segunda-feira, 5 de março de 2012

Domênico Scilipoti e as formigas no Macapá Hotel em Macapá - Amapá

O Congressista, homeopata, acupunturista e filantropo italiano Domênico Scilipoti, lembrado por ter salvo o Governo Berlusconi na Itália, foi obrigado a acordar no meio da noite, cerca de 4 horas da manhã, no hotel “Macapá Hotel” em Macapá – Capital do Estado do Amapá, localizada no extremo norte do Brasil -,  porque sua cama foi completamente invadida por formigas.

A matéria foi veiculada pelo famoso Jornal italiano Corriere della Sera no sábado dia 03 de março, com o título: Notte insonne per Domenico Scilipoti assalito dalle formiche amazzoniche. O ícone do movimento de "Líderes" tenta redimensionar: "Foi apenas um pequeno incidente. Nada grave e remotamente comparável com o que está acontecendo em outro lugar". Scilipoti é muitas vezes obrigado a andar com uma escolta para se defender contra os insultos. Pelo menos na Amazônia é pensado para ser seguro, mas obviamente não é todo o amor lá também. Completou a redação do jornal italiano dizendo ainda que pequenos animais ferozes – as formigas - o atacaram em todas as partes do corpo, mesmo aqueles em que é melhor ficar calado e que no meio da noite, o pobre Domênico Scilipoti de Barcellona Pozzo di Gotto encontrou consolo apenas em um chuveiro frio.

Diante desse episódio trágico, pra não dizer cômico; o artigo que segue abaixo busca mostrar aos senhores leitores como funciona a complexa vida das formigas e as prováveis causas para esse ataque repentino no quarto do hotel.

As formigas são conhecidas pelas sociedades complexas nas quais a maioria delas vive. Há formigas em quase todas as regiões do mundo, exceto as polares.

As formigas têm fortes mandíbulas adaptadas para matar, esmagar, mastigar, cortar ou dilacerar, dependendo da espécie e daquilo que ela coma. Algumas espécies de formigas dispõem de glândulas que produzem ácido fórmico, um forte ácido que pode ser lançado contra inimigos, causando queimadura ou coceira. Muitas formigas dispõem de ferrões que contêm veneno, e algumas, como a formiga lava-pés e a colheitadeira, podem infligir picadas dolorosas e ocasionalmente fatais aos seres humanos e outros animais. Com certeza, as que picaram o congressista italiano Domênico Scilipoti eram inofensivas, causando apenas coceiras.

Existem cerca de 10 mil espécies de formigas. Por isso, não surpreende que as formigas, como milhões de outros insetos sociais, vivam em todo o mundo, exceto nas regiões mais frias. De fato, as áreas com climas mais úmidos e quentes abrigam o maior número de formigas e outros insetos.

As florestas tropicais apresentam grande riqueza de insetos. Se todos os animais que habitam a selva amazônica fossem pesados, muitos cientistas acreditam que formigas e cupins responderiam por um terço do peso total.  As formigas apresentam forte capacidade de sobrevivência. Elas apresentam diferentes formas de vida que permitem que vivam em diferentes habitats. E seu pequeno tamanho lhes torna fácil encontrar alimento e abrigo, como foi o caso da cama no quarto do Macapá Hotel.

As formigas comem frutas, flores e sementes, e algumas delas comem qualquer coisa que encontrem pelo caminho, como pequenos animais. A partir dessas afirmativas, podemos deduzir que o ambiente onde estava instalado o italiano fora mal limpado restando migalhas e rastros de alimentos.

As formigas que vivem no subsolo criam túneis que permitem a circulação de ar pela terra, e isso torna a terra mais produtiva e beneficia a agricultura. Algumas espécies de formigas matam insetos nocivos que destroem plantações. Muitas espécies de formigas são nocivas; invadem casas e armazéns em busca de comida e podem destruir plantas, incluindo safras alimentícias. Inseticidas químicos são usados para matar formigas.

As formigas normalmente instalam seus ninhos no chão. A terra escavada para fazer o ninho pode ser empilhada ao lado da abertura, formando um monte. O ninho é composto de diversos túneis longos que conduzem a câmaras. As câmaras servem como área de armazenagem de comida e como berçários para os filhotes.

Algumas formigas vivem na madeira de árvores ou troncos apodrecidos. As formigas trabalhadoras de uma espécie arbórea fazem ninhos tecendo folhas que unem por meio de fios de seda excretados por suas larvas. Algumas formigas têm territórios bem definidos e constroem ninhos permanentes. Outras são nômades, construindo ninhos novos a cada deslocamento. Algumas formigas compartilham seus ninhos com formigas de espécies diferentes e ocasionalmente com outras espécies de insetos, ou com aranhas. Algumas formigas fazem seus ninhos em moradias humanas, especialmente em painéis de revestimento de madeira ou fundações.

Segundo estudos, as formigas têm um grande impacto no meio ambiente local, como resultado de suas atividades enquanto “engenheiras” do ecossistema e predadoras. As formigas provocam dois diferentes efeitos sobre o meio ambiente local. Em primeiro lugar, elas afetam o nível de nutrientes do solo ao se movimentarem sobre e embaixo dele para construir ninhos e coletar comida. Isso pode impactar indiretamente as populações locais de muitos grupos de animais. E em segundo lugar, elas atacam uma ampla variedade de outros animais, incluindo presas maiores que podem ser atacadas por um grande número de formigas operárias.

As formigas são predadoras eficientes e que prosperam em um grande número. Elas também são muito agressivas quando o assunto é o próprio “território”. Tudo isso significa dizer que elas têm uma forte influência sobre a área ao redor. Acho que por isso que atacaram o Domênico, pois estavam defendendo seu espaço.

Apesar de predadoras, a presença das formigas também pode levar a um aumento na densidade e diversidade de outros grupos de animais. Elas realmente desempenham um papel fundamental no meio ambiente local, tendo uma forte influência sobre a cadeia alimentar. 

Uma baixa densidade de formigas em uma determinada área aumenta a diversidade de outros animais no local, particularmente herbívoros e decompositores. Já a alta densidade de formigas não apresenta o efeito oposto. Isso significa dizer que o impacto das formigas sobre os níveis de nutrientes do solo têm um efeito positivo sobre outros grupos de animais em níveis baixo, mas quando há um aumento no número de formigas, o impacto predador das mesmas tem um efeito ainda maior.

ComoTudoFunciona - http://www.corriere.it

domingo, 4 de março de 2012

Você sabe separar seu lixo para reciclagem?

Reciclar é fundamental para preservar o meio ambiente. Em casa, no trabalho ou mesmo em viagens, o importante é que cada um se responsabilize pelo lixo que gera.

Especialistas estimam em 1,5 milhão de toneladas a quantidade de lixo produzido por pessoas anualmente. É um número impressionante, fruto do consumo em massa de produtos em escala mundial. Você sabia, por exemplo, que cerca de um milhão de sacolinhas plásticas são utilizadas por minuto?

A reciclagem possui pelo menos dois benefícios imediatos: diminuição da quantidade de dejetos em aterros e o reaproveitamento de materiais que seriam inutilizados. Reciclar, portanto, é economizar recursos. E quem não quer economizar, não é mesmo?

No Brasil, mais do que economizar, tem gente que ganha algum dinheiro com a reciclagem. É o caso das cooperativas de catadores, grupos de pessoas de baixa renda que encontraram na reciclagem uma forma digna de trabalho.

Vale ressaltar que a viabilidade da reciclagem depende da consciência dos consumidores, que são fundamentais no processo: são eles que separam o que vai e o que não vai para reciclagem. Sem que a separação seja feita, não há o que reciclar.

Os materiais recicláveis são classificados por tipo - plástico, papel, vidro, ferro, alumínio, orgânico e outros – e devem ser descartados em lixos com cores específicas. Os plásticos no lixo vermelho, os papéis no azul, e assim em diante. Alguns materiais, no entanto, não devem ser encaminhados nem para a reciclagem, tampouco descartados no lixo comum. É o caso do óleo de cozinha que deve ser entregue em postos de coleta específicos, e nunca despejado na pia. Ou de algumas baterias que contém metais pesados. E se você tiver um quintal, pode ainda separar o lixo orgânico e fazer uma compostagem.

E você, será que sabe separar todos materiais recicláveis?

A reciclagem é algo relativamente novo, principalmente, no Brasil. Assim, é sempre bom entender e verificar qual a melhor forma de reciclar. O ideal é você ter em casa o cesto de reciclagem que normalmente tem as cores específicas para cada tipo de material.

As cores são: Azul para papel; Vermelho para plásticos; Amarelo para metais; Verde para vidro.

Aparentemente, essas cores podem resolver o problema, mas apenas em parte. Nem todo papel ou plástico, por exemplo, pode ir para a reciclagem. Vamos detalhar então o nosso lixo.

Com relação aos papéis, são recicláveis jornais, revistas, cartões, envelopes, folhas de caderno, papéis de computador, embalagens de ovo, papelão e caixas. Em todos esses casos, o processo de reciclagem é possível.

Já fotografias, papéis metalizados, plastificados, carbonados, papéis de fax, papéis com cola como as fitas adesivas têm limitações no processo de reciclagem. Além disso, os sujos como guardanapos ou papéis higiênicos devem ir para os aterros sanitários junto com o lixo orgânico.

Com relação aos plásticos, são recicláveis garrafas de refrigerante, copinhos e saquinhos plásticos, frascos de shampoo e detergente, embalagens de margarina e material de limpeza, canos, brinquedos sem partes metálicas e tubos. Cabos de panela, tomadas e produtos de acrílico em geral não têm processo para reciclagem.

Entre os metais, são recicláveis latinhas de aço (como as de óleo de cozinha), latinhas de alumínio, panelas, pregos, fios, arames, sucatas de automóveis. Há limitações no caso de clips, grampos, esponjas de aço, latas de tinta ou com materiais tóxicos como gasolina.

Quanto aos vidros, as garrafas, copos, potes, frascos e cacos vão para o lixo reciclável. Já espelhos, fibras de vidro, lâmina, porcelana, cerâmica, tubos de TV, vidro temperado (como os pratos duralex) e ampolas de remédio não podem ser reciclados.

Há também outros materiais que não são recicláveis como os tocos de cigarros ou o isopor. Já as caixas tetrapack, ou longa vida, podem ser jogadas nos cestos para reciclagem de papel, apesar de ter um processo separado.


E se eu jogar no cesto errado?
Você já viu que é muita coisa para saber, não é? Mas não desanime. No caso de você não saber ou colocar no recipiente errado, não tem problema. Nossa separação doméstica é apenas a primeira triagem, como você pode ver nos artigos que explicamos os vários tipos de reciclagem.

Quanto lixo o mundo produz?
Esta é uma pergunta difícil de responder. Os números variam muito. A única coisa que dá para dizer, com certeza, é que a quantidade é grande e varia de país para país e de cidade para cidade. Os maiores consumidores do mundo, os norte-americanos, produzem 1,8 kg por dia . A cidade de São Paulo tem números de primeiro mundo em relação ao lixo. Cada paulistano produz 1,2 kg por dia de lixo [Fonte: Web-Resol]. Aliás, países pobres e ricos têm estimativas diferentes para a quantidade de lixo. Os habitantes dos países pobres produzem  de 100 a 220 kg de lixo a cada ano ou de 0,27 kg a 0,6 kg por dia. E os dos países ricos produzem de 300 a uma tonelada por ano ou de 0,82 kg a 2,7 por dia. [Fonte: Nações Unidas]. Nova York, provavelmente, é a campeã com 3 kg de lixo por pessoa por dia [Fonte:Ipea].

ComoTudoFunciona

sábado, 3 de março de 2012

Web aula: Povoamentos florestais

Povoamento florestal é uma parte da floresta que se distingue evidentemente do resto da floresta por causa da sua estrutura e composição especifica particulares de espécies arbóreas e o tamanho mínimo situa-se entre 0.5 - 1 ha.

De acordo com a estrutura os povoamentos florestais podem ser equiânos ou inequiânios:

Povoamentos equiânios, também designados por povoamentos regulares ou coetâneos, são aqueles que em determinado momento, as árvores pertencem à mesma classe de idade, isto é, a diferença de idades entre as árvores jovens e adultas não é superior a 20 % da idade de rotação.

Povoamentos equiâneos, normalmente são povoamentos artificiais e poucos deles, senão nunca, são encontrados como povoamentos naturais, dada a dificuldade que existe de se conhecer a idade real das florestas nativas. Por exemplo, se a idade de rotação de um povoamento for de 50 anos, este será considerado equiâneo, se a diferença de idades entre as árvores jovens e adultas for inferior a 10 anos.

Povoamentos inequiânios, também designados por irregulares ou disetâneos, são aqueles que possuem pelo menos três classes de idade misturadas no mesmo povoamento. Os povoamentos inequiânios podem ser naturais ou artificiais. A floresta de miombo é um exemplo típico deste de povoamentos inequiânios.

Quanto à composição os povoamentos podem ser puros ou mistos:

Povoamentos puros são os constituídos por uma ou muito poucas espécie arbóreas e normalmente são artificiais (plantações), mas também podem ser naturais. Para povoamentos artificiais, podem servir de exemplos as plantações do projeto FO2 localizados em Marracuene (Maputo), Nova-Chaves (Nampula) entre outros locais e para os povoamentos naturais servem de exemplos, a floresta de mangal e mopane.

Os povoamentos puros (naturais) podem ser o resultado da força de concorrência superior de uma determinada espécie arbórea, condições extremas devido ao clima (geadas, secas, fogos, pragas ou doenças, etc.), devido ao solo (solos permanentemente inundados, salinos, etc.) devido a topografia (terreno íngreme e acidentado, montanhoso, etc.).

Povoamentos mistos são os constituídos por várias espécies arbóreas, de tal forma que todas influenciam e determinam as circunstancias do meio ambiente do povoamento, por exemplo, a floresta miombo, as pradarias, etc. Entre os fatores responsáveis pela formação de povoamentos mistos, destaca-se a coincidência de nichos ecológicos e equilíbrio de concorrência entre várias espécies arbóreas do povoamento.

Manual de Silvicultura Tropical

Consultoria: Resumo dos passos para a implantação do SGA - Sistema de Gestão Ambiental



POLÍTICA AMBIENTAL DA ORGANIZAÇÃO: é a declaração formal onde a Alta Administração assume oficialmente o compromisso da Organização com a proteção e melhoria do meio ambiente, através da minimização da poluição, do respeito às leis ambientais e da melhoria contínua do Sistema de Gestão Ambiental. E todos os colaboradores, cada um em nosso posto de trabalho, podem e devem colaborar para que a Política seja cumprida e dê seus frutos.

IDENTIFICAÇÃO DOS ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS DA ORGANIZAÇÃO: para definir a melhor forma de preservar o meio ambiente e melhorar continuamente seu desempenho ambiental, a Organização tem que saber exatamente que tipos de impactos ambientais ela está provocando, ou seja, como suas atividades, processos, produtos e serviços estão afetando o meio ambiente em que ela está. Para isso, a Organização deve estudar e identificar todos os tipos de resíduos, lixo, efluentes líquidos (esgotos de processo e sanitário), emissões atmosféricas (gases e vapores), consumos de água e energia e riscos de acidentes ambientais em todas as suas áreas: o resultado desse trabalho são as Planilhas de Aspectos e Impactos Ambientais.

IDENTIFICAÇÃO DAS LEIS E OUTROS REQUISITOS AMBIENTAIS APLICÁVEIS À ORGANIZAÇÃO: depois de conhecer exatamente como está afetando o meio ambiente, ou seja, depois de ter identificado seus aspectos e impactos ambientais, a Organização pode então identificar quais as leis e outros requisitos ambientais aplicáveis à sua unidade. A NBR ISO 14001 exige que essas leis e requisitos sejam constantemente atualizados e que a Organização verifique periodicamente se estão sendo obedecidos.

PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL (PGA): é o PLANO DE AÇÃO para atingir os objetivos e metas ambientais. Esse plano estabelece O QUE FAZER, QUEM É RESPONSÁVEL, QUANDO FAZER, COMO FAZER e QUANTO SE VAI INVESTIR. O PGA também tem que definir a responsabilidade e a periodicidade do acompanhamento das ações, isto é, de quanto em quanto tempo se vai verificar a situação das metas e quem vai fazer isso.

ESTRUTURA E RESPONSABILIDADE: todos os empregados, em todos os níveis, sejam operacionais, de apoio, administrativos ou chefias, têm que ter responsabilidades muito bem definidas no SGA, cada um nos seus limites de atuação. A norma ISO 14001 exige que a empresa defina exatamente QUEM FAZ O QUÊ no SGA e que essas responsabilidades sejam divulgadas para todo o time. Por isso, é muito importante a contribuição de todos para que o SGA funcione e a Organização tenha um desempenho ambiental satisfatório. NINGUÉM FICA DE FORA.

TREINAMENTO: todas as pessoas têm que ser treinadas e conscientizadas sobre a importância de sua participação no SGA e o que cada uma deve fazer para que a Política Ambiental seja cumprida e os objetivos e metas ambientais sejam atingidos. As pessoas que executam tarefas que podem causar algum impacto ambiental têm que ser treinadas no desempenho daquelas tarefas, para minimizar o risco de danos ao meio ambiente. Esses treinamentos devem ser feitos tanto em sala de aula como nos próprios postos de trabalho.
COMUNICAÇÃO: a ISO 14001 exige que a Organização tenha um procedimento específico para a comunicação dos assuntos ambientais dentro e fora da empresa – por exemplo, como divulgar sua Política Ambiental, a legislação que se aplica a ela e outros assuntos ambientais de interesse para empregados, fornecedores, clientes e para a comunidade em geral, quem é responsável por comunicações e contatos com a imprensa, comunidade, órgãos do governo e como essas comunicações, divulgações e contatos são feitos (murais, outdoors, fax, cartas, correio eletrônico, folhetos, quadro de avisos etc.).

CONTROLE OPERACIONAL: assim como no Sistema da Qualidade, é necessário padronizar procedimentos, instruções de trabalho e métodos de ensaio para que todos executem suas tarefas de forma ambientalmente correta em seus postos de trabalho. É isso que chamamos de Controle Operacional. Esse Controle dá a garantia de que:
- todo o lixo e resíduos serão coletados de acordo com a Coleta Seletiva, separados e descartados do jeito certo, de modo a não causar poluição;
- os efluentes líquidos (esgotos sanitário e de processo) e emissões atmosféricas (gases, vapores, fumaça) serão tratados, monitorados (analisados) e descartados obedecendo aos limites definidos pela legislação, sem agredir o meio ambiente;
- o gerenciamento ambiental será cada vez melhor, assim como o desempenho ambiental, ou seja, a Organização estará poluindo cada vez menos e protegendo cada vez mais o meio ambiente.

DOCUMENTAÇÃO E CONTROLE DE DOCUMENTOS E REGISTROS: todas as atividades e responsabilidades do SGA devem ser documentadas. Deve-se definir e documentar um procedimento que especifique como os documentos e registros do SGA devem ser elaborados, analisados, aprovados, revisados, atualizados, arquivados e descartados, incluindo prazos e responsabilidades.

PREPARAÇÃO E ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS: todos os processos, serviços, instalações e atividades que apresentem algum risco de sérios danos ao meio ambiente devidos a explosão, incêndio, derrame ou vazamento de produtos químicos e outros têm que ser inseridos em um Plano de Atendimento a Emergências Ambientais. Por exemplo, transporte de produtos perigosos... Tanques de armazenamento de líquidos e de gases tóxicos e/ou corrosivos e/ou inflamáveis... Processos e instalações que utilizam algum desses produtos... Estações de tratamento de esgotos sanitários e industriais... Obras e demolições que usem algum tipo de explosivo... Esse Plano deve descrever o que tem que ser feito para combater cada tipo de emergência ambiental... Que pessoas e órgãos devem ser acionados dentro e fora da organização... Quais são as responsabilidades de cada um em caso de emergência ambiental... Que meios de comunicação devem ser usados... Quais são as possíveis rotas de fuga... Quais são as principais características de cada produto perigoso... O Plano também deve prever a realização periódica de treinamento em simulações de emergências ambientais, para que todos estejam sempre preparados.

MONITORAMENTO E MEDIÇÃO: Medição, monitoramento e avaliação são atividades-chave de um SGA que asseguram que o desempenho ambiental da Organização está de acordo com o sistema estabelecido. Devem ser elaborados, documentados e implantados procedimentos para medir e acompanhar o desempenho ambiental da Organização. Por exemplo: análise periódica de efluentes líquidos e de emissões atmosféricas... Aferição e calibração de termômetros, manômetros e outros medidores existentes em instalações e processos que possam causar algum impacto ambiental... Verificação periódica do atendimento à legislação e outros requisitos ambientais... Acompanhamento do desempenho ambiental de fornecedores e contratados... Controle / acompanhamento da geração e tratamento de resíduos... Acompanhamento do consumo de água, energia, combustíveis, matérias-primas... Manutenção dos veículos da frota interna... Medição periódica da fumaça negra do escapamento dos veículos a diesel da frota própria e de fornecedores...

NÃO CONFORMIDADES, AÇÕES PREVENTIVAS E CORRETIVAS: uma não conformidade ambiental é uma situação ou ocorrência que não está de acordo com os procedimentos, requisitos legais e outros aplicáveis ao SGA. Uma não conformidade REAL é aquela que aconteceu, que foi constatada – por exemplo, o lançamento de esgoto poluído em um rio... O vazamento de óleo de um tanque e seu derramamento no solo ou em um rio... Para esse tipo de não conformidade é necessária uma AÇÃO CORRETIVA. Uma não conformidade POTENCIAL é aquela que ainda não ocorreu, mas que pode vir a se tornar real – por exemplo, a instalação de um tanque de óleo ou de produto químico próximo a um bueiro de água pluvial, sem proteção. Para esse tipo de não conformidade é necessária uma AÇÃO PREVENTIVA.

GUARDE BEM: uma AÇÃO CORRETIVA é uma ação tomada para corrigir uma não conformidade REAL e evitar que ela volte a ocorrer. Uma AÇÃO PREVENTIVA é aquela que deve ser executada antecipadamente, para evitar que ocorra uma possível não conformidade. É preciso elaborar, documentar e implantar procedimentos para identificar e eliminar as causas das não conformidades e evitar que estas ocorram ou se repitam.

AUDITORIAS DO SGA: auditorias do SGA são as verificações dos documentos e processos feitas nos escritórios e áreas da Organização para constatar se o Sistema de Gestão Ambiental está mesmo operando satisfatoriamente e sendo obedecido. Elas devem ser periódicas e podem ser feitas por pessoal da própria organização ou externo, devidamente treinado para isso.

ANÁLISE CRÍTICA: de tempos em tempos, a Alta Administração tem que verificar como estão a eficiência do SGA e o desempenho ambiental e, se necessário, acionar medidas para corrigir falhas e garantir a melhoria contínua. É o que se chama de Análise Crítica – é a "autocrítica" da organização com respeito ao seu desempenho ambiental. Para isso, ela utiliza os resultados das auditorias, os dados de inspeções e monitoramentos e os diversos registros.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Os 10 carros que mais (e menos) utilizam materiais tóxicos

Pesquisa da ONG americana Ecology Center mostra que o Mitsubishi Outlander tem o maior nível de materiais potencialmente nocivos à saúde; Honda Civic é o menos tóxico.

Na hora de comprar um carro, você geralmente procura informações sobre a potência do veículo, a eficiência no consumo de combustível, o conforto interno, facilidade na revenda, acessórios e outras características alardeadas em anúncios automotivos. Mas em algum momento, você já se perguntou sobre o quão "tóxico" pode ser o veículo?
Pensando nisso, o Ecology Center, uma organização não governamental nos EUA, analisou mais de 200 modelos de veículos vendidos no mercado americano para identificar o tipo e o nível de materiais químicos utilizados na fabricação dos quatro-rodas que podem apresentar riscos potenciais à saúde.
O estudo usou um sistema de raio-x de fluorescência para identificar gases liberados por produtos químicos aplicados em certas peças do carro, como o volante, painel, assentos e portas. Até mesmo o tal "cheiro de carro novo” pode ter origem tóxica, segundo a análise.
Foram encontrados materiais como bromo associado à retardantes de chama (BFRs), presença de PVC (policloreto de vinila); chumbo e outros metais pesados. De acordo com a pesquisa, esses produtos químicos constituem uma fonte de poluição do ar interior, e podem causar uma variedade de problemas de saúde no longo prazo, considerando que uma pessoa comum passa em média 90 minutos no carro diariamente.
“O interior dos veículos contêm um cocktail exclusivo de centenas de produtos químicos tóxicos que liberam gás num espaço pequeno e confinado", destaca em nota Jeff Gearhart, diretor de pesquisas do Ecoloy Center. Segundo Gearhart, quando os carros são expostos a temperaturas elevadas, como um dia quente de verão, a concentração de compostos orgânicos voláteis aumenta e pode dar origem a outras substâncias tóxicas.
De acordo com a pesquisa, o Honda Civic é o veículo que menos utiliza materiais potencialmente nocivos à saúde. Já o Mitsubishi Outlander amargou o último lugar da avaliação. Foram encontradas quantidades elevadas de bromo e cromo no interior do crossover. Confira na tabela abaixo a lista dos 10 carros mais e menos tóxicos, segundo o Ecology Center.



Os 10 menos tóxicos
Os 10 mais tóxicos
1 – Honda Civic
1 – Mitsubishi Outlander
2 - Toyota Prius
2 – Chrysler 200 SC
3 - Honda CR-Z
3 – Kia Soul
4 - Nissan Cube
4 – Nissan Versa
5 – Acura RDX
5 – Mazda CX-7
6 – Acura ZDX
6 – Hyundai Accent
7 – Audi S5
7 – Chevrolet Aveo5
8 – smart Coupé
8 – Kia Sportage
9 – Toyota Venza
9 – Volkswagen Eos
10 – smart Passion
10 – MINI Clubman S

exame

Tecido converte calor do corpo em energia

Energia despendida durante uma caminhada intensa ou pela prática de exercícios físicos seria suficiente para recarregar celulares e outros aparelhos portáteis.

Imagine a cena: você está caminhando na rua e pega o celular para fazer uma ligação, quando se dá conta de que a bateria está totalmente descarregada. Daí, sem demonstrar um pingo de frustração, você coloca o celular no bolso da calça, pula durante alguns minutos e, voilà, uma “barrinha” de energia aparece no visor.
Se depender de uma equipe de pesquisadores do Centro de Nanotecnologia da Universidade Wake Forest, essa situação digna de filme de ficção científica pode virar realidade. Em artigo publicado este mês na revista "Nano Letters", eles anunciaram o desenvolvimento de uma espécie de filtro termoelétrico capaz de produzir energia a partir do calor libertado pelo corpo humano.
Com isso, a energia despendida durante uma caminha intensa ou pela prática de exercícios físicos seria suficiente para recarregar celulares e outros aparelhos portáteis. Chamado de “Power Felt” ("feltro de energia", no português), ele é formado por nanotubos de carbono que geram energia a partir da diferença de temperatura entre o corpo e o meio ambiente.
Em comunicado divulgado no site da universidade, os cientistas explicam que se trata de uma tecnologia para uso potencial em diversos produtos – de automóveis à smartphones. Será possível, por exemplo, aproveitar a energia liberada pelo movimento das engrenagens de um carro para recarregar baterias. O mesmo forro também poderá ser usado para fornecer energia a equipamentos esportivos acoplados às vestimentas para medir o desempenho dos atletas.
Apesar de promissor, o projeto precisa de tempo e investimento para ganhar corpo e chegar ao mercado. Segundo o doutorando Corey Hewitt, que está em envolvido na pesquisa, hoje o "feltro de energia" é capaz de gerar 140 nanowatts de eletricidade, o que equivale a um milionésimo da energia gasta por um iPhone em repouso.
Para aumentar a geração de energia, diz o pesquisador, seria necessário adicionar camadas de feltros umas sobre as outras. No momento, a Universidade Wake Forest busca investidores para produção comercial do feltro termoelétrico.

exame

quinta-feira, 1 de março de 2012

Web aula: SAFs: Parâmetros de sustentabilidade

Os SAF’s são sistemas sustentáveis de uso da terra que combinam, de maneira simultânea ou em sequência, a produção de cultivos agrícolas com plantações de árvores frutíferas ou florestais e/ou animais, utilizando a mesma unidade de terra e aplicando técnicas de manejo que são compatíveis com as práticas culturais da população local.







Parâmetros sociais

Adaptam-se muito bem ao esquema de produção da agricultura familiar, por potencializarem o uso da mão-de-obra disponível na propriedade, assim como a diversificação e integração dos policultivos são extremamente benéficos às condições socioculturais dos pequenos produtores. Quando implantados em um determinado local ou região, possuem uma importante função social, a de fixação do homem ao campo devido principalmente ao aumento da demanda de mão-de-obra e sem sazonalidade, ou seja, a sua distribuição é mais uniforme durante o ano (os tratos culturais e colheita ocorrem em épocas diferentes), e da melhoria das condições de vida, promovida pela diversidade de produção (produtos agrícolas, florestais e animais). A conservação das espécies arbóreas medicinais e frutíferas, também é uma importante função social dos SAF’s.

Parâmetros ecológicos

Os sistemas agroflorestais preenchem muitos requisitos da sustentabilidade, por incluírem árvores no sistema de produção, por utilizarem os recursos locais e práticas de manejo que otimizam a produção diversificada aliada à conservação dos recursos naturais. A característica mais importante dos SAF’s parece ser a estabilidade ou sustentabilidade ecológica. Esta sustentabilidade resulta da diversidade biológica promovida pela presença de diferentes espécies vegetais e/ou animais, que exploram nichos diversificados dentro do sistema. A multiestratificação diferenciada de grande diversidade de espécies de múltiplos usos, que exploram os diferentes perfis verticais e horizontais da paisagem nos SAF’s, otimizam o máximo aproveitamento da energia solar.
Como importância ambiental dos SAF’s pode ser citada: proteção contra erosão e degradação dos solos, conservação dos remanescentes florestais, conservação das espécies arbóreas de valor ecológico (proteção e alimentação à fauna, espécies endêmicas e espécies em extinção), conservação de nascentes e cursos d’água, substituição das matas ciliares mantendo a função de proteção e, atuação de corredores ecológicos interligando fragmentos florestais.

Parâmetros econômicos

Quando se introduz o componente arbóreo em áreas de pecuária, o custo de implantação das árvores inicialmente pode reduzir a renda da propriedade. Entretanto, essa redução pode ser, em parte, compensada pela receita obtida pelo ganho de peso do gado, ou pelo aumento da produção de leite beneficiado pelo sombreamento. Quando cultivos agrícolas são introduzidos simultaneamente e/ou sequencialmente nas entrelinhas de espécies florestais, além do aproveitamento da aplicação de fertilizantes nas espécies, tais cultivos contribuem para a amortização do custo de implantação florestal, logo nos primeiros anos. São uma opção estratégica para pequenos produtores por causa da baixa demanda de insumos, ao maior rendimento líquido por unidade de área em comparação com sistemas convencionais de produção e por fornecerem inúmeros serviços socioambientais. Esses serviços podem ser valorados, e convertidos em créditos ambientais, propiciando agregar valor à propriedade agrícola.

Parâmetro solo

O potencial dos SAFs para a recuperação, conservação e aumento da fertilidade do solo está baseado na acumulação de dados técnico- científicos que mostram que as árvores e outros tipos de vegetação, quando associadas com outros componentes, cultivos agrícolas ou pastagens, exercem influência positiva sobre a base do recurso da qual o sistema depende. sistemas agroflorestais podem controlar erosão e reduzir perdas de matéria orgânica do solo e nutrientes; podem manter a matéria orgânica do solo a níveis satisfatórios para a fertilidade do solo; mantém mais favoráveis as propriedades físicas do solo do que a agricultura, através de uma combinação da manutenção da matéria orgânica e os efeitos das raízes das árvores; árvores e arbustos fixadores de nitrogênio podem aumentar substancialmente os “inputs” de nitrogênio nos SAFs; o componente arbóreo pode elevar os “inputs” de nutrientes, tanto da atmosfera quanto dos horizontes B e C do solo; podem levar a ciclagem de nutrientes mais fechada e portanto a um uso mais eficiente dos nutrientes; a ciclagem das bases na serapilheira pode ajudar a reduzir a acidez do solo ou interromper a acidificação; oferecem oportunidades de aumentar a disponibilidade de água para as culturas; podem ser um componente útil de sistemas para recuperar solos degradados; na manutenção da fertilidade do solo sob SAFs, o papel das raízes das árvores é tão importante quanto a biomassa acima do solo; A interceptação da irradiância solar incidente pelas plantas e cobertura do solo pela serapilheira também melhoram a retenção de água no sistema e amenizam as variações da temperatura do solo.
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