sexta-feira, 30 de março de 2012

Alicerces da Economia Verde

O Executivo estadual deu a partida rumo à proposição de uma nova filosofia econômica, que promete impulsionar o PIB do Amapá e a geração de emprego e renda. Os alicerces desta política estão centrados no mais moderno conceito de desenvolvimento, a Economia Verde - cujo modelo para o Estado começou a ser definido durante o Seminário "O Amapá e a Economia Verde", realizado terça, 27, e quarta-feira, 28, no auditório do Ministério Público Estadual. O evento precede a Rio + 20, o fórum mundial das Nações Unidas sobre o desenvolvimento sustentável do planeta, que ocorre de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.

De acordo com a ONU, a Economia Verde pode ser definida como aquela que resulta em melhoria do bem-estar das pessoas devido a uma maior preocupação com a equidade social, com os riscos ambientais e com a escassez dos recursos naturais. Muito se discute sobre essa nova economia, e muitos pesquisadores acreditam que a economia verde requer um novo marco teórico. Como iremos mostrar neste texto, não é necessário um novo paradigma para se implementar políticas sociais que tornem a economia mais verde. Os instrumentos da economia neoclássica tradicional podem – e devem – ser utilizados para orientar os formuladores de políticas públicas com vistas ao desenvolvimento da economia verde.

Nesta reconciliação entre a economia e o meio ambiente, a proposta é usar as ferramentas analíticas da ciência econômica para buscar soluções que promovam qualidade ambiental. Ao se introduzir uma abordagem microeconômica à questão ambiental, o debate passa a focar quais são os corretos incentivos que levarão os agentes naturalmente a procurar práticas de conservação ou estratégias para reduzir a poluição.

A preservação do meio ambiente é um típico problema em que ocorre falha de mercado e que requer intervenção do Estado. Poluição e desmatamento são atividades em que tipicamente o custo social supera o custo privado. Por isso, se as atividades poluidoras ou desmatadoras não sofrerem nenhum tipo de interferência governamental, o resultado final será um nível de poluição acima (ou um grau de preservação do meio ambiente abaixo) daquilo que seria considerado socialmente ótimo. A utilização de instrumentos econômicos que induzem os agentes ao comportamento social desejado deve contar com a participação efetiva do Estado, pois as medidas de política fiscal (como impostos mais pesados para firmas poluidoras ou subsídios para implantação de tecnologias ambientalmente corretas) juntamente com a regulação (como limites quantitativos para emissão de gases ou consumo máximo de energia permitido para determinados aparelhos) constituem, talvez, os meios mais efetivos de garantir uma transição da economia marrom para a economia verde.

Do lado da receita pública, é fato que a estrutura de tributação do Estado tem um efeito fundamental sobre os incentivos que enfrentam empresas e famílias, tanto no consumo quanto nas decisões de investimento. Quanto às despesas públicas, a distribuição dos gastos, tanto na manutenção da máquina administrativa (despesas correntes), quanto os que aumentam a capacidade produtiva do país (despesas de capital, principalmente investimentos em infraestrutura), dão o tom de como será o caminho trilhado para o desenvolvimento econômico.

Por exemplo, um passo para a implantação da economia verde seria uma tributação mais pesada sobre combustíveis fósseis, de forma que outras formas de energia renovável ficassem relativamente mais atraentes do ponto de vista do preço de consumo. Outra possibilidade é a diminuição de subsídios concedidos a atividades prejudiciais ao meio ambiente.

Pelo lado da despesa pública, a promoção do crescimento econômico mais sustentável passa pela provisão de infraestrutura energética mais limpa, suporte para pesquisa e desenvolvimento em novas tecnologias não poluentes e mais produtivas, além da concessão de subsídios que alavanquem investimentos verdes pelas famílias e empresas.

Uma melhor distribuição de riqueza ao redor do mundo também é afetada pela política fiscal. Conforme relatório da ONU, estima-se que se as nações desenvolvidas retirassem o subsídio dado à produção de algodão em seus países, a renda real das nações integrantes da região da África subsaariana aumentaria em US$150 milhões por ano.

Sabe-se, contudo, que não é simples administrar as distorções causadas pelo sistema tributário. Um “imposto verde” será mais eficiente quando incidir sobre o bem mais diretamente ligado ao dano ambiental. Isto é, os “impostos ambientais” devem ser aplicados diretamente sobre os poluentes, que muitas vezes não são facilmente observáveis. Ao tributar combustíveis fósseis para diminuir as emissões de carbono, por exemplo, provavelmente se está utilizando uma base eficiente, porque as emissões estão diretamente relacionadas ao volume de combustível consumido. Por outro lado, a tributação de fertilizantes para controlar a poluição da água talvez não seja tão eficiente, pois essa poluição depende dos métodos empregados na agricultura, que podem impedir o escoamento dos agentes poluentes. Nesse caso, seria mais eficiente multar o agricultor que poluir as águas. Dessa forma ele teria incentivo para continuar utilizando o fertilizante, mas adotando as prevenções necessárias para não poluir o meio ambiente.

Do ponto de vista da regulação, uma medida que vários governos ao redor do mundo vêm criando é o sistema cap and trade, sistema de comércio de licenças de emissão, onde as emissões totais são fixadas ou limitadas. O Protocolo de Quioto estabelece um sistema cap and trade no sentido de que as emissões dos países desenvolvidos são fixadas e quem poluir acima do limite pode adquirir direitos de emissão de países que poluem abaixo da meta acordada.

Nos Estados Unidos (EUA), há um debate no Congresso Norte-Americano sobre a instituição de sistemas cap and trade para determinados processos produtivos, produtos ou serviços, de forma que as empresas que não atingirem sua quota de emissão de poluentes possam vender o excedente a outras. A lógica desse mecanismo é que a aferição de um valor econômico às licenças para as emissões irá estimular as empresas a poluírem menos, pois lucrariam com a venda dos excedentes. Isso também terá impacto nos países que exportam tais bens para os EUA.

Claro que também existem aspectos negativos relacionados com a mitigação da poluição. A Austrália apresentou recentemente um projeto (“Securing a clean energy future”), cujo objetivo é diminuir as emissões de carbono pelo país. A principal medida sugerida é a taxação das empresas por tonelada de dióxido de carbono jogada na atmosfera. No entanto, há várias críticas no sentido de que tal taxação apenará toda a sociedade, aumentando o nível de preços, prejudicando a produção e reduzindo os empregos. Esse impacto adverso sobre a economia é consequência, principalmente, do alto custo que o projeto implicará para a geração de energia elétrica, que na Austrália é extremamente poluente por se basear na queima de carvão.

O governo australiano defende-se argumentando que os recursos arrecadados com a tributação do carbono serão devolvidos às famílias por meio de algum tipo de abatimento em outros impostos ou por aumento nas transferências de renda, como pensões.

De qualquer forma, dadas as ações indutoras por menos poluição em vários países, percebe-se uma mudança de comportamento no meio empresarial, inclusive no brasileiro. Em recente publicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os empresários são advertidos sobre como é importante entender os múltiplos impactos e riscos que podem influenciar o ambiente de negócios em uma transição para a economia de baixo carbono. Segundo a CNI, há riscos regulatórios, como os custos devidos ao pagamento de taxas e impostos sobre produtos e serviços carbono intensivos e pagamento de multas, caso as metas mandatórias de redução de emissões não sejam alcançadas. Há ainda custos reputacionais e competitivos, como gastos relacionados à perda de fatia de mercado, menor acesso a fontes de capital, bem como perda do valor da marca, caso haja discriminação das empresas não aderentes à economia verde.

Em suma, a política fiscal e a administração das finanças públicas são fatores-chave na transição de um país para uma economia mais verde. O Congresso Nacional, ao votar o orçamento, ao discutir a legislação tributária, tem papel fundamental na definição do caminho que o país adotará.

Brasil-economia-governo

quinta-feira, 29 de março de 2012

Os 10 Peixes Mais Estranhos do Mundo

Peixe Salamandra: ele permanece em sua forma larval durante toda a sua vida e nunca se torna adulto. 
Peixe Gota: o corpo é como geleia, para suportar o mar profundo. 
Peixe lagarto: vive em grandes recifes de corais. 
Truta arco-íris: ela tem duas bocas.
Peixe ogro: suas presas são tão longas que deslizam, especialmente no céu da boca quando a mandíbula está fechada. 
Peixe Tigre Golias: Ele pode pesar mais de 100 quilos e as mandíbulas estão armadas com 32 dentes afiados que podem até endireitar ganchos.
Peixe Corcunda: este é do sexo feminino, aproximadamente o tamanho de uma bola de tênis. O macho é menor, aproximadamente do tamanho de um feijão, e acasala com a fêmea trancando-a com seus dentes afiados, bebendo seu sangue e o esperma é fornecido. 
Peixe Serpente Sid Gigante: ele pode até comer uma pessoa se tiver a chance, além de rastejar em terra.
Peixe Lapa: É um peixe muito caro no mercado mundial.
Piranha Vermelha: alimentam-se em grupos de 20 a 30, e podem atacar presas em um frenesi estimuladas pelo sangue na água. 


IssoéBizarro

E agora? Quem salvará nossos mangues?

O Código Florestal tem no aumento da vulnerabilidade dos manguezais um de seus pontos mais polêmicos. Alterações feitas abriram a possibilidade da ocupação de apicuns - uma parte dos manguezais. Pelo acordo, os produtores de camarões e de sal poderão ampliar sua atividade em até 10% na Amazônia e 35% no Nordeste.

O Brasil é o segundo país com maior cobertura de manguezais - cerca de 9% -, perdendo para a Indonésia (21%), de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). No País, eles ocorrem do Amapá até Santa Catarina. Considerados pelo atual Código Florestal como áreas de preservação permanente (APPs), os manguezais são estratégicos para a sobrevivência da população que vive no litoral e para a manutenção dos sistemas costeiros e das praias. Berçário de espécies marinhas, eles fixam carbono, protegem a linha da costa e alimentam aves migratórias e mamíferos, incluindo o homem.

Entre as pressões sofridas pelos manguezais estão a poluição por químicos e petróleo e a especulação imobiliária. No Nordeste, também são pressionados pela criação de camarão e, no Sudeste, pela ampliação portuária, como está prevista na Baixada Santista e em São Sebastião (SP). A emenda sobre os apicuns deixa o Brasil totalmente exposto. Estamos falando da costa inteira, praticamente toda coberta por manguezais, salgados e restingas. A questão não é isolada. O Brasil não tem nenhuma política pública voltada para os seus mares. O que ainda segurava a barbárie era a condição de APP dos manguezais.

Estratégicos - As áreas alagadas sempre habitaram o imaginário popular. No candomblé, a junção da água doce com a salgada é representada por Nanã - figura projetada em São Bartolomeu na Igreja Católica. Esses ecossistemas, porém, carregam uma conotação pejorativa: local de mosquitos, lama, áreas impenetráveis. Para quem vive nas grandes cidades, a imagem dos catadores de caranguejo, enterrados na lama até os joelhos, evoca um primitivismo pré-medieval. Entretanto, essas áreas são tão importantes quanto cobiçadas.

Encontradas apenas nos trópicos e subtrópicos, são regiões de interface entre a terra e o mar e, por isso, possuem água doce e salgada. Inundadas pelas marés diariamente, elas não ocorrem em áreas expostas e sim em ambientes mais fechados. Poucas espécies suportam o ambiente salobro das águas do manguezal, e as funções que esse ecossistema exerce são fundamentais para a manutenção dos serviços das regiões costeiras. Entre eles se destacam o lazer, o transporte marítimo e o fornecimento de proteína: mais de 80% das espécies marinhas se reproduzem nos manguezais.

No Brasil, a área de maior concentração contínua de manguezais está entre o Amapá e o Maranhão, incluindo praticamente toda a costa do Pará. Ainda tem extensões menores e áreas mais dependentes de cada estuário de rio, como ocorre muito no Ceará.

Expansão do porto de Santos, ocupará 7% dos mangues da Baixada - No litoral de São Paulo, os tensores das áreas de mangue diferem. No litoral norte é a especulação imobiliária e a segunda residência. Na Baixada Santista, portos, indústrias e dragagens. E o litoral sul é o mais conservado, mas vem sofrendo pressão com a perda de salinidade da água.

No Brasil, admite-se que 90% dos peixes marinhos consumidos pelo homem são provenientes de zonas costeiras e, destes, cerca de 2/3 dependem direta ou indiretamente dos estuários e mangues. Em relação a outros países, os mangues nos revelam o seguinte:
  • 90% do pescado capturado no Golfo do México rende US$ 700 milhões/ano, consistindo de espécies que são dependentes dos manguezais e demais áreas costeiras inundadas da região em algum estágio de seu ciclo vital;
  • 94% do camarão capturado no Golfo do Panamá é dependente dos estuários e manguezais da região;
  • Em Estero Real, Nicarágua, a produção anual de camarão depende de 20.000 ha de manguezais, rendendo US$ 34 milhões;
  • Relata-se um decréscimo de 20% na atividade pesqueira comercial ao longo da costa do Golfo da Flórida , após dois picos de captura em 1960 e 1965, sendo que neste mesmo período, 40% dos manguezais da baía de Tampa fora perdido em virtude da expansão de aterros com fins comerciais e residenciais.
  • Dados demonstram também a queda em 50% na captura de camarão em El Salvador desde 1964, além de outros declínios observados em populações de répteis, pássaros e mamíferos associados com a perda de 50% dos manguezais situados no país.

Diante destes dados, pode-se ter uma ideia aproximada dos extensos danos que a destruição deste ecossistema pode ocasionar não apenas à biodiversidade das zonas costeiras como das oceânicas próximas, além dos prejuízos econômicos e consequências sociais para as populações diretamente dependentes destes recursos e das atividades afins.

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Mineração no Amapá: as riquezas são de todos?

Na última terça-feira, 27 de março de 2012, no auditório da Promotoria de Justiça, a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), realizou a I Oficina sobre Economia Verde no Amapá: oportunidades e desafios, referentes à sustentabilidade mineral, ambiental e econômica.

Contribuir para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda, combinando com a conservação ambiental é essencial, ou melhor crucial, para a dinâmica local, visto que aqui no Amapá a mineração já causou muitos percalços. Nosso Estado tem ouro, ferro, caulim e cromita, mas não devemos cair no mesmo conto de fadas, ou será de terror que vivemos nos tempos da ICOMI? Pois desde já as autoridades e sociedade em geral devem estar cientes e cobrar por uma produção mineral com responsabilidade por meio de relatórios de sustentabilidade, fundos sociais, plano de desenvolvimento territorial, fortalecimento do setor comercial, licença da sociedade e politica de formação de recursos humanos.

Abaixo seguem as problemáticas da mineração e alguns históricos dessa atividade no Amapá. Experiências e relatos não faltam. Logo o poder público e privado devem agir com bom senso e promoverem uma produção mais sustentável para o desenvolvimento socioambiental, visto que esse ano de 2012, o Programa de Desenvolvimento Sustentável completa 20 anos em Terras Tucujus.

Dizem que a mineração traz desenvolvimento e riqueza. Mas, o que se pode constatar é que não é para todos nem por muito tempo. De fato, esta é uma atividade insustentável, uma vez que depende da extração de recursos naturais não renováveis. Está claro que, uma das dificuldades está na delimitação das fronteiras de responsabilidade entre as três esferas de poder (União, Estado e Município), com vistas à área de competência para a atividade mineral. 

Nota-se a falta de uma real integração intergovernamental e, também, um entrosamento com a sociedade civil para a elaboração de uma política mineral, que venha estabelecer parâmetros e critérios para o desenvolvimento sustentável da atividade mineral, garantindo a sua permanência e continuidade face a seu papel exercido na construção da sociedade, dentro de normas e condições que permitam a preservação do meio ambiente.

Existem incompatibilidades entre as disposições das leis de zoneamento municipais e a vocação mineral das zonas estabelecidas na legislação municipal de uso e ocupação do solo.
Os impactos causados pela mineração, associados à competição pelo uso e ocupação do solo, geram conflitos socioambientais pela falta de metodologias de intervenção, que reconheçam a pluralidade dos interesses envolvidos.

Do ponto de vista da empresa, existe uma tendência de ver os impactos causados pela mineração unicamente sob as formas de poluição que são objeto de regulamentação pelo poder público, que estabelece padrões ambientais: poluição do ar e das águas, vibrações e ruídos. É necessário que o empreendedor informe-se sobre as expectativas, anseios e preocupações da comunidade, do governo – nos três níveis – do corpo técnico e dos funcionários da empresa, isto é das partes envolvidas e não só daquelas do acionista principal. Quanto à relação entre mineração e meio ambiente julgo imprescindível um permanente entrosamento entre o órgão normalizador da mineração e os órgãos ambientais fiscalizadores. A mineração, diferentemente de outras atividades industriais, possui rigidez locacional. Só é possível minerar onde existe minério. Esta assertiva, apesar de óbvia, sempre gera polêmicas entre mineradores e ambientalistas. A solução da questão passa por estudos que contemplem os benefícios e problemas gerados pela mineração local  versus os benefícios e problemas decorrentes da mineração não local.

A solução dos conflitos originados da atividade de mineração, principalmente em APP (áreas de preservação permanente), exige uma coordenação dos poderes públicos que atuam no setor mineral, em conjunto com a sociedade civil e com os empresários, de modo que sejam implementadas normas e procedimentos com critérios claros.

Quando se fala em desenvolvimento mineral, em muitos casos, ela é associada ao ciclo boom-colapso: após uma fase de elevada atividade econômica, o fim da mina significa a decadência econômica e social da região. Por exemplo, na Serra do Navio (Estado do Amapá) a Indústria e Comércio de Minérios S/A explorou uma mina de manganês por 44 anos (entre 1953 e 1997). A empresa construiu usina de beneficiamento, porto, estrada de ferro e vilas. Entretanto, depois que as reservas foram exauridas, a companhia fechou a mina e as vilas se esvaziaram. Sobrou uma pequena comunidade de pescadores; 1,8 mil moradores que sofrem com graves problemas nos rins, dores no corpo, diarreia e vômito decorrentes da contaminação do solo e da água por arsênio.

Se políticas públicas específicas de diversificação econômica não forem colocadas em prática, muitos municípios vão enfrentar uma realidade próxima àquela da região da Serra do Navio. Na verdade, dependendo dos indicadores utilizados para avaliar o desenvolvimento dos municípios mineradores, ao invés de um ciclo boom-colapso, poder-se-ia argumentar que eles estão passando por um ciclo colapso-colapso.

De acordo com o artigo Qualidade das Águas Tributárias do Rio Amapari nas Áreas de Influência das Mineradoras MMX - hoje Anglo American - (Ferro) E MPBA (Ouro) No Estado do Amapá, em 2008 a região dos municípios de Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari, estavam sendo alvo de agressões ambientais resultantes das atividades de mineração. Os resultados mostraram anomalias em todas as amostras estudadas, principalmente nos valores muito altos de cor, turbidez, condutividade elétrica, sólidos totais dissolvidos e sulfato, associados ao enorme aporte de sedimentos que as duas empresas estão despejando nos quatro igarapés investigados. O cianeto, ausente em todas as amostras analisadas, parece estar sendo lançado para a atmosfera na área da mina da MPBA.

Concordo plenamente com o Tribuna Amapaense quando diz que o campo mineral o Amapá mais parece um paraíso fiscal. Todo mundo chega, se instala, ninguém questiona, investiga ou se certifica, das reais intenções desta ou daquela empresa. Se já há uma permissividade em outros setores, da frágil economia local, imagina no setor da mineração.

Óbvio, que existe legislação, disciplinando a abertura de empresas com capital estrangeiro no País. Mas esses ratos das negociatas, criam papéis falsos em cartórios de fé pública duvidosa. Corrompem pessoas, enganam, e vão se assenhorando com ares de probos; Esses tipos, são geralmente detentores de uma retórica bem articulada, inerente aos sociopatas. Tudo disfarce. Em que pese a Policia Federal já ter dado uma prensa nesses ratos, eles parecem que desafiam a policia nacional, e insistem em operar no campo da falácia.

Hoje, há uma legião de pessoas, sem nenhuma experiência no campo da mineração, que correm até o Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, fazem requisição de exploração de lavra e vendem essas requisições, a grupos estrangeiros endinheirados e vão prostituindo esse mercado e empobrecendo a Amazônia.

É sábio que todos os megaprojetos de mineração para a Amazônia não trouxeram resultados satisfatórios nem para as comunidades locais e tampouco para o meio ambiente. Pois eles foram desprovidos de estudos socioambientais locais e os lucros foram essencialmente levados para seus países de origem ou para outros Estados.

terça-feira, 27 de março de 2012

As 10 árvores mais estranhas do mundo

As árvores são muito importantes, pois além de componentes da paisagem natural, são organismos vivos que nos dão sombra, comida, oxigênio e proteção. Embora as árvores mais comuns sejam extremamente fascinantes, existem alguns exemplares de árvores realmente inusitados e surpreendentes encontrados pelo mundo, poucas pessoas tem consciência das suas formas estranhas e incomuns. Aqui estão algumas das mais estranhas árvores encontradas no planeta.

“CIRCUS TREE´S” de AXEL ERLANDSON

Em 1920 Axel Erlandson, um fazendeiro americano, começou uma experiência singular – o enxerto de árvores para criar novas e bizarras formas. Depois de 40 anos de paciente trabalho ele conseguiu produzir esculturas vivas. Quando Erlandson se aposentou, ele e sua família foram obrigados a mudar, mas o fazendeiro conseguiu transplantar suas árvores e formou um bosque tão curioso que o povo pagava entrada para visitá-lo. Foi assim que nasceu o “Circus Trees”. Uma árvore famosa é a “Árvore Basket”, que é na verdade seis Sycamores enxertadas juntas em 42 diferentes conexões que formam sua forma de cesta.

CAJUEIRO PIRANGI, BRASIL

Hoje, apesar de continuar crescendo, está limitado em uma área de 8,4 mil metros quadrados. O segredo do tamanho de sua copa são os galhos que aterrissam e voltam a arremeter: dezenas de ‘tentáculos’ com uma única origem. Os mais velhos falam sobre o tamanho do cajueiro com um certo ar de misticismo, parte dos cientistas acreditam em anomalia genética, outros defendem a tese que uma série de fatores favoráveis — solo + sol + espaço — proporcionaram seu desenvolvimento naturalmente. O fato é que é realmente uma só árvore!

ÁRVORE DA VIDA, BAHRAIN

A Árvore da Vida em Bahrain é um dos grandes mistérios do mundo por isso não é de se admirar que ela esteja nesta lista. Somente neste século esta arvore sobreviveu por 4 anos no meio do deserto sem água. O mistério da sobrevivência da árvore fez dela uma lenda e deu-lhe o nome de “árvore da vida” o que é absolutamente necessário para a árvore, que representa verdadeiramente a magia da vida. A lenda também está ligada ao local onde a árvore está localizada. Os habitantes locais acreditam que ela se localiza no coração real do Jardim do Éden.

CAPELA DE CARVALHO – ALLOUVILLE, BELLEFOSSE

Está arvore foi transformada em uma capela e é uma das árvores mais famosas da França – na verdade, é mais do que apenas uma árvore: é um edifício e um monumento religioso. Em 1669, l’Abbe du du Cerceau decidiu construir uma capela em um carvalho oco provavelmente atingido por um raio. Agora, algumas partes da árvore estão mortas, a copa vem diminuindo a cada ano e a casca da árvore vai caindo ao poucos, sendo substituídas por telhas de carvalhos para protegê-la. Como um símbolo, no entanto, parece que a Capela de Carvalho de Allouville – Bellefosse pode viver para sempre.

BAOBAB – MADAGASCAR

Baobás, com sua forma característica, são um dos grupos mais carismáticos de árvores no mundo. Este espécime em particular, localizada em Madagascar, é referido como o “Bule Baobab”. Estas árvores permanecem sem folhas a maior parte do ano, e sua espessura inchada resistente a fogo armazenar água durante os meses de seca. Seria de se surpreender ao descobrir que alguns troncos baobá são tão grandes que as pessoas realmente residem dentro deles!

GENERAL SHERMAN – (Sequóia National Park)

General Sherman tem cerca de 2.500 anos, esta velha árvore tem uma altura de 275 pés (83,8 metros), localizada na Floresta das Sequóias Gigantes no National Park, nos Estados Unidos. Em janeiro de 2006, o maior galho da árvore rompeu. A ruptura, entretanto, não poderia mudar o status do General Sherman, tal como a maior árvore! Essa árvore magnífica tem a base de seu tronco, medindo cerca de 100 pés de circunferência (32 Metros).

SEDA ALGODÃO Árvores de Ta Prohm, CAMBOJA

O Templo de Ta Prohm ou Templo de selva fica localizado em Angkor, no Camboja e se mistura com as árvores da maneira mais surpreendente. Aparentemente, o local foi deixado como está a centenas de anos e o resultado é surpreendente, no lugar que é também chamado de Parque Arqueológico de Angkor. Por todos os lados estão espalhados em busca de agua e solo. O lugar tem uma misteriosa e romântica aura, tornando-se um destino preferido de turistas.

ÁRVORE DE TULE – OAXACA, MÉXICO

Árvore mais famosa do México, a Árvore de Tule se localiza perto da Cidade de Oaxaca. Ela não é a maior nem a mais antiga árvore do mundo, mas tem o status de arvore com maior circunferência, cerca de 166 pés (50 metros). Sua idade é de aproximadamente 2.500 mil anos. Enraizada na cidade de Santa Maria del Tule, a árvore de Tule e seus arredores constituem um monumento natural único.

ÁRVORE DO DRAGÃO, ILHAS CANÁRIAS

Esta árvore do dragão é encontrada em Vinos de los em Tenerife, uma das ilhas Canárias, e tem entre 650 e 1.500 anos de idade. Este modelo herdou seu nome de origens míticas: Hércules teve que trazer de volta três maçãs douradas do jardim das Hespérides, que é guardado por Landon, as cem cabeças de dragão. Hércules matou Landon e seu sangue escorreu sobre a terra, que começou a brotar a “árvores dragão”. O sangue da árvore transpira ‘dragão’ – a seiva vermelha – quando cortado.

PINHEIRO DE WOLLEMI , AUSTRÁLIA

As qualidades únicas do Pinheiro de Wollemi não residem na sua aparência, mas na sua história. É um dinossauro vivo, e quase foi extinto antes de sua descoberta, em Sydney, na Austrália, em 1994. Agora chamado de “as joias da coroa do mundo botânico”, o pinheiro Wollemi tinha sido previamente conhecida apenas a partir de um fóssil com cerca de 120 milhões de anos. Existem muito poucos no estado selvagem, mas os esforços de conservação têm sido feitos.

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Copo menstrual: alternativo e ecológico

Os atuais absorventes, ideia dos alemães, pegou fácil e rapidamente substituiu as tradicionais toalhas de pano. Feitos de plástico não reciclável, os 15 mil absorventes utilizados por cada mulher durante a vida vão parar em lixões ou aterros sanitários, onde serão 100% decompostos, somente 400 anos depois.

Começa a entrar na moda, uma alternativa ecológica, prática e mais econômica: o copo menstrual, um coletor alternativo, feito de silicone, que uma vez inserido no canal vaginal (de modo semelhante ao absorvente interno) retém o fluxo da menstruação. Com ele, é possível deixar de produzir 30 quilos de lixo a cada dez anos. Com capacidade de até 30 ml, funciona por até 12 horas. E depois, basta lavar para reutilizá-lo. Na verdade, os copos existem desde a década de 30, mas só agora estão ganhando força no cenário feminino.

Diferentemente do que se acredita, as novas e ecológicas soluções são menos prejudiciais à saúde das mulheres do que os absorventes descartáveis, que ressecam a vagina e aceleram o crescimento de fungos e bactérias. Além do que, o modelo tradicional contém uma substância chamada dioxina, usada para esbranquiçar o absorvente, que é cancerígena. O copo coletor é feito de silicone cirúrgico hipoalergênico e antibacteriano e não provoca nenhuma das reações dos absorventes convencionais. Também não contém látex, corantes e nem agentes branqueadores. A nova tecnologia verde (e íntima) é também mais econômica: custa em média 85 reais, mas pode ser reutilizada durante anos.

Se você não é adepta da ideia do copinho, não se desespere. Ainda é possível ser ecológica durante o ciclo menstrual. Existe uma alternativa: o absorvente de pano, 100% de algodão, biodegradável, reutilizável por até cinco anos e que, quando enterrado, se decompõe em menos de um ano. Quem sabe os absorventes descartados não estão com os dias contados?

O blog Bio Bio Saúde Feminina traz um vídeo de como utilizar o novo coletor. Mas garotas, antes de usar, consultem um médico para saber se o produto é ou não adequado para o seu corpo.

Acesse o link para ver o vídeo:

Blog Naturaekos

domingo, 25 de março de 2012

Enterros sustentáveis?

Você já pensou em morrer de forma sustentável? Não? Mas muitas pessoas já pensam assim. Quando nos deparamos com várias maneiras de preservar o meio ambiente e diminuir a pegada de carbono, muitos dos nossos irmãos seres humanos, quando o assunto é “partir dessa pra uma melhor”, querem ser amigos da natureza.

Como possíveis soluções para os efeitos poluentes dos enterros tradicionais como os sepultamentos e cremações, podemos indicar os caixões biodegradáveis e cinzas que viram adubo para árvores. Os caixões, por exemplo, levam altíssima quantidade de produtos químicos cancerígenos na sua elaboração. Além disso, normalmente são feitos de materiais de difícil degeneração e dificultam a decomposição natural do cadáver, atraindo bactérias fãs de enxofre que poluem os recursos hídricos do local. Já a cremação, apesar de ser menos poluente, ainda libera quantidade significante de dióxido de carbono e mercúrio.

Por isso o ‘enterro verde’ vem ganhando cada vez mais adeptos, pois não envolve nenhum tipo de produto químico. Ao invés do caixão tradicional, o cadáver é envolto em um tecido biodegradável. Outra opção são os caixões biodegradáveis, que reduzem as emissões de carbono em mais de 50% se comparados aos tradicionais. Eles podem ser de pinho, madeira ou bambu certificados, papel e até jornal. Em ambos os casos, o corpo em decomposição passa a fazer parte da terra mais facilmente. Para ajudar ainda mais nesse processo, recomenda-se fazer covas com menos um metro de profundidade. Em alguns países já existem cemitérios que só aceitam esse tipo de enterro.

Ainda é possível ter outros cuidados ecológicos nos funerais, como escolher produtos com certificação de origem, reciclados e provenientes do comércio justo e local, para evitar o uso excessivo de transporte.

Para deixar o seu enterro ainda mais sustentável, existem possibilidades extras. Para os convites, marcadores e notas de agradecimento, você pode optar por papel reciclável e materiais biodegradáveis. Nos Estados Unidos, uma empresa criou os ‘eco convites’, livres de cloro e incorporados com sementes de flores silvestres, podendo assim, ser plantados.

Na hora de escolher as flores, lembre-se de verificar se elas não são possuem cobertura de plástico e se não estão amarradas com arames. Tudo ao natural é o mais indicado. Investir no transporte coletivo e incentivar caronas é mais uma opção. E já tem até gente realizando funerais de bicicletas.

Veja abaixo alguns dos métodos mais utilizados de enterro, mas não estranhe, eles estão cada vez mais no cotidiano das pessoas:

Resomação
Um meio alternativo de cremação conhecido como “biocremação”. Utiliza-se água aquecida e hidróxido de potássio para dissolver o corpo durante três horas, assim deixando apenas a ossada pra trás. As cinzas são devolvidas para os familiares em uma urna. Quando o procedimento termina, sobram alguns restos de osso em pó e 200 litros de fluído. O líquido que sobra é considerado um ótimo fertilizante. Além disso, ao contrário do processo normal de cremação, a resomação não libera produtos químicos no ar e gasta 80% menos energia.
Se a ideia de virar adubo for muito extrema, também é possível escolher a cremação tradicional. Mas você pode ser ambientalmente consciente na seleção da urna. Prefira recipientes de fontes sustentáveis. Uma opção interessante é o BioBaú, uma urna biodegradável feita de casca de ovo, turfa e celulose, que vem com uma semente de árvore dentro. Uma vez que as cinzas são guardadas, a urna é enterrada e a semente começa a germinar e crescer. ‘Um novo significado de vida após a morte’, explicam seus criadores.

Enterro Natural
O corpo é embalado em uma mortalha e enterrado sem utilizar concreto, madeira ou qualquer outro material não biodegradável.

Recifes Eternos
O corpo é cremado e os ossos que sobram são esmagados e misturados com concreto. Essa mistura é utilizada para restaurar corais em barreiras no fundo do mar.

Criogenia
A criogenia é o processo de congelamento do corpo para um possível retorno à vida.

Enterro Espacial
Algumas gramas das cinzas resultantes da cremação são jogadas no espaço.

Mumificação
Mostrando que mumificação não é uma coisa apenas dos egípcios, a organização religiosa Summum, oferece a possibilidade de mumificar pessoas e animais de estimação. Quem investe nesse meio ganha a promessa de preservar seu DNA para que no futuro, cientistas possam cloná-los.

Plastinação
Este meio consiste em preservar o corpo em uma forma quase reconhecível. O meio foi criado para que os corpos possam ser usados em escolas de medicina e laboratórios de anatomia para preservar amostras de órgãos para a educação. O criador da técnica, também monta exposições de corpos plastinados.

Liofilização
Consiste na imersão do cadáver em nitrogênio líquido. O nitrogênio deixa o corpo frágil, depois, algumas vibrações agitam o corpo e a água é evaporada em uma câmara de vácuo especial. Depois, filtros separam qualquer enchimento de mercúrio ou implantes cirúrgicos que vão virar pó, e os restos vão para uma cova rasa. Assim, o oxigênio e a água se misturam com os restos em pó e se transformam em adubo.

Composto de cadáver
Uma empresa sueca desenvolveu um processo que consegue decompor completamente o cadáver em seis meses. Para isso, é preciso realizar um processo de fragilização do corpo: congelando-o e fazendo uma imersão em nitrogênio líquido. O cadáver, então, é bombardeado com ondas sonoras, transformando-se em um fino pó branco. Por fim, os restos passam por uma câmera a vácuo, fazendo com que a água remanescente evapore. Assim como nas outras opções, o pó final é bastante fértil e nutritivo, recomendado para o plantio de árvores.

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