sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Serviços ecossistêmicos


No Amapá, é gerada uma série de serviços ambientais que vão beneficiar outras regiões, do Brasil e do mundo, como, por exemplo, o sequestro de carbono executado pelas florestas que são as mais preservadas do país. O objetivo é conseguir uma compensação com viés econômico para o Estado. Transformando esses serviços em riquezas com reflexos positivos para a economia amapaense.

Ecossistemas são estruturas complexas e evolutivas, dotadas de resiliência e limiares específicos que, uma vez ultrapassados, podem levar a rupturas irreversíveis e perda da capacidade de geração de serviços. Os serviços ecossistêmicos são os benefícios diretos e indiretos que o homem obtém a partir do funcionamento dos ecossistemas, numa complexa rede de processos (funções) ecológicos os quais envolvem os vários componentes ecossistêmicos. Serviços como regulação climática, formação dos solos, mitigação de danos naturais, capacidade de absorção de resíduos, dentre outros, são vitais para suportar a vida no planeta e a contínua degradação dos ecossistemas ameaça a sua provisão, o que justifica a necessidade e urgência de se protegê-los.

O entendimento da dinâmica dos ecossistemas requer um esforço de mapeamento das chamadas funções ecossistêmicas, as quais podem ser definidas como as constantes interações existentes entre os elementos estruturais de um ecossistema, incluindo transferência de energia, ciclagem de nutrientes, regulação de gás, regulação climática e do ciclo da água. Tais funções, consideradas um subconjunto dos processos ecológicos e das estruturas ecossistêmicas criam uma verdadeira integridade sistêmica dentro dos ecossistemas, criando um todo maior que o somatório das partes individuais.

O conceito de funções ecossistêmicas é relevante no sentido de que por meio delas se dá a geração dos chamados serviços ecossistêmicos, que são os benefícios diretos e indiretos obtidos pelo homem a partir dos ecossistemas. Dentre eles pode-se citar a provisão de alimentos, a regulação climática, a formação do solo, etc. São, em última instância, fluxos de materiais, energia e informações derivados dos ecossistemas naturais e cultivados que, combinados com os demais tipo capital (humano, manufaturado e social) produzem o bem-estar humano. Tal como no caso dos ecossistemas, o conceito de serviços ecossistêmicos é relativamente recente, sendo utilizado pela primeira vez no final da década de 1960.

As funções ecossistêmicas são reconceitualizadas enquanto serviços de ecossistema na medida em que determinada função traz implícita a ideia de valor humano. De modo geral, uma função ecossistêmica gera um determinado serviço ecossistêmico quando os processos naturais subjacentes desencadeiam uma série de benefícios direta ou indiretamente apropriáveis pelo ser humano, incorporando a noção de utilidade antropocêntrica. Em outras palavras, uma função passa a ser considerada um serviço ecossistêmico quando ela apresenta possibilidade/potencial de ser utilizada para fins humanos.

Os processos (funções) e serviços ecossistêmicos nem sempre apresentam uma relação biunívoca, sendo que um único serviço ecossistêmico pode ser o produto de duas ou mais funções, ou uma única função pode gerar mais que um serviço ecossistêmico. A natureza interdependente das funções ecossistêmicas faz com que a análise de seus serviços requeira a compreensão das interconexões existentes entre os seus componentes, resguardando a capacidade dinâmica dos ecossistemas em gerar seus serviços. Além disso, o fato de que a ocorrência das funções e serviços ecossistêmicos pode se dar em várias escalas espaciais e temporais torna suas análises uma tarefa ainda mais complexa.

A vida no planeta Terra está intimamente ligada à contínua capacidade de provisão de serviços ecossistêmicos. A demanda humana pelos mesmos vem crescendo rapidamente, ultrapassando em muitos casos a capacidade de os ecossistemas fornecê-los. Em sendo assim, faz-se premente não apenas o esforço de compreensão da dinâmica inerente aos elementos estruturais dos ecossistemas, mas também é de fundamental importância entender quais são os mecanismos de interação entre os fatores de mudança dos ecossistemas e sua capacidade de geração dos serviços ecossistêmicos, bem como seus impactos adversos sobre bem-estar humano.

A escala do sistema econômico e o estilo de desenvolvimento são os grandes responsáveis pelas mudanças adversas nos ecossistemas. A visão pré-analítica de que o meio ambiente é neutro e passivo, reagindo de maneira suave às incursões do sistema econômico, não se sustenta, uma vez que a finitude do ecossistema terrestre e sua fragilidade demonstram que é impossível a expansão indefinida do sistema econômico.

É neste contexto que se considera que a economia ecológica oferece um tratamento mais adequado à questão da degradação dos serviços ecossistêmicos, pois advoga uma análise integrada dos fenômenos ecológicos e econômicos, tentando entender de que maneira se dá a relação entre eles, e tendo em perspectiva a possibilidade de catástrofes e perdas de serviços essenciais com consequências nefastas para a humanidade.

Uma visão dinâmico-integrada, casada com uma perspectiva de valor social dos serviços ecossistêmicos, oferece o potencial valoração mais acurada dos serviços ecossistêmicos, apontando para uma medida mais refinada da magnitude da dependência humana em relação aos ecossistemas e seus serviços, aproximando-se mais dos princípios de sustentabilidade ecológica, equidade social e eficiência econômica, premissas da economia ecológica.

Daniel, Ademar. IE/UNICAMP, n. 155, fev. 2009.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ciência sustentável: produtos que se “autoconsertam”


Concreto “autocurativo”

Um concreto experimental que se conserta sozinho ao rachar está em fase de testes, com o objetivo de se tornar um entre vários produtos que podem ganhar habilidades "autocurativas".

O concreto é o material de construção mais usado no mundo, mas a ação da água e de produtos químicos tende, ao longo do tempo, a corroê-lo.

O material em fase de testes na Universidade Técnica de Delft (Holanda) contém bactérias que produzem calcário e são ativadas pela água da chuva. Os esporos da bactéria - adicionados à fórmula do concreto - ficam dormentes até serem atingidos pela água da chuva corroendo as estruturas do material. Então, a bactéria, que é inofensiva, produzirá calcário e "curará" as rachaduras causadas pela água.

"Vimos em laboratório o conserto de rachaduras de 0,5 mm de largura", mais do que o estabelecido por normas, explica o microbiologista Henk Jonkers, autor do projeto.

Se a ideia der certo, Jonkers espera comercializar o produto daqui a dois ou três anos, após testes externos e em diferentes tipos de concreto.

O principal desafio é garantir que o agente "curador" seja forte o suficiente para sobreviver ao processo de mistura do concreto. Para isso, é preciso aplicar uma cobertura às partículas, algo que encarece o processo.

Mas mesmo que o agente aumente em 50% o custo do concreto, isso ainda representará apenas 1% a 2% do total dos custos de construção. Já a manutenção de concreto deteriorado representaria um custo maior, diz Jonkers.

Celulares sob o sol

Não é só no concreto que cientistas buscam desenvolver capacidades de autoconserto. Uma aplicação possível dessa propriedade seria em smartphones e tablets, que tão comumente sofrem riscos e quebras na tela. A equipe do professor Ian Bond, da Universidade de Bristol (Grã-Bretanha), fez um estudo de viabilidade a respeito de um problema parecido, que afeta vidros à prova de balas. "O vidro suporta a bala, mas racha", explica.

Bond avaliou a possibilidade de encharcar o vidro com alguma substância que preencha as rachaduras. "Esse mesmo princípio poderia ser aplicado em escala menor", em aparelhos eletrônicos, agrega o professor.

Bond acredita que um sistema com um gatilho - talvez a luz do sol - também pode funcionar: "Soldados (em combate) poderiam ferver seus óculos protetores para consertar riscos ou rachaduras na superfície. Você não pode fazer isso com seu celular, mas talvez possa colocar o aparelho na janela, sob o sol durante 24 horas, para consertar alguns riscos".

No caso de smartphones, trata-se apenas de um projeto. Mas já existe um spray que pode ser aplicado em motores para prevenir ou minimizar vazamentos, caso eles sejam atingidos por balas de baixo calibre. O sistema, construído pela empresa HIT-USA, já foi usada por militares americanos no Iraque.

Há três camadas no spray, e as duas exteriores são feitas de um plástico especialmente formulado que se espalha ao redor do projétil. Entre o plástico há uma camada especial com um componente absorvente. Quando esse componente entra em contato com o combustível, forma-se uma camada seladora.

Circuitos de metal

Os primeiros estudos sérios sobre esse tipo de tecnologia começaram nos anos 1960, por pesquisadores soviéticos. E, em 2001, um estudo da Universidade de Illinois (EUA) deu o pontapé para avanços nessa área.

Os pesquisadores injetaram um polímero semelhante ao plástico com cápsulas microscópicas contendo um líquido de agentes curativos. Se o material rachasse, isso ativava a ruptura das cápsulas e a liberação do agente curativo. E uma reação química reparava o produto. O polímero é capaz de recompor cerca de 75% de suas características originais.

Na última década, essa equipe avançou e criou um circuito elétrico que se autoconsertava quando danificado. Microcápsulas no circuito liberavam metal líquido em caso de danos, restaurando a condutividade.

O grupo já está comercializando seu trabalho por intermédio da empresa Autonomic Materials, que obteve investimentos de cerca de US$ 4 milhões. Segundo o executivo-chefe Joe Giuliani, as primeiras aplicações das microcápsulas devem ser em tintas e adesivos para serem usados em ambientes afetados pela corrosão.

O setor de petróleo e gás pode ser beneficiado: produtos autocurativos podem ser úteis em plataformas, em oleodutos e em refinarias.

Scott White, do Instituto Beckman da Universidade de Illinois, opina que o conserto em equipamentos esportivos e aeronáuticos, por exemplo, é um "alvo de médio prazo" para a ciência.

Segundo ele, todo o conceito de autoconserto tem despertado grande interesse na última década, com cerca de 200 estudos acadêmicos publicados a respeito no ano passado. Há projetos em direções distintas, como polímeros e compostos que se autorreparem.

A inspiração, em alguns casos, é o sistema vascular humano, que depende de uma rede capilar para transportar agentes curativos ao local de feridas no corpo. Ao mesmo tempo, exploram a natureza reversível de alguns compostos químicos para incorporar neles essas habilidades curativas.

"Aeronave autocurativa"

Bond, da Universidade de Bristol, está desenvolvendo uma rede vascular baseada em fibras ocas, que transmitiriam agentes curativos por meio de polímeros. Sua ideia final é "uma aeronave autocurativa".

A ideia é minimizar danos em elementos estruturais de aviões, que podem ser alvo de rachaduras. O desafio será convencer as autoridades aeroviárias da segurança dessa tecnologia.

Por isso, Bond trabalha para superar alguns obstáculos enfrentados por sistemas vasculares: passar de microcápsulas para uma rede bi ou tridimensional, por exemplo, é um grande desafio industrial. Outro problema é garantir e controlar o fluxo do líquido curativo pelo material.

"No caso do sangue, ele só coagula quando está fora da veia", diz o professor. "Queremos algo assim, já que o perigo de compostos químicos simples é de que ele solidifique toda a rede capilar."

BBC BRASIL

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

História digna de um filme de Halloween: Mosca “assassina”


Mosca "assassina" deposita larva para decapitar formigas "invasoras"

Uma praga de formigas alienígenas se alastra por um país, atacando tanto seres humanos quanto a vida selvagem, deixando um rastro de mortes. As moscas caçam as formigas e injetam um ovo em seu corpo. O ovo se transforma em uma larva, que então migra para a cabeça dos insetos.

Essas larvas liberam uma substância química capaz de dissolver membranas, acabando por fim na decapitação das formigas. A lógica é que a larva literalmente "devora" o interior das formigas, eventualmente usando a "casca" da cabeça do inseto como sua casa e ao final do processo torna-se uma nova mosca, pronta para repetir o ciclo.

O fato é que a situação descrita não é um roteiro de ficção científica, mas sim um relato dos esforços mais recentes de cientistas para tentar conter a invasão de uma espécie de formiga que foi trazida para os Estados Unidos e onde se espalha de forma alarmante.

Elas podem causar situações caóticas, prejudicando a agricultura e a vida doméstica, e em alguns casos até causando a morte de algumas pessoas. A espécie Solenopsis invicta foi trazida acidentalmente da província de Formosa, na Argentina, para os EUA nos anos 1930.
Com cerca de 2 a 6 milímetros de comprimento, estes insetos são pequenos mas muito agressivos e ocorrem em alta densidade. São formigas que se reproduzem e se espalham de forma muito rápida, e se perturbadas, podem se realocar rapidamente para garantir a sobrevivência da colônia.

Elas usam as picadas para matar sapos, lesmas e até pequenos mamíferos e podem invadir piscinas, casas, instituições como escolas e hospitais e chegam a ser letais ao ser humano em alguns casos de choque anafilático em reações alérgicas ao veneno.

Elas colonizaram áreas agrícolas, desertos e habitats em regiões litorâneas assim como cidades, tornando-se um problema de grande escala, espalhando-se pelo sul do país. Elas também já espalharam por países como a China e a Nova Zelândia.

As assassinas

Embora a espécie de formiga seja combatida naturalmente por mais de dez predadores naturais, como vespas, alguns tipos de vírus e vermes nematóides, eles não ocorrem nos EUA e os cientistas passaram a buscar outra solução, já que o problema vem custando bilhões de dólares ao país todos os anos.

A ausência de predadores naturais faz com que a população destas formigas chegue a ser dez vezes maior do que em seu lugar de origem, na Argentina. As moscas "assassinas", que estão entre a lista desses predadores no país latino-americano, tornaram-se alvo de um estudo que avalia como introduzi-las nos EUA.

Seis espécies já foram analisadas e duas agora já estão sendo espalhadas, diz Sanford Porter, do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês, que trabalha na cidade de Gainesville, na Flórida, e tem atuado com controle biológico de formigas há 15 anos.

O Estado tem sido um dos palcos de batalha entre as moscas e as formigas, e as equips avaliam como a relação entre as duas espécies tem se desenvolvido.Porter trabalha ao lado de seu colega Luis Calcaterra, da Fundação para o Estudo de Espécies Invasivas e o USDA em Buenos Aires.

Resultados preliminaries publicados no periódico especializado Biological Control mostram que as experiências têm sido um sucesso.Mas as "moscas assassinas são apenas parte de um esforço maior de controle biológico, que inclui ainda patogenes e outros parasitas", diz Porter.

Calcaterra diz que no momento avalia outros agentes de controle argentinos que possam ser introduzidos nos EUA.

BBC BRASIL

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Incêndio atinge a Reserva Biológica do Lago Piratuba, no Amapá


Um incêndio considerado criminoso já atinge a Reserva do Lago Piratuba há alguns dias. A extensão do trecho de floresta atingida ainda não foi determinada, mas trata-se de uma área significativa, considerando que está dentro de uma unidade de conservação.

O local atingido é uma zona de turfa, um emaranhado de raízes e restos de vegetação que queima lentamente mesmo com umidade. Apenas os brigadistas da reserva não são suficientes para conter o fogo que, além do solo de turfa, consome a vegetação sobre ele também. Por isso, trabalham no local, além de brigadistas da unidade de conservação, outros homens de brigadas municipais de Macapá e Tartarugalzinho. Contam com a ajuda do exército e do Governo Estadual e Federal.


O GEA através do corpo de bombeiros está na linha de frente orientando o combate. O governador do Estado do Amapá Camilo Capiberibe decretou Estado de Emergência, apesar de se tratar de reserva federal, cuja competência de gestão, inclusive no caso de incêndio, é federal.


Para evitar que o incêndio se espalhe, os bombeiros florestais cavam trincheiras de 1 metro de largura por 1,5 metro de profundidade na esperança de que chova logo. Já que estamos entrando no período de chuva. Há fortes indícios que o fogo seja criminoso, já que não existem incêndios espontâneos no Estado.

A dificuldade de acesso complica a missão dos brigadistas: a única forma de chegar ao local é de helicóptero. A Reserva do Lago Piratuba tem 357 mil hectares de extensão. O maior incêndio na reserva aconteceu em 2001, quando o fogo atingiu cerca de 80 mil hectares.

Por menor que seja a extensão do incêndio, as perdas são irreparáveis. Muitas espécies da fauna e flora serão dizimadas e outras nunca serão descobertas.

Reserva Biológica do Lago Piratuba – AP

A Reserva Biológica do Lago Piratuba é parte do Corredor de Biodiversidade do Amapá, que engloba 72% da área do estado. Ela é área de proteção da flora e fauna do ecossistema amazônico. Está localizada no extremo Leste do Amapá.

É formada por extensos campos inundáveis, um sistema de lagos, estreita faixa de floresta de várzea, acompanhando o rio Araguari. Há forte presença de manguezais, entre eles, o mangue-vermelho e o mangue-amarelo.

Em decorrência dos seus diferentes ecossistemas, a região atrai muitas espécies de aves migratórias. Nos campos das planícies alagadas vivem: capivara, lontra, preguiça entre outros animais. O turismo na Reserva não é permitido.

g1.globo.com - redeamazonica

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Série Meio Ambiente: Gestão de resíduos sólidos - desafios para o novo prefeito Clécio Luís - PSOL



Terminada a última etapa das eleições municipais, é chegada a hora de o novo prefeito interromper as comemorações e começar a agir para atender as expectativas de seus eleitores. Entre os inúmeros desafios que estarão à frente da administração da cidade de Macapá está a gestão dos resíduos. São poucos os municípios no Brasil que encaram esse problema com a urgência e relevância que o assunto faz por merecer.

Ninguém é capaz de negar a importância de termos uma gestão mais correta e eficiente dos resíduos como a estabelecida na proposta da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Também é muito difícil desconsiderar os enormes obstáculos para se conseguir a sua efetiva implementação.

Para começo de conversa com a nova Lei de Resíduos Sólidos, o lixo deixa de ser lixo para virar resíduo.  E, esse tal resíduo, deverá ter um destino muito mais nobre que o pobre lixo jogado por aí, sem qualquer serventia. Resíduo é material valioso para ser usado novamente na cadeia produtiva, pronto para ser reaproveitado, reutilizado, reciclado e não mais descartado.  Do plebeu lixo para o nobre resíduo.

Sabe aquele catador de lixo, em sua maioria, subempregado e trabalhando em condições no mínimo pouco favoráveis? Pois esses profissionais irão receber o valor que merecem quando a lei estiver plenamente em vigor. Eles serão reconhecidos pelo serviço essencial que exercem para toda a sociedade e para a manutenção de um meio ambiente mais saudável.

A lei também determina, como uma de suas premissas mais importantes, a responsabilidade compartilhada, ou seja, será preciso a participação de todos para o alcance de seus objetivos. Setores público e privado, sociedade civil, cidadãos e como citado acima, dos catadores de material reciclável (notem que não mais os chamamos de catadores de lixo) necessariamente vão ter de fazer parte da mesma equação. Dependerá dessa união o sucesso ou o fracasso da lei.

Portanto, no bojo da Política de Resíduos Sólidos, estão propostas pequenas e virtuosas revoluções capazes de trazer enormes quebras de paradigma e grandes alterações no comportamento social.

A lei previa para o começo de agosto deste ano a entrega, por todos os municípios do país, de seus planos de gestão de resíduos.  Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por volta de 560 municípios, ou 10% do total das cidades brasileiras, concluíram e entregaram esses planos. Os municípios que perderam o prazo não terão direito a receber recursos federais e renovar novos contratos com a esfera federal para o setor. Essa questão ficou, portanto, para as novas administrações.

A baixa adesão das cidades pode parecer simples descaso, mas conforme pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) com cerca de 400 municípios, o problema se deve muito à falta de pessoal qualificado para atender aos requisitos previstos na lei. Afinal, para quem achava que para cuidar do lixo bastava um terreno grande para o seu envio e descarte, a lei veio para colocar ordem e mudar um cenário cada vez mais criminoso e urgente.  O lançamento indiscriminado de materiais perigosos e contaminantes sem cuidado ou tratamento compromete o futuro e a saúde das pessoas, entre os seus principais e nefastos resultados.

O fim dos lixões até 2014 em todas as cidades brasileiras, será uma tarefa com enormes dificuldades em se tornar realidade, se a maioria das cidades permanecerem distantes dessa discussão. No lugar dos lixões, os resíduos só poderão ser enviados para aterros sanitários. Mas a realidade atual, segundo o Ministério do Meio Ambiente, é a de que ainda existem mais de 3 mil lixões no Brasil sendo que nada menos de que 60% dos municípios do país despejam lá seus resíduos.

Toda a sociedade, mas às administrações públicas particularmente, caberá também a tarefa de levar as informações sobre a lei de resíduos para todos os seus cidadãos.

Hoje, se os setores público e privado avançam vagarosamente no conhecimento e na aplicação da lei, o mais grave em todo esse processo está no desconhecimento dos amapaenses quanto à discussão dessa nova e revolucionária política. Sem a participação do consumidor essa equação não fecha! O cidadão é parte integrante e determinante para a viabilização de todo o projeto.

É, portanto, fundamental que a nova prefeitura faça todos os esforços a seu alcance para levar às pessoas, informações sobre os objetivos da nova política e os deveres e direitos nela embutidos.

O poder público pode e deve contribuir, por meio da autoridade que lhe foi investida pela população, para promover parcerias com todos os setores da sociedade na implantação de projetos de educação ambiental em escolas e empresas, acompanhadas de campanhas de esclarecimento, com o apoio e o engajamento vital da mídia local. Tais ações vão contribuir substancialmente para reduzir o abismo informativo entre a lei e a população amapaense.

Leia mais sobre os dados do Amapá e do município de Macapá em relação ao destino do lixo e da infraestrutura acerca do assunto, clicando no ícone: -=Estado do Amapá está longe de implantar a Política de Resíduos Sólidos-=.


www.cartacapital.com.br

O temido furacão Sandy


A tempestade que virou furacão

A tempestade tropical Sandy se transformou em um furacão categoria 2 no último dia 24 de outubro e se movimentou na região do Caribe, deixando rastro de destruição e pelo menos 50 mortos. Nesta segunda, o temporal ganha força e avança na costa leste dos EUA.

Sandy já passou pela Jamaica, Cuba, Bahamas, Haiti e República Dominicana. Confira uma seleção de vídeos que registraram estragos provocados pelo ciclone nas últimas semanas.

ITN News mostra a chegada de Sandy em Cuba

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO A rede ITN News mostra imagens da chegada do furacão Sandy em Cuba, que provocou ondas gigantes no país, queda de árvores e tempestade sem interrupção no dia 25 de outubro.
O vídeo também chama o furacão de "Frankenstorm", um apelido que brinca com o fato do incidente estar acontecendo perto da data do Halloween norte-americano.

WSJ questiona se Sandy pode ser o novo "Frankenstorm"

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO O Wall Street Journal fez uma entrevista via skype com o meteorologista Eric Holthaus, que afirma que "as enchentes constantes" de Sandy podem ser piores do que as do furacão Irene, que atingiu o país em agosto de 2011.
Ao WSJ, o meteorologista também afirma que pode nevar nos EUA com a chegada do novo furacão.

Jamaica Observer mostra o rastro de destruição deixado por Sandy no país

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO O jornal local Jamaica Observer entrevistou pessoas que testemunharam a chegada de Sandy ao país. Com a passagem do furacão, construções, postes e árvores foram derrubados.
A população aparece, nos vídeos, indignada com os estragos provocados por Sandy na Jamaica.

CNN mostra americanos se preparando para a chegada de Sandy

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO Vídeo do canal americano CNN mostra pessoas em Virigina e Miami se preparando para a chegada do furacão Sandy. Rob Marciano, meteorologista consultado pela emissora, diz que o furacão é a "maior tempestade da sua vida" e lembra que o o fenômeno natural é de categoria 2.
O pregão da bolsa de Nova York foi fechado hoje e pode ser fechado amanhã, tanto para negociações físicas quanto as eletrônicas.

ABC News afirma que Sandy pode ser a maior tempestade nos EUA

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO ABC News afirma que Sandy pode ser o maior temporal da história dos EUA, em tom apocalíptico. A meteorologista que conversou com a emissora afirma que o novo furacão pode superior ao Katrina, que possuía categoria 5 em 2005.
Sandy recebeu categoria 2, quando se transformou como furacão no Caribe.










quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cuidado, o perigo vem do céu!


E o dia fica escuro quase como a noite: “lá vem uma chuva daquelas” dizemos. Mas poucos sabem que nesse momento está chegando um monstro que pode ter quase vezes vezes a altura do monte Everest… é o Cumulus Nimbus, ou simplesmente “CB”.
Essa nuvem é o terror da aviação. Com uma base entre 300 e 1.500 metros e um topo que pode ir até 29 quilômetros de altitude, ela é formada por gotas d’água, cristais de gelo, gotas superesfriadas, flocos de neve, granizo de variados tamanhos e… raios e trovões: Gostou da receita?

Estamos acostumados à vê-las por baixo, com sua base baixa e escura. Se estivermos no ar, ou mesmo no campo, com uma perspectiva mais ampla, poderemos ver seu formato característico: uma torre com uma expansão horizontal devido aos ventos superiores, lembrando a forma de uma bigorna de ferreiro e, muitas vezes, se assemelhando à uma explosão atômica.

Enfrentar um CB é quase impossível (a não ser para os caças com suas turbinas extremamente potentes e sua estrutura reforçada para aguentar altas forças G), mesmo para os aviões de grande porte; sabendo dos riscos que correm, o procedimento recomendado na aviação é contorná-lo sempre pela esquerda, no Hemisfério Sul, ou pela direita no Hemisfério Norte, devido a direção dos ventos.

Recomenda-se em vôo manter uma distância de 20 Km de um CB. Com todo este movimento ascendente e descendente, dentro e fora da nuvem, a atmosfera fica turbulenta, e este efeito vai se espalhando em volta da nuvem.

E ainda há o perigo do granizo, que pode ser expelido para fora da nuvem a uma distância considerável.


Na próxima tempestade, já sabe, proteja-se e saia de baixo!

http://eco4u.wordpress.com


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