mostrar a nota fiscal comprovando que adquiriu agrotóxicos. Veja com seus próprios olhos o depoimento deles no documentário “O Veneno está na Mesa”, de Silvio Tendler, e aproveite para ampliar seus conhecimentos sobre o tema. O filme está totalmente livre para cópia e veiculação: http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg.

5 - Barreira de isolamento

De acordo com a legislação atual, quem usa substâncias potencialmente tóxicas na lavoura não precisa se preocupar com os resíduos que deixa na atmosfera, na água e no solo, além de estar isento de responsabilidade caso seja comprovada a contaminação de um trabalhador. Para completar, nada o impede de borrifar agrotóxicos até o limite de sua propriedade, mesmo sabendo que a pulverização invadirá o território alheio.

Já o produtor orgânico precisa manter uma faixa de vegetação robusta e alta para isolar seu cultivo da química dos vizinhos. Ou seja, uma parte de sua propriedade não pode ser utilizada para plantar alimentos, o que reduz a produtividade.

6 - Menor escala de produção

O agronegócio convencional privilegia a monocultura. Assim, terrenos imensos são ocupados por uma única espécie (algo muito atraente para pragas e doenças, pois, quando o invasor encontra esse farto banquete, se dissemina em altíssima velocidade). No sistema orgânico dá-se preferência ao plantio conjunto de várias espécies vegetais e ao consórcio com a criação animal. Desse modo, é mais rica a produção interna de adubo (feito com esterco e sobras vegetais) e mais eficiente o controle das espécies indesejáveis.

No entanto, uma propriedade com vários cultivos emprega maior número de trabalhadores e há menor possibilidade de mecanização. Outro complicador do ponto de vista comercial é que, ao ter quantidades pequenas de diferentes produtos para oferecer ao mercado, o produtor orgânico perde poder de barganha.

Um detalhe, porém, não deve ser esquecido: do ponto de vista socioambiental, essas aparentes desvantagens são muito positivas.

7 – Ganância dos supermercados

Grandes varejistas investem bastante em pesquisas sobre hábitos de consumo e logo descobriram que as pessoas com maior poder aquisitivo e nível de instrução são as que mais consomem orgânicos. Encontraram aí uma excelente oportunidade de inflar preços e foi o que fizeram. Uma pesquisa do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) realizada em 2010 flagrou uma diferença de preços de até 463% num mesmo produto orgânico (http://www.idec.org.br/em-acao/revista/142/materia/quer-pagar-quanto). Para quem busca alimentos sem veneno por preço em conta, as feiras de orgânicos são a melhor alternativa (procure aqui: http://www.slowfoodbrasil.com/textos/noticias-slow-food/504-voce-conhece-as-feiras-organicas-da-sua-cidade), seguidas pelos esquemas delivery (para saber mais sobre essa opção: http://conectarcomunicacao.com.br/blog/98-diga-adeus-aos-agrotxicos/.).

8 – Falta de assistência técnica e pesquisa

Antigamente existiam no país as redes de assistência rural financiadas pelo governo. Aos poucos, o poder público foi abandonando essa importante função e deixou o espaço livre para os fabricantes e revendedores de adubos sintéticos e agrotóxicos. Assim, quem dá orientações técnicas aos agricultores hoje em dia são os vendedores dessas fórmulas. Claro que eles não têm interesse nenhum em ajudar quem não consome seus produtos. Além disso, nas faculdades de agronomia predomina o ensino da agricultura baseada em insumos químicos, gerando carência de profissionais que sabem cultivar a terra sem apelar para eles. Para complicar de vez a situação da agroecologia, entidades como a FAPESP, o CNPQ e a CAPES não costumam liberar bolsas de estudos para quem se propõe a estudar agricultura orgânica e familiar.

Com tudo isso, dá para ver que os alimentos convencionais, aparentemente mais baratos, na verdade saem muito caro. Em seu preço não estão computados:

  • O custo social representado pelo abandono do campo e inchaço das periferias urbanas;
  • O custo em termos de saúde pública que tem origem no enorme número de pessoas intoxicadas pelos agrotóxicos, seja de forma aguda ou crônica (câncer, doenças neurológicas e endócrinas entre outras);
  • O custo ambiental devido à contaminação química do ar, da água e do solo, à perda da fertilidade do solo e da biodiversidade.

Do dia para a noite não haverá solução mágica para levar orgânicos baratos à mesa de todos os brasileiros. Mas já existem esquemas alternativos e mais acessíveis para adquiri-los (veja acima o exemplo do delivery e das feiras orgânicas) e outros virão por aí.

A gente pode e deve brigar para virar esse jogo. Temos o direito de exigir que o dinheiro público seja investido num modelo agrícola mais justo e sustentável, em vez de virar subsídio para os agrotóxicos, que, aliás, têm isenção de impostos!


Claudia Visoni é jornalista, paulistana e dirige a empresa Conectar Comunicação (www.conectar.com.br). Desde a adolescência, pesquisa assuntos ligados à ecologia e ao consumo, buscando alternativas para viver bem economizando os recursos naturais. E-mail: claudia@conectar.com.br
Artigo enviado pela Autora e originalmente publicado em seu blogue pessoal.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Os 15 países com a gasolina mais cara no mundo


Os 15 países com a gasolina mais cara no mundo

Se você acha que encher o tanque no Brasil é doloroso – ou poderá ficar, com a ameaça de aumento do combustível para 2013 – dê uma olhada no preço cobrado para abastecer um carro popular (com 45 l) nos países abaixo e não se assuste se viajar para um dele.

Completa?

O prenúncio de um aumento de até 15% no preço dos combustíveis paira sobre o bolso do brasileiro. Ontem, o governo avisou que pretende iniciar em 2013 uma política para reduzir a diferença entre os preços da gasolina no mercado doméstico e internacional. Se você acha que encher o tanque por aqui é doloroso – ou poder ficar – conheça outros países onde a gasolina custa até o dobro do praticado no Brasil, segundo um levantamento da consultoria Air Inc.

De acordo com a pesquisa, baseada em dados coletados em 12 de outubro, o galão da gasolina comum (3,78 litros) é vendido no Brasil por US$ 5,67. Na ponta do lápis, encher o tanque de um carro popular em São Paulo com 45 litros de gasolina custa em média R$ 135 reais. Se fosse na Turquia, essa brincadeira sairia por quase R$ 250.

1 - Turquia
Gasolina comum/galão: US$ 10,14 
Gasolina Premium/galão: US$ 10,30
Preço verificado em: Istambul
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 245,80

2 - Noruega
Gasolina comum/galão: US$ 10,1
Gasolina Premium/galão: US$ 10,27
Preço verificado em: Oslo
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 245,70

3 - Eritreia
Gasolina comum/galão: US$ 9,59
Gasolina Premium/galão: não disponível
Preço verificado em: Asmara
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 232,38

4 - Holanda
Gasolina comum/galão: US$ 9,08
Gasolina Premium/galão: US$ 9,50
Preço verificado em: Amsterdã
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 219,92

5 - Itália
Gasolina comum/galão: US$ 8,95
Gasolina Premium/galão: US$ 10,01
Preço verificado em: Roma
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 216,87

6 - Dinamarca
Gasolina comum/galão: US$ 8,94
Gasolina Premium/galão: US$ 9,21
Preço verificado em: Copenhague
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 216,62

7 - Suécia
Gasolina comum/galão: US$ 8,72
Gasolina Premium/galão: US$ 9,01
Preço verificado em: Estocolmo
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 211,29

8 - Finlândia
Gasolina comum/galão: US$ 8,53
Gasolina Premium/galão: US$ 9,02
Preço verificado em: Helsinki
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 206,68

9 - Reino Unido
Gasolina comum/galão: US$ 8,52
Gasolina Premium/galão: US$ 8,99
Preço verificado em: Londres
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 206,44

10 - Bélgica
Gasolina comum: US$ 8.52
Gasolina Premium: US$ 8,70
Preço verificado em: Bruxelas
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 206,44

11 - Grécia
Gasolina comum/galão: US$ 8,37
Gasolina Premium/galão: US$ 8,75
Preço verificado em: Atenas
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 202,82

12 - Irlanda
Gasolina comum/galão: US$ 8,34
Gasolina Premium/galão: não disponível
Preço verificado em: Dublin
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 202,08

13 - Alemanha
Gasolina comum/galão: US$ 8,30
Gasolina Premium/galão: US$ 8,87
Preço verificado em: Frankfurt
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 201,13

14 - Hong Kong
Gasolina comum/galão: US$ 8,30
Gasolina Premium/galão: US$ 8,75
Preço verificado em: não disponível
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 201,13

15 - França
Gasolina comum:/galão US$ 8,22
Gasolina Premium/galão: US$ 8,52
Preço verificado em: Paris
Custo de encher o tanque (45 litros) em Real: R$ 199,17

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As empresas de tecnologia mais verdes do mundo em 2012


Conheça as companhias do setor de TI que estão se esforçando para produzir de forma mais limpa e sem prejudicar o planeta, segundo o relatório anual “Guia de Eletrônicos Verdes”, do Greenpeace.

De olho no futuro

Todos os anos, o Greenpeace lança um ranking que avalia os esforços das principais empresas de tecnologia do mundo para se tornarem mais sustentáveis. O “Guia de Eletrônicos Verdes” observa se as metas ambientais prometidas por elas - como a redução das emissões de CO2 e retirada de produtos tóxicos dos aparelhos -, estão sendo de fato cumpridas.

Na 18ª edição, o guia avaliou as qualidades ecológicas de 16 marcas. As companhias que tiveram o pior desempenho, com pontuação abaixo de 4 (de um total de 10) foram a Lenovo, Philips, Panasonic, LGE, HCL Infosystems, Sharp, Toshiba e Rim. Nas páginas a seguir você confere as mais bem posicionadas.

1 - Wipro

A empresa de eletrônicos indiana faz sua estreia no Guia do Greenpeace já na primeira posição, com uma pontuação total de 7,1, de um total de 10 possíveis. Sobre os critérios de Energia, a Wipro mostra liderança na redução de gases de efeito estufa (GEE) e utilização de fontes renováveis. A empresa estabeleceu uma meta de alcançar 85% de sua redução de emissões através de energia renovável e investe pesado nisso.



2 - HP

Este ano, a HP perdeu a liderança do ranking e caiu uma posição, com um total de 5,7 pontos de 10. Segundo o Greenpeace, a empresa é líder em operações sustentáveis, que inclui a gestão criteriosa de sua cadeia de fornecedores, além de um programa efetivo de medição de emissões de carbono.





3 - Nokia

A fabricante finlandesa de aparelhos celulares Nokia aparece atrás da HP e Wipro no ranking da Ong ambientalista. De acordo com o Greenpeace, a empresa peca por falta de estratégias de redução de consumo de energia, seja com eficiência energética ou aumento do uso de fontes renováveis. Ela também precisa definir novas metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) de suas operações em pelo menos 30% até 2015.

4 – Acer

Com uma pontuação total de 5,1 (de 10), a Acer tem engajado seus fornecedores nos planos de sustentabilidade, que incluem a gestão de gases efeito estufa e de substâncias tóxicas. Além disso, a empresa mostra melhorias nos critérios de uso de energia, com a meta de reduzir suas emissões de CO2 em 60% (com base em 2009) até o final da década.




5 – Dell

A Dell caiu três posições, saindo da segunda colocação para o quinto lugar na edição 2012 do ranking do Greenpeace, somando 4,6 pontos de 10. O que explica essa queda? A má pontuação no critério que avalia a sustentabilidade dos produtos. De acordo com a Ong ambientalista, a empresa deu para trás no seu compromisso de eliminar uso de plástico PVC e retardadores de bromados (BFR) entre 2010 e 2011, como prometido.


6 – Apple

Quem aparece na sexta posição, com 4,5 pontos, é a Apple, que no ranking do ano passado ocupava o quarto lugar. A queda se explica, em parte, pela falta de uma meta clara de redução de emissões de gases efeito estufa e por uma política pobre de incentivo ao uso de fontes renováveis. Segundo o Greenpeace, apenas 13% consumo da empresa é suprido por energia limpa.




7 – Samsung

A Samsung sobe uma posição e ocupa o sétimo lugar, com um total de 4,2 pontos de 10. Seu melhor desempenho se deve, principalmente, aos avanços no reporte de gases de efeito estufa (GEE) de suas operações, incluindo os dados da cadeia de suprimentos. Além disso, a empresa é uma das líderes no ciclo de vida do produto, uma vez que fornece garantias e informações precisas, bem como detalhes de inovações para ampliar a vida dos produtos.


8 – Sony

Quem ocupa a oitava colocação entre as empresas com melhores práticas ambientais é a Sony. Na avaliação do Greenpeace, os produtos da empresa apresentam excelência em eficiência energética. Além disso, a empresa utiliza cerca de 8,500 toneladas de plástico pós-consumo reciclado anualmente na confecção de novos produtos.

Planejamento urbano e mudança climática


O IBGE divulgou os resultados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais. Segundo a pesquisa, dos 5.565 municípios brasileiros, em 2011, apenas 344 ou 6,2% tinham planos municipais de redução de riscos de desastres naturais e recuperação ambiental preventiva concluídos.

São estes planos que identificam os potenciais riscos de desastres naturais e traçam estratégias para lidar com eles, tanto de maneira emergencial quanto de maneira preventiva.

Nos municípios em áreas de maior risco, como áreas montanhosas e costeiras onde a probabilidade de desastres naturais é maior a elaboração destes planos é mais urgente. No entanto, em decorrência dos efeitos das mudanças climáticas e da falta de planejamento urbano, o número de municípios que estão expostos aos efeitos dos desastres naturais será cada vez maior.

Diversos estudos científicos mostram que a população em área de risco no mundo tem aumentado ano após ano em decorrência da combinação destes dois fatores, urbanização e mudança climática. No entanto, é evidente a falta de ação de nossa sociedade no enfrentamento destes dois problemas.

Fica evidente a necessidade de enfrentar o desafio da mudança climática globalmente ao mesmo tempo em que incorporamos esta nova variável no planejamento urbano. O próprio conceito de desastre natural deve ser revisto pois atualmente a natureza sofre grande influência da atividade humana.

Ouça comentário de Osvaldo Stella para a Rádio CBN: http://bit.ly/ipamCBN

IPAM

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O “Super Júpiter”


Astrônomos descobriram recentemente a fotografia rara de um grande “mundo alienígena”. Chamado de Kappa Andromedae b, o planeta teria 13 vezes mais massa do que Júpiter e, consequentemente, seria muito maior do que qualquer outro planeta do nosso sistema solar.

De acordo com o Huffington Post, o planeta gasoso, classificado como “super Júpiter”, orbita em torno da estrela Kappa Andromedae a 170 anos-luz da Terra. Segundo o site, existem mais de 850 planetas conhecidos fora do sistema solar, mesmo que possam existir bilhões de astros solitários na nossa galáxia. Dos que são conhecidos, porém, apenas uma pequena fração foi diretamente fotografada.

A foto do planeta foi registrada através do telescópio japonês Subaru, no Hawaii, por Joseph Carson, do Instituto de Astronomia da Faculdade de Charleston e Max Planck, na Alemanha. Normalmente, é muito difícil fotografar “mundos alienígenas”, pois, segundo especialistas, eles se tornam “extra brilhantes” por causa de suas estrelas vizinhas.

Neste caso, os astrônomos conseguiram “esconder” a luz extremamente clara do sol e, usando uma luz infravermelha, avistaram o planeta com a ajuda de um software. O planeta orbita em torno de uma estrela muito jovem, provavelmente com 30 milhões de anos de idade. Especialistas acreditam que o planeta é formado de um disco “protoplanetário” de gás e poeira, que são coletados em volta das estrelas logo após suas formações.

(Fonte: Portal Terra)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O gosto amargo do café


Produção do Kopi Luwak, bebida feita a partir das fezes de um mamífero chamado civeta, tem forçado os animais a uma situação debilitante, revela reportagem do The Guardian.

Quanto vale um café produzido a partir de fezes e doses de crueldade animal? A pergunta, que parece de mau gosto, tem seu por quê. Segundo uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian nesta segunda-feira, o café Kopi Luwak, dono da fama de mais caro do mundo, pode esconder maus-tratos aos animais.

Isso porque a produção da bebida - feita na Indonésia a partir das fezes de um mamífero chamado civeta - tem forçado os animais a uma situação debilitante e que vem sendo denunciada por grupos de proteção aos animais.

De acordo com o jornal, o aumento da procura por esse café raro tem levado os produtores a confinar os civets em jaulas e alimentá-los compulsoriamente a fim de garantir uma produção “em massa” dos grãos gourmet. Os grãos de café são extraídos das fezes do civeta e higienizados, conferindo um sabor suave e caramilizado, segundo seus apreciadores. Nos EUA, o preço do quilo pode passar de mil reais.

Não para aí. Grupos conservacionistas ouvidos pelo jornal disseram que algumas espécies em extinção do animal estão sendo submetidas a esse tratamento, como o binturong, considerado “vulnerável” pela IUCN. "Os civetes são retirados do meio natural e têm de suportar condições horríveis. Eles lutam para ficar juntos, mas são separados e têm de suportar uma dieta muito pobre em gaiolas muito pequenas”, denucia ao jornal Chris Shepherd, da Ong Traffic.

O Guardian visitou uma loja de café na ilha de Sumatra, onde um civet fêmea era mantido em uma jaula apertada na parte de trás das instalações. Sua prole de dois jovens foram separados dela. Outra 20 gaiolas estavam dispostas sobre telhado da loja, longe dos olhos do visitante comum.

A preocupação com o bem estar dos animais já soa o alarme entre grandes conhecedores da bebida. Em outubro, o especialista em café Oliver Strand, que escreve para o New York Times, afirmou em uma entrevista à NPR: “O problema é que ele [café] se tornou um bem de luxo tão desejado que os produtores começaram a enjaular os animais e alimentá-los com grãos que não estão maduros". E resume: "Há um mercado 'fetichizado' para o café que tem incentivado práticas menos éticas".

Curiosidades do “sexo animal”



Na Flórida, um inseto da família do bicho-folha permanece cinco meses ligado à fêmea após a cópula. Já o sexo do coelho dura menos de um minuto. Essas são algumas das informações que podem ser conferidas na exposição "Feras do Sexo", que se dedica à reprodução no reino animal.


A exposição chega a Paris após passar por diversas cidades europeias e pode ser conferida no Palais de la Découvert, até 25 de agosto de 2013.


Ele explica, por exemplo, que em geral são os machos que devem seduzir as fêmeas no reino animal. Por isso, seus corpos costumam ser mais coloridos ou chamativos. Quanto mais imponente a plumagem de um pássaro, maior a probabilidade de que ele encontre uma parceira - como notou o cientista Charles Darwin.


A exposição também conta que em algumas espécies os machos com frequência têm de lutar pela fêmea para garantir a reprodução - e alguns usam armas perigosas na disputa. Os veados, por exemplo, tentam ferir seus oponentes com os chifres.


Outro dado interessante é que depois da cópula, em algumas espécies os machos também contam com estratagemas para garantir que os filhotes carregarão seus genes. O sêmen do porco-espinho forma uma barreira natural no aparelho reprodutor da fêmea que dificulta a cópula com outros machos.


Segundo a exposição, a homossexualidade foi observada em cerca de 450 espécies, entre elas a dos macacos bonobos. Eles escolhem parceiros sexuais sem ligar para sexo ou idade. E os cientistas acreditam que a atividade sexual tem um efeito calmante sobre as comunidades dessa espécie, que têm um nível baixo de agressividade.



BBC BRASIL

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