sexta-feira, 29 de junho de 2012

A impressora que não usa tinta e nem papel


Ficou curioso com o título? Não, não foi erro de digitação! A empresa japonesa Sanwa Newtec desenvolveu uma impressora que não utiliza cartuchos de tinta e nem papel. Então como funciona?

A impressora utiliza calor sobre uma mídia especial feita com filme de PET (polietileno tereftalato, o mesmo material utilizado nas garrafas plásticas de refrigerante). Esta variação de calor consegue apagar e marcar novamente a mídia, fazendo com que ela possa ser reutilizada até 1000 vezes com qualidade. Nada de tintas!

A empresa ainda afirma que a definição e o contraste da mídia é melhor do que nos papéis convencionais. Algumas aplicações sugeridas pela Sanwa Newtec são a impressão de: relatórios diários, calendários, avisos, informativos etc.

Por enquanto a impressão é feita somente na cor preta em mídias tamanho A4 ou A5. Ao final de sua vida útil, a mídia pode ser reciclada junto com outros resíduos de PET.

O custo ainda é alto: a impressora custa cerca de US$ 5.500 e cada mídia custa cerca US$ 3,50. Mas como a evolução tecnológica é extremamente rápida, quem sabe daqui alguns anos o produto não se torne mais versátil a um custo mais competitivo?

themarketingreen

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cinco animais que foram os últimos de suas espécies


No último domingo, a imprensa noticiou a morte de George Solitário. Esse simpático macho das tartarugas gigantes de Galápagos, no Equador, foi resgatado em 1972 de um grupo de caçadores na ilha de Pinta, e desde então vivia no Parque Nacional de Galápagos. Ninguém sabia ao certo sua idade, mas as estimativas diziam que ele deveria ter por volta de 100 anos. George ganhou o apelido de solitário porque não tinha muito interesse em acasalar: tentativas foram feitas com fêmeas de outras subespécies de tartarugas gigantes, mas nenhuma com sucesso.

George era o último da subespécie Chelonoidis nigra abingdoni, que agora pode ser considerada como extinta. As outras subespécies de tartarugas gigantes também estão ameaçadas: há apenas cerca de 20 mil tartarugas nas ilhas de Galápagos.

Assim como George, outros animais ficaram conhecidos como os últimos de suas espécies. Confira abaixo:

Incas, o último periquito nativo do leste dos EUA
A espécie Conuropsis carolinensis era encontrada em uma área dos Estados Unidos que vai de Ohio ao Golfo do México. O último selvagem da espécie foi morto no começo do século XX. Sobreviveu em cativeiro o casal Lady Jane e Incas. Lady Jane morreu em 1917, e um ano depois foi a vez de Incas. A espécie foi extinta por causa da caça e da destruição de habitat.






Martha, o último pombo passageiro
Caça e desmatamento também foram causas para a extinção do pombo passageiro, a espécie Ectopistes migratorius. A espécie era migratória, e algumas estimativas contam que havia bilhões de exemplares na América do Norte antes da chegada dos europeus. O último animal vivo foi Martha, que morreu em 1914 no zoológico de Cincinnati, em Ohio.







Benjamin, o último tigre da Tasmânia
Acredita-se que a espécie Thylacinus cynocephalus, conhecida como tigre ou lobo da Tasmânia, foi extinta na Austrália antes da chegada dos europeus. Mas ela sobreviveu em ilhas próximas, como na Tasmânia (um estado da Austrália), até o século XX. O último animal da espécie ficou conhecido como Benjamin, apesar de alguns cientistas acreditarem que era uma fêmea. Benjamin morreu em 1936, no zoológico de Hobart, Tasmânia. Na época, biólogos suspeitaram que a causa da morte foi negligência: ele foi exposto a variações climáticas muito fortes, com dias quentes e noites extremamente frias.

A galinha Ben
Tympanuchus cupido cupido, uma subespécie de galinha, era comum nos Estados Unidos no período colonial, mas uma série de problemas contribuiu para a sua extinção, de incêndios florestais até animais sendo atropelados por carros. O último animal da espécie foi o “Booming Ben”. Por três anos, Ben foi visto cantando, na expectativa de que atrair uma fêmea. A última vez que ele foi visto foi em 1932.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Nova privada transforma dejetos em eletricidade e fertilizantes


Relaxe e goze curtindo essa inovação que faz tão bem para o bolso e o meio ambiente. Veja o seu potencial nessa hora tão relaxante. Se instalada em banheiros públicos, ela pode economizar 160 mil litros de água por ano.

Cientistas do Nanyang Technological University (NTU), em Cingapura, divulgaram uma forma de reaproveitar dejetos humanos e diminuir o desperdício de água: criaram um novo sistema deprivada que transforma excrementos em fertilizantes e energia elétrica. Além disso, a novidade reduz em 90% o uso de água para descarga, comparado ao sistema em voga em no país.

O No-Mix Vacuum Toilet separa líquidos de sólidos em duas câmaras. Dos fluidos, a câmara de processamento retira nitrogênio, fósforo e potássio usados em fertilizantes. Os dejetos sólidos são digeridos por um biorreator até liberarem um biogás, que contém metano. A substância pode substituir o gás natural empregado em fogões ou ser convertido em eletricidade para usinas e células de combustível [baterias que convertem energia química em térmica e elétrica].

A água usada do chuveiro, da pia da cozinha e da lavagem de roupas pode ser aproveitada por esse sistema de drenagem, em vez de requerer tratamento de água. O mesmo vale para o biorreator, que processa também lixo orgânico.

E onde entra a economia de água? Com sucção a vácuo, como a de banheiros de aviões, a privada precisa de 0,2 litros de água para eliminar líquidos e de 1 litro para sólidos. O sistema atual consome de 4 a 6 litros por descarga.

Segundo a universidade, caso seja instalada em banheiros públicos, a nova privada pode economizar 160 mil litros de água por ano, supondo que sejam dadas 100 descargas por dia. Os pesquisadores pretendem testar os protótipos em dois banheiros da NTU e, se forem bem sucedidos, liberar o produto mundialmente nos próximos três anos.

NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Geofagia: o ato de comer terra


Novas descobertas sugerem que comer terra não é necessariamente patológico, mas apenas uma adaptação. Estão servidos?

Em 2009, um grupo de estudantes de biologia da Tufts University reuniu-se para comer terra. Eles moeram pequenos torrões de argila e ingeriram o pó para descobrir, pela primeira vez, o sabor desse material. Esse estranho teste de sabor era parte de um curso de medicina darwiniana oferecido por um de nós (Starks). Os alunos estavam estudando a evolução da geofagia – a prática de comer terra, principalmente solos semelhantes à argila, coisa que animais e pessoas praticam há milênios.

O guia padrão de referência para psiquiatras – a quarta edição do Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSMI, na sigla em inglês) – classifica a geofagia como um transtorno de alimentação em que a pessoa consome coisas que não são alimentos, como cinza de cigarro e tinta de parede. Mas como os alunos viriam a descobrir, estudos culturais de animais e humanos sugerem que a geofagia não é necessariamente uma anormalidade – na verdade, ela é um tipo de adaptação. Os pesquisadores estão analisando o ato de comer terra sob um ângulo diferente e descobrindo que o comportamento geralmente serve para suprir minerais vitais e para desativar toxinas de alimentos e do ambiente.

Abordagem evolucionária

Uma forma de decidir se a geofagia é anormal ou adaptativa é determinar até que ponto o comportamento é comum em animais e em sociedades humanas. Como o comportamento é observado em muitas espécies e culturas diferentes, é provável que seja benéfico.

Atualmente parece não haver dúvida de que a geofagia é ainda mais comum no reino animal do que se pensava. Os pesquisadores observaram geofagia em mais de 200 espécies de animais, incluindo papagaios, veados, elefantes, morcegos, coelhos, babuínos, gorilas e chimpanzés. A geofagia também é bem documentada em humanos, com registros que datam da época de Hipócrates (460 a.C.). Os mesopotâmios e antigos egípcios usavam a argila medicinalmente: eles cobriam ferimentos com emplastros de barro e comiam terra para tratar de várias doenças, principalmente do intestino. Alguns povos indígenas das Américas usavam terra como um tempero e preparavam alimentos naturalmente amargos como noz de carvalho e batatas com um pouco de terra para neutralizar o amargor. A geofagia foi praticada com frequência na Europa até o século 19 e em algumas sociedades, como a etnia Tiv, da Nigéria, o desejo de comer terra é sinal de gravidez.

Uma explicação comum para o hábito de animais e pessoas ingerirem terra é que o solo contém minerais como cálcio, sódio e ferro, que mantêm a produção de energia e outros processos biológicos vitais. Como as necessidades desses minerais variam com a estação do ano, com a idade e com o estado geral de saúde dos animais, a geofagia é particularmente comum quando sua dieta alimentar não fornece minerais suficientes ou quando os desafios do ambiente exigem mais energia que o normal. Gorilas-das-montanhas e búfalos africanos que vivem em altas altitudes podem, por exemplo, ingerir terra como uma fonte de ferro que promove o desenvolvimento das células vermelhas do sangue. Elefantes, gorilas e morcegos consomem terra rica em sódio quando sua alimentação não contém quantidades suficientes desse elemento químico. Populações de elefantes visitam constantemente cavernas subterrâneas onde cavam e ingerem rochas ricas em sal.

Scientific American Brasil

Água potável a qualquer hora e lugar


A falta de água potável atinge uma parte considerável do nosso planeta e causa a morte de milhões de pessoas por ano. Ainda não se pode dizer que foi descoberta uma solução para esse terrível problema, mas uma garrafa que purifica água quase que instantaneamente é, no mínimo, uma ótima ideia.

Encha a garrafa com uma água qualquer, agite-a por 60 segundos e pronto: você terá 750ml de água potável! O produto revolucionário, denominado CamelBak All Clear, possui uma tampa equipada com luz UV-C e um cabo USB. Na tampa, há duas baterias recarregáveis de íon-lítio capazes de executar, em uma garrafa cheia, mais de 80 ciclos de purificação com uma carga completa.

A luz UV-C destrói o DNA de micróbios de todos os tamanhos, incluindo, bactérias, protozoários e vírus que são transmitidos pela água. A destruição do DNA de um micróbio impede a reprodução dos mesmos, e sem a capacidade de reprodução, eles são neutralizados e tornam-se inofensivos.

Entretanto, uma ressalva precisa ser feita: a falta de água potável é um problema que afeta, em uma maioria quase total, as famílias mais pobres do planeta; sendo assim, o preço que atualmente gira em torno de 100 dólares no mercado americano não seria adequado para a melhora dessas condições. Por outro lado, a possibilidade de criar um produto com uma função tão importante tem tudo para gerar ainda mais investimentos e baratear os custos de produção para, quem sabe, ajudar de verdade na distribuição de água potável.

Fonte: Ciclo Vivo

Jogo educativo “Pesque & Salve”



Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP, lançou o jogo educativo “Pesque & Salve”.

O objetivo do jogo é estimular a conservação da água e a pesca esportiva. O jogador tem como meta pescar o maior número de peixes de modo esportivo e como recompensa poderá despoluir os rios, riachos e lagos, criando um ambiente saudável a cada meta vencida.

O jogo foi desenvolvido pela Aptor Games em parceria com o CMDMC. O CMDMC tem sede no Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara e é coordenado pelo professor Elson Longo.

O CMDMC desenvolveu diversos jogos eletrônicos educativos, que estão disponíveis gratuitamente em www.ludoeducajogos.com.br. O site já foi acessado por mais de 2,5 milhões de pessoas.


Agência FAPESP

terça-feira, 19 de junho de 2012

8 animais extintos que poderiam ser ressuscitados


Avanços na genética têm permitido sequenciar o genoma de animais extintos para trazê-los à vida novamente por clonagem. Mas é preciso um fóssil preservado para extrair DNA e uma espécie atual semelhante para a gestação. Abaixo, oito propostas inusitadas.

Tigre Dente de Sabre

Com dentes caninos superiores que chegavam a medir até 20 centímetros, o Smilodon, popularmente conhecido como Dente de Sabre, era um felino poderoso, que viveu a mais de 10 mil anos atrás. Mais robusto que os leões, esse mamífero conseguia abater um mamute inteiro com suas mandíbulas que se abriam num ângulo de 95 graus. Uma mordida bem dada podia levar sua presa a sangrar até a morte. Fósseis bem preservados da espécie foram encontrados no sítio arqueológico de La Brea Tar Pits, em Los Angeles, nos EUA, de onde é possível extrair informação genética.



Moa

Semelhantes aos avestruzes e emas, as Moas foram algumas das maiores aves que andaram pelo planeta, chegando a medir 3.6 metros de altura e pesar 230 quilos. Nativa da Nova Zelândia, elas viram seu habitat declinar com a colonização europeia e sua população reduzir até à extinção, há 600 anos, pela caça indiscriminada. Por ter desaparecido há pouco tempo, suas penas e ovos ainda podem ser encontrados relativamente intactos em fósseis. Pesquisadores também já extraíram seu DNA de cascas de ovos antigos para teste em projetos de clonagem.



Mamute peludo

Em 2011, um grupo de cientistas da Universidade de Kyoto anunciou suas intenções de clonar, num período de cinco anos, um exemplar do mamute peludo, extinto na última Era glacial, há mais de 11 mil anos. Para simplificar o processo, há a possibilidade de usar um elefante de hoje para dar a luz ao animal pré-histórico. Não falta informação genética sobre os mamutes. Em 2008, pesquisadores americanos conseguiram o feito inédito de sequenciar o DNA do mamífero a partir de pelos fossilizados encontrados no gelo siberiano. Mais recentemente, em abril de 2012, foi encontrado na mesma região uma carcaça inteira muito bem preservada de um mamute juvenil, morto há 10 mil anos.



Preguiça gigante

Outro bom candidato para a ressurreição é a preguiça gigante, que andou sobre a Terra há mais de 8 mil anos. Amostras de DNA já foram extraídas de restos de pelo intacto do animal, encontrados em sítios arqueológicos pelo mundo. O problema é achar uma mãe de aluguel que aguente carregar um bebê-clone deste mamífero de força descomunal com seus 4 metros de altura e 4 toneladas. Minúsculo, seu parente mais recente, o bicho-preguiça, não pode dar conta do recado. A esperança dos cientistas é um dia desenvolver o feto de uma preguiça gigante em um útero artificial.



Lobo da Tasmânia

Nativo da Austrália e Nova Guiné, o Lobo da Tasmânia é considerado o maior marsupial conhecido dos tempos modernos. Ele foi extinto em torno de 1930, em grande medida pela ação indiscriminada de caçadores. Pelo fato de ter sumido há tão pouco tempo, muitos espécimes mantém-se preservados em museus mundo a fora. Pesquisadores americanos e australianos já planejam cloná-lo para reintroduzir o animal na natureza. Eles extraíram trechos do DNA de tecido do animal com mais de um século. Depois, eles inseriram essa informação genética – que consistia num regulador de cartilagem - em camundongos. No experimento, os genes se expressaram com sucesso.



Rinoceronte peludo

Os mamutes não são os únicos mamíferos gigantes do período gelado do Pleistoceno na lista da ressurreição. Outro mega herbívoro é o Rinoceronte peludo, extinto há mais de 10 mil anos. Por ter vivido na tundra glaciar, vira e mexe partes do espécime são encontradas congeladas e bem preservadas, de onde se pode extrair DNA.







Dodo

O Dodo foi um pássaro endêmico das ilhas Maurícios, no Pacífico, que desapareceu em apenas 80 anos desde que foi descoberto por europeus, por volta do ano 1600. Por não ter predadores na ilha e conseguir alimentos em abundância, o Dodo perdeu a habilidade de voar e vivia tranquilo no nível do solo, tornando-se presa fácil para o homem. Os cientistas estão em busca de DNA suficiente para criar um clone que poderia ser implantado nos ovos de pombos, seu parente moderno. Amostras de DNA foram recentemente recuperadas de espcimes abrigados no Museu de História Natural da Universidade de Oxford.



Huia

Nativa da Nova Zelândia, essa ave de plumagem preta, com a ponta das asas e cauda branca, e papos laterais de cor laranja foi extinta no início do século XX. O último registro visual confirmado ocorreu em 1907. As fêmeas possuíam bicos longos e curvados enquanto nos machos era curto. Desde 2000, cientistas do país tentam clonar o pássaro.

EXAME
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