terça-feira, 30 de outubro de 2012

Incêndio atinge a Reserva Biológica do Lago Piratuba, no Amapá


Um incêndio considerado criminoso já atinge a Reserva do Lago Piratuba há alguns dias. A extensão do trecho de floresta atingida ainda não foi determinada, mas trata-se de uma área significativa, considerando que está dentro de uma unidade de conservação.

O local atingido é uma zona de turfa, um emaranhado de raízes e restos de vegetação que queima lentamente mesmo com umidade. Apenas os brigadistas da reserva não são suficientes para conter o fogo que, além do solo de turfa, consome a vegetação sobre ele também. Por isso, trabalham no local, além de brigadistas da unidade de conservação, outros homens de brigadas municipais de Macapá e Tartarugalzinho. Contam com a ajuda do exército e do Governo Estadual e Federal.


O GEA através do corpo de bombeiros está na linha de frente orientando o combate. O governador do Estado do Amapá Camilo Capiberibe decretou Estado de Emergência, apesar de se tratar de reserva federal, cuja competência de gestão, inclusive no caso de incêndio, é federal.


Para evitar que o incêndio se espalhe, os bombeiros florestais cavam trincheiras de 1 metro de largura por 1,5 metro de profundidade na esperança de que chova logo. Já que estamos entrando no período de chuva. Há fortes indícios que o fogo seja criminoso, já que não existem incêndios espontâneos no Estado.

A dificuldade de acesso complica a missão dos brigadistas: a única forma de chegar ao local é de helicóptero. A Reserva do Lago Piratuba tem 357 mil hectares de extensão. O maior incêndio na reserva aconteceu em 2001, quando o fogo atingiu cerca de 80 mil hectares.

Por menor que seja a extensão do incêndio, as perdas são irreparáveis. Muitas espécies da fauna e flora serão dizimadas e outras nunca serão descobertas.

Reserva Biológica do Lago Piratuba – AP

A Reserva Biológica do Lago Piratuba é parte do Corredor de Biodiversidade do Amapá, que engloba 72% da área do estado. Ela é área de proteção da flora e fauna do ecossistema amazônico. Está localizada no extremo Leste do Amapá.

É formada por extensos campos inundáveis, um sistema de lagos, estreita faixa de floresta de várzea, acompanhando o rio Araguari. Há forte presença de manguezais, entre eles, o mangue-vermelho e o mangue-amarelo.

Em decorrência dos seus diferentes ecossistemas, a região atrai muitas espécies de aves migratórias. Nos campos das planícies alagadas vivem: capivara, lontra, preguiça entre outros animais. O turismo na Reserva não é permitido.

g1.globo.com - redeamazonica

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Série Meio Ambiente: Gestão de resíduos sólidos - desafios para o novo prefeito Clécio Luís - PSOL



Terminada a última etapa das eleições municipais, é chegada a hora de o novo prefeito interromper as comemorações e começar a agir para atender as expectativas de seus eleitores. Entre os inúmeros desafios que estarão à frente da administração da cidade de Macapá está a gestão dos resíduos. São poucos os municípios no Brasil que encaram esse problema com a urgência e relevância que o assunto faz por merecer.

Ninguém é capaz de negar a importância de termos uma gestão mais correta e eficiente dos resíduos como a estabelecida na proposta da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Também é muito difícil desconsiderar os enormes obstáculos para se conseguir a sua efetiva implementação.

Para começo de conversa com a nova Lei de Resíduos Sólidos, o lixo deixa de ser lixo para virar resíduo.  E, esse tal resíduo, deverá ter um destino muito mais nobre que o pobre lixo jogado por aí, sem qualquer serventia. Resíduo é material valioso para ser usado novamente na cadeia produtiva, pronto para ser reaproveitado, reutilizado, reciclado e não mais descartado.  Do plebeu lixo para o nobre resíduo.

Sabe aquele catador de lixo, em sua maioria, subempregado e trabalhando em condições no mínimo pouco favoráveis? Pois esses profissionais irão receber o valor que merecem quando a lei estiver plenamente em vigor. Eles serão reconhecidos pelo serviço essencial que exercem para toda a sociedade e para a manutenção de um meio ambiente mais saudável.

A lei também determina, como uma de suas premissas mais importantes, a responsabilidade compartilhada, ou seja, será preciso a participação de todos para o alcance de seus objetivos. Setores público e privado, sociedade civil, cidadãos e como citado acima, dos catadores de material reciclável (notem que não mais os chamamos de catadores de lixo) necessariamente vão ter de fazer parte da mesma equação. Dependerá dessa união o sucesso ou o fracasso da lei.

Portanto, no bojo da Política de Resíduos Sólidos, estão propostas pequenas e virtuosas revoluções capazes de trazer enormes quebras de paradigma e grandes alterações no comportamento social.

A lei previa para o começo de agosto deste ano a entrega, por todos os municípios do país, de seus planos de gestão de resíduos.  Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por volta de 560 municípios, ou 10% do total das cidades brasileiras, concluíram e entregaram esses planos. Os municípios que perderam o prazo não terão direito a receber recursos federais e renovar novos contratos com a esfera federal para o setor. Essa questão ficou, portanto, para as novas administrações.

A baixa adesão das cidades pode parecer simples descaso, mas conforme pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) com cerca de 400 municípios, o problema se deve muito à falta de pessoal qualificado para atender aos requisitos previstos na lei. Afinal, para quem achava que para cuidar do lixo bastava um terreno grande para o seu envio e descarte, a lei veio para colocar ordem e mudar um cenário cada vez mais criminoso e urgente.  O lançamento indiscriminado de materiais perigosos e contaminantes sem cuidado ou tratamento compromete o futuro e a saúde das pessoas, entre os seus principais e nefastos resultados.

O fim dos lixões até 2014 em todas as cidades brasileiras, será uma tarefa com enormes dificuldades em se tornar realidade, se a maioria das cidades permanecerem distantes dessa discussão. No lugar dos lixões, os resíduos só poderão ser enviados para aterros sanitários. Mas a realidade atual, segundo o Ministério do Meio Ambiente, é a de que ainda existem mais de 3 mil lixões no Brasil sendo que nada menos de que 60% dos municípios do país despejam lá seus resíduos.

Toda a sociedade, mas às administrações públicas particularmente, caberá também a tarefa de levar as informações sobre a lei de resíduos para todos os seus cidadãos.

Hoje, se os setores público e privado avançam vagarosamente no conhecimento e na aplicação da lei, o mais grave em todo esse processo está no desconhecimento dos amapaenses quanto à discussão dessa nova e revolucionária política. Sem a participação do consumidor essa equação não fecha! O cidadão é parte integrante e determinante para a viabilização de todo o projeto.

É, portanto, fundamental que a nova prefeitura faça todos os esforços a seu alcance para levar às pessoas, informações sobre os objetivos da nova política e os deveres e direitos nela embutidos.

O poder público pode e deve contribuir, por meio da autoridade que lhe foi investida pela população, para promover parcerias com todos os setores da sociedade na implantação de projetos de educação ambiental em escolas e empresas, acompanhadas de campanhas de esclarecimento, com o apoio e o engajamento vital da mídia local. Tais ações vão contribuir substancialmente para reduzir o abismo informativo entre a lei e a população amapaense.

Leia mais sobre os dados do Amapá e do município de Macapá em relação ao destino do lixo e da infraestrutura acerca do assunto, clicando no ícone: -=Estado do Amapá está longe de implantar a Política de Resíduos Sólidos-=.


www.cartacapital.com.br

O temido furacão Sandy


A tempestade que virou furacão

A tempestade tropical Sandy se transformou em um furacão categoria 2 no último dia 24 de outubro e se movimentou na região do Caribe, deixando rastro de destruição e pelo menos 50 mortos. Nesta segunda, o temporal ganha força e avança na costa leste dos EUA.

Sandy já passou pela Jamaica, Cuba, Bahamas, Haiti e República Dominicana. Confira uma seleção de vídeos que registraram estragos provocados pelo ciclone nas últimas semanas.

ITN News mostra a chegada de Sandy em Cuba

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO A rede ITN News mostra imagens da chegada do furacão Sandy em Cuba, que provocou ondas gigantes no país, queda de árvores e tempestade sem interrupção no dia 25 de outubro.
O vídeo também chama o furacão de "Frankenstorm", um apelido que brinca com o fato do incidente estar acontecendo perto da data do Halloween norte-americano.

WSJ questiona se Sandy pode ser o novo "Frankenstorm"

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO O Wall Street Journal fez uma entrevista via skype com o meteorologista Eric Holthaus, que afirma que "as enchentes constantes" de Sandy podem ser piores do que as do furacão Irene, que atingiu o país em agosto de 2011.
Ao WSJ, o meteorologista também afirma que pode nevar nos EUA com a chegada do novo furacão.

Jamaica Observer mostra o rastro de destruição deixado por Sandy no país

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO O jornal local Jamaica Observer entrevistou pessoas que testemunharam a chegada de Sandy ao país. Com a passagem do furacão, construções, postes e árvores foram derrubados.
A população aparece, nos vídeos, indignada com os estragos provocados por Sandy na Jamaica.

CNN mostra americanos se preparando para a chegada de Sandy

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO Vídeo do canal americano CNN mostra pessoas em Virigina e Miami se preparando para a chegada do furacão Sandy. Rob Marciano, meteorologista consultado pela emissora, diz que o furacão é a "maior tempestade da sua vida" e lembra que o o fenômeno natural é de categoria 2.
O pregão da bolsa de Nova York foi fechado hoje e pode ser fechado amanhã, tanto para negociações físicas quanto as eletrônicas.

ABC News afirma que Sandy pode ser a maior tempestade nos EUA

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO ABC News afirma que Sandy pode ser o maior temporal da história dos EUA, em tom apocalíptico. A meteorologista que conversou com a emissora afirma que o novo furacão pode superior ao Katrina, que possuía categoria 5 em 2005.
Sandy recebeu categoria 2, quando se transformou como furacão no Caribe.










quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cuidado, o perigo vem do céu!


E o dia fica escuro quase como a noite: “lá vem uma chuva daquelas” dizemos. Mas poucos sabem que nesse momento está chegando um monstro que pode ter quase vezes vezes a altura do monte Everest… é o Cumulus Nimbus, ou simplesmente “CB”.
Essa nuvem é o terror da aviação. Com uma base entre 300 e 1.500 metros e um topo que pode ir até 29 quilômetros de altitude, ela é formada por gotas d’água, cristais de gelo, gotas superesfriadas, flocos de neve, granizo de variados tamanhos e… raios e trovões: Gostou da receita?

Estamos acostumados à vê-las por baixo, com sua base baixa e escura. Se estivermos no ar, ou mesmo no campo, com uma perspectiva mais ampla, poderemos ver seu formato característico: uma torre com uma expansão horizontal devido aos ventos superiores, lembrando a forma de uma bigorna de ferreiro e, muitas vezes, se assemelhando à uma explosão atômica.

Enfrentar um CB é quase impossível (a não ser para os caças com suas turbinas extremamente potentes e sua estrutura reforçada para aguentar altas forças G), mesmo para os aviões de grande porte; sabendo dos riscos que correm, o procedimento recomendado na aviação é contorná-lo sempre pela esquerda, no Hemisfério Sul, ou pela direita no Hemisfério Norte, devido a direção dos ventos.

Recomenda-se em vôo manter uma distância de 20 Km de um CB. Com todo este movimento ascendente e descendente, dentro e fora da nuvem, a atmosfera fica turbulenta, e este efeito vai se espalhando em volta da nuvem.

E ainda há o perigo do granizo, que pode ser expelido para fora da nuvem a uma distância considerável.


Na próxima tempestade, já sabe, proteja-se e saia de baixo!

http://eco4u.wordpress.com


sexta-feira, 29 de junho de 2012

A impressora que não usa tinta e nem papel


Ficou curioso com o título? Não, não foi erro de digitação! A empresa japonesa Sanwa Newtec desenvolveu uma impressora que não utiliza cartuchos de tinta e nem papel. Então como funciona?

A impressora utiliza calor sobre uma mídia especial feita com filme de PET (polietileno tereftalato, o mesmo material utilizado nas garrafas plásticas de refrigerante). Esta variação de calor consegue apagar e marcar novamente a mídia, fazendo com que ela possa ser reutilizada até 1000 vezes com qualidade. Nada de tintas!

A empresa ainda afirma que a definição e o contraste da mídia é melhor do que nos papéis convencionais. Algumas aplicações sugeridas pela Sanwa Newtec são a impressão de: relatórios diários, calendários, avisos, informativos etc.

Por enquanto a impressão é feita somente na cor preta em mídias tamanho A4 ou A5. Ao final de sua vida útil, a mídia pode ser reciclada junto com outros resíduos de PET.

O custo ainda é alto: a impressora custa cerca de US$ 5.500 e cada mídia custa cerca US$ 3,50. Mas como a evolução tecnológica é extremamente rápida, quem sabe daqui alguns anos o produto não se torne mais versátil a um custo mais competitivo?

themarketingreen

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cinco animais que foram os últimos de suas espécies


No último domingo, a imprensa noticiou a morte de George Solitário. Esse simpático macho das tartarugas gigantes de Galápagos, no Equador, foi resgatado em 1972 de um grupo de caçadores na ilha de Pinta, e desde então vivia no Parque Nacional de Galápagos. Ninguém sabia ao certo sua idade, mas as estimativas diziam que ele deveria ter por volta de 100 anos. George ganhou o apelido de solitário porque não tinha muito interesse em acasalar: tentativas foram feitas com fêmeas de outras subespécies de tartarugas gigantes, mas nenhuma com sucesso.

George era o último da subespécie Chelonoidis nigra abingdoni, que agora pode ser considerada como extinta. As outras subespécies de tartarugas gigantes também estão ameaçadas: há apenas cerca de 20 mil tartarugas nas ilhas de Galápagos.

Assim como George, outros animais ficaram conhecidos como os últimos de suas espécies. Confira abaixo:

Incas, o último periquito nativo do leste dos EUA
A espécie Conuropsis carolinensis era encontrada em uma área dos Estados Unidos que vai de Ohio ao Golfo do México. O último selvagem da espécie foi morto no começo do século XX. Sobreviveu em cativeiro o casal Lady Jane e Incas. Lady Jane morreu em 1917, e um ano depois foi a vez de Incas. A espécie foi extinta por causa da caça e da destruição de habitat.






Martha, o último pombo passageiro
Caça e desmatamento também foram causas para a extinção do pombo passageiro, a espécie Ectopistes migratorius. A espécie era migratória, e algumas estimativas contam que havia bilhões de exemplares na América do Norte antes da chegada dos europeus. O último animal vivo foi Martha, que morreu em 1914 no zoológico de Cincinnati, em Ohio.







Benjamin, o último tigre da Tasmânia
Acredita-se que a espécie Thylacinus cynocephalus, conhecida como tigre ou lobo da Tasmânia, foi extinta na Austrália antes da chegada dos europeus. Mas ela sobreviveu em ilhas próximas, como na Tasmânia (um estado da Austrália), até o século XX. O último animal da espécie ficou conhecido como Benjamin, apesar de alguns cientistas acreditarem que era uma fêmea. Benjamin morreu em 1936, no zoológico de Hobart, Tasmânia. Na época, biólogos suspeitaram que a causa da morte foi negligência: ele foi exposto a variações climáticas muito fortes, com dias quentes e noites extremamente frias.

A galinha Ben
Tympanuchus cupido cupido, uma subespécie de galinha, era comum nos Estados Unidos no período colonial, mas uma série de problemas contribuiu para a sua extinção, de incêndios florestais até animais sendo atropelados por carros. O último animal da espécie foi o “Booming Ben”. Por três anos, Ben foi visto cantando, na expectativa de que atrair uma fêmea. A última vez que ele foi visto foi em 1932.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Nova privada transforma dejetos em eletricidade e fertilizantes


Relaxe e goze curtindo essa inovação que faz tão bem para o bolso e o meio ambiente. Veja o seu potencial nessa hora tão relaxante. Se instalada em banheiros públicos, ela pode economizar 160 mil litros de água por ano.

Cientistas do Nanyang Technological University (NTU), em Cingapura, divulgaram uma forma de reaproveitar dejetos humanos e diminuir o desperdício de água: criaram um novo sistema deprivada que transforma excrementos em fertilizantes e energia elétrica. Além disso, a novidade reduz em 90% o uso de água para descarga, comparado ao sistema em voga em no país.

O No-Mix Vacuum Toilet separa líquidos de sólidos em duas câmaras. Dos fluidos, a câmara de processamento retira nitrogênio, fósforo e potássio usados em fertilizantes. Os dejetos sólidos são digeridos por um biorreator até liberarem um biogás, que contém metano. A substância pode substituir o gás natural empregado em fogões ou ser convertido em eletricidade para usinas e células de combustível [baterias que convertem energia química em térmica e elétrica].

A água usada do chuveiro, da pia da cozinha e da lavagem de roupas pode ser aproveitada por esse sistema de drenagem, em vez de requerer tratamento de água. O mesmo vale para o biorreator, que processa também lixo orgânico.

E onde entra a economia de água? Com sucção a vácuo, como a de banheiros de aviões, a privada precisa de 0,2 litros de água para eliminar líquidos e de 1 litro para sólidos. O sistema atual consome de 4 a 6 litros por descarga.

Segundo a universidade, caso seja instalada em banheiros públicos, a nova privada pode economizar 160 mil litros de água por ano, supondo que sejam dadas 100 descargas por dia. Os pesquisadores pretendem testar os protótipos em dois banheiros da NTU e, se forem bem sucedidos, liberar o produto mundialmente nos próximos três anos.

NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
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