terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Curiosidades: Sabão magnético e sabão ecológico

Sabão magnético pode limpar vazamentos de petróleo

O sabão é composto de sais ricos em ferro, dissolvido em íons de água, brometo e cloreto. Cientistas da Universidade de Bristol e do Institut Laue-Langevin desenvolveram um sabão magnético. O objetivo é limpar vazamentos de petróleo.

O sabão é composto de sais ricos em ferro, dissolvido em íons de água, brometo e cloreto. A partir desses componentes, é formado um núcleo magnético dentro das partículas do sabão. O uso de ímãs levanta as substâncias nocivas, mas sem perturbar o ambiente natural.

A preocupação vem dos acidentes petrolíferos, cujo impacto é devastador sobre a vida marinha. Por exemplo, o colapso da plataforma submersível de petróleo Deepwater Horizon, da BP (British Petroleum) lançou 4,9 milhões de barris de petróleo no Golfo do México durante 100 dias em 2010. O petróleo envenenou todo o ecossistema local.

De acordo com o relatório publicado na revista Nature, os produtos químicos lançados, como dispersantes e sabões industriais, criaram muitos problemas ambientais. Além disso, as moléculas só começaram a quebrar seis meses depois. Portanto, é necessária uma solução mais sustentável e segura, que possa ser coletada com facilidade após o uso.

Apesar de o sabão magnético ainda estar em fase teórica, os cientistas querem um detergente capaz de ser produzido para limpar os vazamentos de petróleo e de ambientes sensíveis com segurança e eficácia.

Submetido a testes limitados pelos pesquisadores, o sabão sensível a um campo magnético foi inserido em um tubo de ensaio, em uma solução orgânica menos densa. Então, o sabão levitou para a superfície com o efeito da força magnética.

Segundo os cientistas, existe a possibilidade do sabão magnético também ser usado para recriar o fenômeno em líquidos comercialmente viáveis, que podem ir desde o tratamento de água até produtos de limpeza industrial.

http://exame.abril.com.br

Sabão ecológico

Sabe todo aquele óleo de frituras que iria contaminar o meio ambiente? Ele pode virar sabão, deixando, assim, de poluir as águas e a atmosfera e contribuir para diminuir o aquecimento global.

A decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera, um dos principais gases causadores do efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. O óleo de cozinha que vai para o ralo da pia chega ao oceano pelas redes de esgoto. Em contato com água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano.

Eu já fiz a experiência filtrando o óleo de cozinha usado e misturando-o, aquecido, à soda cáustica, aromatizante e água. A soda é tóxica, e foi preciso usar luvas para evitar queimaduras na pele e tomar cuidado com as vias respiratórias.

O melhor de tudo: ele é um sabão biodegradável, que se decompõe por bactérias depois de usado. É ecológico porque evita que o óleo chegue aos rios e cause degradação da água e impermeabilização do solo.

Aprenda a fazer o sabão, é super fácil:
  • Peneire o óleo para retirar os resíduos e impurezas;
  • Aqueça o óleo sem deixar ferver;
  • Use luvas e adicione soda cáustica (350ml para cada litro de óleo);
  • Para dar perfume ao sabão, adicione 1ml de aromatizante ou amaciante.
  • Mexa lentamente durante por 20 minutos;
  • Deixe descansar por um dia se for cortar em barras;
  • Após uma semana o sabão está pronto para ser usado.

Fonte: Ambiente em foco

Vegetação tropical emite menos CO2 do que se pensava

Sumidouros de carbono armazenariam 21% a mais de gases estufa. Mapeamento de cientistas ajuda na vigilância de países contra o desmate.

Estudo publicado na revista científica “Nature” mostra um novo mapeamento feito por cientistas sobre a vegetação tropical do planeta e aponta que as regiões que abrangem florestas, savanas e matas com arbustos guardariam 21% a mais de carbono do que se pensava.

Isto significaria uma desaceleração no desmatamento dessas áreas, consideradas sumidouros de carbono (que absorvem naturalmente este gás de efeito estufa da atmosfera e o armazenam no solo -- mais florestas em pé, menos CO2 emitido). Para se ter ideia, a Amazônia concentraria 30% de todo carbono do mundo (cerca de 100 bilhões de toneladas).

Com uma combinação que utilizou dados de satélite com informações colhidas em campo, pesquisadores das universidades Boston e de Maryland, ambas dos Estados Unidos, criaram um mapa que reúne informações da África, Ásia e América.

Essas estimativas são necessárias e fundamentais para a compreensão da quantidade de carbono liberado na atmosfera devido às mudanças na cobertura vegetal e uso da terra.

Aquecimento global

O desmatamento de florestas tropicais é considerado uma importante fonte de emissões de gases de efeito estufa, liberando a 1,1 bilhão de toneladas de CO2 ao ano.

O projeto auxilia nações e projetos ambientais a determinar melhores estimativas de emissões de carbono, necessárias para relatórios emitidos à Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), que apoiam a iniciativa Redd+ (Redução de emissões por desmatamento e degradação).

Greg Asner, ecologista da Carnegie Institution for Science, disse em comunicado divulgado nesta segunda-feira (30) que “a resolução do mapa pode ajudar os países a implementar atividades de melhorar a gestão da floresta e auxiliará no combate às alterações climáticas”.

http://g1.globo.com

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fotógrafo cria mundo fantástico com insetos

Fotografias em macro sempre chamam atenção por dar dimensões maiores e destacar os detalhes daquilo que normalmente passa despercebido ou é impossível de ser visto com precisão ao olho nu. Mas o fotógrafo israelense Nadav Bagim, mais conhecido como Aimishboy, foi além e resolveu dar um ar psicodélico aos close-ups que faz dos pequenos insetos que moram no jardim de sua casa.

Com objetos domésticos simples, como um saco plástico, legumes e borrifador de água, ele arma um cenário fantástico e de cores vibrantes para seus modelos, no caso, caramujos, louva-deus, formigas, lagartixas, lessams, entre outros insetos. O resultado é o que você vê ao lado: uma série de flashes com um quê de mundo mágico e ficção científica chamada de “WonderLand” (País das Maravilhas).

“Eu gosto de me ‘comunicar’ com os bichinhos e encontrar formas criativas, delicadas e inofensivas de manobrá-los para agir de acordo com o enredo na minha cabeça”, explica Bagim, que às vezes usa açúcar para atrair os insetos. Em seu site,  Aimishboy Photography, ele faz questão de destacar que nenhum bichinho se machucou durante o ensaio, que ainda está em desenvolvimento.

exame.abril.com








sábado, 28 de janeiro de 2012

Vale leva o título de pior empresa do mundo

Mineradora é a primeira companhia brasileira a ganhar o prêmio inglório do “Public Eye People´s”, realizado pelo Greenpeace e pela ONG Declaração de Berna.

A Vale foi eleita a pior empresa do mundo pelo “Public Eye People´s”, premiação realizada desde 2000 pelas ONGs Greenpeace e Declaração de Berna. É a primeira vez que uma companhia brasileira recebe o prêmio conhecido como "Oscar da Vergonha", que avalia os impactos socioambientais causados pelas empresas. O resultado foi divulgado durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Em votação aberta ao público, a Vale foi eleita com 25 mil votos.

O segundo lugar ficou com a empresa de energia Tepco, que opera as usinas nucleares de Fukushima, com 24 mil votos. Também concorriam ao título a mineradora americana Freeport, a sul-coreana de eletrônicos Samsung, a suíça de agronegócio Syngenta e o o grupo bancário Barclays, vencedor do prêmio do Júri.
  
No site da premiação, a nomeação da Vale é justificada por uma “história de 70 anos manchada por repetidas violações dos direitos humanos, condições desumanas de trabalho, pilhagem do patrimônio público e pela exploração cruel da natureza”. O texto também condena o fato de a mineradora ter comprado, em abril do ano passado, 9% de participação no Consórcio Norte Energia S.A., responsável pela construção da usina de Belo Monte, no Pará.

A indicação da mineradora foi feita por um grupo de instituições sociais e ambientalistas formado pela Rede Justiça nos Trilhos, a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, o International Rivers e a Amazon Watch.

Para expressar seu posicionamento sobre algumas acusações que foram feitas à empresa acerca de sua atividade, a mineradora criou uma página especial na internet, a ValeEsclarece,  que também reúne informações sobre suas ações de responsabilidade socioambiental. Em seu último relatório de sustentabilidade, também disponível online, a empresa afirma que “procura atuar com responsabilidade socioeconômica e ambiental nos territórios onde está presente, durante o ciclo de vida de seus empreendimentos e visa à construção de um legado positivo observando neste processo os termos globais de sustentabilidade”. Para 2012, a mineradora planeja investir US$ 1,65 bilhão em ações socioambientais.

http://exame.abril.com.br

Sandra Bullock dá dicas de sustentabilidade

Em entrevista à Oprah, atriz exibiu xícaras de café feitas de cana-de-açúcar e xarope de milho, talheres feitos de batatas e “marmitex” feito de cana.

Para a estrela hollywoodiana Sandra Bullock, a consciência ambiental é uma herança de família. Por toda infância, ela e sua irmã foram educadas por sua mãe a comerem alimentos macrobióticos e evitarem os produtos químicos e pesticidas. Embora admita que fosse uma “diversão difícil”.

"Não era divertido quando criança. Queríamos Cheetos e coisas boas...eu as odiava, [mas] eu adoro isso agora", disse Sandra, no Oprah Winfrey Show. A mãe da atriz recicla tudo - nada do que é comprado é eliminado. "Isso é surpreendente para mim. Agora mais do que quando eu era criança."

Quando menina, sua família comprava em lojas de pequeno porte que vendiam vitaminas, frutas e legumes livres de pesticidas e roupas feitas sem corantes ou produtos químicos.

"Minha mãe nos ensinou muito bem", disse. Mas, a melhor parte é que Sandra continua a usar as lições que sua mãe passou para sua vida pessoal e profissional. A atriz lê os rótulos dos produtos antes de comprá-los para ver quais ingredientes foram adicionados. "Se você não pode pronunciá-lo, você provavelmente não deveria estar colocando-o em seu corpo ou em seu ambiente", explicou ela.

Em 2006, quando Sandra abriu seu primeiro restaurante, Bess Bistro, em Austin, Texas, ela insistiu que as normas ambientalmente corretas fossem aplicadas. Em vez de usar utensílios de plástico e copos descartáveis, Sandra 'investe' em materiais biodegradáveis. Os recipientes usados por ela são, em sua aparência, semelhantes ao isopor, mas na realidade são feitos de cana-de-açúcar.

"Custam apenas alguns centavos", diz ela. "Acho que vale a pena - os tostões extras ajudam a nos certificar de que temos uma bela Terra."

A estrela, ambientalmente consciente, revelou tudo sobre seus segredos verdes como parte de um programa especial de TV transmitido no Dia da Terra na Oprah. A aclamada atriz exibiu xícaras de café feitas de cana-de-açúcar e xarope de milho, talheres feitos de batatas e “marmitex” feito de cana.

Sandra revelou que ela pesquisou alternativas biodegradáveis​​, quando abriu o restaurante e descobriu que não é muito mais caro seguir os padrões de sustentabilidade nos negócios.

Mesmo em casa Sandra se propõe a manter as coisas da maneira natural e utiliza apenas materiais orgânicos para limpar. Embora existam muitos produtos de limpeza “verdes” no mercado, Sandra afirma que você pode obter o mesmo efeito - e economizar dinheiro - utilizando os itens encontrados em seu armário.

Ela até compartilhou algumas dicas para uma janela completamente limpa. Sandra mistura três colheres de sopa de vinagre, um terço de uma colher de chá de sabão vegetal puro líquido e dois copos de água, em um frasco spray reciclado.

Um compromisso de longa data para uma vida saudável inspirou Sandra a começar sua própria linha de velas ecológicas feitas de cera de soja. “As velas são à base de soja. Tudo, até mesmo as caixas, são recicladas”, citou. A tinta spray preta que utilizada do lado de fora da caixa é orgânica.

A estrela de hollywood se inspirou para desenvolver as velas ecológicas depois de saber tudo sobre os produtos químicos que são normalmente utilizados em sua produção. Ela explicou: "Comecei a pesquisar e aprender sobre pavios de chumbo e produtos químicos em suas velas. Cera de soja é um recurso renovável”.

Sandra se diz feliz com seu novo hobby, e ela ainda brincou que isso poderia lhe proporcionar uma segunda carreira.

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

10 paraísos naturais que podem sumir do mapa

Conheça os redutos naturais do planeta mais vulneráveis às mudanças do clima e ao aquecimento global. O levantamento é da ONG Co+Life, baseado no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU e no World Monuments Fund.

1 - Ilhas Maldivas

As pequenas e numerosas ilhas das Maldivas são tão belas quanto frágeis. Pelo menos 80% do arquipélago localizado no oceano Índico está apenas um metro acima do nível do mar. Uma elevação brusca das águas poderia varrer do mapa esse paraíso de praias de areia branquinha, palmeiras e atóis de corais. No último século, o nível do mar já subiu 20 centímetros em algumas partes do país. Temendo o pior, o governo local estuda comprar um novo território para o seu povo.




2 - Floresta Amazônica

O desmatamento ilegal e predatório é o principal inimigo da Floresta Amazônica, considera a maior caixa-preta da biodiversidade mundial. Estima-se que suas matas e águas concentrem 30% da biodiversidade da Terra. E o futuro da maior floresta tropical do mundo preocupa quando se olha os números do desmate. Só em agosto de 2010 e fevereiro de 2011, a Amazônia perdeu 1, 2 mil quilômetros quadrados de floresta, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).


3 - Monte al-Makmal

Situado no Oriente Médio, o Monte al-Makmal, com 3.087 m é um dos relevos mais altos do Líbano, em cujas rochas, aninham-se inúmeros mosteiros. Aos seus pés fica o vale Qadisha, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela ONU em 1998. Ele é atravessado pelo rio sagrado Nabor que se estende por 35 km e tem sua origem em uma caverna localizada no monte, último reduto dos cedros do Líbano, árvore símbolo do país.





4 - Tuvalu

Assim como as Maldivas, o pequeno conjunto de nove ilhas localizado no oceano pacífico, entre a Austrália e o Havaí, sofre as consequências do aquecimento global. Com área de 26 km², o minúsculo Estado corre o risco de submergir diante do aumento do nível do mar. Nos últimos anos, as inundações constantes já vêm atrapalhando a produção de cultivos locais e a obtenção de água potável.




5 - Naukluft Park

O deserto da Namíbia concentra o maior número de dunas migratórias do mundo. No Naukluft Park, maior reserva animal da África ficam as dunas vermelhas que chegam a impressionantes 30 metros de altura. A ameaça à preservação dessa região reside na intensificação das correntes de ar que pode favorecer um maior deslocamento das dunas. A atividade agitada pode por em risco a fauna e flora locais.





6 - Plataforma de Gelo Ross

Situada na Antártida, a plataforma de Ross é maior do mundo, com cerca de 487000 km², área semelhante à da França. Esse "país" de gelo deve o seu nome ao marinheiro e explorador inglês James Clark Ross, que a descobriu em 1841. Apesar da espessura de centenas de metros, os cientistas temem que os paredões de gelo derretam em virtude do aquecimento do planeta, o que poderia causar uma elevação de 5 metros no nível dos oceanos.



7 - Kilimanjaro

No norte da Tanzânia, junto à fronteira do Quênia, ergue-se, em meio a uma planície de savana, o monte mais alto da África, um colosso com altitude de 5,8 mil metros. Este antigo vulcão, circundado por uma floresta de fauna e flora riquíssimas, foi declarado pela ONU Patrimônio da Humanidade em 1987. O Kilimanjaro tornou-se famoso por sua neve eterna no topo. Mas isso pode mudar. A camada de flocos de gelo está diminuindo a cada ano e estima-se que em uma década não haverá mais gelo algum no monte.



8 - Virunga National Park

Criado em 1925, o parque mais antigo da África é também o refúgio do gorila da montanha, que se encontra sob risco de extinção. Pelo menos 200 animais dessa espécie vivem no parque, localizado na República Democrática do Congo. Mas eles não estão a salvo. A floresta, que também abriga refugiados da guerra civil de Ruanda, de 1994, tem sido alvo de desmatamento e caça ilegal, o que ameaça a sobrevivência dos primatas.



9 - Galápagos

Foi nessas ilhas equatorianas, no oceano pacífico, que Charles Darwin revolucionou as ciências naturais criando a Teoria da Evolução, a um século e meio atrás. De lá pra cá, o arquipélago tem atraído turistas e curiosos do mundo todo, que querem conhecer sua fauna peculiar, que inclui muitas espécies endêmicas como as tartarugas de Galápagos. Contudo, o aumento crescente do turismo e da população local colocam em risco esse paraíso natural, que, há pouco tempo, era praticamente intocado.



10 - Santuário de Manas

Aos pés do Himalaia, no estado de Assam, na Índia, o santuário de Manas abriga uma grande variedade de animais, incluindo muitas espécies ameaçadas, como o porco-pigmeu, o rinoceronte indiano e o elefante indiano. Porém, a região figura na lista de patrimônios em risco da Unesco, desde 1992, ano quando militantes da tribo Bodo invadiram a área. Durante o ano seguinte, o santuário sofreu danos estruturais que beiram os dois milhões de dólares.

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7 ecoedifícios positivamente energéticos

Construções sustentáveis capazes de produzir mais energia do que consomem a partir de fontes renováveis estão se tornando realidade pelo mundo. Confira alguns exemplos de sucesso dos chamados “energy positive buildings”.

Heliotrope: o pioneiro do superávit energético

Iluminado à noite, a prédio de design futurista se assemelha a uma nave espacial. Mas o Heliotrope, considerado a primeira construção com superávit energético do mundo, está firmemente ancorado na cidade de Freiburg, na Alemanha, desde 1994. O nome incomum é uma alusão ao movimento rotativo de suas placas solares que acompanham o percurso do sol, maximizando a exposição aos raios luminosos.
Ao longo do dia, todo o corpo da instalação também gira de modo a proteger algumas áreas do aquecimento excessivo e deixando entrar luz em outras. As varandas da casa cilíndrica também contam com persianas que afugentam o calor e ao redor delas um conjunto de corrimões dispõe de coletor solar para o aquecimento de água dos chuveiros e para o sistema de climatização.


Vilarejo alemão produz quatro vezes mais energia

Cinquenta e duas casas, entre residenciais e comerciais, formam o bairro ancorado em Freiburg, na Alemanha, que se tornou referência em boa vida e impacto ambiental mínimo. Situado em uma das regiões mais ensolaradas do país, o vilarejo de Sonnenschiff é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome.
A autossuficiência é atingida através do seu projeto de energia solar, que utiliza painéis fotovoltaicos posicionados estrategicamente para aproveitar ao máximo a incidência dos raios de sol. Além de aproveitar a luz natural, com amplas aberturas para deixar o sol entrar nos ambientes internos, as casas ecológicas também contam com tecnologia para economizar água.
Os telhados possuem sistemas de captação de água da chuva, que depois é utilizada na irrigação de jardins e nas descargas de vasos sanitários, diminuindo ainda mais o impacto no ambiente.


Casa na Dinamarca vende o excedente

Desde 2009, a cidade de Lystrup na Dinamarca abriga uma casa nada convencional chamada Active House. O que a difere das residências tradicionais é a capacidade de produzir mais energia do que consome ao longo de um ano. Isso é possível graças à combinação de medidas de eficiência energética simples com tecnologias mias sofisticadas. No primeiro caso, um conjunto de janelas com tamanho até três vezes superior às de condomínios comuns permite o aproveitamento máximo da luz natural. Por sua vez, um sistema de tecnologia de ponta controla automaticamente por um computador a abertura e o fechamento do brises, de acordo com a incidência do sol.
Quando o interior esquenta demais, sensores automáticos abrem as janelas e frestas para ventilar o ambiente. E durante dias frios, se as janelas ficarem abertas por mais de uma hora, ele as fecha para evitar gastos com aquecedores de ambiente. O protótipo também conta com vidraças de três camadas para isolar o calor. Toda a energia que abastece a casa vem de placas solares dispostas ao longo de 50 metros de quadrados sobre o teto. Em dias nublados, para compensar a falta de sol, um gerador elétrico é acionado. Durante o verão, a energia produzida é suficiente para suprir a demanda da família que mora lá em caráter experimental e o excesso é vendido para a para a companhia local de eletricidade e serve como crédito para o inverno, quando o aparato solar fica mais ocioso.


Fab Lab House: energia em dose tripla

Construída pelo IAAC – Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha em parceria com mais 20 profissionais de várias partes do mundo , a Fab Lab House é um projeto idealizado inteiramente para atender aos quesitos eficiência energética e sustentabilidade.
A casa é capaz de gerar três vezes a energia que consome devido aos painéis solares e um gerador eólico localizados no telhado e também abriga um pomar para produzir alimentos orgânicos.

O interior é composto por um dormitório, um loft com camas para os hóspedes, cozinha e banheiro. É possível adquirir uma Fab Lab House a partir de 45mil euros em sua versão menor. Estima-se que a construção de uma unidade de 75m² leve apenas 15 dias.


Triple Zero House segue três pilares verdes

O arquiteto alemão Werner Sobek mira alto quando o assunto é sustentabilidade. Não à toa. Criador do Conselho Alemão de Construção Sustentável (DGNB), Sobek criou um padrão ambiental rigoroso para seus projetos chamado “Triple Zero”. Os três zeros significam: consumo zero de energia, emissão zero de carbono e zero resíduos na construção. Toda a energia que a casa precisa é produzida no local, através de painéis solares no telhado, e por uma troca de calor geotérmica com o solo através de um sistema que penetra na terra cerca de sete metros abaixo do prédio.
Segundo o arquiteto, é até mesmo possível desfazer toda estrutura do prédio e reciclá-la por completo sem agredir ao meio ambiente, no lugar de incinerar ou enviar para o aterro. Projetados para serem “leves” e fáceis de desmontar, esses edifícios minimizam ao máximo o uso de materiais como ferro, aço e até mesmo concreto - cuja produção industrial demanda muito energia – para privilegiar grandes janelas e divisórias de vidro internas. Modernas e sustentáveis, as peças modulares são conectadas através de simples parafusos.


Elithis Tower: o primeiro empresarial “positivo”

A Elithis Tower foi construída e desenhada pelo escritório francês Arte Charpentier como o primeiro prédio empresarial com superávit energético do mundo. Inauguruado em 2009, na cidade de Dijon, na França, o edifício é equipado com uma cobertura de 330 painéis solares que geram mais energia do que é necessário para o consumo da torre e reduz em até seis vezes as emissões de gases efeito estufa se comparado a um edifício comercial convencional.
Todos os materiais usados na construção deste colosso que ocupa cinco mil metros quadrados seguem padrões de baixo impacto ambiental. Além disso, todos os funcionários recebem constantemente orientações para garantir também uma ocupação sustentável, promovendo a cultura da consciência ambiental.


Kennedy Space Center: o lado verde da Nasa

Responsável por enviar o homem à lua, a Agência Espacial Americana não poderia ficar de fora dessa empreitada do futuro. No início do ano, a NASA inaugurou sua mais nova criação, uma base de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia espacial que produz mais energia do que consome durante o dia. Não só isso. O Kennedy Space Center, em Orlando, na Flórida, também ostenta a certificação Leed, concedida pelo Green Building Council, que atesta que o edifício foi construído seguindo os mais avançados padrões de sustentabilidade.
Primeira instalação carbono neutro da Agência, o centro possui placas solares no teto, que respondem por um excedente energético de quase 40%. Claro que a iniciativa não compensa as intensas emissões do programa espacial americano, que depende de muito combustível, mas começar pelo mais simples, como a produção de energia para o abastecimento dos próprios edifícios, é um sinal verde para outras ações de mesmo apelo.

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