segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O avanço da ecomobilidade

Cidades de todo o mundo se aventuram em um território novo, a “ecomobilidade”, ou mobilidade sustentável: o transporte sem veículos particulares.

Berlim é uma grande capital de um país famoso por seus excelentes automóveis, mas já não suporta a manutenção das ruas, e seus habitantes usam cada vez mais o transporte público, a bicicleta e, sobretudo, seus próprios pés. Berlim não é a única. Paris, Tóquio, Seul, Bogotá, Nova York e outras grandes cidades não podem enfrentar os custos, a poluição, o ruído e o congestionamento de mais e mais automóveis. E estão explorando um território novo, a “ecomobilidade”, ou mobilidade sustentável: o transporte sem veículos particulares.
A ecomobilidade não é apenas caminhar, pedalar ou usar o transporte público. Trata-se de esses sistemas funcionarem juntos: a chave é conectividade. O Congresso Mundial sobre Mobilidade para o Futuro de Cidades Sustentáveis (EcoMobility Changwon) foi organizado pela Coréia do Sul e por Governos Locais pela Sustentabilidade, uma aliança de autoridades de mais de 1.220 cidades de 70 países.

A famosa Times Square de Nova York agora é um calçadão para pedestres. Quem teria pensado nisso há três anos? E, só há cinco anos, quem teria pensado que Paris teria mais de 22 mil bicicletas compartilhadas graças a esse sistema de grande sucesso? Temos que construir as cidades em torno das pessoas e não dos carros.
Segundo a ecomobilidade, as pessoas e os bens podem ser transportados em zonas urbanas com uma combinação de meios: desde caminhar e pedalar até usar bicicletas elétricas, patins de rodas, transporte público e veículos elétricos leves. A ideia é buscar formas mais baratas, efetivas e sustentáveis de transporte. As cidades devem se preocupar mais em mover as pessoas do que em mover os veículos.
Na verdade, os carros não são muito bons para transportar pessoas. Uma rua comum de qualquer cidade, com 3,5 metros de largura, suporta a passagem de até duas mil pessoas em automóveis por hora. Pela mesma via, e no mesmo tempo, podem passar 14 mil ciclistas e 19 mil pedestres. Um trem rápido nesse mesmo espaço poderia transportar 22 mil pessoas, e duas pistas de ônibus de trânsito rápido levariam 43 mil passageiros.
O transporte automotivo é responsável por lançar na atmosfera entre 25% e 30% dos gases causadores do efeito estufa. Entre os meios de transporte, os carros e as motocicletas são de longe a maior fonte de dióxido de carbono por quilômetro por pessoa, destacou Manfred. Caminhar ou andar de bicicleta não produz gases-estufa. Conseguir que as pessoas abandonem seus carros é um enorme desafio.
 Em primeiro lugar, pela interminável e multimilionária publicidade da indústria automotiva, que massacra os consumidores com a ideia de que comprar um automóvel é o caminho mais rápido para o sucesso, o prestígio e outras bobagens. As montadoras atacam o transporte público com seus anúncios.
Na América do Norte, o custo de ter e usar um carro varia entre US$ 8 mil e US$ 12 mil por ano, segundo os clubes de automobilistas. Isto pode representar entre 25% e 50% da renda anual de uma família média, e ilustra até que ponto tem êxito a publicidade. Por qual outro motivo gastaríamos 20 vezes mais do que o necessário para nos locomover? Esta realidade está mudando na Alemanha, onde mais de 80% dos jovens não sentem necessidade de ter um carro.
A propriedade de veículos particulares na Alemanha e em outros países europeus está caindo lentamente, porque existem meios mais simples e baratos. A mobilidade é também uma questão moral. Quem suporta os impactos negativos dos automóveis? Jamais os motoristas, e sim o restante do público, em especial os pedestres pobres que vivem em cidades feitas para circulação em carros. Por exemplo, os acidentes de trânsito nos quais morrem diariamente milhares de pedestres e ciclistas em todo o mundo. Esta é a primeira causa mundial de mortes entre jovens de 15 a 29 anos.
No entanto, adotar a ideia da ecomobilidade é difícil. Os cidadãos devem conhecê-la, e os compromissos do governo devem ser claros. Na Coréia do Sul, Suwon, uma antiquíssima cidade, com pouco mais de um milhão de habitantes, compete com Changwon na corrida para ser a mais verde e de menor pegada de carbono. Nem todos aceitarão os inconvenientes, mas o público apoiará as mudanças se entender que são por um bem maior. Não podemos fechar os olhos ao desafio da mudança climática.

Extraído de Tierramerica

sábado, 11 de fevereiro de 2012

8 incríveis projetos verdes futuristas para melhorar as cidades

Pensando em resolver dois problemas comuns aos grandes centros urbanos – a poluição e a falta de áreas verdes - arquitetos e designers propõem soluções criativas para recuperar o meio ambiente.

Urban aviary, um santuário para aves em NY

Você sabia que uma das maiores causas de morte de pássaros nas grandes cidades são os arranha-céus envidraçados? As aves simplesmente não conseguem distinguir o que é reflexo do que é real e por isso vira e mexe colidem contra edifícios envidraçados, morrendo na queda livre.
Pensando em melhorar as condições de vida desses animais nos centros urbanos e também em tornar os prédios mais eco-amigáveis, o "Stone Design", um escritório de arquitetura em Nova York projetou o "UrbanAviary ". A estrutura idealizada para ocupar o Central Park tem como propósito servir de abrigo e habitat seguro para as aves em uma das cidades mais populosas dos Estados Unidos.
No Urban Aviary, os pássaros poderão construir ninhos entre os pisos vegetados. A ideia é reproduzir no interior um miniecossistema florestal, onde as criaturas voadoras possam obter comida, água e tranquilidade.

Algae Green Loop produz bicombustível

O retrofit verde já virou uma tendência mundial. Nem o famoso complexo de edifícios em formato de espiga de milho Marina City, localizado às margens do Lago Michigan, em Chicago, escapam da modernização com técnicas ecológicas.
Um projeto recente idealizado pelo estúdio Influx propõe um mix de soluções ecoamigáveis, que incluem uma cobertura de algas na fachada, para produção de biocombustível que abasteceria os veículos dos moradores e um sistema biorreator interno, capaz de produzir energia a partir dos resíduos gerados pelo edifício.
Além disso, o prédio contaria com painéis solares e geradores eólicos. A eletricidade produzida seria usada para abastecer o edifício e o excesso seria vendido para a rede elétrica.

Tour Vegetale de Nantes tem árvores na fachada

Cultivar jardins ou vasos de planta no espaço limitado de um apartamento nem sempre é fácil. E que tal morar em um edifício que tem a natureza como principal atração? Foi pensando nisso que o arquiteto francês Edouard François, conhecido por incorporar a vegetação à arquitetura, projetou o Tour de Nantes Vegetale.
Em formato orgânico, o edifício tem a fachada tomada por plantas de espécies adaptadas para crescer em rochas. O projeto idealizado para cidade de Nantes prevê que a vegetação cresça dentro de tubos de aço inoxidável instalados nas varandas dos apartamentos. A ideia por trás do visual é que, visto de longe, o prédio se assemelhe a uma montanha de verde espetacular encravada no meio da cidade.
Não só isso, claro. O revestimento de árvores contribui para deixar o clima do ambiente interno sempre agradável. Além da função residencial, o edifício de uso misto também vai abrigar escritórios empresariais e um mini shopping.

Jardim em forma de barco pode filtrar água do mar

O Physalia é outro projeto criativo que busca melhorar o meio ambiente nas cidades. Criado pelo escritório de arquitetura Vicent Callebaut, essa espécie de embarcação ecológica é um jardim autossuficiente capaz de navegar com emissão zero e, ainda, ajudar a purificar as águas do mar.
A característica de filtro d´água se deve à sua estrutura de aço coberta por alumínio de dióxido de titânio, que reage com os raios ultravioletas, criando um efeito foto-catalisador, que purifica a água poluída por rejeitos químicos industriais e de embarcações. No teto, a Physalia possui painéis fotovoltaicos e, no casco, traz hidro-turbinas que geram energia com o fluxo fluvial.
Com isso, a embarcação é capaz de produzir mais energia do que necessita para se locomover. Com nome e design inspirados em uma espécie marítima - a caravela-portuguesa “Physalia Physalis” -, a embarcação também tem fins turísticos, podendo navegar entre os principais rios da Europa, como o Danúbio, Reno e Volga.

Beirut Wonder Forest: o jardim suspenso do Líbano

Pensando num visual mais ecológico e capaz de renovar o ar da capital libanesa, o escritório de arquitetura Studio Invisible projetou um gigante jardim suspenso, que prevê a simples instalação de árvores no topo de todos os edifícios da cidade. Cada árvore ficaria presa por fios de aço que impediriam acidentes durante fortes ventanias.
Segundo os arquitetos, espécies de pequeno porte, como a amoreira-branca e a oliveira, se adaptariam bem ao clima mediterrâneo. O Wonder Forest melhoraria os níveis de oxigênio, gerando um ambiente mais saudável. Além disso, a camada de árvores forneceria sombra e, consequentemente, amenizaria o clima, cada vez mais quente e árido, que por sua vez levaria a um menor nível de consumo de energia nos prédios.
Mais, dependendo da escolha de árvores e plantas, estes jardins poderiam evoluir para um tipo de agricultura urbana, gerando uma produção pequena, mas valiosa.

Bionic Arch: uma joia verde em Taiwan

Preocupada em reduzir suas emissões, a cidade de Taichung em Taiwan lançou no ano passado um concurso de projetos de arquitetura para ocupar uma área antes ocupada pelo aeroporto local, que mudou de endereço.
O vencedor da competição foi ninguém menos do que o visionário arquiteto belga Vincent Callebaut, que projetou uma imensa torre verde que não só combina como supera os principais indicadores de um edifício ecológico.
Chamada de Bionich Arc, a torre orçada em 85 milhões de reais terá emissão zero de carbono. Com jardins suspensos integrados em toda sua fachada, a torre de 119 m vai produzir sua própria energia a partir de fontes alternativas, como solar e eólica.

Sea Tree: a árvore marinha antipoluição

Preocupado com a falta de espaço para a fauna e flora, o arquiteto alemão Koen Olthuis bolou uma solução curiosa: o edifício "Sea Tree". Trata-se de uma estrutura de 30 metros de altura projetada para cidades próximas ao mar ou rios, como Londres e Nova York, e capaz de reproduzir todo o ecossistema de uma árvore, servindo de abrigo para os bichos.
Por ser dividida em camadas, a estrutura flutuante poderia hospedar vários tipos de animais, incluindo os que vivem no mar. A ideia é que árvore do mar seja construída a partir de tecnologias offshore bastante semelhantes ao das plataformas de petróleo em mar aberto e que as companhias petrolíferas façam doações de “Sea Tree” para as cidades onde atuam.

Piscina flutuante pode despoluir rio em Praga

Durante anos, o Vltava, maior rio da República Checa, que atravessa a capital Praga, sofreu com a poluição. Hoje, são cada vez maiores os esforços para recuperá-lo. Os arquitetos Adrea Kubná e Ondrej Lipensky projetaram até uma piscina flutuante para despoluir as águas do rio.
Uma membrana têxtil que reveste toda a instalação circular removeria partículas de sujeira, bactérias e odores desagradáveis. Depois a água retornaria renovada para o rio. A piscina flutuante serviria como centro recreativo para os moradores da cidade. Capaz de receber até 900 pessoas, a atração contaria com vestiários, saunas, lanchonetes e até cabines individuais para locação.
Durante os meses de inverno, quando as temperaturas chegam fácil aos 15 graus negativos, a atração no Vltalva seria convertida em uma pista de patinação no gelo.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

As 5 empresas de TI que mais apostam em soluções verdes

Ranking do Greenpeace avalia as iniciativas verdes e os esforços das maiores empresas de TI para influenciar as decisões globais sobre energia e clima.

Com a indústria de TI em expansão e a multiplicação de novos servidores, que aumentam a pressão sobre a demanda de energia, torna-se cada vez mais crítica a necessidade de manter o setor sustentável.
Algumas empresas já fazem a sua parte, conforme mostra o ranking Leaderboard TI Cool, do grupo ambientalista Greenpeace, que classificou as 21 grandes empresas de TI por suas iniciativas verdes e potencial para influenciar as decisões globais sobre energia e clima. Também são levados em conta os esforços dessas empresas para reduzir emissões e aplicar soluções de energia inteligentes em suas linhas de produção, além do apoio que dão às políticas ambientais.
Segundo Gary Cook, analista internacional do Greenpeace, os gigantes da tecnologia têm uma real oportunidade de influenciar a maneira de se produzir e utilizar energia. “O setor de TI gosta de se considerar visionário, mas se mantém muito inerte enquanto a indústria de energia ‘suja’ continua exercendo influência indevida no processo político e nos mercados financeiros”, afirmou durante lançamento do guia.
Confira a seguir o desempenho dos 5 primeiros colocados; a lista completa das 21 empresas você encontra aqui

Google 


O gigante das buscas lidera o ranking do Greenpeace. A empresa foi eleita entre as maiores do TI como a mais influente nas discussões climáticas e pelo apoio a soluções verdes. De acordo com a ONG, o Google chegou ao topo por seus esforços em promover o uso de energia limpa em suas instalações e pelo apoio às políticas de energia renovável em andamento nos EUA e às metas da União Europeia de reduzir em 30% suas emissões até 2020. Além de investir em fontes renováveis e manter data centers eficientes em energia, o Google coleciona algumas inusitadas ações verdes.


Cisco


De acordo com o ranking do Greenpeace, a Cisco é a segunda empresa mais empenhada em utilizar soluções tecnológicas verdes. Mais, no relatório a empresa é considerada “um dos artilheiros da energia limpa, com um bom progresso em direção a sua meta de redução de emissões para 2012. A companhia também leva o título por manter um programa claro e transparente para diminuir sua pegada de carbono, envolvendo inclusive sua cadeia de fornecedores.

Além disso, a Cisco divulgou ao longo do ano passado estudos detalhados de como a tecnologia e a inovação podem ajudar a mitigar o impacto ambiental das corporações. Como o Google, ela se destaca por utilizar mais de 20% de energias renováveis nas infraestruturas de suas empresas ao redor do mundo.



Ericsson


A participação da Ericsson nas discussões climáticas é um ponto que contribui para a colocação da empresa entre as cinco primeiras no ranking do Greenpeace. Em 2010, durante a COP-16, em Cancún, no México, o CEO Hans Vestberg participou por vídeo conferência das reuniões com líderes globais que definiram a “Declaração de Guadalajara para Soluções Transformadoras de Baixo Carbono”, que contou com o apoio de mais de 40 empresas. A Ericsson também vem trabalhando para promover o uso de soluções de TI verdes, que podem contribuir para a redução de emissões de C02.




Fujitsu

Para o Greenpeace, a empresa japonesa especializada em tecnologia da informação Fujitsu possui uma plano de sustentabilidade com metas ambiciosas – a maior delas, de reduzir suas emissões globais em 30% por ano, até 2020. Só no Japão, isso deve representar algo em torno de 30 milhões de toneladas de CO2 ao longo do período. Para atingir este objetivo, a companhia quer triplicar o uso de energia alternativa em suas instalações, dentre outras ações.



Vodafone

A multinacional Vodafone é a operadora de telefonia mais bem posicionada no ranking. De acordo com o relatório, a empresa tem uma meta agressiva para reduzir as emissões de suas operações em 50% até 2020 nos principais mercados onde atua. Segundo o Greenpeace, a Vodafone também merece reconhecimento por ter sido a única empresa, além do Google, que defendeu publicamente a proposta da União Europeia de reduzir em 30% suas emissões até 2020.

Tabela com a pontuação geral:

Ranking geral
Pontos (100/100) 
 Google
   53
 Cisco 
   49
 Ericsson
   48
 Fujitsu
   48
 Vodafone 
   45
 Alcatel-Lucent
   40
 Sharp
   38
 Softbank
   38
 IBM
   35
 HP
   34
 Wipro
   33
 Dell
   29
 Microsoft
   25
 SAP
   23
 AT&T
   22
 HCL
   21
 NTT
   19
 NEC
   15
 Telefónica
   11
 TCS
   11
 Oracle
   10

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

12 lugares no mundo que baniram ou taxaram o uso de sacola plástica

Conheça as experiências de alguns países e cidades que restringiram a distribuição dos polêmicos saquinhos de polietileno no comércio.

A discussão sobre proibir ou não o fornecimento de sacolas plásticas por estabelecimentos comerciais pode ser recente no Brasil, mas lá fora é possível encontrar iniciativas com pelo menos uma década de vida. Em alguns casos, para reduzir o consumo das embalagens de polietileno, os governos locais resolveram cobrar uma taxa do consumidor que quiser usar o modelo tradicional.

Na Irlanda a iniciativa adotada desde 2002 ajudou reduzir a distribuição de sacos plásticos em mais de 90%. A maioria dos consumidores irlandeses simplesmente optaram por levar uma sacola reutilizável de casa do que tirar dinheiro do próprio bolso para carregar as compras. Outros lugares, como a capital do México, preferiram radicalizar, criando leis que proíbem o fornecimento das embalagens em supermercados, farmácias e demais pontos comerciais. Os exemplos não param aí. Confira a seguir 12 países e cidades que baniram ou passaram a cobrar pelo uso das sacolinhas plásticas.

Ruanda
Este pequeno país africano que durante anos estampou negativamente o noticiário internacional, devido ao genocídio perpetrado por extremistas em 1994, agora chama atenção por outros motivos. Ruanda já está em seu quarto ano com uma lei de abrangência nacional que proíbe todos os tipos de saco plástico. Além de resolver a crise humanitária, o país pôs fim à poluição causada por sacolas plásticas, que sujavam as ruas e os cursos de água, prejudicando a agricultura. Graças à ação, as cidades ruandesas estão hoje entre as mais limpas da África.

Itália
Em ritmo de preservação, a Itália tornou-se o primeiro país da Europa a banir as sacolas de polietileno. A proibição nacional começou a valer em janeiro de 2011. Desde então, as lojas italianas, que utilizavam 20 bilhões de sacolas por ano (o maior índice europeu), só podem oferecer sacos de plástico, papel, pano ou de materiais biodegradáveis.



Cidade do México
Desde agosto de 2010, a capital do México conta com leis que proíbem o fornecimento de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais. As multas para os lojistas que burlam as regras podem variar de 4,4 mil a 90 mil dólares. A lei também estabelece que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas biodegradáveis. A inciativa faz parte do chamado “Plano Verde", que propõe uma série de estratégias para estimular o desenvolvimento sustentável e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

India
Nenhum lojista, distribuidor, comerciante, vendedor ou ambulante pode fornecer sacolas plásticas aos consumidores na Índia em algumas regiões, como a cidade de Dharamsala. O banimento total, incluindo produção, armazenagem, uso, venda e distribuição de sacolas de polietileno começou a valer em agosto de 2010. A iniciativa foi adotada para diminuir o impacto no meio ambiente e também impedir a ingestão e morte de vacas (animal sagrado). Além de multas, a violação da lei prevê prisão de até 5 anos.

China
Imagine 1,3 bilhões de habitantes, cerca de um sétimo da população mundial, consumindo e descartando sacolinhas plásticas todos os dias dentro de um só país? Pois era assim na China até 2008, quando as sacolas plásticas foram banidas do país. Antes disso, os chineses consumiam cerca de 3 bilhões de sacolinhas por dia.
Também foi proibida a produção, distribuição e uso de saquinhos menores e mais finos, como os usados para embalar produtos a granel (frutas e vegetais) nos mercados. Segundo reportagem do britânico The Guardian, a iniciativa evitou o uso de 1,6 milhões de toneladas de petróleo no seu primeiro ano.

Bangladesh
Bangladesh foi um dos primeiros países a promulgar, em 2002, uma lei que proíbe a fabricação, distribuição e uso de sacolas plásticas em seu território. Ambientalistas e urbanistas culpavam os sacos plásticos, que se espalhavam pelas ruas, entupindo bueiros, de agravar as inundações mortais que ocorreram no país em 1989 e 1998. Só a capital Dacca descartava 9,3 milhões de sacos plásticos diariamente. Hoje, uma década depois, a região virou um importante polo produtor de eco-bags.

Irlanda
A cobrança pelas sacolas, instituída em 2002, mudou o comportamento do consumidor, que passou a levar sua própria sacola reutilizável para o mercado. Com a criação do imposto conhecido como Plas Tax, que cobra 22 centavos de euro por sacola, a distribuição dos modelos plásticos caiu 97,5%. O valor recolhido com a venda de sacolinhas alternativas, como as de papel, é destinado à um fundo que promove a reciclagem de lixo e iniciativas ambientais.



Austrália
Apesar de na Austrália não vigorar nenhuma lei proibitiva de abrangência nacional, em muitas regiões, os supermercados resolveram se unir para estimular o uso de sacolas alternativas às embalagens plásticas. E não faltam opções, há inclusive ecobags térmicas para carregar artigos quentes ou frios. Na Austrália do Sul, um dos seis estados australianos, as sacolas plásticas estão proibidas desde 2009.

Alemanha
O uso de sacolas reutilizáveis ou caixas de papelão para acondicionar as compras no supermercado já virou hábito na Alemanha. Quem, ao contrário, quiser levar suas compras numa sacola plástica tradicional tem que pagar uma taxa que varia de 5 a 10 centavos de euro.

África do Sul
O governo da África do Sul decidiu proibir em 2003 que lojas distribuam a seu clientes sacolas plásticas para carregar mercadorias. O comerciante que infringe a lei pode receber uma multa de até 50 mil reais ou mesmo ser condenado a dez anos de prisão.

São Francisco
São Francisco, na Califórnia, foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolas. Somente as de papel reciclado ou biodegradáveis (feitas de goma de batata ou de milho) podem ser utilizadas. Quando a lei entrou em vigor, em 2007, a prefeitura local estimou que a iniciativa reduziria o consumo de petróleo em 3 milhões de litros por ano.

Washington D.C.
A capital americana é outra que aboliu os sacos plásticos, passando a cobrar em 2010 uma taxa de 5 centavos de dólar sobre cada sacola utilizada. Após a restrição, Washington viu o uso de sacolas plásticas cair 85% em apenas um mês. O montante arrecadado com a venda vai para um projeto de despoluição do rio Anacostia.



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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Notícias Florestais

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima anuncia Programa de Investimento Florestal

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima foi criado com a finalidade de assegurar recursos para apoio a projetos ou estudos e financiamento de empreendimentos que visem à mitigação da mudança do clima e à adaptação aos seus efeitos. Cerca de 60% dos recursos do Fundo são provenientes da receita da exploração e comercialização de petróleo. É o primeiro Fundo do mundo nesses moldes.
O orçamento inicial previsto para o Fundo é de R$ 226 milhões. Deste total, R$ 200 milhões serão disponíveis para empréstimos e financiamentos, concedidos pelo BNDES para a área produtiva. Os outros R$ 26 milhões serão administrados e investidos pelo MMA, sendo que poderão ser repassados para estados e municípios através de convênios e termos de cooperação.

A novidade é a criação do Programa de Investimento Florestal que buscará a promoção do uso sustentável das terras e a melhoria da gestão florestal no Bioma Cerrado, segundo maior bioma do País e da América do Sul, contribuindo para a redução da pressão sobre as florestas remanescentes, diminuição das emissões de GEE e aumento do sequestro de CO2.


CI Florestas

Código Florestal ameaça mangues

Importantes e cobiçadas, regiões costeiras perderam proteção quando projeto foi votado no Senado.

Prestes a voltar para a Câmara dos Deputados, o Código Florestal tem no aumento da vulnerabilidade dos manguezais um de seus pontos mais polêmicos. Alterações feitas pelo Senado no projeto de lei, em dezembro, abriram a possibilidade da ocupação de apicuns - uma parte dos manguezais. Pelo acordo, os produtores de camarões e de sal poderão ampliar sua atividade em até 10% na Amazônia e 35% no Nordeste.
O Brasil é o segundo país com maior cobertura de manguezais - cerca de 9% -, perdendo para a Indonésia (21%), de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). No País, eles ocorrem do Amapá até Santa Catarina. Considerados pelo atual Código Florestal como áreas de preservação permanente (APPs), os manguezais são estratégicos para a sobrevivência da população que vive no litoral e para a manutenção dos sistemas costeiros e das praias. Berçário de espécies marinhas, eles fixam carbono, protegem a linha da costa e alimentam aves migratórias e mamíferos, incluindo o homem.
Entre as pressões sofridas pelos manguezais estão a poluição por químicos e petróleo e a especulação imobiliária. No Nordeste, também são pressionados pela criação de camarão e, no Sudeste, pela ampliação portuária, como está prevista na Baixada Santista e em São Sebastião (SP). "A emenda sobre os apicuns deixa o Brasil totalmente exposto. Estamos falando da costa inteira, praticamente toda coberta por manguezais, salgados e restingas", alerta Mário Mantovani, um dos criadores da campanha Mangue faz a Diferença, lançada em janeiro pela sociedade civil organizada. "A questão não é isolada. O Brasil não tem nenhuma política pública voltada para os seus mares. O que ainda segurava a barbárie era a condição de APP dos manguezais", diz.

CI Florestas

Carbono mais 'caro' pode salvar espécies

Quanto maior o valor de mercado da tonelada de carbono não emitido na atmosfera, mais espécies de plantas e de animais que vivem nas florestas são preservadas. É o que indica um estudo de pesquisadores europeus coordenados por um economista brasileiro.

O grupo parte do princípio de que as políticas de crédito de carbono ajudam a manter as florestas em pé. Isso porque o sistema permite que quem tenha preservado suas florestas venda créditos a quem tenha poluído além do que determinam as convenções internacionais.
A política começou a ser discutida na primeira reunião do painel do clima da ONU, em 1988.
A ideia é que esse tipo de negociação aconteça principalmente entre países ricos (que poluem muito) e os mais pobres (que emitem menos carbono e venderiam seus créditos).
A conclusão dos pesquisadores é que quanto mais alto o valor do crédito de carbono no mercado, mais sobrevida ganham as florestas e os animais que vivem nela.
Sem as políticas de crédito de carbono, calculam os cientistas, 36 mil espécies de animais e de plantas florestais seriam extintas até 2100.
Com a tonelada de carbono a US$ 7, valor perto do que é negociado hoje, cerca de 50% dessas espécies seriam preservadas até 2100.
Se o preço subisse para US$ 25 a tonelada, a preservação aumentaria para 94% das espécies florestais.
Para o economista Bernardo Strassburg, do ISS (Instituto Internacional para Sustentabilidade), que coordenou o trabalho, negociar a tonelada do carbono a US$ 25 é bastante factível. "Em 2007, quando o mercado de crédito de carbono estava aquecido, chegamos a negociar a tonelada a US$ 34."
De acordo com Strassburg, o IPCC (painel do clima da ONU) considera que até US$ 100 por tonelada são aceitáveis.
Hoje, o mercado de crédito de carbono está desaquecido por falta de acordo nas convenções internacionais de clima.
Além disso, algumas correntes defendem que os créditos favorecem mais o mercado do que o ambiente.

Folha de S. Paulo

Desmatamento da Amazônia foi de 208 km2 em dois meses

Embora desmate do último bimestre do ano seja 54% maior que mesmo período de 2010, a comparação não é válida por causa das nuvens.

A Floresta Amazônica perdeu 208 km2 nos meses de novembro e dezembro de 2011. A área corresponde a 25.212 campos de futebol. Os dados foram divulgados hoje (2) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
No último bimestre de 2011, o Pará foi o Estado com maior derrubada de árvore (58,56 km2), seguido pelo Mato Grosso (53,81%) e Roraima (29,24%).
Embora índice represente uma aumento de 54% em relação ao mesmo bimestre de 2010, comparação não tem valor por causa da alta cobertura de nuvens nos dois períodos.
De acordo com o diretor de Políticas para o Combate ao Desmatamento do MMA, Mauro Pires, não é possível comparar os dados atuais aos do período de 2010 devido ao quantitativo de nuvem captado pelo satélite na época, de 74%.
A medida foi prejudicada pela cobertura das nuvens. No mapa de alertas de novembro, 47% da área da Amazônia Legal permaneceu encoberta pelas nuvens. No de dezembro, 44% da Amazônia estava coberta de nuvens, o que impediu a observação do sistema.

IG

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Brasil está longe de carros elétricos e híbridos

Entre os grandes fabricantes de automóveis, o país é um dos raros em que não produz nenhum carro elétrico.

Ao lado do Paraguai, o Brasil é o único país do mundo no qual dá para abastecer o tanque de um carro com 100% de álcool hidratado. Entre os grandes fabricantes de automóveis, é um dos raros em que as montadoras locais ainda não produzem nenhum carro elétrico – e nem ao menos híbridos – nas linhas de montagem. E essa situação não deve mudar, pelo menos nos próximos anos.
“Não há a menor chance de um carro elétrico ser produzido em fábricas brasileiras enquanto o governo não der incentivos para que isso aconteça”, diz Carlos Ghosn, presidente mundial da Renault-Nissan.
Como se não bastasse, a taxação para híbridos e elétricos acaba de aumentar no Brasil. Em mais uma de suas bordoadas para aumentar a arrecadação, o governo decretou que para um Toyota Prius o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) subiu de 13% para 43%. Para um carro elétrico, como o Nissan Leaf, aumentou de 25% para 65%.
Outro problema é a falta de pontos para reabastecer carros desse tipo nas cidades brasileiras. “Para viabilizar a chegada de carros elétricos, a prefeitura de Paris está instalando algo como 5 mil pontos de recarga na cidade”, diz Ghosn.
Para o futuro, a bola da vez no Brasil continua a ser o etanol. Era movido com ele, o primeiro automóvel desenvolvido por Henry Ford e também os primeiros motores criados pelo alemão Rudol Diesel, cujo sobrenome batiza até hoje um dos derivados de petróleo, movidos a óleo de amendoim. Mas, pelo menos há boas notícias para combustíveis verdes e recicláveis no horizonte.
A 100 quilômetros de São Paulo, os laboratórios do CTBE (Centro de Tecnologia Brasileira do Etanol), em Campinas, preparam-se para colocar o país na ponta para a produção do combustível verde de segunda geração, aquele que aproveita a celulose do bagaço e a palha da cana. Até restos de madeira ou papel passariam a ser fontes de produção de combustível.
“Em usinas-piloto, já é possível aproveitar a celulose, com ajuda de enzimas”, disse a INFO o professor Marco Aurélio Pinheiro Lima, diretor do CTBE. A função dessas enzimas é converter a celulose da madeira ou cana em açúcares que, uma vez fermentados, podem se transformar em etanol. Isso é sinônimo de milhares de litros a mais de combustível verde, fim de problemas de desabastecimento e perspectiva de preços mais estáveis ou em queda.
Ainda não existe uma usina dessa nova geração produzindo em escala comercial no mundo. Mas com recursos, apoio do governo, interesse de grandes grupos, o Brasil está bem colocado para entrar nessa em pouco tempo. Há outros concorrentes, como os Emirados Árabes Unidos, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, onde os xeiques investiram o equivalente a 250 milhões de dólares em pesquisas para extrair combustível de alga, e os Estados Unidos.
Desde a administração George W. Bush, o governo americano colocou 200 milhões de dólares em pesquisa para substituir 15% da gasolina consumida. Como lá o etanol vem do milho (que tem uma produtividade duas vezes pior que a da cana), o Brasil está em vantagem. “A nova tecnologia não fará um combustível mais barato, mas, em compensação, aumentará bastante produção de etanol”, diz o pesquisador Fernando Galembeck, diretor do Laboratório Nacional de Nanotecnologia.
A disparada das vendas dos carros flex, uma tecnologia inventada em 2003, pela subsidiária da italiana Magnetti-Marelli para o Gol, da Volkswagen, virou o mercado brasileiro de cabeça para baixo. Com carros capazes de rodar com gasolina e etanol, desde então a demanda não parou de crescer. “A meta do CTBE é criar condições para ter etanol suficiente para substituir 10% da gasolina no planeta”, diz Lima.

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Consultoria: diferenças entre produtos ecológicos, verdes e sustentáveis.


Mesmo com intenções ambientalmente responsáveis, o consumidor precisa ter cuidado para não ser vítima do chamado "greenwashing", quando as empresas usam ideias ecologicamente responsáveis para promover serviços que não batem com a imagem que vendem. Primeiramente, para não cair na propaganda enganosa, é preciso saber a diferença entre produtos considerados ecológicos, verdes e sustentáveis.

Produto Ecológico é aquele que é produzido com a preocupação, quase que única, de preservar o meio ambiente o mais intacto e, se for possível, reconstituído. Ou seja, são produtos que possuem na cadeia produtiva o princípio de não gerar grandes alterações no equilíbrio do ecossistema.  Por exemplo, uma madeira extraída de um manejo sustentável onde a floresta estará reconstituída em alguns anos é ecológica. Uma cadeira que vier a ser feita com essa madeira é ecológica. Se vier a ser feita com respeito aos direitos humanos e do trabalho, será uma cadeira com responsabilidade socioambiental. O ideal é que tenha o Selo Cerflor ou FSC. Se estivermos falando de tintas, por exemplo, apenas os índios produzem de maneira sustentável. Afinal, eles utilizam os recursos naturais sem desequilibrar a fauna e flora da região.

Produto Verde é aquele que se preocupa em menores impactos ambientais (p.ex. eficiência energética, origem dos materiais etc...) e também com a saúde humana. Isto é, dizem respeito ao cuidado da empresa com a redução de impactos como um todo. Não só com as consequências para o ecossistema. Também se preocupa, por exemplo, em fazer investimentos em eficiência energética e reduzir o desperdício de água durante o processo de produção. Além disso, existe uma preocupação com a saúde dos usuários. A intenção é de que o produto não cause danos aos seus consumidores. Por exemplo, fogões e eletrodomésticos com os Selos CONPET e PROCEL.

Produto Sustentável é aquele que respeita o consumidor, a sociedade e o meio ambiente. É um produto desejado, competitivo, não faz mal à saúde, tem qualidade comprovada para o que se propõe e é desenvolvido, fabricado e comercializado de forma socioambientalmente responsável.  Há investimentos em questões como durabilidade e resistência e Inclusive em sua forma de gestão, respeitando também a legislação social, ambiental e trabalhista. A cadeira ecológica e socioambientalmente correta pode não ser sustentável se, por exemplo: não tiver um design que desperte o interesse no consumidor (pode não vender e virar desperdício!) ou se tiver um verniz ou pintura agressiva ao trabalhador ou usuário.

Sustentax/investia.com.br
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