quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As empresas de tecnologia mais verdes do mundo em 2012


Conheça as companhias do setor de TI que estão se esforçando para produzir de forma mais limpa e sem prejudicar o planeta, segundo o relatório anual “Guia de Eletrônicos Verdes”, do Greenpeace.

De olho no futuro

Todos os anos, o Greenpeace lança um ranking que avalia os esforços das principais empresas de tecnologia do mundo para se tornarem mais sustentáveis. O “Guia de Eletrônicos Verdes” observa se as metas ambientais prometidas por elas - como a redução das emissões de CO2 e retirada de produtos tóxicos dos aparelhos -, estão sendo de fato cumpridas.

Na 18ª edição, o guia avaliou as qualidades ecológicas de 16 marcas. As companhias que tiveram o pior desempenho, com pontuação abaixo de 4 (de um total de 10) foram a Lenovo, Philips, Panasonic, LGE, HCL Infosystems, Sharp, Toshiba e Rim. Nas páginas a seguir você confere as mais bem posicionadas.

1 - Wipro

A empresa de eletrônicos indiana faz sua estreia no Guia do Greenpeace já na primeira posição, com uma pontuação total de 7,1, de um total de 10 possíveis. Sobre os critérios de Energia, a Wipro mostra liderança na redução de gases de efeito estufa (GEE) e utilização de fontes renováveis. A empresa estabeleceu uma meta de alcançar 85% de sua redução de emissões através de energia renovável e investe pesado nisso.



2 - HP

Este ano, a HP perdeu a liderança do ranking e caiu uma posição, com um total de 5,7 pontos de 10. Segundo o Greenpeace, a empresa é líder em operações sustentáveis, que inclui a gestão criteriosa de sua cadeia de fornecedores, além de um programa efetivo de medição de emissões de carbono.





3 - Nokia

A fabricante finlandesa de aparelhos celulares Nokia aparece atrás da HP e Wipro no ranking da Ong ambientalista. De acordo com o Greenpeace, a empresa peca por falta de estratégias de redução de consumo de energia, seja com eficiência energética ou aumento do uso de fontes renováveis. Ela também precisa definir novas metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) de suas operações em pelo menos 30% até 2015.

4 – Acer

Com uma pontuação total de 5,1 (de 10), a Acer tem engajado seus fornecedores nos planos de sustentabilidade, que incluem a gestão de gases efeito estufa e de substâncias tóxicas. Além disso, a empresa mostra melhorias nos critérios de uso de energia, com a meta de reduzir suas emissões de CO2 em 60% (com base em 2009) até o final da década.




5 – Dell

A Dell caiu três posições, saindo da segunda colocação para o quinto lugar na edição 2012 do ranking do Greenpeace, somando 4,6 pontos de 10. O que explica essa queda? A má pontuação no critério que avalia a sustentabilidade dos produtos. De acordo com a Ong ambientalista, a empresa deu para trás no seu compromisso de eliminar uso de plástico PVC e retardadores de bromados (BFR) entre 2010 e 2011, como prometido.


6 – Apple

Quem aparece na sexta posição, com 4,5 pontos, é a Apple, que no ranking do ano passado ocupava o quarto lugar. A queda se explica, em parte, pela falta de uma meta clara de redução de emissões de gases efeito estufa e por uma política pobre de incentivo ao uso de fontes renováveis. Segundo o Greenpeace, apenas 13% consumo da empresa é suprido por energia limpa.




7 – Samsung

A Samsung sobe uma posição e ocupa o sétimo lugar, com um total de 4,2 pontos de 10. Seu melhor desempenho se deve, principalmente, aos avanços no reporte de gases de efeito estufa (GEE) de suas operações, incluindo os dados da cadeia de suprimentos. Além disso, a empresa é uma das líderes no ciclo de vida do produto, uma vez que fornece garantias e informações precisas, bem como detalhes de inovações para ampliar a vida dos produtos.


8 – Sony

Quem ocupa a oitava colocação entre as empresas com melhores práticas ambientais é a Sony. Na avaliação do Greenpeace, os produtos da empresa apresentam excelência em eficiência energética. Além disso, a empresa utiliza cerca de 8,500 toneladas de plástico pós-consumo reciclado anualmente na confecção de novos produtos.

Planejamento urbano e mudança climática


O IBGE divulgou os resultados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais. Segundo a pesquisa, dos 5.565 municípios brasileiros, em 2011, apenas 344 ou 6,2% tinham planos municipais de redução de riscos de desastres naturais e recuperação ambiental preventiva concluídos.

São estes planos que identificam os potenciais riscos de desastres naturais e traçam estratégias para lidar com eles, tanto de maneira emergencial quanto de maneira preventiva.

Nos municípios em áreas de maior risco, como áreas montanhosas e costeiras onde a probabilidade de desastres naturais é maior a elaboração destes planos é mais urgente. No entanto, em decorrência dos efeitos das mudanças climáticas e da falta de planejamento urbano, o número de municípios que estão expostos aos efeitos dos desastres naturais será cada vez maior.

Diversos estudos científicos mostram que a população em área de risco no mundo tem aumentado ano após ano em decorrência da combinação destes dois fatores, urbanização e mudança climática. No entanto, é evidente a falta de ação de nossa sociedade no enfrentamento destes dois problemas.

Fica evidente a necessidade de enfrentar o desafio da mudança climática globalmente ao mesmo tempo em que incorporamos esta nova variável no planejamento urbano. O próprio conceito de desastre natural deve ser revisto pois atualmente a natureza sofre grande influência da atividade humana.

Ouça comentário de Osvaldo Stella para a Rádio CBN: http://bit.ly/ipamCBN

IPAM

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O “Super Júpiter”


Astrônomos descobriram recentemente a fotografia rara de um grande “mundo alienígena”. Chamado de Kappa Andromedae b, o planeta teria 13 vezes mais massa do que Júpiter e, consequentemente, seria muito maior do que qualquer outro planeta do nosso sistema solar.

De acordo com o Huffington Post, o planeta gasoso, classificado como “super Júpiter”, orbita em torno da estrela Kappa Andromedae a 170 anos-luz da Terra. Segundo o site, existem mais de 850 planetas conhecidos fora do sistema solar, mesmo que possam existir bilhões de astros solitários na nossa galáxia. Dos que são conhecidos, porém, apenas uma pequena fração foi diretamente fotografada.

A foto do planeta foi registrada através do telescópio japonês Subaru, no Hawaii, por Joseph Carson, do Instituto de Astronomia da Faculdade de Charleston e Max Planck, na Alemanha. Normalmente, é muito difícil fotografar “mundos alienígenas”, pois, segundo especialistas, eles se tornam “extra brilhantes” por causa de suas estrelas vizinhas.

Neste caso, os astrônomos conseguiram “esconder” a luz extremamente clara do sol e, usando uma luz infravermelha, avistaram o planeta com a ajuda de um software. O planeta orbita em torno de uma estrela muito jovem, provavelmente com 30 milhões de anos de idade. Especialistas acreditam que o planeta é formado de um disco “protoplanetário” de gás e poeira, que são coletados em volta das estrelas logo após suas formações.

(Fonte: Portal Terra)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O gosto amargo do café


Produção do Kopi Luwak, bebida feita a partir das fezes de um mamífero chamado civeta, tem forçado os animais a uma situação debilitante, revela reportagem do The Guardian.

Quanto vale um café produzido a partir de fezes e doses de crueldade animal? A pergunta, que parece de mau gosto, tem seu por quê. Segundo uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian nesta segunda-feira, o café Kopi Luwak, dono da fama de mais caro do mundo, pode esconder maus-tratos aos animais.

Isso porque a produção da bebida - feita na Indonésia a partir das fezes de um mamífero chamado civeta - tem forçado os animais a uma situação debilitante e que vem sendo denunciada por grupos de proteção aos animais.

De acordo com o jornal, o aumento da procura por esse café raro tem levado os produtores a confinar os civets em jaulas e alimentá-los compulsoriamente a fim de garantir uma produção “em massa” dos grãos gourmet. Os grãos de café são extraídos das fezes do civeta e higienizados, conferindo um sabor suave e caramilizado, segundo seus apreciadores. Nos EUA, o preço do quilo pode passar de mil reais.

Não para aí. Grupos conservacionistas ouvidos pelo jornal disseram que algumas espécies em extinção do animal estão sendo submetidas a esse tratamento, como o binturong, considerado “vulnerável” pela IUCN. "Os civetes são retirados do meio natural e têm de suportar condições horríveis. Eles lutam para ficar juntos, mas são separados e têm de suportar uma dieta muito pobre em gaiolas muito pequenas”, denucia ao jornal Chris Shepherd, da Ong Traffic.

O Guardian visitou uma loja de café na ilha de Sumatra, onde um civet fêmea era mantido em uma jaula apertada na parte de trás das instalações. Sua prole de dois jovens foram separados dela. Outra 20 gaiolas estavam dispostas sobre telhado da loja, longe dos olhos do visitante comum.

A preocupação com o bem estar dos animais já soa o alarme entre grandes conhecedores da bebida. Em outubro, o especialista em café Oliver Strand, que escreve para o New York Times, afirmou em uma entrevista à NPR: “O problema é que ele [café] se tornou um bem de luxo tão desejado que os produtores começaram a enjaular os animais e alimentá-los com grãos que não estão maduros". E resume: "Há um mercado 'fetichizado' para o café que tem incentivado práticas menos éticas".

Curiosidades do “sexo animal”



Na Flórida, um inseto da família do bicho-folha permanece cinco meses ligado à fêmea após a cópula. Já o sexo do coelho dura menos de um minuto. Essas são algumas das informações que podem ser conferidas na exposição "Feras do Sexo", que se dedica à reprodução no reino animal.


A exposição chega a Paris após passar por diversas cidades europeias e pode ser conferida no Palais de la Découvert, até 25 de agosto de 2013.


Ele explica, por exemplo, que em geral são os machos que devem seduzir as fêmeas no reino animal. Por isso, seus corpos costumam ser mais coloridos ou chamativos. Quanto mais imponente a plumagem de um pássaro, maior a probabilidade de que ele encontre uma parceira - como notou o cientista Charles Darwin.


A exposição também conta que em algumas espécies os machos com frequência têm de lutar pela fêmea para garantir a reprodução - e alguns usam armas perigosas na disputa. Os veados, por exemplo, tentam ferir seus oponentes com os chifres.


Outro dado interessante é que depois da cópula, em algumas espécies os machos também contam com estratagemas para garantir que os filhotes carregarão seus genes. O sêmen do porco-espinho forma uma barreira natural no aparelho reprodutor da fêmea que dificulta a cópula com outros machos.


Segundo a exposição, a homossexualidade foi observada em cerca de 450 espécies, entre elas a dos macacos bonobos. Eles escolhem parceiros sexuais sem ligar para sexo ou idade. E os cientistas acreditam que a atividade sexual tem um efeito calmante sobre as comunidades dessa espécie, que têm um nível baixo de agressividade.



BBC BRASIL

domingo, 18 de novembro de 2012

O pai da 'invenção' mais letal da história


Ele parece pequeno e inofensivo – branco e com apenas oito centímetros de tamanho. Mas o cigarro é visto como um dos grandes males da saúde pública e repudiado como poucos produtos.

Mas quem o inventou e como essa pessoa pode ser responsabilizada pelas inúmeras mortes provocadas pelo cigarro?

O cirurgião americano Alton Ochsner lembra que, quando ainda era estudante de medicina em 1919, sua turma foi chamada para assistir a uma autópsia de uma vítima de câncer de pulmão. Na época, a doença era tão rara que os estudantes acharam que não teriam outra chance de testemunhar algo parecido.

Quase um século depois, estima-se que 1,1 milhão de pessoas morram por ano da doença. Cerca de 85% dos casos são relacionados a apenas um fator: tabaco.

"O cigarro é o artefato mais mortal da história da civilização humana", diz Robert Proctor, da Universidade de Stanford. "Ele matou cerca de 100 milhões de pessoas no século 20."


Fenômeno

Jordan Goodman, autor do livro Tabaco na História disse que, como historiador, ele teve o cuidado de não apontar o dedo a nenhum indivíduo, "mas na história do tabaco eu me sinto confiante em dizer que James Buchanan Duke – conhecido como Buck Duke – foi responsável pelo fenômeno do século 20 conhecido como cigarro".

Em 1880, aos 24 anos, Duke entrou em um nicho da indústria do tabaco – os cigarros já enrolados. Uma equipe pequena de Durham, no Estado da Carolina do Norte, enrolava a mão os cigarros Duke of Durham.

Dois anos depois, Duke percebeu uma chance de ganhar dinheiro. Ele começou a trabalhar com um jovem mecânico chamado James Bonsack, que disse que poderia construir uma máquina para fabricar cigarros.

Duke estava convencido que as pessoas estariam dispostas a fumar os cigarros perfeitamente simétricos produzidos pela máquina.

O equipamento revolucionou a indústria do tabaco

"Trata-se, essencialmente, de um cigarro de tamanho enorme, cortado em comprimentos apropriados, por lâminas rotativas", diz Robert Proctor.

Mas, como as pontas ficavam abertas, o tabaco precisava ser umedecido, para ficar rígido, e não cair do cigarro. Isso era feito com ajuda de aditivos químicos, como glicerina, açúcar e melaço.

Mas esse não era o único desafio. Antigamente, as funcionárias enrolavam cerca de 200 cigarros por turno. A nova máquina produzia 120 mil cigarros por dia – um quinto do consumo de todos os Estados Unidos, na época.

"O problema é que ele era capaz de produzir muito mais cigarros do que conseguia vender", diz Goodman. "Ele precisava entender como conquistar esse mercado."

Marketing e publicidade

A resposta estava na publicidade e no marketing. Duke patrocinou corridas, distribuiu cigarros gratuitamente em concursos de beleza e colocou anúncios nas revistas da época.

Ele também percebeu que a inclusão de figurinhas colecionáveis nas carteiras de cigarro era tão importantes quanto trabalhar na qualidade do produto. Em 1889, ele gastou US$ 800 mil em marketing (ou US$ 25 milhões, em valores de hoje em dia).

Bonsack ficou com a patente da máquina, mas, em gratidão ao apoio de Duke, deu 30% de desconto no seu aluguel ao industrial.

A vantagem competitiva – aliada à promoção vigorosa – foi fundamental para o sucesso de Duke. Como suspeitava, as pessoas gostavam dos cigarros feitos pela máquina. Eles tinham aparência mais moderna e higiênica. Uma das campanhas enfatizava o fato de que cigarros manuais eram feitos com contato da mão e da saliva de outras pessoas.

Mas, apesar de o número de fumantes ter quadruplicado nos 15 anos até 1900, o mercado ainda era um nicho, já que a maioria das pessoas mascava tabaco ou fumava usando cachimbos ou charutos.

Duke – que também era fumante – viu o potencial competitivo dos cigarros em relação aos demais produtos. Uma das vantagens era a facilidade para acendê-los, ao contrário dos cachimbos.

"O cigarro, realmente, era usado de forma diferente", diz Proctor. "E uma das grandes ironias é que os cigarros eram considerados mais seguros do que os charutos porque eram vistos como apenas 'pequenos charutinhos'."

Mas um elo direto com câncer de pulmão não foi encontrado até 1957 na Grã-Bretanha e 1964 nos Estados Unidos.

Os cigarros chegaram a ser promovidos como benéficos à saúde. Eles eram listados nas enciclopédias farmacêuticas até 1906 e indicados por médicos para casos de tosse, resfriado e tuberculose – uma doença que é agravada pelo fumo.

Moralidade

No começo dos anos 1900, houve um movimento antitabagismo, mas ele estava mais relacionado à moralidade do que à saúde.

O crescimento no número de crianças e mulheres fumantes era parte de um debate sobre o declínio moral da sociedade. Os cigarros foram proibidos em 16 Estados americanos entre 1890 e 1927.

A atenção de Duke voltou-se para o exterior. Em 1902, ele formou a empresa britânica British American Tobacco. As embalagens e o marketing foram ajustados para mercados consumidores diferentes, mas o produto era basicamente o mesmo.

"Para ele, todos os cigarros eram iguais. Toda a globalização que hoje nos é familiar, com marcas como McDonalds e Starbucks – tudo isso foi antecipado por Duke e seus cigarros."

A indústria do cigarro continua em expansão até hoje. Apesar de ela estar em queda em determinados países desenvolvidos, no mundo emergente, a demanda por cigarros cresce 3,4% por ano. Em números globais, a indústria ainda está crescendo.

A Organização Mundial da Saúde alerta que, caso não sejam adotadas medidas preventivas, 100 milhões de pessoas morrerão de doenças relacionadas ao tabaco nos próximos 30 anos – um número superior à soma de vítimas da Aids, tuberculose, acidentes de carros e suicídios.

Mas Buck Duke pode ser responsabilizado por isso? Afinal de contas, ninguém é obrigado a fumar.

Em um ensaio recente para a revista Tobacco Control, Robert Proctor argumenta que todos na indústria tabagista têm sua parcela de culpa.

"Nós temos que perceber que anúncios podem ser cancerígenos, junto com as lojas de conveniência e até farmácias que vendem cigarros. Os executivos que trabalham na indústria tabagista causam câncer, assim como os artistas que desenham as carteiras e as empresas de relações públicas e marketing que lidam com essas contas", diz Proctor.

Buck Duke morreu em 1925, antes da era dos grandes processos e da responsabilização do tabaco por doenças como câncer de pulmão.

"Eu não o culparia pelo [crescimento do] consumo de cigarros", diz Bob Durden, que é biógrafo do industrial. Ele aponta que Duke também foi responsável por ações positivas, como doações de mais de US$ 100 milhões para o Trinity College, na Carolina do Norte, que foi rebatizado de Duke University, em sua homenagem.

"Ele foi tanto um herói quanto um vilão ", diz Goodman. "Buck Duke é um herói em termos de sua compreensão do mercado e da psicologia humana, da formação de preço, da publicidade. Nesse sentido, ele não é vilão. Mas ele fez o mundo fumar cigarros. E os cigarros são o grande problema do século 20."

BBC BRASIL

sábado, 17 de novembro de 2012

COP18 das Mudanças Climáticas


Representantes dos 193 países-membros da ONU se reunirão em Doha, no Qatar, para mais Conferência da Convenção das Partes sobre Mudanças Climáticas.

Desde o início da década de 90, o mundo se mostra preocupado com a questão das mudanças climáticas. Em 1992, foi criada a Convenção Quadro das Nações Climáticas (UNFCCC) e o Rio de Janeiro sediou a Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio92. Em 95, presenciamos a primeira edição da Conferência das Partes das Mudanças Climáticas, a COP1, que aconteceu em Berlim, na Alemanha, e dois anos depois, em 1997, foi adotado o Protocolo de Kyoto, que entrou em vigor em 2005.

No entanto, apesar de todos os avanços nas discussões climáticas, o atual cenário mundial não é nada promissor: a quantidade de emissões globais de CO2 equivalente (CO2e) só tem crescido e para que o aumento da temperatura do planeta não ultrapasse os 2ºC, é preciso reduzir as emissões em bem mais de 50% até 2020. Ou seja, temos muito a fazer em pouquíssimo tempo.

O próximo grande debate a respeito do assunto acontecerá na COP18 das Mudanças Climáticas, quando os 193 países-membros da ONU se reunirão mais uma vez para discutir medidas e acordos legalmente vinculantes que resultem na diminuição das emissões globais de CO2e. O evento acontece entre os dias 26/11 e 07/12 em Doha, no Qatar - ironicamente, o país que mais emite gás carbônico per capita do planeta: são 53,2 toneladas de CO2 por pessoa, a cada ano.

O que será discutido

Os debates da COP18 estarão focados em dois grandes - e espinhosos - assuntos: a extensão do Protocolo de Kyoto e o Pacto Climático Global, sendo que o primeiro deles é o mais importante. O Protocolo - que estabelece que os países signatários devem diminuir em 5% suas emissões de gases do efeito estufa (GEE), com base no montante emitido em 1990 - vence em 31 de dezembro deste ano.

A expectativa era de que Kyoto, que foi assinado por cerca de 190 países - sendo que EUA, um dos maiores emissores do planeta, ficou de fora desse acordo -, fosse substituído, logo após seu vencimento, por um novo pacto climático que abrangesse todas as nações, incluindo a "terra do Tio Sam". No entanto, com dificuldade de chegar a um consenso a respeito do acordo global, decidiu-se em 2011, na África do Sul, durante a COP17 - a mais longa COP das Mudanças Climáticas da história, com duração de 13 dias -, que Kyoto seria estendido até, no mínimo, 2017 - sendo que três países signatários "pularam fora" dessa renovação: Rússia, Japão e Canadá.

A definição da extensão do Protocolo será o principal assunto da COP18, já que sua segunda fase deve entrar em vigor já em 2013. Entre as decisões que ficaram para este ano a respeito do assunto está a duração do novo período de Kyoto: alguns países defendem que ele dure até 2017, enquanto outros - como Brasil e as demais nações do Basic - querem que ele vigore até 2020, quando seria substituído pelo acordo mundial.

Outra importante decisão da COP17, em 2011, que reflete no evento deste ano diz respeito ao Pacto Climático Global. O documento assinado na África do Sul estabelece que as negociações a respeito desse acordo - que deve definir metas obrigatórias de redução de emissões para todos os países, incluindo os atuais maiores poluidores do planeta, China e EUA - devem começar neste ano, na COP18.

A ideia é que o pacto seja definido até 2015, para que entre em vigor em 2020. No entanto, como ainda há pela frente mais três COPs antes de vencer o prazo de definição desse acordo, é provável que ele não "brilhe" tanto quanto Kyoto no Qatar.

Entre outros assuntos que também devem estar na pauta da COP18, com um pouco menos de prestígio, mas que são importantes para o Brasil estão: o Fundo Verde para o Clima, ou Green Climate Fund, criado para que os países desenvolvidos financiem ações de adaptação e mitigação de emissões de gases do efeito estufa nas nações em desenvolvimento, como nosso país, e os mecanismos de REDD+ - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Saiba mais em Brasil não é recompensado por reduzir desmatamento).

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