quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Os 10 países líderes em energia eólica

Segundo relatório do Global Wind Energy Council, em 15 anos a capacidade eólica mundial passou de 6,1 GW para 238,4 GW (cerca de 17 hidrelétricas Itaipu). Mesmo com a crise econômica, setor cresceu 21% em 2011. Veja os 10 países que lideram essa expansão:

1 - China

Dona de 1/4 da capacidade eólica mundial, a China é o país líder em investimento no setor, com 62,7 mil megawatts (MW) instalados (26,3 % participação global) entre 1996 e 2011. Trata-se de 40 vezes a capacidade eólica total do Brasil, de 1,5 mil MW.
De acordo com o relatório do GWEC, no ano passado, o gigante asiático também tomou a frente do processo de expansão, instalando mais 18 mil MW, quase metade do total mundial registrado no período. Por trás do desempenho chinês está a necessidade do país de superar sua dependência energética do petróleo e reduzir as emissões de gases que contribuem para o aquecimento global, garantindo, assim, um abastecimento limpo para sustentar seu crescimento.

2 - Estados Unidos

Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar no ranking do GWEC, com uma capacidade eólica acumulada de 46,9 mil MW, o que corresponde a 19,7% do total mundial. Nem mesmo a repercussão prolongada da crise financeira e as incertezas em relação a políticas ambientais de médio e longo prazo diminuíram o ritmo de investimento em energia renovável na terra do Tio Sam.
Em 2011, o país foi responsável pelo segundo maior investimento no setor, instalando 6,8 mil MW, cerca de 17% do crescimento da eólica verificado no mundo de janeiro à dezembro.

3 - Alemanha

No terceiro lugar do ranking, a Alemanha registra uma capacidade eólica total de 29 mil MW, respondendo por 12,2% do acumulado mundial. A Alemanha também foi o quarto país que mais contribuiu para o crescimento do setor no ano passado, com mais 2,086 MW instalados, representando 5% da participação global.
A conversão para energia limpa garante não só a redução das emissões de gases nocivos ao planeta como a geração de novos postos de trabalho. Na última década, mais de 300 mil vagas foram criadas no agitado mercado de energias renováveis do país.



4 - Espanha

Em quinze anos, a capacidade total instalada de energia eólica espanhola atingiu 21,6 mil MW, o que representa 9,1% do potencial dos projetos eólicos mundiais. Apesar da crise, em 2011 o país teve o sétimo maior crescimento do setor, registrando aumento de mil MW de capacidade e uma participação global de 2,5%.






5 - Índia

Os ventos também sopram positivamente para a Índia, que soma 16 mil MW em projetos eólicos, o quinto maior desempenho mundial, com participação de 6,7%. No ano passado, o país registrou aumento de 3 mil MW, cerca de 7% do total investido no mundo, ficando com o terceiro melhor desempenho.









6 - França

A sexta colocação no ranking do GWEC foi para a França que, entre 1996 e 2011, acumulou uma capacidade eólica total de 6,8 mil MW, o que representa 2,9% de participação mundial.
No ano passado, como seus antecessores e a despeito da crise, o país também teve um bom desempenho – instalou mais 830 MW, respondendo por 2% do crescimento mundial do setor no período.





7 - Itália

A Itália é o sétimo líder em energia eólica no mundo, somando 6,7 mil MW em capacidade instalada, com participação mundial de 2.8%.
Já em relação à expansão, entre janeiro e dezembro do ano passado, o país caiu para o oitavo lugar, com um total de 950 MW, o que representa 2.3% dos investimentos mundiais no período.







8 - Reino Unido

Marcando presença entre os maiores e mais agressivos mercados de eólica, o Reino Unido possui a oitava maior capacidade total instalada ao longo de 15 anos.
São 6,5 mil MW em projetos eólicos que, ao todo, respondem por 2,7% da participação mundial. Em 2011, o país registrou um aumento de 1,3 mil MW, cerca de 3,1% dos investimentos globais totais no mesmo período.





9 - Canadá

Segundo o GWEC, o Canadá é o nono país com maior capacidade eólica instalada. O país acumula um total de 5,2 mil MW, representando 2,2% do potencial mundial.
Em 2011, o Canadá apresentou a sexta maior expansão no período, com a soma de mais 1,2 mil MW, respondendo sozinho por 3,1% do crescimento mundial total no período.







10 - Portugal

Na décima posição do ranking, mas ainda entre os líderes, aparece Portugal. Sozinho, ele responde por 1.7% da capacidade de geração eólica total instalada do mundo. Ao todo, o país acumula 4 mil MW em projetos eólicos, quase o triplo da capacidade instalada do Brasil, de 1,5 mil MW.

exame

Chile fará combustível renovável com plantas aquáticas

Empresa responsável pela técnica pretende iniciar o cultivo das plantas ainda em 2012 para produzir o combustível em massa.

Uma inovadora tecnologia desenvolvida por uma empresa do Chile transformará as plantas aquáticas que colorem de verde alguns rios, lagoas e mangues em combustível renovável e alimento para porcos, aves e peixes.
O grupo investidor AIQ adquiriu em 2011 a patente desta tecnologia comercializada pela empresa americana PetroAlgae e, no final de 2012, prevê começar a produzir em massa estas plantas aquáticas, asseguraram à Agência EFE os responsáveis pelo projeto.
Com a queda das reservas de combustíveis fósseis devido ao aumento da demanda por parte de potências emergentes como China, Índia e alguns países da América Latina, a prospecção de fórmulas alternativas para obter petróleo atraiu a atenção do setor de energias renováveis.
Este é o caso da PetroAlgae, que após estudar as propriedades de um elemento tão comum como as pequenas plantas que crescem nas águas paradas das lagoas e dos rios, concluiu que, ao desidratar estas partículas, pode-se obter óleo refinado e ao mesmo tempo proteínas para o consumo animal.
O vice-presidente da PetroAlgae na América Latina, Jorge Abukhalil, explicou que a peculiaridade deste sistema é que, ao contrário de outras tecnologias muito mais sofisticadas, o cultivo destes microrganismos tem um custo reduzido.
'Não necessitamos uma espécie de alga que cresça em um habitat determinado. Precisamos apenas buscar um terreno onde colocar as piscinas biorreativas para reproduzir maciçamente os microrganismos e uma máquina que desidrate as plantas aquáticas', assegura o responsável desta multinacional, que já implantou o sistema em países como Tailândia, Suriname e Equador.
Como explica Abukhalil, o sistema de reprodução destas plantas é bem simples: as amostras são recolhidas em qualquer lagoa ou rio, transferidas para uma piscina biorreativa cheia de água, onde em um período entre 24 e 48 horas as plantas se reproduzem.
'Uma vez que a piscina está cheia de microrganismos verdes, já se pode extrair o produto e iniciar o processo de desidratação, a partir do qual se obtém a proteína que pode servir para o consumo animal e para criar óleo renovável', especifica.
Além disso, estes microrganismos são capazes de consumir entre 100 e 120 toneladas de dióxido de carbono por hectare cultivado. Por isso, segundo o responsável da empresa, 'se trata de um sistema de produção ambientalmente sustentável'.
'Calculamos que com um cultivo de 500 hectares é possível produzir anualmente entre 100 mil e 150 mil barris de petróleo', acrescenta Abukhalil.
Assim, perante a potencialidade desta tecnologia, o grupo AIQ adquiriu a licença em 2011 e no final do ano deve terminar a construção de uma fábrica de produção no Chile.
'Agora estamos buscando um terreno de 500 hectares para construir as piscinas', especifica Andrés de Carcer, investidor responsável por implantar este sistema no país.
Quanto aos clientes potenciais, Carcer esclarece que, no momento, a empresa pretende se especializar na produção de proteínas para o consumo animal, embora não descarte que, quando o projeto estiver em andamento, possa fazer negócios com a indústria petrolífera.
Por enquanto, uma pequena fábrica já foi construída nos arredores de Santiago, onde se comprovou previamente a eficiência da tecnologia para começar a produção da planta aquática em grande escala.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Religião e Meio Ambiente: Religião Messiânica

Assuntos e questionamentos ligados ao meio ambiente, sustentabilidade e a utilização dos recursos naturais envolvem a sociedade num contexto tão complexo que vai além dos limites políticos, científicos ou tecnológicos. Envolve principalmente os aspectos intangíveis da consciência e da cultura. Desse ponto de vista, a religião também, por envolver tais aspectos intangíveis, pode contribuir com valiosas reflexões para melhor compreensão e mudança sobre as questões ambientais.

É importante salientar que, são as pessoas que possuem nas mãos a chave para a solução das questões ambientais. E nesse âmbito, a religião, independente do credo e práticas pessoais, poderá ajudar no processo de sensibilização, como educação mental e espiritual. Portanto, ela tem fundamento e importância sobre o mundo terreno, mas a responsabilidade é geral, de todos os segmentos.

As questões ambientais não devem ser vistas como um problema de ordem técnica. Essa visão, invariavelmente, pode provocar uma ruptura na relação entre o ser humano e o meio ambiente. Se a questão fosse apenas técnica, não haveria necessidade de provocar mudanças na mentalidade do homem sobre o cuidado com os recursos naturais da terra. O ambiente seria então apenas um instrumento para ser utilizado pelo próprio homem sem a necessidade de preservá-lo, conservá-lo ou recuperá-lo. A religião tem importância na cultura de diferentes povos, mesmo num País laico como é o Brasil. Por isso espera-se que ela exerça influência positiva no comportamento dos seguidores e simpatizantes para que adotem novas posturas e estilos voltados para a preservação e a conservação dos recursos naturais.

A Igreja Messiânica Mundial é uma instituição religiosa fundada em 1 de janeiro de 1935, no Japão, por Mokiti Okada (1882-1955) — cujo nome religioso é Meishu-Sama (Senhor da Luz). Ela é classificada como uma nova religião japonesa (NRJ). Mokiti Okada, afirma que, por revelação, recebeu de Deus a missão de dar início à construção do Paraíso Terrestre, o mundo ideal consubstanciado na trilogia verdade, bem e belo em que a civilização atual se transformaria ainda neste século 21. Um mundo em que a doença, a miséria e o conflito dariam lugar à saúde, a prosperidade e à paz. O elemento principal da Igreja Messiânica é a crença no Johrei, que seria a transmissão de Luz Divina através da palma das mãos e que pode ser praticado por todos os messiânicos. Acredita-se que o Johrei traz purificação espiritual, o que traria bem estar, cura de doenças e uma saúde perfeita. 

A expansão da Igreja Messiânica também acontece através da Fundação Mokiti Okada que desenvolve pesquisas na agricultura, recuperação do meio ambiente, saúde e educação. A fundação também engloba a escola de Ikebana Sanguetsu que ensina os princípios pragmáticos da filosofia de Mokiti Okada através da arte milenar do arranjo floral. A natureza, segundo a Doutrina da religião, é parte conjunta do ser humano, é uma extensão da vida e dever ser cultivada.

Segundo Danielle Castelo, messiânica há 13 anos em uma unidade da igreja em Macapá, ex - Líder Jovem e atualmente dedicando em alguns setores da Igreja: limpeza, plantão, Johvens, liturgia e com a Coluna de Salvação da Ikebana Sanguetsu, “as questões ambientais são cruciais para o bem estar da humanidade. Porque o ser humano foi criado para viver em harmonia com a natureza, de tudo dependemos: o ar que respiramos, os alimentos que comemos, a água que bebemos. Portanto o homem deve cultivar hábitos para tornar o nosso meio ambiente mais saudável as nossas gerações futuras”.

As práticas irresponsáveis de uso dos recursos naturais comprometeram o meio ambiente de forma avassaladora. As consequências se mostram a cada momento, como na contaminação de solos e de mananciais hídricos, alimentos e seres humanos, com o emprego de agrotóxicos e outros produtos químicos, por exemplo. O uso indevido e inadequado de agrotóxicos é responsável pelos altos índices de intoxicação verificados entre os produtores e trabalhadores rurais, provoca a contaminação dos alimentos consumidos pela população, causando ainda grandes danos econômicos e ambientais à sociedade. Em função disso, a Fundação Mokiti Okada e a Korin Agricultura Natural Ltda, realizam trabalhos para preservação e recuperação do meio ambiente, aliando Responsabilidade Ambiental e Responsabilidade Social.

O trabalho desenvolvido pela Igreja Messiânica Mundial refere-se à coluna de salvação da agricultura natural, que tem por base os ensinamentos de Mokiti Okada. São ensinados os métodos para o cultivo de alimentos sem agrotóxicos, bem como a criação de aves e outros alimentos sem hormônios. Existem alguns alimentos disponíveis nos supermercados e hipermercados (alimentos orgânicos). Para maiores informações é só acessar o site: www.fmo.org.br”, afirma Danielle Castelo.



Certamente, a missão atual da religião não será apenas a de manter ritos e tradições seculares e pregar métodos de cura e doutrinas atemporais sem orientar a conduta dos seguidores sobre questões do cotidiano. O destino das religiões que não adequarem os ensinamentos que possuem para as necessidades do mundo presente, sem apego a rótulos ou a tradições antigas, deixarão de ser necessárias a humanidade. 

Primeiramente, vale ressaltar que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito de todos, portanto, não reconhece a sua titularidade nem ao Estado, nem ao particular, mas sim à coletividade. Em segundo lugar, atribui o dever de cuidar, preservar e defender o meio ambiente tanto ao Poder Público, como à sociedade civil como um todo, deixando claro que a ninguém é dado o direito de degradá-lo, ou mesmo, de ignorá-lo. Uma terceira consideração ainda se faz necessária: nem mesmo a coletividade deste momento histórico é a proprietária desse bem, sendo ela mera detentora em prol das presentes e futuras gerações, devendo impedir qualquer agressão que proporcione o desequilíbrio do mesmo. Em vista disso, tanto a igreja, como a sociedade em geral, devem comungar de ideais e objetivos que promovam a valorização do bem comum, que é a natureza.

O avanço da ecomobilidade

Cidades de todo o mundo se aventuram em um território novo, a “ecomobilidade”, ou mobilidade sustentável: o transporte sem veículos particulares.

Berlim é uma grande capital de um país famoso por seus excelentes automóveis, mas já não suporta a manutenção das ruas, e seus habitantes usam cada vez mais o transporte público, a bicicleta e, sobretudo, seus próprios pés. Berlim não é a única. Paris, Tóquio, Seul, Bogotá, Nova York e outras grandes cidades não podem enfrentar os custos, a poluição, o ruído e o congestionamento de mais e mais automóveis. E estão explorando um território novo, a “ecomobilidade”, ou mobilidade sustentável: o transporte sem veículos particulares.
A ecomobilidade não é apenas caminhar, pedalar ou usar o transporte público. Trata-se de esses sistemas funcionarem juntos: a chave é conectividade. O Congresso Mundial sobre Mobilidade para o Futuro de Cidades Sustentáveis (EcoMobility Changwon) foi organizado pela Coréia do Sul e por Governos Locais pela Sustentabilidade, uma aliança de autoridades de mais de 1.220 cidades de 70 países.

A famosa Times Square de Nova York agora é um calçadão para pedestres. Quem teria pensado nisso há três anos? E, só há cinco anos, quem teria pensado que Paris teria mais de 22 mil bicicletas compartilhadas graças a esse sistema de grande sucesso? Temos que construir as cidades em torno das pessoas e não dos carros.
Segundo a ecomobilidade, as pessoas e os bens podem ser transportados em zonas urbanas com uma combinação de meios: desde caminhar e pedalar até usar bicicletas elétricas, patins de rodas, transporte público e veículos elétricos leves. A ideia é buscar formas mais baratas, efetivas e sustentáveis de transporte. As cidades devem se preocupar mais em mover as pessoas do que em mover os veículos.
Na verdade, os carros não são muito bons para transportar pessoas. Uma rua comum de qualquer cidade, com 3,5 metros de largura, suporta a passagem de até duas mil pessoas em automóveis por hora. Pela mesma via, e no mesmo tempo, podem passar 14 mil ciclistas e 19 mil pedestres. Um trem rápido nesse mesmo espaço poderia transportar 22 mil pessoas, e duas pistas de ônibus de trânsito rápido levariam 43 mil passageiros.
O transporte automotivo é responsável por lançar na atmosfera entre 25% e 30% dos gases causadores do efeito estufa. Entre os meios de transporte, os carros e as motocicletas são de longe a maior fonte de dióxido de carbono por quilômetro por pessoa, destacou Manfred. Caminhar ou andar de bicicleta não produz gases-estufa. Conseguir que as pessoas abandonem seus carros é um enorme desafio.
 Em primeiro lugar, pela interminável e multimilionária publicidade da indústria automotiva, que massacra os consumidores com a ideia de que comprar um automóvel é o caminho mais rápido para o sucesso, o prestígio e outras bobagens. As montadoras atacam o transporte público com seus anúncios.
Na América do Norte, o custo de ter e usar um carro varia entre US$ 8 mil e US$ 12 mil por ano, segundo os clubes de automobilistas. Isto pode representar entre 25% e 50% da renda anual de uma família média, e ilustra até que ponto tem êxito a publicidade. Por qual outro motivo gastaríamos 20 vezes mais do que o necessário para nos locomover? Esta realidade está mudando na Alemanha, onde mais de 80% dos jovens não sentem necessidade de ter um carro.
A propriedade de veículos particulares na Alemanha e em outros países europeus está caindo lentamente, porque existem meios mais simples e baratos. A mobilidade é também uma questão moral. Quem suporta os impactos negativos dos automóveis? Jamais os motoristas, e sim o restante do público, em especial os pedestres pobres que vivem em cidades feitas para circulação em carros. Por exemplo, os acidentes de trânsito nos quais morrem diariamente milhares de pedestres e ciclistas em todo o mundo. Esta é a primeira causa mundial de mortes entre jovens de 15 a 29 anos.
No entanto, adotar a ideia da ecomobilidade é difícil. Os cidadãos devem conhecê-la, e os compromissos do governo devem ser claros. Na Coréia do Sul, Suwon, uma antiquíssima cidade, com pouco mais de um milhão de habitantes, compete com Changwon na corrida para ser a mais verde e de menor pegada de carbono. Nem todos aceitarão os inconvenientes, mas o público apoiará as mudanças se entender que são por um bem maior. Não podemos fechar os olhos ao desafio da mudança climática.

Extraído de Tierramerica

sábado, 11 de fevereiro de 2012

8 incríveis projetos verdes futuristas para melhorar as cidades

Pensando em resolver dois problemas comuns aos grandes centros urbanos – a poluição e a falta de áreas verdes - arquitetos e designers propõem soluções criativas para recuperar o meio ambiente.

Urban aviary, um santuário para aves em NY

Você sabia que uma das maiores causas de morte de pássaros nas grandes cidades são os arranha-céus envidraçados? As aves simplesmente não conseguem distinguir o que é reflexo do que é real e por isso vira e mexe colidem contra edifícios envidraçados, morrendo na queda livre.
Pensando em melhorar as condições de vida desses animais nos centros urbanos e também em tornar os prédios mais eco-amigáveis, o "Stone Design", um escritório de arquitetura em Nova York projetou o "UrbanAviary ". A estrutura idealizada para ocupar o Central Park tem como propósito servir de abrigo e habitat seguro para as aves em uma das cidades mais populosas dos Estados Unidos.
No Urban Aviary, os pássaros poderão construir ninhos entre os pisos vegetados. A ideia é reproduzir no interior um miniecossistema florestal, onde as criaturas voadoras possam obter comida, água e tranquilidade.

Algae Green Loop produz bicombustível

O retrofit verde já virou uma tendência mundial. Nem o famoso complexo de edifícios em formato de espiga de milho Marina City, localizado às margens do Lago Michigan, em Chicago, escapam da modernização com técnicas ecológicas.
Um projeto recente idealizado pelo estúdio Influx propõe um mix de soluções ecoamigáveis, que incluem uma cobertura de algas na fachada, para produção de biocombustível que abasteceria os veículos dos moradores e um sistema biorreator interno, capaz de produzir energia a partir dos resíduos gerados pelo edifício.
Além disso, o prédio contaria com painéis solares e geradores eólicos. A eletricidade produzida seria usada para abastecer o edifício e o excesso seria vendido para a rede elétrica.

Tour Vegetale de Nantes tem árvores na fachada

Cultivar jardins ou vasos de planta no espaço limitado de um apartamento nem sempre é fácil. E que tal morar em um edifício que tem a natureza como principal atração? Foi pensando nisso que o arquiteto francês Edouard François, conhecido por incorporar a vegetação à arquitetura, projetou o Tour de Nantes Vegetale.
Em formato orgânico, o edifício tem a fachada tomada por plantas de espécies adaptadas para crescer em rochas. O projeto idealizado para cidade de Nantes prevê que a vegetação cresça dentro de tubos de aço inoxidável instalados nas varandas dos apartamentos. A ideia por trás do visual é que, visto de longe, o prédio se assemelhe a uma montanha de verde espetacular encravada no meio da cidade.
Não só isso, claro. O revestimento de árvores contribui para deixar o clima do ambiente interno sempre agradável. Além da função residencial, o edifício de uso misto também vai abrigar escritórios empresariais e um mini shopping.

Jardim em forma de barco pode filtrar água do mar

O Physalia é outro projeto criativo que busca melhorar o meio ambiente nas cidades. Criado pelo escritório de arquitetura Vicent Callebaut, essa espécie de embarcação ecológica é um jardim autossuficiente capaz de navegar com emissão zero e, ainda, ajudar a purificar as águas do mar.
A característica de filtro d´água se deve à sua estrutura de aço coberta por alumínio de dióxido de titânio, que reage com os raios ultravioletas, criando um efeito foto-catalisador, que purifica a água poluída por rejeitos químicos industriais e de embarcações. No teto, a Physalia possui painéis fotovoltaicos e, no casco, traz hidro-turbinas que geram energia com o fluxo fluvial.
Com isso, a embarcação é capaz de produzir mais energia do que necessita para se locomover. Com nome e design inspirados em uma espécie marítima - a caravela-portuguesa “Physalia Physalis” -, a embarcação também tem fins turísticos, podendo navegar entre os principais rios da Europa, como o Danúbio, Reno e Volga.

Beirut Wonder Forest: o jardim suspenso do Líbano

Pensando num visual mais ecológico e capaz de renovar o ar da capital libanesa, o escritório de arquitetura Studio Invisible projetou um gigante jardim suspenso, que prevê a simples instalação de árvores no topo de todos os edifícios da cidade. Cada árvore ficaria presa por fios de aço que impediriam acidentes durante fortes ventanias.
Segundo os arquitetos, espécies de pequeno porte, como a amoreira-branca e a oliveira, se adaptariam bem ao clima mediterrâneo. O Wonder Forest melhoraria os níveis de oxigênio, gerando um ambiente mais saudável. Além disso, a camada de árvores forneceria sombra e, consequentemente, amenizaria o clima, cada vez mais quente e árido, que por sua vez levaria a um menor nível de consumo de energia nos prédios.
Mais, dependendo da escolha de árvores e plantas, estes jardins poderiam evoluir para um tipo de agricultura urbana, gerando uma produção pequena, mas valiosa.

Bionic Arch: uma joia verde em Taiwan

Preocupada em reduzir suas emissões, a cidade de Taichung em Taiwan lançou no ano passado um concurso de projetos de arquitetura para ocupar uma área antes ocupada pelo aeroporto local, que mudou de endereço.
O vencedor da competição foi ninguém menos do que o visionário arquiteto belga Vincent Callebaut, que projetou uma imensa torre verde que não só combina como supera os principais indicadores de um edifício ecológico.
Chamada de Bionich Arc, a torre orçada em 85 milhões de reais terá emissão zero de carbono. Com jardins suspensos integrados em toda sua fachada, a torre de 119 m vai produzir sua própria energia a partir de fontes alternativas, como solar e eólica.

Sea Tree: a árvore marinha antipoluição

Preocupado com a falta de espaço para a fauna e flora, o arquiteto alemão Koen Olthuis bolou uma solução curiosa: o edifício "Sea Tree". Trata-se de uma estrutura de 30 metros de altura projetada para cidades próximas ao mar ou rios, como Londres e Nova York, e capaz de reproduzir todo o ecossistema de uma árvore, servindo de abrigo para os bichos.
Por ser dividida em camadas, a estrutura flutuante poderia hospedar vários tipos de animais, incluindo os que vivem no mar. A ideia é que árvore do mar seja construída a partir de tecnologias offshore bastante semelhantes ao das plataformas de petróleo em mar aberto e que as companhias petrolíferas façam doações de “Sea Tree” para as cidades onde atuam.

Piscina flutuante pode despoluir rio em Praga

Durante anos, o Vltava, maior rio da República Checa, que atravessa a capital Praga, sofreu com a poluição. Hoje, são cada vez maiores os esforços para recuperá-lo. Os arquitetos Adrea Kubná e Ondrej Lipensky projetaram até uma piscina flutuante para despoluir as águas do rio.
Uma membrana têxtil que reveste toda a instalação circular removeria partículas de sujeira, bactérias e odores desagradáveis. Depois a água retornaria renovada para o rio. A piscina flutuante serviria como centro recreativo para os moradores da cidade. Capaz de receber até 900 pessoas, a atração contaria com vestiários, saunas, lanchonetes e até cabines individuais para locação.
Durante os meses de inverno, quando as temperaturas chegam fácil aos 15 graus negativos, a atração no Vltalva seria convertida em uma pista de patinação no gelo.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

As 5 empresas de TI que mais apostam em soluções verdes

Ranking do Greenpeace avalia as iniciativas verdes e os esforços das maiores empresas de TI para influenciar as decisões globais sobre energia e clima.

Com a indústria de TI em expansão e a multiplicação de novos servidores, que aumentam a pressão sobre a demanda de energia, torna-se cada vez mais crítica a necessidade de manter o setor sustentável.
Algumas empresas já fazem a sua parte, conforme mostra o ranking Leaderboard TI Cool, do grupo ambientalista Greenpeace, que classificou as 21 grandes empresas de TI por suas iniciativas verdes e potencial para influenciar as decisões globais sobre energia e clima. Também são levados em conta os esforços dessas empresas para reduzir emissões e aplicar soluções de energia inteligentes em suas linhas de produção, além do apoio que dão às políticas ambientais.
Segundo Gary Cook, analista internacional do Greenpeace, os gigantes da tecnologia têm uma real oportunidade de influenciar a maneira de se produzir e utilizar energia. “O setor de TI gosta de se considerar visionário, mas se mantém muito inerte enquanto a indústria de energia ‘suja’ continua exercendo influência indevida no processo político e nos mercados financeiros”, afirmou durante lançamento do guia.
Confira a seguir o desempenho dos 5 primeiros colocados; a lista completa das 21 empresas você encontra aqui

Google 


O gigante das buscas lidera o ranking do Greenpeace. A empresa foi eleita entre as maiores do TI como a mais influente nas discussões climáticas e pelo apoio a soluções verdes. De acordo com a ONG, o Google chegou ao topo por seus esforços em promover o uso de energia limpa em suas instalações e pelo apoio às políticas de energia renovável em andamento nos EUA e às metas da União Europeia de reduzir em 30% suas emissões até 2020. Além de investir em fontes renováveis e manter data centers eficientes em energia, o Google coleciona algumas inusitadas ações verdes.


Cisco


De acordo com o ranking do Greenpeace, a Cisco é a segunda empresa mais empenhada em utilizar soluções tecnológicas verdes. Mais, no relatório a empresa é considerada “um dos artilheiros da energia limpa, com um bom progresso em direção a sua meta de redução de emissões para 2012. A companhia também leva o título por manter um programa claro e transparente para diminuir sua pegada de carbono, envolvendo inclusive sua cadeia de fornecedores.

Além disso, a Cisco divulgou ao longo do ano passado estudos detalhados de como a tecnologia e a inovação podem ajudar a mitigar o impacto ambiental das corporações. Como o Google, ela se destaca por utilizar mais de 20% de energias renováveis nas infraestruturas de suas empresas ao redor do mundo.



Ericsson


A participação da Ericsson nas discussões climáticas é um ponto que contribui para a colocação da empresa entre as cinco primeiras no ranking do Greenpeace. Em 2010, durante a COP-16, em Cancún, no México, o CEO Hans Vestberg participou por vídeo conferência das reuniões com líderes globais que definiram a “Declaração de Guadalajara para Soluções Transformadoras de Baixo Carbono”, que contou com o apoio de mais de 40 empresas. A Ericsson também vem trabalhando para promover o uso de soluções de TI verdes, que podem contribuir para a redução de emissões de C02.




Fujitsu

Para o Greenpeace, a empresa japonesa especializada em tecnologia da informação Fujitsu possui uma plano de sustentabilidade com metas ambiciosas – a maior delas, de reduzir suas emissões globais em 30% por ano, até 2020. Só no Japão, isso deve representar algo em torno de 30 milhões de toneladas de CO2 ao longo do período. Para atingir este objetivo, a companhia quer triplicar o uso de energia alternativa em suas instalações, dentre outras ações.



Vodafone

A multinacional Vodafone é a operadora de telefonia mais bem posicionada no ranking. De acordo com o relatório, a empresa tem uma meta agressiva para reduzir as emissões de suas operações em 50% até 2020 nos principais mercados onde atua. Segundo o Greenpeace, a Vodafone também merece reconhecimento por ter sido a única empresa, além do Google, que defendeu publicamente a proposta da União Europeia de reduzir em 30% suas emissões até 2020.

Tabela com a pontuação geral:

Ranking geral
Pontos (100/100) 
 Google
   53
 Cisco 
   49
 Ericsson
   48
 Fujitsu
   48
 Vodafone 
   45
 Alcatel-Lucent
   40
 Sharp
   38
 Softbank
   38
 IBM
   35
 HP
   34
 Wipro
   33
 Dell
   29
 Microsoft
   25
 SAP
   23
 AT&T
   22
 HCL
   21
 NTT
   19
 NEC
   15
 Telefónica
   11
 TCS
   11
 Oracle
   10

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

12 lugares no mundo que baniram ou taxaram o uso de sacola plástica

Conheça as experiências de alguns países e cidades que restringiram a distribuição dos polêmicos saquinhos de polietileno no comércio.

A discussão sobre proibir ou não o fornecimento de sacolas plásticas por estabelecimentos comerciais pode ser recente no Brasil, mas lá fora é possível encontrar iniciativas com pelo menos uma década de vida. Em alguns casos, para reduzir o consumo das embalagens de polietileno, os governos locais resolveram cobrar uma taxa do consumidor que quiser usar o modelo tradicional.

Na Irlanda a iniciativa adotada desde 2002 ajudou reduzir a distribuição de sacos plásticos em mais de 90%. A maioria dos consumidores irlandeses simplesmente optaram por levar uma sacola reutilizável de casa do que tirar dinheiro do próprio bolso para carregar as compras. Outros lugares, como a capital do México, preferiram radicalizar, criando leis que proíbem o fornecimento das embalagens em supermercados, farmácias e demais pontos comerciais. Os exemplos não param aí. Confira a seguir 12 países e cidades que baniram ou passaram a cobrar pelo uso das sacolinhas plásticas.

Ruanda
Este pequeno país africano que durante anos estampou negativamente o noticiário internacional, devido ao genocídio perpetrado por extremistas em 1994, agora chama atenção por outros motivos. Ruanda já está em seu quarto ano com uma lei de abrangência nacional que proíbe todos os tipos de saco plástico. Além de resolver a crise humanitária, o país pôs fim à poluição causada por sacolas plásticas, que sujavam as ruas e os cursos de água, prejudicando a agricultura. Graças à ação, as cidades ruandesas estão hoje entre as mais limpas da África.

Itália
Em ritmo de preservação, a Itália tornou-se o primeiro país da Europa a banir as sacolas de polietileno. A proibição nacional começou a valer em janeiro de 2011. Desde então, as lojas italianas, que utilizavam 20 bilhões de sacolas por ano (o maior índice europeu), só podem oferecer sacos de plástico, papel, pano ou de materiais biodegradáveis.



Cidade do México
Desde agosto de 2010, a capital do México conta com leis que proíbem o fornecimento de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais. As multas para os lojistas que burlam as regras podem variar de 4,4 mil a 90 mil dólares. A lei também estabelece que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas biodegradáveis. A inciativa faz parte do chamado “Plano Verde", que propõe uma série de estratégias para estimular o desenvolvimento sustentável e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

India
Nenhum lojista, distribuidor, comerciante, vendedor ou ambulante pode fornecer sacolas plásticas aos consumidores na Índia em algumas regiões, como a cidade de Dharamsala. O banimento total, incluindo produção, armazenagem, uso, venda e distribuição de sacolas de polietileno começou a valer em agosto de 2010. A iniciativa foi adotada para diminuir o impacto no meio ambiente e também impedir a ingestão e morte de vacas (animal sagrado). Além de multas, a violação da lei prevê prisão de até 5 anos.

China
Imagine 1,3 bilhões de habitantes, cerca de um sétimo da população mundial, consumindo e descartando sacolinhas plásticas todos os dias dentro de um só país? Pois era assim na China até 2008, quando as sacolas plásticas foram banidas do país. Antes disso, os chineses consumiam cerca de 3 bilhões de sacolinhas por dia.
Também foi proibida a produção, distribuição e uso de saquinhos menores e mais finos, como os usados para embalar produtos a granel (frutas e vegetais) nos mercados. Segundo reportagem do britânico The Guardian, a iniciativa evitou o uso de 1,6 milhões de toneladas de petróleo no seu primeiro ano.

Bangladesh
Bangladesh foi um dos primeiros países a promulgar, em 2002, uma lei que proíbe a fabricação, distribuição e uso de sacolas plásticas em seu território. Ambientalistas e urbanistas culpavam os sacos plásticos, que se espalhavam pelas ruas, entupindo bueiros, de agravar as inundações mortais que ocorreram no país em 1989 e 1998. Só a capital Dacca descartava 9,3 milhões de sacos plásticos diariamente. Hoje, uma década depois, a região virou um importante polo produtor de eco-bags.

Irlanda
A cobrança pelas sacolas, instituída em 2002, mudou o comportamento do consumidor, que passou a levar sua própria sacola reutilizável para o mercado. Com a criação do imposto conhecido como Plas Tax, que cobra 22 centavos de euro por sacola, a distribuição dos modelos plásticos caiu 97,5%. O valor recolhido com a venda de sacolinhas alternativas, como as de papel, é destinado à um fundo que promove a reciclagem de lixo e iniciativas ambientais.



Austrália
Apesar de na Austrália não vigorar nenhuma lei proibitiva de abrangência nacional, em muitas regiões, os supermercados resolveram se unir para estimular o uso de sacolas alternativas às embalagens plásticas. E não faltam opções, há inclusive ecobags térmicas para carregar artigos quentes ou frios. Na Austrália do Sul, um dos seis estados australianos, as sacolas plásticas estão proibidas desde 2009.

Alemanha
O uso de sacolas reutilizáveis ou caixas de papelão para acondicionar as compras no supermercado já virou hábito na Alemanha. Quem, ao contrário, quiser levar suas compras numa sacola plástica tradicional tem que pagar uma taxa que varia de 5 a 10 centavos de euro.

África do Sul
O governo da África do Sul decidiu proibir em 2003 que lojas distribuam a seu clientes sacolas plásticas para carregar mercadorias. O comerciante que infringe a lei pode receber uma multa de até 50 mil reais ou mesmo ser condenado a dez anos de prisão.

São Francisco
São Francisco, na Califórnia, foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolas. Somente as de papel reciclado ou biodegradáveis (feitas de goma de batata ou de milho) podem ser utilizadas. Quando a lei entrou em vigor, em 2007, a prefeitura local estimou que a iniciativa reduziria o consumo de petróleo em 3 milhões de litros por ano.

Washington D.C.
A capital americana é outra que aboliu os sacos plásticos, passando a cobrar em 2010 uma taxa de 5 centavos de dólar sobre cada sacola utilizada. Após a restrição, Washington viu o uso de sacolas plásticas cair 85% em apenas um mês. O montante arrecadado com a venda vai para um projeto de despoluição do rio Anacostia.



exame.abril.com.br
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