terça-feira, 26 de junho de 2012

Nova privada transforma dejetos em eletricidade e fertilizantes


Relaxe e goze curtindo essa inovação que faz tão bem para o bolso e o meio ambiente. Veja o seu potencial nessa hora tão relaxante. Se instalada em banheiros públicos, ela pode economizar 160 mil litros de água por ano.

Cientistas do Nanyang Technological University (NTU), em Cingapura, divulgaram uma forma de reaproveitar dejetos humanos e diminuir o desperdício de água: criaram um novo sistema deprivada que transforma excrementos em fertilizantes e energia elétrica. Além disso, a novidade reduz em 90% o uso de água para descarga, comparado ao sistema em voga em no país.

O No-Mix Vacuum Toilet separa líquidos de sólidos em duas câmaras. Dos fluidos, a câmara de processamento retira nitrogênio, fósforo e potássio usados em fertilizantes. Os dejetos sólidos são digeridos por um biorreator até liberarem um biogás, que contém metano. A substância pode substituir o gás natural empregado em fogões ou ser convertido em eletricidade para usinas e células de combustível [baterias que convertem energia química em térmica e elétrica].

A água usada do chuveiro, da pia da cozinha e da lavagem de roupas pode ser aproveitada por esse sistema de drenagem, em vez de requerer tratamento de água. O mesmo vale para o biorreator, que processa também lixo orgânico.

E onde entra a economia de água? Com sucção a vácuo, como a de banheiros de aviões, a privada precisa de 0,2 litros de água para eliminar líquidos e de 1 litro para sólidos. O sistema atual consome de 4 a 6 litros por descarga.

Segundo a universidade, caso seja instalada em banheiros públicos, a nova privada pode economizar 160 mil litros de água por ano, supondo que sejam dadas 100 descargas por dia. Os pesquisadores pretendem testar os protótipos em dois banheiros da NTU e, se forem bem sucedidos, liberar o produto mundialmente nos próximos três anos.

NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Geofagia: o ato de comer terra


Novas descobertas sugerem que comer terra não é necessariamente patológico, mas apenas uma adaptação. Estão servidos?

Em 2009, um grupo de estudantes de biologia da Tufts University reuniu-se para comer terra. Eles moeram pequenos torrões de argila e ingeriram o pó para descobrir, pela primeira vez, o sabor desse material. Esse estranho teste de sabor era parte de um curso de medicina darwiniana oferecido por um de nós (Starks). Os alunos estavam estudando a evolução da geofagia – a prática de comer terra, principalmente solos semelhantes à argila, coisa que animais e pessoas praticam há milênios.

O guia padrão de referência para psiquiatras – a quarta edição do Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSMI, na sigla em inglês) – classifica a geofagia como um transtorno de alimentação em que a pessoa consome coisas que não são alimentos, como cinza de cigarro e tinta de parede. Mas como os alunos viriam a descobrir, estudos culturais de animais e humanos sugerem que a geofagia não é necessariamente uma anormalidade – na verdade, ela é um tipo de adaptação. Os pesquisadores estão analisando o ato de comer terra sob um ângulo diferente e descobrindo que o comportamento geralmente serve para suprir minerais vitais e para desativar toxinas de alimentos e do ambiente.

Abordagem evolucionária

Uma forma de decidir se a geofagia é anormal ou adaptativa é determinar até que ponto o comportamento é comum em animais e em sociedades humanas. Como o comportamento é observado em muitas espécies e culturas diferentes, é provável que seja benéfico.

Atualmente parece não haver dúvida de que a geofagia é ainda mais comum no reino animal do que se pensava. Os pesquisadores observaram geofagia em mais de 200 espécies de animais, incluindo papagaios, veados, elefantes, morcegos, coelhos, babuínos, gorilas e chimpanzés. A geofagia também é bem documentada em humanos, com registros que datam da época de Hipócrates (460 a.C.). Os mesopotâmios e antigos egípcios usavam a argila medicinalmente: eles cobriam ferimentos com emplastros de barro e comiam terra para tratar de várias doenças, principalmente do intestino. Alguns povos indígenas das Américas usavam terra como um tempero e preparavam alimentos naturalmente amargos como noz de carvalho e batatas com um pouco de terra para neutralizar o amargor. A geofagia foi praticada com frequência na Europa até o século 19 e em algumas sociedades, como a etnia Tiv, da Nigéria, o desejo de comer terra é sinal de gravidez.

Uma explicação comum para o hábito de animais e pessoas ingerirem terra é que o solo contém minerais como cálcio, sódio e ferro, que mantêm a produção de energia e outros processos biológicos vitais. Como as necessidades desses minerais variam com a estação do ano, com a idade e com o estado geral de saúde dos animais, a geofagia é particularmente comum quando sua dieta alimentar não fornece minerais suficientes ou quando os desafios do ambiente exigem mais energia que o normal. Gorilas-das-montanhas e búfalos africanos que vivem em altas altitudes podem, por exemplo, ingerir terra como uma fonte de ferro que promove o desenvolvimento das células vermelhas do sangue. Elefantes, gorilas e morcegos consomem terra rica em sódio quando sua alimentação não contém quantidades suficientes desse elemento químico. Populações de elefantes visitam constantemente cavernas subterrâneas onde cavam e ingerem rochas ricas em sal.

Scientific American Brasil

Água potável a qualquer hora e lugar


A falta de água potável atinge uma parte considerável do nosso planeta e causa a morte de milhões de pessoas por ano. Ainda não se pode dizer que foi descoberta uma solução para esse terrível problema, mas uma garrafa que purifica água quase que instantaneamente é, no mínimo, uma ótima ideia.

Encha a garrafa com uma água qualquer, agite-a por 60 segundos e pronto: você terá 750ml de água potável! O produto revolucionário, denominado CamelBak All Clear, possui uma tampa equipada com luz UV-C e um cabo USB. Na tampa, há duas baterias recarregáveis de íon-lítio capazes de executar, em uma garrafa cheia, mais de 80 ciclos de purificação com uma carga completa.

A luz UV-C destrói o DNA de micróbios de todos os tamanhos, incluindo, bactérias, protozoários e vírus que são transmitidos pela água. A destruição do DNA de um micróbio impede a reprodução dos mesmos, e sem a capacidade de reprodução, eles são neutralizados e tornam-se inofensivos.

Entretanto, uma ressalva precisa ser feita: a falta de água potável é um problema que afeta, em uma maioria quase total, as famílias mais pobres do planeta; sendo assim, o preço que atualmente gira em torno de 100 dólares no mercado americano não seria adequado para a melhora dessas condições. Por outro lado, a possibilidade de criar um produto com uma função tão importante tem tudo para gerar ainda mais investimentos e baratear os custos de produção para, quem sabe, ajudar de verdade na distribuição de água potável.

Fonte: Ciclo Vivo

Jogo educativo “Pesque & Salve”



Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP, lançou o jogo educativo “Pesque & Salve”.

O objetivo do jogo é estimular a conservação da água e a pesca esportiva. O jogador tem como meta pescar o maior número de peixes de modo esportivo e como recompensa poderá despoluir os rios, riachos e lagos, criando um ambiente saudável a cada meta vencida.

O jogo foi desenvolvido pela Aptor Games em parceria com o CMDMC. O CMDMC tem sede no Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara e é coordenado pelo professor Elson Longo.

O CMDMC desenvolveu diversos jogos eletrônicos educativos, que estão disponíveis gratuitamente em www.ludoeducajogos.com.br. O site já foi acessado por mais de 2,5 milhões de pessoas.


Agência FAPESP

terça-feira, 19 de junho de 2012

8 animais extintos que poderiam ser ressuscitados


Avanços na genética têm permitido sequenciar o genoma de animais extintos para trazê-los à vida novamente por clonagem. Mas é preciso um fóssil preservado para extrair DNA e uma espécie atual semelhante para a gestação. Abaixo, oito propostas inusitadas.

Tigre Dente de Sabre

Com dentes caninos superiores que chegavam a medir até 20 centímetros, o Smilodon, popularmente conhecido como Dente de Sabre, era um felino poderoso, que viveu a mais de 10 mil anos atrás. Mais robusto que os leões, esse mamífero conseguia abater um mamute inteiro com suas mandíbulas que se abriam num ângulo de 95 graus. Uma mordida bem dada podia levar sua presa a sangrar até a morte. Fósseis bem preservados da espécie foram encontrados no sítio arqueológico de La Brea Tar Pits, em Los Angeles, nos EUA, de onde é possível extrair informação genética.



Moa

Semelhantes aos avestruzes e emas, as Moas foram algumas das maiores aves que andaram pelo planeta, chegando a medir 3.6 metros de altura e pesar 230 quilos. Nativa da Nova Zelândia, elas viram seu habitat declinar com a colonização europeia e sua população reduzir até à extinção, há 600 anos, pela caça indiscriminada. Por ter desaparecido há pouco tempo, suas penas e ovos ainda podem ser encontrados relativamente intactos em fósseis. Pesquisadores também já extraíram seu DNA de cascas de ovos antigos para teste em projetos de clonagem.



Mamute peludo

Em 2011, um grupo de cientistas da Universidade de Kyoto anunciou suas intenções de clonar, num período de cinco anos, um exemplar do mamute peludo, extinto na última Era glacial, há mais de 11 mil anos. Para simplificar o processo, há a possibilidade de usar um elefante de hoje para dar a luz ao animal pré-histórico. Não falta informação genética sobre os mamutes. Em 2008, pesquisadores americanos conseguiram o feito inédito de sequenciar o DNA do mamífero a partir de pelos fossilizados encontrados no gelo siberiano. Mais recentemente, em abril de 2012, foi encontrado na mesma região uma carcaça inteira muito bem preservada de um mamute juvenil, morto há 10 mil anos.



Preguiça gigante

Outro bom candidato para a ressurreição é a preguiça gigante, que andou sobre a Terra há mais de 8 mil anos. Amostras de DNA já foram extraídas de restos de pelo intacto do animal, encontrados em sítios arqueológicos pelo mundo. O problema é achar uma mãe de aluguel que aguente carregar um bebê-clone deste mamífero de força descomunal com seus 4 metros de altura e 4 toneladas. Minúsculo, seu parente mais recente, o bicho-preguiça, não pode dar conta do recado. A esperança dos cientistas é um dia desenvolver o feto de uma preguiça gigante em um útero artificial.



Lobo da Tasmânia

Nativo da Austrália e Nova Guiné, o Lobo da Tasmânia é considerado o maior marsupial conhecido dos tempos modernos. Ele foi extinto em torno de 1930, em grande medida pela ação indiscriminada de caçadores. Pelo fato de ter sumido há tão pouco tempo, muitos espécimes mantém-se preservados em museus mundo a fora. Pesquisadores americanos e australianos já planejam cloná-lo para reintroduzir o animal na natureza. Eles extraíram trechos do DNA de tecido do animal com mais de um século. Depois, eles inseriram essa informação genética – que consistia num regulador de cartilagem - em camundongos. No experimento, os genes se expressaram com sucesso.



Rinoceronte peludo

Os mamutes não são os únicos mamíferos gigantes do período gelado do Pleistoceno na lista da ressurreição. Outro mega herbívoro é o Rinoceronte peludo, extinto há mais de 10 mil anos. Por ter vivido na tundra glaciar, vira e mexe partes do espécime são encontradas congeladas e bem preservadas, de onde se pode extrair DNA.







Dodo

O Dodo foi um pássaro endêmico das ilhas Maurícios, no Pacífico, que desapareceu em apenas 80 anos desde que foi descoberto por europeus, por volta do ano 1600. Por não ter predadores na ilha e conseguir alimentos em abundância, o Dodo perdeu a habilidade de voar e vivia tranquilo no nível do solo, tornando-se presa fácil para o homem. Os cientistas estão em busca de DNA suficiente para criar um clone que poderia ser implantado nos ovos de pombos, seu parente moderno. Amostras de DNA foram recentemente recuperadas de espcimes abrigados no Museu de História Natural da Universidade de Oxford.



Huia

Nativa da Nova Zelândia, essa ave de plumagem preta, com a ponta das asas e cauda branca, e papos laterais de cor laranja foi extinta no início do século XX. O último registro visual confirmado ocorreu em 1907. As fêmeas possuíam bicos longos e curvados enquanto nos machos era curto. Desde 2000, cientistas do país tentam clonar o pássaro.

EXAME

sexta-feira, 15 de junho de 2012

6 casas subterrâneas verdes

Construir uma residência enterrada no solo ou escavada em pedras é uma maneira de diminuir drasticamente as necessidades de energia e viver em sintonia com a natureza. Confira a seguir alguns projetos ecológicos até debaixo da terra.

No melhor estilo "Hobbit"

Escavada nas montanhas do vilarejo suíço da região de Vals, famosa por seus banhos termais, esta casa no melhor estilo "hobbit" pode passar facilmente despercebida se comparada com as demais que se erguem metros acima do solo, contrastando com paisagem. E é justamente esse o intuito do projeto, se misturar com a vasta natureza ao redor, como se fosse parte integrante dela. Fruto da parceria entre o arquiteto Christian Müller e o estúdio Search, a casa tem um design sofisticado e inteligente, que elimina completamente a necessidade de aquecimento e resfriamento no verão e no inverno. A terra e as plantas que contornam a estrutura formam um cobertor verde que fornece excelente isolamento e proteção contra as intempéries naturais.

Vivendo como os Teletubbies

Malator, o nome oficial dessa casa de veraneio contemporânea, que se tornou uma das obras arquitetônicas mais originais do País de Gales, perde em popularidade quando comparado ao apelido carinhoso dado (de forma muito apropriada) pela comunidade local: Teletubby. Não poderia ser diferente. O telhado de turfa, chaminé de aço e porta com olho mágico, inevitavelmente remetem ao programa infantil dos humanoides coloridos que moravam em casas subterrâneas. O projeto escavado na colina, cujo visual se funde com a paisagem ao redor, foi desenhado por Bob Marshall-Andrews e construído em 1998 para um ex-deputado do Parlamento Europeu e sua esposa.

Condomínio "Casa Terra"

O Earth House Estate Lättenstrasse é um condomínio residencial composto por nove casas construídas sob uma pequena colina, em Dietikon, na Suíça. Elas são cobertas por terra e grama, que fazem as vezes de um cobertor de isolamento eficiente para proteger da chuva, baixas temperaturas, vento e corrosão. As residências se agrupam em torno de um lago artificial, que funciona como piscina e possuem janelas de vidro reciclado grandes o suficiente para receber quantidade generosa de luz, garantindo uma iluminação natural e, principalmente, econômica. Quem assina o projeto é a firma Vetsch Architektur.

Uma "ruína moderna" nas ilhas gregas

Outro exemplo de criatividade e arquitetura verde vem das Ilhas Cíclades, na Grécia. Projetada para suportar o clima marcada por fortes ventos do Mar Egeu, esta casa do escritório Decca foi esculpida na terra entre duas encostas e possui dois andares - sendo um visível acima do solo. O projeto tem um plano em forma de caixa simples que combina com o deserto ao redor, e ainda incorpora elementos de design tradicionais da região.

De volta ao tempo das pedras

Se você nunca pensou em morar dentro de uma caverna, alguém já. Prova disso é a casa de três andares construída dentro de uma gruta de arenito, uma formação bem estável, na cidade de Festus, Missouri, Estados Unidos. Apesar de remeter aos tempos das pedras, a casa de 4 mil metros quadrados é extremamente eficiente em energia. A maior parte das paredes no interior é natural e contribui para uma atmosfera sempre fresca. Durante o inverno, o aquecimento geotérmico garante uma temperatura agradável.

Casa de pétalas

Das setes casas listadas aqui, esta em formato de pétalas de rosa é a única que ainda não saiu do papel. Ela é parte do planos do ex-capitão do time de futebol Manchester United, Gary Neville. O projeto desenhada para ser uma casa ecológica e subterrânea em Bolton, no Reino Unido, aguarda a liberação do Comitê de Planejamento da cidade. A construção terá 8000 metros quadrados e será eco-eficiente em energia. As grandes flores em forma de pétalas abertas são projetadas para deixar entrar a luz natural nos cômodos.

EXAME

terça-feira, 12 de junho de 2012

Saber Sustentável: Couro ecológico feito de látex


O projeto, de iniciativa da própria comunidade, está localizado da região de Manguari – Belterra – Pará. Sendo composta por 23 famílias que participam de todo processo de fabricação do material.

A produção inicia-se com a retirada do látex das seringueiras, em seguida coa-se o leite para retirada das impurezas, após isso, ferve-se para dar liga ao material. Terminada essa etapa, passa-se o leite sobre um tecido de algodão cru e espera-se a secagem do produto. O tingimento fica a critério, podendo usar qualquer cor. No final, o resultado é um belo trabalho na confecção de bolsas, roupas, cintos, calçados e diversos acessórios.

O projeto é desenvolvido desde 1997 e já tem clientes em vários Estados do país e na Europa também. Em 2003, com o apoio do IBAMA, os comunitários construíram galpões para facilitar a confecção do material. A produção é a principal fonte de renda dos moradores.

Essa iniciativa, além de gerar renda para os moradores locais, ajuda e valoriza as riquezas naturais, pois evita o desmatamento de novas áreas para plantio de outras culturas e mantem o ambiente com um mínimo de interferências antrópicas.

Tanto o governo quanto a iniciativa privada tem de incentivar projetos como esse, que retiram da floresta somente o necessário.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...