quinta-feira, 3 de maio de 2012

Parabéns Sol pela luz de cada dia !


Hoje, dia 03 de maio, comemora-se o Dia Mundial do Sol, a estrela mais próxima do Sistema Solar e responsável pelo suprimento da luz e energia necessárias para a existência de vida na Terra. Confira algumas curiosidades a respeito deste astro tão importante: O Sol está no centro do Sistema Solar e todos os planetas giram a seu redor, cada um com um período diferente. Ele é o responsável pelo suprimento da luz e da energia necessárias para a existência de vida na Terra.  Ele é uma estrela, como todas as outras que vemos no céu à noite. Só que as outras estão a muitos anos-luz e, por isso, que parecem pontinhos no céu. Já o Sol está milhares de vezes mais próximo (a apenas oito minutos-luz de distância).

FOGO? NADA DISSO
Ele parece sempre em chamas, mas não existe qualquer sinal de fogo no Sol. O que acontece lá é que a atmosfera solar é formada por gases que causam explosões e geram calor e luz.

MUITOS GASES
O Sol tem uma massa 332.900 vezes maior do que a da Terra e um volume 1.300.000 vezes maior que o do nosso planeta. Ele é composto basicamente de hidrogênio (74% de sua massa, ou 92% de seu volume) e hélio (24% da massa solar, 7% do volume solar), a outros elementos, incluindo ferro, níquel, oxigênio, silício, enxofre, magnésio, néon, cálcio e crômio.

LÁ LONGE
O Sol está tão distante, mas tão distante da Terra, que a sua luz demora oito minutos e 18 segundos para chegar aqui. O astro-rei, aliás, é só mais uma estrela no meio de outras 200 bilhões que existem na nossa galáxia.

BEM VELHINHO
O Sol tem cerca de 4,5 bilhões de anos de idade e, como toda estrela, um dia ele vai apagar. Calma, aí, isso só vai acontecer daqui uns 4,5 bilhões de anos. Aí, ele vai se tornar uma nebulosa, depois uma anã-branca até virar uma estrela anã-negra. Ou seja, sua luz vai ficar tão fraca que o calor que ele emite não vai chegar mais em nosso planeta e toda a vida por aqui vai desaparecer.

QUEM APAGOU A LUZ?
Quando a Lua fica entre a Terra e o Sol, ocorre um eclipse solar. Nessa hora, a Lua vai cobre parcialmente ou totalmente o Sol, podendo escurecer o céu e o dia fica parecendo noite. Esse fenômeno pode ocorrer de duas a cinco vezes por ano. Para os povos do passado, as eclipses eram um sinal de que os deuses estavam zangados com os humanos.

SAI DE BAIXO!
Quando o Sol chegar ao final de sua vida, sua temperatura aumentará bastante e as camadas exteriores irão se crescer de tamanho. Essa expansão provavelmente engolirá os planetas Mercúrio e Vênus - e possivelmente até a Terra. Mesmo se nosso planeta mudar sua órbita e conseguir escapar de ser engolido, ele ficará tão, tão gelado que não haverá chance de ter vida por aqui.

TEMPESTADE SEM CHUVA
Há épocas em que as explosões na superfície do Sol são bem fortes, as chamadas de tempestades solares. O grande astro libera muita energia e radiação, causando desastres como destruição de satélites artificiais em órbita da Terra, interferência nos serviços de telefonia e até queda de energia elétrica.

GRAVIDADE EM AÇÃO
O Sol também como função manter o Sistema Solar em ordem. Ele tem uma gravidade 28 vezes maior do que a Terra e é essa força que atrai os planetas, luas e asteroides, mantendo cada corpo celeste em seu devido lugar.

NA MEDIDA CERTA
A distância entre a Terra e o Sol é um fator fundamental, pois permite criar um ambiente de temperatura e luminosidade adequado para a manutenção da vida. Nenhum outro planeta do Sistema Solar, com exceção de Marte, possui as condições ideais de vida semelhante às da Terra; uns são muito quentes, outros muito frios. Por falar em temperatura, também fica óbvio que sem o Sol, a Terra seria um lugar incrivelmente gelado.

CORES MÁGICAS
Partículas de material solar lançadas no espaço causam o vento solar, um fenômeno que forma arcos luminosos nos polos da Terra, conhecido como aurora boreal (região norte) ou aurora austral (região sul).

SUPERPODEROSO
Os antigos consideravam o Sol um deus. Para os gregos, por exemplo, ele era Hélios, que percorria o céu em sua carruagem e levando calor e luz para os humanos. Hoje sabemos que ele é uma estrela, mas tem como negar poder: sem ele, não existiria vida no planeta Terra.

AS CAMADAS DO SOL


  • Núcleo (1) - Há grande concentração de gases como hidrogênio e hélio, responsáveis pelas reações químicas que produzem a energia solar; 
  • Zona de radiação (2) - As reações químicas continuam e a energia é transportada para fora;
  • Zona de convecção (3) - Os gases se movem e liberam muita energia para a superfície;
  • Fotosfera (4) - É a superfície visível do Sol. A olho nu, ela parece bem uniforme. Na verdade, ela é formada pequenas estruturas hexagonais, os grânulos, separadas por zonas mais escuras;
  • Cromofesra (5) - Região que fica para fora da superfície solar, formada por gases;
  • Corona (6) - Camada gasosa, também externa, onde acontecem os ventos solares. 


VOCÊ SABIA QUE...
  • O Sol tem 1.390.000 quilômetros de diâmetro? É tão grande que, dentro dele, caberiam um milhão de planetas do tamanho da Terra. E, acredite, existem no universo estrelas muito maiores do que o nosso astro;
  • A Nasa e a Agência Espacial Europeia tem monitorado constantemente as atividades do Sol? Esses estudos e observações têm por objetivo aumentar os conhecimentos sobre essa importante estrela e melhorar a vida em nosso planeta; 
  • Em várias línguas, a palavra domingo significa "dia do sol"? Por exemplo, em inglês (Sunday) e em alemão (Soontag);
  • Não se deve olhar diretamente para o Sol? A luz é tão forte que pode machucar os olhos. Além disso, alguns de seus raios podem queimar a pele e causar doenças;
  • A luz solar viaja mais ou menos 150 milhões de quilômetros em apenas 8 minutos para chegar à Terra? Velocidade turbo!

Planetasustentavel

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ideias sustentáveis que ajudam a salvar o mundo


Chuveiro ecológico

Equipamento a gás capta água da umidade do ar, causa menos impacto ao meio ambiente e resolve problema de famílias que sofrem com falta de luz.

Um chuveiro ecológico criado pelo mecânico Mauro Serra promete impacto menor nas fontes de água e energia e no bolso do consumidor. O produto, que usa gás para o aquecimento, gera economia de 1.000% em energia em relação ao similar elétrico. Outra inovação do equipamento é a utilização de água retirada da umidade do ar. De pequeno porte, o chuveiro pode ser instalado em qualquer local, como residências, acampamentos, campings, trailers, embarcações, pesqueiros e até pendurado em uma árvore.

Há dois anos, a novidade rendeu ao inventor e à mulher, a engenheira mecânica Jorgea Corrêa, o Prêmio Brasil de Meio Ambiente, concedido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), na categoria Pequena e Micro Empresa.

Em 2008, o casal decidiu abrir a empresa ATA – Água, Terra, Ar, em Paraty (RJ), para vender o produto. A produção começou com quatro chuveiros e faturamento mensal médio de R$ 1,2 mil. Hoje, a empresa produz 40 peças por mês, vendidas por R$ 345,00 cada uma. O faturamento mensal pulou para R$ 10,3 mil.

Feito de cobre, alumínio, aço inox e ferro fundido, o chuveiro ecológico não consome eletricidade e a emissão de CO2 é quase nula. A regulagem da temperatura é feita pelo usuário, que pode variar do morno ao muito quente. O acendimento é manual, com fósforo, ou automático.

Benefícios
A economia de 1.000% no gasto com energia é possível porque o custo de manter o chuveiro a gás ligado é de R$ 0,53 por hora. Um similar convencional, aquecido a energia elétrica, custa R$ 5,30 para aquecer a água, no mesmo período. O chuveiro ecológico pesa 3,2 kg. Não há necessidade de nenhuma obra para a instalação e não precisa de bateria ou pilha para o funcionamento do equipamento. De acordo com a engenheira Jorgea, o aparelho consome no máximo 120g/h de gás, o que equivale a um quarto do consumo dos aquecedores convencionais. “Um botijão de 13 kg dura, em média, de 120 a 150 dias com banhos diários de uma hora. E cada botijão equivale a dez árvores de médio porte em termos de produção energética. Seu uso evita a queima, no Brasil, de 3,5 bilhões de árvores por ano”, contabiliza.

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Tênis transforma movimento dos pés em energia

Com design futurista, o tênis "InStep Nanopower" é capaz de aproveitar a energia mecânica do movimento dos pés e gerar uma corrente elétrica para abastecer pequenos aparelhos eletrônicos. Toda a mágia acontece graças à presença de nanopartículas de metal líquido contido no interior de pequenas bolsas no solado do tênis. A energia gerada é então armazenada em uma bateria conectada a um cabo USB. Segundo o site oficial do produto, que foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, testes recentes indicam que cada passada pode gerar até 20 watts. Uma caminhada intensa ou corrida poderia então gerar energia suficiente para estender a duração da bateria de um celular ou iPod.

Exame

Horta de garrafa PET

A sugestão é ideal para casas que não têm grandes áreas para jardins. Além disso, se torna também uma solução para os resíduos, que deixam de ser descartados e ganham uma utilidade diferente da original.

Para ter uma horta vertical são necessários os seguintes materiais: garrafas PET de dois litros (vazias e limpas); tesoura; corda de varal, cordoalha, barbante ou arame; arruelas (somente para quem optar por cordoalhas ou arames); terra e muda de planta.

A primeira tarefa a ser realizada é o corte das garrafas. Todas elas devem ser cortadas da mesma forma, com uma espécie de janela, que será a abertura por onde a planta irá crescer. A distância entre a parte debaixo da garrafa e a abertura pode ser de “três dedos”; na parte de cima pode ser contado um palmo até o corte, conforme mostrado na galeria acima.

Dois furos devem ser feitos na garrafa na região próxima às aberturas, superior e inferior. Será por este espaço que o cordão que segura as garrafas irá passar. O ideal é que todas tenham marcações em distâncias equivalentes, para manter a simetria quando forem penduradas na parede. O fundo de todas as garrafas deve ter um furo, que permita a saída do excesso de água na terra.

Dois fios, que passam pelas extremidades das garrafas, as mantêm presas. Por isso, as arruelas são utilizadas. Quem optar pelo uso dos arames deve colocar as arruelas logo abaixo das garrafas, para servirem como “calço”, para que elas não escorreguem. O barbante e a corda de varal não precisam disso. Nesses casos, basta dar um nó na altura em que a garrafa deverá ficar. Com as garrafas devidamente presas e alinhadas, basta colocar a terra, a semente e cuidar para que as plantas cresçam saudáveis.

Exame

Série Mês das mães: mamãe capivara


As fêmeas são dóceis companheiras e ótimas mães, fazem o ninho apenas perto do momento de parir, quando buscam um local isolado e abrigado, onde possam juntar uns capins e folhas secas. Dão de mamar de pé, com seus cinco pares de tetas. Nos grupos, amamentam, sem nenhum problema, os filhos de outras mães, que podem ser ou não parentes.

Em estado selvagem, assim que os filhotes nascem, a fêmea procura manter distância dos machos. Eles costumam ficar agressivos com os recém-nascidos, podem até matá-los. Os filhotes, em liberdade, mamam até os quatro meses de idade e, durante esse tempo, seguirão a mãe por toda parte, sempre em fila indiana.


A fêmea, geralmente, dá duas crias por ano, com a média de quatro filhotes em cada (varia de 1 a 8 filhotes). Na época do acasalamento, a capivara prefere namorar em águas não muito profundas. E o macho chega a cobrir as fêmeas quinze vezes seguidas, em menos de cinco minutos. Embora a reprodução aconteça o ano todo, há maior concentração de fêmeas prenhes nos primeiros meses da estação chuvosas. As manadas, geralmente de trinta animais - quando vivem em liberdade -, são compostas por adultos e filhotes de ambos os sexos. Mas sempre existe um macho que domina a tropa e conquista as fêmeas. Os demais podem tornar-se submissos e chegam até a ajudar na criação.

Os filhotes nascem de olhos abertos, pelos formados, a dentição completa. Espertos, em três dias já se alimentam de forrageiras e acompanham os pais no descanso e nos passeios. Querem nadar logo na primeira semana de vida, mas a mãe só permite se a água não for funda. Mamam noventa dias e se tornam independentes, podem até formar novas manadas. Nas criações costuma-se desmamar com 60 dias para que a mãe acasale novamente. As fêmeas, muito cuidadosas, ensinam a descobrir novos alimentos, a nadar e até a vencer obstáculos. E os filhotes prestam muita atenção. Se algum, por acaso, se perder do grupo, pede logo socorro, com gritos fortes e agudos, ouvidos de longe.

terça-feira, 1 de maio de 2012

A casa do futuro é sustentável


Responsável por 40% do consumo de energia no mundo, padrão de edificação atual é insustentável. A boa notícia: tecnologia já está disponível e não há perda de conforto. Falta o mercado se adaptar.

Em uma área verde a duas horas do Rio de Janeiro começa a ganhar forma o que pode ser a casa do futuro. A água dos chuveiros e torneiras será reaproveitada para a descarga dos banheiros, e o esgoto passará por tratamento nas instalações de cada uma das oito residências do condomínio, na região de Pedro do Rio, distrito de Petrópolis.

O planejamento de iluminação, com amplas janelas e luzes de led de baixo consumo, deve reduzir a conta de energia elétrica em até 30%. O aquecimento de água é feito com placas solares. Apesar do padrão sofisticado, não há previsão de ar-condicionado. Em vez disso, há um telhado com cobertura vegetal, que reduz em 30% a variação de temperatura em relação ao ambiente externo. A primeira casa está em construção, e os preços começam em 1,1 milhão de reais.

O projeto, uma exceção nos padrões brasileiros, segue regras que já vigoraram na Europa e nos Estados Unidos, onde há cerca de 200.000 construções com o selo Breeam (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), considerada a mais rigorosa certificação em matéria de exigências ambientais.

O condomínio Movimento Terras foi pensado para ser uma casa de campo de luxo. Mas morar e construir de forma “sustentável” caminha para ser o padrão em um futuro próximo. O modo de vida em um mundo mais preocupado com o meio ambiente passa, necessariamente, por transformações na forma de morar e fazer casas. O padrão de edificação nos dias de hoje é algo altamente poluente – ou, para usar a palavra do momento, insustentável.

Prédios comerciais e residenciais são responsáveis por 40% do consumo anual de energia do mundo, por um terço dos recursos naturais consumidos pela sociedade – incluídos na conta 12% de toda a água potável da terra – e por 40% do lixo sólido. Os recursos são consumidos de forma inadequada na construção e ao longo da vida útil dos imóveis, com o alto consumo de energia para climatização, iluminação e aquecimento de água.

A mudança no padrão mundial de edificação é uma recomendação da ONU para que o planeta ponha em prática a "economia verde", que estará em debate durante a Rio+20, em junho. De forma geral, conhecimento, técnicas e materiais para que casas e edifícios sejam ambientalmente mais adequados são conhecidos. Mas as experiências nesse sentido ainda são limitadas.

No Brasil, o conjunto habitacional Rubens Lara, em Cubatão, é considerado um exemplo de construção ‘verde’. No lugar de madeira, esquadrias metálicas; em vez de eletricidade para esquentar a água, energia solar. As medições de gás, energia e água são individuais – o que estimula cada família a controlar melhor o seu consumo.

As 1.840 unidades do Rubens Lara fazem parte do projeto do governo paulista que prevê a remoção de 7.760 famílias moradoras de áreas irregulares do parque Serra do Mar. O Rubens Lara foi reconhecido pelo programa Iniciativa de Habitação Social Sustentável (Sushi), que faz parte do programa da ONU para o meio ambiente.

O Estado de São Paulo tem investido na construção de casas ambientalmente corretas desde o governo passado. As moradias têm inovações que passam pelo aquecimento solar, pé direito com cerca de 2,60 m (os convencionais têm 2,40), janelas maiores para ajudar a ventilar e iluminar.

Com as mudanças houve redução de 30% no consumo de energia nessas residências. De 2009 a 2012, foram construídas 60 mil unidades habitacionais verdes bancadas pelo estado.
Como trata-se de exceção, a construção de um edifício sustentável hoje ainda é cerca de 10% mais cara. Os benefícios vêm depois, com os gastos menores nas contas de consumo e na manutenção. O investimento nessa tendência de construção facilita a manutenção, reduz a incidência de doenças e estimula a família no emprego e na escola. Se você entrega uma casa com sistemas mais práticos, até nos materiais de limpeza há economia. A tendência mundial hoje é aumentar as moradias. Em uma casa com padrões mínimos de conforto, fácil de manter e limpar, as famílias produzem mais, crianças aprendem melhor.
Ainda são poucas as edificações brasileiras com certificados de sustentabilidade. O selo LEED, um dos mais conhecidos, foi dado a apenas 500 prédios no país.

É difícil popularizar porque há um custo. Mas as classes média e alta estão tendo maior aceitação hoje. Em parte, por uma expansão da consciência ecológica, mas também porque chegam ao mercado produtos ‘verdes’ com maior qualidade. Em São Paulo, há mais prédios com certificação porque há uma expansão da construção para a classe A e pela existência de muitas multinacionais que querem manter o padrão usado lá fora.

Ainda assim, no Brasil, somente 1% das construções de médio e alto padrão têm selo de sustentabilidade. Nos EUA e na Europa, isso representa cerca de 15% do mercado imobiliário. Aproximadamente 500 edificações brasileiras estão na fila para reivindicar o selo Leed, o que demora dois anos para ser expedido.

No Rio, em 2007, havia apenas dois prédios com certificação. Chicago, que competia com o Rio para sediar as Olimpíadas de 2016, tinha mais de 600. O Comitê Olímpico Internacional (COI) exige construções verdes. Tanto que, em Londres, uma das técnicas usadas no Parque Olímpico foi a colocação de telhados verdes, que reduzem a temperatura em até três graus.

De volta à realidade brasileira, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Enquanto na cidade-sede dos Jogos Olímpicos 2016 ainda vigora uma lei que obriga os novos prédios a terem quarto de empregada, na Europa de forma geral uma habitação reformada ou nova só pode ser erguida ou modificada se tiver padrões mínimos de eficiência, sobretudo energéticos. Caso contrário, a prefeitura não dá autorização para habitar.

A proposta da ONU para as edificações ‘verdes’ começa pelo poder público. As recomendações das Nações Unidas são para que prédios públicos, como hospitais e grandes edifícios, sejam o ponto de partida para uma mudança de padrão. Afinal, é preciso criar escala para que produtos e normas ambientalmente corretas sejam também rentáveis.

Enquanto a indústria não faz a virada, a preocupação ambiental se mantém no campo das exceções. As oito casas do condomínio Movimento Terras foram projetadas desde o início de acordo com preceitos de interferência mínima no meio ambiente. Isso significa, por exemplo, construir com mínima interferência no terreno, considerando para o empreendimento o movimento dos ventos e todo o ambiente ao redor – exigências para a certificação Breeam.

Cada casa tem uma pequena estação de tratamento de esgoto (ETE). A previsão é de que a economia de água e energia nas unidades do Movimento Terras seja de 30%. Todo o aço usado é reciclado, as madeiras e outros materiais têm comprovação de origem.

O mercado de construção tem itens que permitem, mesmo em uma reforma, reduzir o consumo e o impacto ambiental de uma casa ou apartamento normal. Entre eles, estão as válvulas de descarga com dois níveis de acionamento, lâmpadas de led, painéis de aquecimento solar e janelas com vidros que reduzem o aquecimento causado pela luz solar, sem escurecer tanto o ambiente.

O diferencial ambiental é um argumento a mais para a venda, mas ainda não é algo que motive isoladamente a compra. Mas o que percebemos é que faltam alguns passos para que a cultura de construções ambientalmente corretas se consolide no Brasil.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

7 geleiras montanhosas que estão sumindo com o aquecimento global


Não são apenas as calotas polares que passam sufoco com o aquecimento do planeta. Segundo levantamento da ONG Co+Life, grandes picos terrestres que durante milênios estiveram cobertos de neve agora também derretem, deixando muita gente na mão.

Chacaltaya, na Bolívia

Nem a mais alta estação de esqui do mundo resiste às mudanças no clima. A mais de cinco mil metros de altura, as pistas de Chacaltaya, ao norte de La Paz, na Bolívia, sucumbiram ao derretimento do gelo e, durante o verão de 2009, o glaciar onde estava a instalada a estação praticamente desapareceu. Hoje, restam apenas 5% da geleira, com algumas incidências de neve, mas raras. Os cientistas haviam previsto seu desaparecimento para 2015, mas o aquecimento global acelerou o processo. De acordo com o levantamento da Co+Life, além de frustrar aventureiros, o sumiço da geleira comprometeu o abastecimento de água em algumas regiões da capital naquele ano.

Monte Tian Shan, Casaquistão

Aos pés do monte Tian Shan, encontra-se Almaty, a maior cidade da República do Casaquistão, com uma população de 1,3 milhões de pessoas. A região é uma locomotiva econômica, respondendo por 20% da produção industrial e 30% da agricultura do país. Todo o fornecimento de água para consumo, irrigação e uso industrial é garantido pelos glaciares a dois mil quilômetros ao norte, nas montanhas de Tian Shan. Nos últimos 50 anos, no entanto, os glaciares perderam cerca de 35% de sua cobertura devido a elevação das temperaturas – processo que deverá se intensificar nos próximos anos.

Parque Nacional de Sagarmatha

Localizado no Nepal, o Parque Nacional de Sagarmatha é parte das montanhas do Himalaia e tem o monte Everest, o maior pico do mundo, como sua atração principal. Considerado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1979 devido às suas características naturais e culturais únicas, o parque concentra a maior quantidade de gelo terrestre do mundo, um volume superado apenas pelas massa dos Polos Sul e Norte. As geleiras da região são importante fonte de água para a população asiática, sendo vital para economia e subsistência das pessoas. O perigo do aquecimento global é constante e pode levar à extinção enormes pedaços das geleiras dos Himalaias, ameaçando o padrão de chuvas, o fluxo dos rios e a agricultura em toda a Ásia.

Alpes de Kitzbühel, Áustria

Um estudo sobre mudança climática nos Alpes europeus realizado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) aponta que as famosas pistas de esqui podem estar com os dias contados por lá. A estimativa é de que 9% das estações já sofram com o aquecimento global. Uma da mais vulneráveis é a de Kitzbühel, na Áustria, cerca de 800 metros acima do nível do mar. Por falta de gelo, na última temporada de Natal, apenas 1/5 dos elevadores operaram e ainda foi necessário usar neve artificial para liberar o uso de algumas pistas.

Calota de Gelo de Quelccaya

Como a maioria dos glaciares da Terra, a maior calota tropical do mundo, a Quelccaya, nos Andes peruanos, já perdeu desde 1978 cerca de aproximadamente 20% da sua área. A estimativa dos cientistas é de que ela recua ao menos 4 metros todos os anos, dez vezes mais depressa do que a cinco décadas atrás, segundo estudo do Instituto de Politicas para a Terra.




Glaciar Franz Josef, Nova Zelândia

Ele desce de 3,5 mil metros até 240 metros acima do nível do mar no meio de uma floresta tropical. Seu nome popular, The Tears of Hinehukatere (As Lágrimas de Hinehukatere, no português) vem de uma antiga lenda local sobre uma menina que perde seu amado numa avalanche. Suas lágrimas correm então montanha abaixo e congelam, formando o glaciar. Como os demais montes gelados da Nova Zelândia, o Granz Josef sofre com o fenômeno do aquecimento global, que já reduziu 25% da área total dos Alpes.

Monte Chomolhari, Butão

Encravado entre a China e a Índia, o reino do Butão possui muitas montanhas e picos nevados, entre eles o Monte Chomolhari ou Jomolhari, com aproximadamente 7,3 mil metros de altura. O rápido derretimento do gelo que corre para os lagos nos vales é uma ameaça para as comunidades da região. Há o perigo das represas nos lagos romperem e causarem deslizamentos de terra e enchentes, destruindo assim vilarejos locais, mosteiros e plantações.



Dica do dia: lâmpada sustentável


Eco Light, a lâmpada de papel que não tem embalagem


A fim de reduzir a quantidade de resíduos gerados por lâmpadas convencionais e suas embalagens, o designer Tien-Ho Hsu criou uma nova ideia, ainda conceitual, que promete trazer uma solução para esse problema, a Eco light, uma lâmpada de papel.

A lâmpada não passa, na verdade, de um papel coberto por uma emulsão especial que brilha quando ligado à eletricidade. 

Esse projeto foi vencedor de um prêmio de design internacional em 2011. Eu, particularmente, adoro quando a minimização de embalagens e resíduos é contemplada e acho que esse é um grande pró da lâmpada, pois o produto é praticamente a embalagem.

Embora eu encoraje a ideia por trás do projeto de minimização de resíduos, há alguns pontos que ainda não ficaram bem claros e/ou devem ser trabalhados no conceito. O primeiro deles é se o brilho dessa lâmpada pode mesmo substituir o de uma lâmpada convencional e o segundo, considerando que temos lâmpadas agora que podem durar de 10 a 40 anos, dependendo da duração da lâmpada de papel (que também vai virar um resíduo depois de utilizada) pode ser que essa minimização no fim não compense.


Qual é a sua opinião?

DOCOL

domingo, 29 de abril de 2012

“A consciência ecológica e o respeito à natureza alcançaram a sociedade, mas não as autoridades brasileiras”


“O crescimento econômico desconectado do meio ambiente ainda continua sendo usado como argumento de redução da miséria. O Brasil se mantém numa posição em que crescer para sempre é a meta, sem agregar valores inerentes ao desenvolvimento com distribuição equânime de riquezas, o que nos confere fragilidade e insustentabilidade.” É com essa declaração que Telma Monteiro critica a atuação ambiental do Estado brasileiro nos últimos 20 anos, pós-Eco-92. Para ela, “a triste realidade que estamos vivendo nos biomas brasileiros e o aumento das emissões” demonstram que o Brasil não implementou quase nenhuma das propostas discutidas na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a qual buscou conciliar desenvolvimento econômico com conservação ambiental. “O governo continua defendendo interesses imediatistas desde Estocolmo, em 1972, e escolheu não fazer um controle eficaz da poluição, alegando que poderia reduzir o crescimento”, assinala.

Na entrevista que concedeu ao blog FLORESTA DO MEIO DO MUNDO por e-mail, após participar do “Ciclo de Palestras: Rio+20 – desafios e perspectivas”, no Instituto Humanitas Unisinos (IHU), Telma enfatiza que a Conferência Rio+20, que acontecerá de 20 a 22 de junho no Rio de Janeiro, talvez seja a última oportunidade de “respeitar os limites do crescimento e passar a adotar a consciência no lugar de afrontar a evolução natural da Terra”. Segundo ela, “o mandatário de uma nação tem obrigação de levar a sociedade à reflexão sobre os temas que comprovam o risco futuro da sobrevivência da vida no planeta, e não é concebível que ele (ou ela) menospreze todas essas contribuições atribuindo-lhes publicamente a pecha de “fantasias”, critica, referindo-se à declaração da presidente Dilma na semana passada. Ao se posicionar sobre a Rio+20, Dilma disse que “ninguém numa conferência dessas também aceita, me desculpem, discutir a fantasia. Ela não tem espaço para a fantasia. Não estou falando da utopia, essa pode ter, estou falando da fantasia”.

No dia 16 de maio, Telma Monteiro participará novamente do “Ciclo de Palestras: Rio+20 – desafios e perspectivas”, abordando o tema “Rio+20 e a questão da matriz energética brasileira”. O evento ocorrerá às 9h30, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.
Telma Monteiro é especialista em análise de processos de licenciamento ambiental e pesquisadora independente.

Confira a entrevista:

FLORESTA DO MEIO DO MUNDO: Quando se iniciaram os principais acordos e conferências que culminaram com o surgimento de políticas ambientais no mundo?

TELMA MONTEIRO: Entendo que foi a partir de 1962, quando Rachel Carson produziu um estudo chamadoPrimavera Silenciosa, em que expôs a contaminação da cadeia alimentar por pesticidas, em especial o DDT, nos Estados Unidos. Foi a primeira vez que alguém teve a coragem de mostrar a necessidade de se respeitar os ecossistemas. Indiretamente ela criticava o modelo do desenvolvimento econômico que impunha alterações ao ambiente, como exterminar espécies de insetos ou plantas. Na verdade, isso levou a uma reflexão sobre o ser humano estar atropelando o processo natural, contaminando o ambiente e provocando sua vulnerabilidade.

FLORESTA DO MEIO DO MUNDO: Como avalia o desenvolvimento e o avanço das questões ambientais após a Eco-92? O que de fato mudou nesses 20 anos?

TELMA MONTEIRO: Na verdade, não entendo que tenha ocorrido avanço nas questões ambientais ou nas soluções e estratégias visando a chegar a um momento em que não será possível retornar. A obra Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, é muito atual, e, depois de 50 anos, percebemos que nossas preocupações são as mesmas e que, embora o DDT tenha sido proibido, outros “DDTs” disfarçados, camuflados, continuam produzindo a destruição do planeta.

FLORESTA DO MEIO DO MUNDO: Poderia fazer uma síntese dos principais acordos e/ou conferências ambientais firmados no Brasil e no mundo? Quais os impactos desses acordos concretizados com a Rio+20?

TELMA MONTEIRO: Em 1968 se deu em Paris a Conferência Intergovernamental de Especialistas ou Conferência da Biosfera, em bases científicas, organizada pela Unesco. Ainda nesse mesmo ano foi constituído o Clube de Roma, formado por cientistas, políticos e industriais preocupados com os rumos do crescimento econômico e o uso crescente dos recursos naturais. O Clube de Roma produziu o relatório intitulado Os limites do crescimento, o qual foi elaborado por pesquisadores que mostraram que, em algum momento nos próximos cem anos, a Terra alcançaria um limite e haveria o declínio da capacidade industrial, econômica e social. Em 1972 tivemos a Conferência de Estocolmo em que foram discutidos os impactos do crescimento e do desenvolvimento sobre o meio ambiente e que culminou com a Declaração de Estocolmo. Este documento, com 26 princípios, mencionou pela primeira vez a proteção ambiental e o direito humano ao meio ambiente adequado. Em 1983, formou-se a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, ou Comissão Brundtland, que se reuniu em 1987 na Noruega, que deu origem ao relatório Nosso destino comum, que, entre outras coisas, reconheceu a natureza global dos problemas ambientais. Foi nesse momento que se falou, pela primeira vez, em desenvolvimento sustentável. Em 1988, a Constituição Federal do Brasil inseriu o Artigo 225 que versa sobre meio ambiente. Finalmente, em 1992, o Rio de Janeiro sediou a Eco-92, evento em que participaram mais de cem países e que avaliou a Conferência de Estocolmo de 1972. Da Eco-92 saíram importantes acordos como a Convenção sobre o Clima, a Convenção sobre a Biodiversidade, a Carta da Terra e a famosa Agenda 21. Agora na Rio+20 pretende-se fazer um balanço dos resultados e realizações.

FLORESTA DO MEIO DO MUNDO: Quais as lições que o Brasil recebeu de acordos anteriores, como a Eco-92, e de que maneira estas iniciativas contribuíram positivamente para a diminuição dos problemas ambientais no Brasil e no mundo?

TELMA MONTEIRO: Não acredito que o Brasil tenha aprendido muitas lições, ou, se aprendeu, esqueceu nos últimos 20 anos, como mostra a triste realidade que estamos vivendo nos biomas brasileiros com o aumento das emissões. O governo continua defendendo interesses imediatistas desde Estocolmo, em 1972, e escolheu não fazer um controle eficaz da poluição, alegando que poderia reduzir o crescimento. O crescimento econômico desconectado do meio ambiente ainda continua sendo usado como argumento de redução da miséria. A proposta brasileira para redução da emissão de gases de efeito estufa foi pouco ambiciosa, numa clara demonstração, nesses 20 anos, de desconhecimento da responsabilidade que lhe cabe no aumento do aquecimento global. O Brasil se mantém numa posição em que crescer para sempre é a meta, sem agregar valores inerentes ao desenvolvimento com distribuição equânime de riquezas, o que nos confere fragilidade e insustentabilidade. Por exemplo, a meta dos governos, anterior e atual, é perseguir uma posição de destaque no mundo global, não como país preocupado com as mudanças climáticas e com o uso sustentável das riquezas naturais, mas priorizando o crescimento da economia a qualquer custo, como forma de aumentar o poder sobre as outras nações. A meta, então, é a superioridade hegemônica, é dar as cartas no jogo global.

FLORESTA DO MEIO DO MUNDO: Que exemplos o mundo recebeu com a Eco-92 e de que maneira erros e acertos podem ser revistos para o melhor desempenho da Rio+20?

TELMA MONTEIRO: Acredito que tenha chegado o momento mais esperado pela sociedade com relação à atitude de seus governantes: o de reconhecer que continuam errando e tentar mudar os rumos que, em algum momento da trajetória, foram alterados. Os erros foram se acumulando desde 1972, e na Eco-92 houve até um mea culpacoletivo, mas que não serviu para que os governos entendessem que a arrogância humana sobre a natureza só está mostrando quem é o mais forte. E não são os humanos! Talvez a Rio+20 seja nossa última oportunidade de recuar diante dessa força indomável, respeitar os limites do crescimento e passar a adotar a consciência no lugar de afrontar a evolução natural da Terra.

FLORESTA DO MEIO DO MUNDO: Gostaria de acrescentar algum aspecto não questionado?

TELMA MONTEIRO: A consciência ecológica e o respeito à natureza alcançaram a sociedade, mas não as autoridades brasileiras. Acredito que o grande avanço que tivemos em conscientizar a sociedade é frágil, pois ainda está vulnerável aos maus exemplos das elites políticas. A militância ambiental e social sofre a desqualificação de seus argumentos, dos estudos, das pesquisas que oferecem na busca de soluções. O mandatário de uma nação tem obrigação de levar a sociedade à reflexão sobre os temas que comprovam o risco futuro da sobrevivência da vida no planeta, e não é concebível que ele (ou ela) menospreze todas essas contribuições atribuindo-lhes publicamente a pecha de “fantasias”.

* Publicado originalmente no site IHU-Online.
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