terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Notícias Florestais

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima anuncia Programa de Investimento Florestal

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima foi criado com a finalidade de assegurar recursos para apoio a projetos ou estudos e financiamento de empreendimentos que visem à mitigação da mudança do clima e à adaptação aos seus efeitos. Cerca de 60% dos recursos do Fundo são provenientes da receita da exploração e comercialização de petróleo. É o primeiro Fundo do mundo nesses moldes.
O orçamento inicial previsto para o Fundo é de R$ 226 milhões. Deste total, R$ 200 milhões serão disponíveis para empréstimos e financiamentos, concedidos pelo BNDES para a área produtiva. Os outros R$ 26 milhões serão administrados e investidos pelo MMA, sendo que poderão ser repassados para estados e municípios através de convênios e termos de cooperação.

A novidade é a criação do Programa de Investimento Florestal que buscará a promoção do uso sustentável das terras e a melhoria da gestão florestal no Bioma Cerrado, segundo maior bioma do País e da América do Sul, contribuindo para a redução da pressão sobre as florestas remanescentes, diminuição das emissões de GEE e aumento do sequestro de CO2.


CI Florestas

Código Florestal ameaça mangues

Importantes e cobiçadas, regiões costeiras perderam proteção quando projeto foi votado no Senado.

Prestes a voltar para a Câmara dos Deputados, o Código Florestal tem no aumento da vulnerabilidade dos manguezais um de seus pontos mais polêmicos. Alterações feitas pelo Senado no projeto de lei, em dezembro, abriram a possibilidade da ocupação de apicuns - uma parte dos manguezais. Pelo acordo, os produtores de camarões e de sal poderão ampliar sua atividade em até 10% na Amazônia e 35% no Nordeste.
O Brasil é o segundo país com maior cobertura de manguezais - cerca de 9% -, perdendo para a Indonésia (21%), de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). No País, eles ocorrem do Amapá até Santa Catarina. Considerados pelo atual Código Florestal como áreas de preservação permanente (APPs), os manguezais são estratégicos para a sobrevivência da população que vive no litoral e para a manutenção dos sistemas costeiros e das praias. Berçário de espécies marinhas, eles fixam carbono, protegem a linha da costa e alimentam aves migratórias e mamíferos, incluindo o homem.
Entre as pressões sofridas pelos manguezais estão a poluição por químicos e petróleo e a especulação imobiliária. No Nordeste, também são pressionados pela criação de camarão e, no Sudeste, pela ampliação portuária, como está prevista na Baixada Santista e em São Sebastião (SP). "A emenda sobre os apicuns deixa o Brasil totalmente exposto. Estamos falando da costa inteira, praticamente toda coberta por manguezais, salgados e restingas", alerta Mário Mantovani, um dos criadores da campanha Mangue faz a Diferença, lançada em janeiro pela sociedade civil organizada. "A questão não é isolada. O Brasil não tem nenhuma política pública voltada para os seus mares. O que ainda segurava a barbárie era a condição de APP dos manguezais", diz.

CI Florestas

Carbono mais 'caro' pode salvar espécies

Quanto maior o valor de mercado da tonelada de carbono não emitido na atmosfera, mais espécies de plantas e de animais que vivem nas florestas são preservadas. É o que indica um estudo de pesquisadores europeus coordenados por um economista brasileiro.

O grupo parte do princípio de que as políticas de crédito de carbono ajudam a manter as florestas em pé. Isso porque o sistema permite que quem tenha preservado suas florestas venda créditos a quem tenha poluído além do que determinam as convenções internacionais.
A política começou a ser discutida na primeira reunião do painel do clima da ONU, em 1988.
A ideia é que esse tipo de negociação aconteça principalmente entre países ricos (que poluem muito) e os mais pobres (que emitem menos carbono e venderiam seus créditos).
A conclusão dos pesquisadores é que quanto mais alto o valor do crédito de carbono no mercado, mais sobrevida ganham as florestas e os animais que vivem nela.
Sem as políticas de crédito de carbono, calculam os cientistas, 36 mil espécies de animais e de plantas florestais seriam extintas até 2100.
Com a tonelada de carbono a US$ 7, valor perto do que é negociado hoje, cerca de 50% dessas espécies seriam preservadas até 2100.
Se o preço subisse para US$ 25 a tonelada, a preservação aumentaria para 94% das espécies florestais.
Para o economista Bernardo Strassburg, do ISS (Instituto Internacional para Sustentabilidade), que coordenou o trabalho, negociar a tonelada do carbono a US$ 25 é bastante factível. "Em 2007, quando o mercado de crédito de carbono estava aquecido, chegamos a negociar a tonelada a US$ 34."
De acordo com Strassburg, o IPCC (painel do clima da ONU) considera que até US$ 100 por tonelada são aceitáveis.
Hoje, o mercado de crédito de carbono está desaquecido por falta de acordo nas convenções internacionais de clima.
Além disso, algumas correntes defendem que os créditos favorecem mais o mercado do que o ambiente.

Folha de S. Paulo

Desmatamento da Amazônia foi de 208 km2 em dois meses

Embora desmate do último bimestre do ano seja 54% maior que mesmo período de 2010, a comparação não é válida por causa das nuvens.

A Floresta Amazônica perdeu 208 km2 nos meses de novembro e dezembro de 2011. A área corresponde a 25.212 campos de futebol. Os dados foram divulgados hoje (2) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
No último bimestre de 2011, o Pará foi o Estado com maior derrubada de árvore (58,56 km2), seguido pelo Mato Grosso (53,81%) e Roraima (29,24%).
Embora índice represente uma aumento de 54% em relação ao mesmo bimestre de 2010, comparação não tem valor por causa da alta cobertura de nuvens nos dois períodos.
De acordo com o diretor de Políticas para o Combate ao Desmatamento do MMA, Mauro Pires, não é possível comparar os dados atuais aos do período de 2010 devido ao quantitativo de nuvem captado pelo satélite na época, de 74%.
A medida foi prejudicada pela cobertura das nuvens. No mapa de alertas de novembro, 47% da área da Amazônia Legal permaneceu encoberta pelas nuvens. No de dezembro, 44% da Amazônia estava coberta de nuvens, o que impediu a observação do sistema.

IG

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Brasil está longe de carros elétricos e híbridos

Entre os grandes fabricantes de automóveis, o país é um dos raros em que não produz nenhum carro elétrico.

Ao lado do Paraguai, o Brasil é o único país do mundo no qual dá para abastecer o tanque de um carro com 100% de álcool hidratado. Entre os grandes fabricantes de automóveis, é um dos raros em que as montadoras locais ainda não produzem nenhum carro elétrico – e nem ao menos híbridos – nas linhas de montagem. E essa situação não deve mudar, pelo menos nos próximos anos.
“Não há a menor chance de um carro elétrico ser produzido em fábricas brasileiras enquanto o governo não der incentivos para que isso aconteça”, diz Carlos Ghosn, presidente mundial da Renault-Nissan.
Como se não bastasse, a taxação para híbridos e elétricos acaba de aumentar no Brasil. Em mais uma de suas bordoadas para aumentar a arrecadação, o governo decretou que para um Toyota Prius o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) subiu de 13% para 43%. Para um carro elétrico, como o Nissan Leaf, aumentou de 25% para 65%.
Outro problema é a falta de pontos para reabastecer carros desse tipo nas cidades brasileiras. “Para viabilizar a chegada de carros elétricos, a prefeitura de Paris está instalando algo como 5 mil pontos de recarga na cidade”, diz Ghosn.
Para o futuro, a bola da vez no Brasil continua a ser o etanol. Era movido com ele, o primeiro automóvel desenvolvido por Henry Ford e também os primeiros motores criados pelo alemão Rudol Diesel, cujo sobrenome batiza até hoje um dos derivados de petróleo, movidos a óleo de amendoim. Mas, pelo menos há boas notícias para combustíveis verdes e recicláveis no horizonte.
A 100 quilômetros de São Paulo, os laboratórios do CTBE (Centro de Tecnologia Brasileira do Etanol), em Campinas, preparam-se para colocar o país na ponta para a produção do combustível verde de segunda geração, aquele que aproveita a celulose do bagaço e a palha da cana. Até restos de madeira ou papel passariam a ser fontes de produção de combustível.
“Em usinas-piloto, já é possível aproveitar a celulose, com ajuda de enzimas”, disse a INFO o professor Marco Aurélio Pinheiro Lima, diretor do CTBE. A função dessas enzimas é converter a celulose da madeira ou cana em açúcares que, uma vez fermentados, podem se transformar em etanol. Isso é sinônimo de milhares de litros a mais de combustível verde, fim de problemas de desabastecimento e perspectiva de preços mais estáveis ou em queda.
Ainda não existe uma usina dessa nova geração produzindo em escala comercial no mundo. Mas com recursos, apoio do governo, interesse de grandes grupos, o Brasil está bem colocado para entrar nessa em pouco tempo. Há outros concorrentes, como os Emirados Árabes Unidos, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, onde os xeiques investiram o equivalente a 250 milhões de dólares em pesquisas para extrair combustível de alga, e os Estados Unidos.
Desde a administração George W. Bush, o governo americano colocou 200 milhões de dólares em pesquisa para substituir 15% da gasolina consumida. Como lá o etanol vem do milho (que tem uma produtividade duas vezes pior que a da cana), o Brasil está em vantagem. “A nova tecnologia não fará um combustível mais barato, mas, em compensação, aumentará bastante produção de etanol”, diz o pesquisador Fernando Galembeck, diretor do Laboratório Nacional de Nanotecnologia.
A disparada das vendas dos carros flex, uma tecnologia inventada em 2003, pela subsidiária da italiana Magnetti-Marelli para o Gol, da Volkswagen, virou o mercado brasileiro de cabeça para baixo. Com carros capazes de rodar com gasolina e etanol, desde então a demanda não parou de crescer. “A meta do CTBE é criar condições para ter etanol suficiente para substituir 10% da gasolina no planeta”, diz Lima.

http://exame.abril.com.br

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Consultoria: diferenças entre produtos ecológicos, verdes e sustentáveis.


Mesmo com intenções ambientalmente responsáveis, o consumidor precisa ter cuidado para não ser vítima do chamado "greenwashing", quando as empresas usam ideias ecologicamente responsáveis para promover serviços que não batem com a imagem que vendem. Primeiramente, para não cair na propaganda enganosa, é preciso saber a diferença entre produtos considerados ecológicos, verdes e sustentáveis.

Produto Ecológico é aquele que é produzido com a preocupação, quase que única, de preservar o meio ambiente o mais intacto e, se for possível, reconstituído. Ou seja, são produtos que possuem na cadeia produtiva o princípio de não gerar grandes alterações no equilíbrio do ecossistema.  Por exemplo, uma madeira extraída de um manejo sustentável onde a floresta estará reconstituída em alguns anos é ecológica. Uma cadeira que vier a ser feita com essa madeira é ecológica. Se vier a ser feita com respeito aos direitos humanos e do trabalho, será uma cadeira com responsabilidade socioambiental. O ideal é que tenha o Selo Cerflor ou FSC. Se estivermos falando de tintas, por exemplo, apenas os índios produzem de maneira sustentável. Afinal, eles utilizam os recursos naturais sem desequilibrar a fauna e flora da região.

Produto Verde é aquele que se preocupa em menores impactos ambientais (p.ex. eficiência energética, origem dos materiais etc...) e também com a saúde humana. Isto é, dizem respeito ao cuidado da empresa com a redução de impactos como um todo. Não só com as consequências para o ecossistema. Também se preocupa, por exemplo, em fazer investimentos em eficiência energética e reduzir o desperdício de água durante o processo de produção. Além disso, existe uma preocupação com a saúde dos usuários. A intenção é de que o produto não cause danos aos seus consumidores. Por exemplo, fogões e eletrodomésticos com os Selos CONPET e PROCEL.

Produto Sustentável é aquele que respeita o consumidor, a sociedade e o meio ambiente. É um produto desejado, competitivo, não faz mal à saúde, tem qualidade comprovada para o que se propõe e é desenvolvido, fabricado e comercializado de forma socioambientalmente responsável.  Há investimentos em questões como durabilidade e resistência e Inclusive em sua forma de gestão, respeitando também a legislação social, ambiental e trabalhista. A cadeira ecológica e socioambientalmente correta pode não ser sustentável se, por exemplo: não tiver um design que desperte o interesse no consumidor (pode não vender e virar desperdício!) ou se tiver um verniz ou pintura agressiva ao trabalhador ou usuário.

Sustentax/investia.com.br

Parabéns Macapá: 254 anos de belezas naturais

“É fácil o meu endereço, vai lá quando o sol se por, na esquina do rio mais belo, com a Linha do Equador”.  (Zé Miguel/Fernando Canto)



As paisagens naturais de Macapá, constitutivos da grande diversidade amazônica, inspiram verdadeiros espetáculos. Enumero alguns pontos interessantes que dão a ideia do grande potencial que tem e que precisam ser preservados para que a atual e as futuras gerações possam usufruir.

Lagoa dos Índios - localizada na Rodovia Duca Serra, é uma Área de Preservação Permanente – APP, sendo o habitat natural de garças e várias espécies de peixes como: acará, tamuatá, tucunaré, traíra, jandiá, anujá, matupiri, pratinhas, sarapó, etc. Completa a paisagem da lagoa, uma belíssima manada de búfalos. A lagoa dos índios, apesar de sofrer com as constantes ações de pessoas desinformadas que nela jogam detritos e lixos, é beneficiada pela presença natural de uma planta chamada aguapé, que retira e filtra as impurezas das águas, mantendo-a sempre límpida.

Curiaú - a comunidade do Curiaú fica em uma região próxima do núcleo urbano de Macapá. Sua população é formada predominantemente de negros descendentes de escravos africanos. Trata-se, na verdade, de um núcleo composto por cinco comunidades: Curiaú de dentro, Curiaú de fora, Casa Grande, Curralinho e Mocambo, que procuram manterem-se fiéis às tradições, principalmente quanto às festas, danças, culinária e crenças religiosas. O Curiaú é dotado de excepcional beleza, graças à paisagem natural que ostenta: lagos, florestas e savanas. A população que lá reside, sobrevive basicamente dos produtos extraídos da natureza: agricultura – cultivo de arroz, banana, abacaxi, cana-de-açúcar, etc, pecuária – criação do gado bubalino e outras criações domésticas (aves) e pesca.

Rio Amazonas - nasce nos Andes Peruanos, com o nome de Solimões, até receber o Rio Negro em Manaus, quando passa a denominar-se Amazonas. Tem sua foz no litoral norte brasileiro, onde descarrega o maior volume de água doce no oceano Atlântico. Durante o seu percurso, o rio transporta muitos sedimentos, que deram origens a diversas ilhas em sua foz, como a Ilha do Marajó, com 48 mil Km2, que é a maior ilha fluvial marinha do mundo em contato com o oceano. Há também as Ilhas Cavianas e Mexiana, dentre outras. A foz do rio Amazonas é mista: delta estuário.





Parque Zoobotânico - oferece aos visitantes, exemplares variados da fauna amazônica, representada por onças, antas, capivaras, veados, macacos, jacarés, jabutis, aves (jaburu), pássaros, peixe boi, dentre outras; e da flora, com espécies arbóreas nativas e exóticas. Atualmente, encontra-se fechado à visitação, devido reformas e adaptação para receber novos animais capturados por contrabando e abandono.



Casa do Artesão – está situada na Avenida Azarias Neto, na frente da cidade. Lá se encontra o melhor do artesanato amapaense, destacando-se os objetos em madeira; artigos em vime; objetos de cerâmica revestidos com pó de manganês, além de trabalhos em papel reciclado e artefatos indígenas.


Trapiche Eliezer Levy: Recentemente reinaugurado pelo Governo do PSB, situa-se em frente da cidade. Totalmente refeito em concreto puro, com 366 metros de comprimento (74 metros a menos do que o anterior), o trapiche conta com uma loja e um bondinho para o lazer do público.




Sambódromo: construído com a finalidade de servir de oficina de artes populares: dança, música, cozinha regional, artesanato, fabricação de bonecos e adereços, planejamento de carnaval e outros, o sambódromo é mais uma das opções culturais da cidade.











Marco Zero do Equador: O novo prédio do ponto turístico Marco Zero do Equador foi inaugurado em julho de 1987 e dispõe de um moderno prédio arquitetônico, projetado para funcionar com serviços de restaurante, salão de recepções, bar, galeria de arte e loja de artesanato. O monumento do Marco Zero do Equador fica a 2 km do centro da cidade de Macapá, única no Brasil a ser cortada pela linha do Equador.
Quem visita este local, pode dispor do privilégio de pisar, ao mesmo tempo nos dois hemisférios e ainda, apreciar as belezas da cidade. Um cenário bonito e curioso pode ser visto no amplo terraço do monumento, através do obelisco, de onde se pode observar o equinócio, momento no qual ocorre o perfeito alinhamento do centro da Terra com o Sol, o que possibilita perfeita contemplação do sol. Neste instante, registra-se uma igual duração do dia e da noite. Somente a cada dois anos acontece este fenômeno. 
No dia 21 de março, ocorre o chamado “equinócio de primavera”, quando o sol passa do hemisfério sul para o hemisfério norte, marcando o início da primavera e no dia 23 de setembro, o chamado “equinócio de outono”, ocasião que o sol passa do hemisfério norte para o hemisfério sul, definindo, portanto, o início do outono.



Estádio Zerão: este estádio, construído nas adjacências do Marco Zero, não poderia receber outro nome. À primeira vista, pode-se pensar que se trata de um estádio comum, mas o que chama a atenção para sua construção é que a linha que divide os dois campos de jogo foi traçada exatamente obedecendo à linha do Marco Zero do Equador, o que divide o campo, também, imaginariamente em dois hemisférios.
Atualmente, encontra-se em reforma e ampliação, que contará de uma nova e maior arquibancada, vestiário, área de estacionamento interna e externa, locais para bares e salas para funcionamento de entidades esportivas.



Fortaleza de São José de Macapá: situa-se à margem esquerda da foz do rio Amazonas, em frente à cidade de Macapá, capital do Estado do Amapá. É o mais belo, imponente e sólido monumento militar do Brasil.



Fazendinha: apesar do nome, pouco ou nada tem das características de uma fazenda, fica a 16 km da capital. Não obstante haver crescido em termos populacionais e, ainda, modificado bastante sua estrutura, adquirindo feições mais urbanas, ainda não possui autonomia econômica nem administrativa, sendo considerada Distrito do Município de Macapá. De encontro a este pensamento, coexistem as inúmeras tentativas de alguns políticos do local, os quais, se dizendo portadores dos anseios da população, vêm lutando por sua emancipação.
O que chama a atenção na localidade é, de fato, o Balneário, o qual conta com estrutura moderna, oferecendo aos visitantes, em seus bares e restaurantes, comidas típicas da região. Fazendinha é bastante frequentada durante o mês de julho, por ocasião do Macapá Verão, evento que proporciona, além da diversão ao banhista, informações sobre a limpeza e conservação do balneário, orientações à saúde, operações de salvamento etc.

www.etur.com.br




Letra da música: Meu endereço - Zé Miguel e Fernando Canto

Meu endereço é bem fácil
É ali no meio do mundo
Onde está meu coração
Meus livros, meu violão
Meu alimento fecundo
A casa por onde paro
Qualquer carteiro conhece
É feita de sonho e linha
Que brilha quando anoitece
Na minha casa se tece
Mesura na luz do dia
Pra afugentar quebranto
Na hora da fantasia
É fácil o meu endereço
Vá lá quando o sol se por
Na esquina do rio mais belo
Com a linha do equador

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Reabertura do Museu Sacaca - Macapá/AP

O Museu Sacaca é uma instituição cultural e científica localizada na cidade de Macapá, capital do Estado do Amapá.

Depois de passar por ampliação e revitalização, o Museu Sacaca, que tem por objetivo manter viva a história e a cultura dos povos amazônicos, está reaberto à visitação pública.







O museu tem por objetivo promover ações museológicas de pesquisa, preservação e comunicação, abrangendo o saber científico e o saber popular dos povos amazônicos. Tem como destaque maior o circuito expositivo a céu aberto, construído com a participação das comunidades indígenas, ribeirinhas, extrativistas e produtoras de farinha do Estado.





O museu desenvolve suas atividades em um conjunto de edificações dispersas por uma área verde de 12.000 metros quadrados, banhada por um pequeno rio, localizada no bairro do Trem, na zona centro-sul de Macapá. É neste espaço que se encontra a exposição permanente a céu aberto, que tem por finalidade retratar os principais ambientes amazônicos e, sobretudo, o modo de vida das comunidades tradicionais do Amapá. Compõem o circuito expositivo: a Cada dos Índios Waiãpi, a Casa dos Índios Palikur, o Barco Regatão, o Sítio Arqueológico do Maracá, a Praça do Pequeno Empreendedor Popular, a Praça do Sacaca, a Casa da Farinha, a Casa da Fitoterapia e a Casa dos Ribeirinhos. O rio que corta o terreno serve para a criação de peixes da região e estudos sobre recursos hídricos e potencial pesqueiro.

O acervo do museu, bastante diversificado, reúne peças de interesse científico, abrangendo zoologia (com destaque para a coleção entomológica), botânica e microbiologia, artefatos históricos, etnográficos, arqueológicos e artísticos, adquiridas através de doações, coletas e aquisições, além de fototeca e biblioteca.
















agenciaamapa.com.br/wikipedia

Desenvolvimento sustentável: crítica ao modelo padrão

Os documentos oficiais da ONU e também o atual rascunho para a Rio+20 encamparam o modelo padrão de desenvolvimento sustentável: deve ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. É o famoso tripé chamado de Triple Botton Line (a linha das três pilastras), criado em 1990 pelo britânico John Elkington, fundador da ONG SustainAbility. Este modelo não resiste a uma crítica séria.
Desenvolvimento economicamente viável – Na linguagem política dos governos e das empresas, desenvolvimento equivale ao Produto Interno Bruto (PIB). Ai da empresa e do país que não ostentem taxas positivas de crescimento anuais! Entram em crise ou em recessão com consequente diminuição do consumo e geração de desemprego. No mundo dos negócios, o negócio é ganhar dinheiro, com o menor investimento possível, com a máxima rentabilidade possível, com a concorrência mais forte possível e no menor tempo possível.
Quando falamos aqui de desenvolvimento não é qualquer um, mas o realmente existente que é aquele industrialista/capitalista/consumista. Este é antropocêntrico, contraditório e equivocado. Explico-me.
É antropocêntrico, pois está centrado somente no ser humano, como se não existisse a comunidade de vida (flora e fauna e outros organismos vivos), que também precisa da biosfera e demanda igualmente sustentabilidade. É contraditório, pois desenvolvimento e sustentabilidade obedecem a lógicas que se contrapõem. O desenvolvimento realmente existente é linear, crescente, explora a natureza e privilegia a acumulação privada. É a economia política de viés capitalista. A categoria sustentabilidade, ao contrário, provém das ciências da vida e da ecologia, cuja lógica é circular e includente. Representa a tendência dos ecossisstemas ao equilíbrio dinâmico, à interdependência e à cooperação de todos com todos. Como se depreende, são lógicas que se autonegam: uma privilegia o indivíduo, a outra o coletivo, uma enfatiza a competição, a outra a cooperação, uma a evolução do mais apto, a outra a coevolução de todos interconectados.
É equivocado, porque alega que a pobreza é causa da degradação ecológica. Portanto, quanto menos pobreza, mais desenvolvimento sustentável haveria e menos degradação, o que é equivocado. Analisando, porém, criticamente, as causas reais da pobreza e da degradação da natureza, vê-se que resultam, não exclusiva, mas principalmente, do tipo de desenvolvimento praticado. É ele que produz degradação, pois dilapida a natureza, paga baixos salários e gera assim pobreza.
A expressão desenvolvimento sustentável representa uma armadilha do sistema imperante: assume os termos da ecologia (sustentabilidade) para esvaziá-los. Assume o ideal da economia (crescimento), mascarando a pobreza que ele mesmo produz.
Socialmente justo – Se há uma coisa que o atual desenvolvimento industrial/capitalista não pode dizer de si mesmo é que seja socialmente justo. Se assim fosse não haveria 1,4 bilhão de famintos no mundo e a maioria das nações na pobreza. Fiquemos apenas com o caso do Brasil. O Atlas Social do Brasil de 2010 (Ipea) refere que cinco mil famílias controlam 46% do PIB. O governo repassa anualmente R$ 125 bilhões para o sistema financeiro para pagar com juros os empréstimos feitos e aplica apenas R$ 40 bilhões para os programas sociais que beneficiam as grandes maiorias pobres. Tudo isto denuncia a falsidade da retórica de um desenvolvimento socialmente justo, impossível dentro do atual paradigma econômico.
Ambientalmente correto – O atual tipo de desenvolvimento se faz movendo uma guerra irrefreável contra Gaia, arrancando dela tudo o que lhe for útil e objeto de lucro, especialmente para aquelas minorias que controlam o processo. Em menos de quarenta anos, segundo o Índice Planeta Vivo da ONU (2010), a biodiversidade global sofreu uma queda de 30%. Apenas de 1998 para cá, houve um salto de 35% nas emissões de gases de efeito estufa. Ao invés de falarmos nos limites do crescimento, melhor faríamos se falássemos nos limites da agressão à Terra.
Em conclusão, o modelo padrão de desenvolvimento que se quer sustentável, é retórico. Aqui e acolá se verificam avanços na produção de baixo carbono, na utilização de energias alternativas, no reflorestamento de regiões degradadas e na criação de melhores sumidouros de dejetos. Mas reparemos bem: tudo é realizado desde que não se afetem os lucros, nem se enfraqueça a competição. Aqui a utilização da expressão “desenvolvimento sustentável” possui uma significação política importante: representa uma maneira hábil de desviar a atenção para a mudança necessária de paradigma econômico se quisermos uma real sustentabilidade. Dentro do atual, a sustentabilidade é, ou localizada, ou inexistente.

Envolverde, - via Leonardo Boff: autor do livro Sustentabilidade: o que é e o que não é. Editora Vozes, 2012.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Isso é legal: Ideias sustentáveis

Londres ganha lixeiras high tech que transmitem notícias

Diariamente, das 6h às 23h59, os novos aparelhos de coleta seletiva reproduzem informações do mercado financeiro, de cultura e arte, generalidades e previsões do tempo.

A cinco meses daquela que promete ser a Olimpíada mais verde já realizada no mundo, Londres estreou um moderno e inovador sistema de coleta seletiva – são 25 lixeiras inteligentes equipadas com duas telas LCD uma em cada lado, que são sensíveis ao toque e transmitem notícias em tempo real.
Instaladas na última semana, as novas lixeiras de coleta seletiva reproduzem, diariamente, das 6h às 23h59, informações do mercado financeiro, de cultura, esporte, entretenimento, meio ambiente e generalidades, que se intercalam com as previsões do tempo. O conteúdo será fornecido pela revista The Economist e pela London Stock Exhchange, entre outros veículos britânicos de prestígio.

Até junho, mais 50 aparelhos devem ser distribuídos pela capital inglesa. Há planos, inclusive, de garantir conectividade Wi-Fi na temporada dos jogos olímpicos. A ideia por trás da atratividade do aparelho é uma só: aumentar a taxa de reciclagem na cidade, chamando a atenção da população.
Agora, a empreitada não sai barato. De acordo com o jornal britânico Mail Online, a fabricação e instalação de cada unidade da lixeira high tech custa 30 mil libras (cerca de 82 mil reais). Ainda segundo o periódico, a novidade já despertou interesse de outras cidades, como Tóquio e Manhattan, que estudam implementar as lixeiras em suas ruas.

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Empresa inova e cria tecnologia sustentável

No Espírito Santo, engenheiro sanitário cria solução para a reutilização de água em prédios.

Desde que se formou em engenharia sanitária, em 1984, Ricardo Franci busca soluções para o reaproveitamento da água. Com o crescente risco da falta desse produto, ele usou seu conhecimento em engenharia de tratamento de águas e controle da poluição para desenvolver uma tecnologia própria para o reuso em prédios comerciais e residenciais.
A técnica começou a ser desenvolvida na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), onde Franci é professor, e difundida a partir de 2000, quando ele fundou a Fluir Engenharia Ambiental, localizada no município de Vila Velha (ES). “Já implantamos o nosso sistema em 15 edificações. A economia chega a 30% em prédios residenciais e a 50%, em comerciais”, afirma.
De acordo com o engenheiro, as ideias amadureceram depois que ele concluiu o doutorado na França. “Lá, trabalhei com sistemas de esgoto, tema que me fez desenvolver conceitos voltados para a nossa realidade. Hoje, temos mais tecnologia na reutilização da água que os europeus”, explica.
“Atualmente, no Brasil, são 19 regiões metropolitanas sob estresse hídrico, ou seja, falta de água nas grandes áreas urbanas. Por isso, nosso projeto de sustentabilidade tem feito tanto sucesso e já representa cerca de 40% dos negócios de nossa empresa. É nosso carro-chefe”, revela Franci.
A água da chuva ou consumida em chuveiros, pias, tanques e lavatórios é canalizada para um tanque localizado no subsolo do prédio e depois bombeada para uma estação de tratamento na cobertura. Após ser tratada, a água é reutilizada nas descargas sanitárias, jardinagem, lavagens de carros e limpeza dependências do edifício.

http://exame.abril.com.br

Receitas caseiras preservam o meio ambiente

Aprender novas receitas de sabão caseiro é sempre muito bom, afinal, além de saber a qualidade do produto, dá até para economizar dinheiro. Por isso, com ajuda do blog Verde Ambiente reunimos algumas receitas de sabão líquido, detergente, desinfetante e até amaciante para roupas. O blog também tem algumas receitas de sabão caseiro feito com óleo usado, confira:









Receita 1 – Sabão Caseiro
Ingredientes:
  • 750 ml de azeite ou óleo de cozinha (aquecido ou morno)
  • 250 gramas de soda cáustica
  • 750 ml de álcool – pode ser de posto
  • 500 ml de água – (para usar na primeira etapa)
  • 13 litros de água – (para usar na etapa final) – deve ser água sem cloro que pode ser água da chuva, de fontes ou cisternas.
  • 30 ml de essência do gosto ou a mais tradicional de coco ou erva doce.

Preparo:
  • Dilua primeiro a soda em meio litro de água agitando com cuidado pelo menos por 5 minutos.
  • Adicione o álcool e o óleo (morno) e mexa por uns 10 minutos.
  • Adicione os 13 litros de água aos poucos e vai mexendo sempre por mais 10 minutos.
  • Adicione a essência ou pode deixar sem se preferir.
  • Embale, tampe bem e identifique a embalagem com a data de fabricação – validade de 6 meses.
  • Rendimento: 15 litros.

Sabão líquido para louça
Ingredientes:
  • 2 litros de água
  • 1 sabão caseiro ralado
  • 1 colher de Óleo de Rícino
  • 1 colher de Açúcar.

Preparo:
  • Ferver todos os ingredientes até dissolver e engarrafar.

Detergente ecológico
Ingredientes:
  • 1 pedaço de sabão de coco neutro
  • 2 limões
  • 4 colheres de sopa de amoníaco (que é biodegradável)

Preparo:
Derreta o sabão de coco, picado ou ralado, em um litro de água. Depois, acrescente cinco litros de água fria. Em seguida,esprema os limões. Por último, despeje o amoníaco e misture bem. Guarde o produto resultante em garrafas e utilize-o no lugar dos similares comerciais. Você obterá seis litros de um detergente que limpa, não polui, cujo valor econômico é incomparavelmente menor do que o do similar industrializado.

Detergente ecológico multiuso
Ingredientes:
  • Água
  • Vinagre
  • Amônia líquida (amoníaco)
  • Bicarbonato de sódio e ácido bórico

Preparo:
Em um litro de água morna (cerca de 45º C), coloque uma colher de sopa de vinagre, uma colher de sopa de amoníaco,uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e uma colher de sopa de bórax ou ácido bórico. o Utilize em qualquer tipo de limpeza, em substituição aos multiusos convencionais. o Como qualquer produto de limpeza convencional, mantenha os detergentes ecológicos fora do alcance de crianças e animais domésticos. Fonte: Planeta na Web.

Desinfetante para banheiro
Ingredientes:
  • 1 litro de Álcool (de preferência 70º)
  • 4 litros de água
  • 1 Sabão Caseiro
  • Folhas de Eucalipto

Preparo:
Deixar as folhas de eucalipto de molho no álcool por 2 dias. Ferver 1 litro de água com o sabão ralado, até dissolver. Juntar a água e a essência de eucalipto. Engarrafar.

Amaciante para roupas
Ingredientes:
  • 5 litros de Água
  • 4 colheres de Glicerina
  • 1Sabonete ralado
  • 2 colheres de sopa de Leite de Rosas.

Preparo:
Ferver 1 litro de água com o sabonete ralado até dissolver. Acrescentar mais 4 litros de água fria, as 4 colheres de glicerina e as 2 colheres de Leite de Rosas. Mexer bem até misturar e depois engarrafar.

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