quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Notícias do Mundo Ambiental

EUA anunciam novas regras para gerir florestas nacionais

Elas entram em vigor em março e vão substituir legislação de 1982. Segundo o governo Obama, elas vão proteger rios e animais selvagens.

O secretário da agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, anunciou novas regras para gerir cerca de 200 milhões de hectares de florestas nacionais. Elas entram em vigor no início de março e irão proteger bacias hidrográficas e animais selvagens, permitindo usos que vão desde a recreação até a exploração madeireira, segundo a administração Obama.
A regra atual de planejamento florestal é de 1982. Diversas tentativas de revizá-la foram negadas pelos tribunais federais na última década. Mais recentemente, um novo plano do governo Bush foi derrubado em 2009, acusado por ambientalistas de retirar importantes proteções florestais.
Vilsack disse que as novas regras refletem mais de 300 mil comentários recebidos após o lançamento de um rascunho do projeto, no ano passado. Elas reforçam a exigência de que as decisões sejam baseadas em conhecimento científico e permite que as florestas sejam usadas para uma variedade de propósitos, segundo Vilsack.
As diretrizes rão incentivar a recuperação de florestas e a proteção de bacias hidrográficas, criando oportunidades para a indústria madeireira e para recreação, considerou o secretário.
Vilsack, que se comprometeu a romper o impasse político sobre a gestão florestal, disse que a ênfase do novo regulamento no conhecimento científico e nos usos múltiplos das florestas deve permitir que ele enfrente possíveis processos judiciais de grupos ambientais ou da indústria da madeira.

Medidas

O chefe do Serviço Florestal, Tom Tidwell, disse que as novas diretrizes vão permitir que planos de manejo de florestas sejam concluídos mais rápido e a um custo menor.

O novo regulamento também deve dar mais flexibilidade para gestores florestais enfrentarem problemas locais, como incêndio, avaliou Tidwell.
"Nós vamos ser capazes de trabalhar mais - obter mais da floresta e criar mais empregos" e, ao mesmo tempo permitir maior uso das florestas para lazer, disse. O uso recreativo da floresta tem visto elevado crescimento nos últimos anos.
Como Vilsack, Tidwell falou que está otimista de que o novo plano vai resistir ao escrutínio de grupos ambientalistas e da indústria madeireira. Ambos os setores entraram com ações contra as versões anteriores do plano.
As 155 florestas nacionais e pastos gerido pelo Serviço Florestal tem 193 milhões de hectares e estão distribuídos por 42 estados americanos, além de Porto Rico. Tem sido difícil de encontrar um equilíbrio entre a indústria e a conservação nessas áreas.
"Diante de ameaças sem precedentes impostas pelo desenvolvimento industrial, essas florestas nacionais precisam de proteções nacionais mais fortes", disse Jane Danowitz, diretora de terras públicas do grupo Pew Environment. Segundo ela, as novas regras parecem refletir as opiniões de cientistas, da comunidade empresarial e de ativistas ambientais.
"O plano tem salvaguardas mais fortes do que aquilo que foi proposto anteriormente. O verdadeiro teste, no entanto, será se ele vai funcionar na prática", disse Danowitz.

g1.globo.com

Poluição de rio na China leva população a estocar água

Níveis de cádmio no rio Longjiang chegaram a três vezes o limite oficial. Poluição de córregos por resíduos tóxicos é um problema grave no país.

Residentes de uma cidade no sul da China correram para comprar água potável depois que níveis excessivos de cádmio carcinogênico foram encontrados na fonte de um rio que abastece o local, relatou a mídia estatal no mais recente escândalo de saúde a atingir o país.
A poluição dos córregos por resíduos tóxicos de fábricas e fazendas é um problema grave na China, levando as autoridades a clamar por políticas que exijam a eliminação da poluição por metais pesados, embora o problema não mostre sinais de estar sendo solucionado.
Os níveis de cádmio no rio Longjiang, na região autônoma de Guangxi Zhuang, chegaram a três vezes o limite oficial, afirma a agência estatal de notícias Xinhua, apontando como responsável uma mineradora.
Níveis excessivos de cádmio foram detectados no último domingo, disse a agência, acrescentando que as autoridades injetaram 80 toneladas de cloreto de alumínio, um agente neutralizante, no rio em uma tentativa de eliminar o fator de risco.
A China fechou uma indústria química na província central de Hunan em 2009 depois que os moradores protestaram contra a poluição de cádmio, que matou duas pessoas e afetou centenas de outras.
Apesar das promessas frequentes de Pequim de reduzir a poluição, autoridades locais com frequência colocam o crescimento econômico, a renda e a criação de empregos acima das preocupações ambientais.

g1.globo.com


Arquitetos projetam hotel sustentável para Nova York

O edifício terá energia eólica, geotérmica e solar, juntamente com estratégias de outros recursos de economia de energia para alcançar a classificação LEED Platinum.

O escritório norte-americano de arquitetura Oppenheim Architecture + Design ganhou recentemente o concurso internacional para projetar um novo hotel no Brooklyn, em Nova York. Um terceiro pilar da ponte de Williamsburg a surgir após 108 anos. O design do hotel tenta capturar a essência do bairro. Adjacente à ponte Williamsburg Bridge e ao histórico banco Williamsburg Savings Bank, o edifício se manifesta em três proporções: volumes retilíneos de altura variada e materialidade. “Voando” alto acima do bairro, o hotel passa a ser o terceiro pilar da ponte, enquanto serve como uma torre para a cúpula da basílica do banco histórico.
A sustentabilidade foi mais uma questão importante para os arquitetos. O hotel terá energia eólica, geotérmica e de geração de energia solar, juntamente com estratégias de outros recursos de economia de energia, para que eles possam alcançar a classificação LEED Platinum.
Com graça elemental e os clusters proporcionais das torres, o edifício evoca a tipologia tradicional dos arranha-céus de Nova York, mas a uma escala extrema, com a torre mais alta chegando a mais de mil metros de altura, mantendo uma profundidade de aproximadamente 41 m.
Assim como a ponte, as torres são uma fusão pura de engenharia e arquitetura, onde sistemas estruturais internos e externos são expressos em um padrão dinâmico e funcional. Os membros de aço diagonais da estrutura servem tanto para elaborar uma fachada primorosamente articulada, quanto para otimizar e resistir às forças laterais. O envelope facetado oferece uma visão incrível de Manhattan a partir dos quartos do hotel, bem como proporcionam um caleidoscópio sempre em mudança, que reflete e distorce a luz.
"Nós não queríamos que a forma do hotel estivesse em constante batalha com o banco adjacente. Nós tentamos fazer mais com menos, optando por uma solução atemporal que proporciona graça e drama por meio de manipulações poderosas de escala, materialidade e proporção”, declarou o arquiteto Chad Oppenheim.

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Philips projeta uso de OLED em painéis solares

Os painéis de OLED seriam usados para captar a luz solar e transformá-la em energia.

Os painéis de OLED, usados na fabricação de telas de computador, podem ser a novidade usada nos tetos automotivos. Este é o projeto no qual a Philips e a Basf têm trabalhado, para captar a luz solar e transformá-la em energia.
A sugestão das empresas não é que essa energia seja usada para manter o carro em funcionamento. Trata-se de um projeto inovador, que permitiria a passagem da luminosidade durante o dia, e aproveitaria a energia armazenada para deixar o interior do carro iluminado durante a noite.
O sistema ofereceria ao condutor a sensação de estar dirigindo em um espaço aberto, conforme explicado por Feliz Gorth, líder do projeto. Além disso, os designers projetaram um sistema em que a claridade fosse suave e espalhada pelo automóvel, para não atrapalhar a visibilidade do condutor.
A tecnologia foi testada em um Smart, mas pode ser adaptado a qualquer automóvel e até mesmo em outros ambientes. Nos carros, o sistema funciona de maneira equivalente aos tradicionais, inclusive em seu acendimento automático assim que as portas são abertas.
Em declaração ao Daily Mail, o gerente geral de OLED da Philips, Dietrich Bertram, declarou-se feliz com o potencial do projeto, que apresenta a diversidade em possibilidades da utilização da tecnologia. A empresa aposta na eficiência energética da iluminação para adentrar ao setor automotivo.

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7 construções verdes do futuro

Já imaginou como serão os prédios do amanhã? Confira a seguir uma seleção de projetos sustentáveis fora do comum.

China quer "Vale do Silício" verde

A área montanhosa de Miaofeng, localizada a cerca de 30 km a oeste de Pequim, está com os dias contados para se tornar uma espécie de Vale do Silício ecológico. Próxima à metrópole urbana de Beijing, a nova cidade vai combinar institutos de pesquisas científicas com foco em inovação, meio ambiente e desenvolvimento de tecnologias de ecoeficiência urbana.
Além disso, o projeto prevê a criação de vilas sustentáveis, com capacidade para até 50 mil pessoas. Quem assina o design é a empresa finlandesa Eriksson Architects, em colaboração com a consultoria Eero Paloheimo. Com ambições de ser neutra em carbono, o Mentougou Eco Valey pretende reduzir em um terço a sua pegada ambiental, quando comparada a de uma cidade tradicional e de tamanho similar. Atualmente, o projeto aguarda aprovação das autoridades chinesas para poder captar recursos junto a investidores.


Coréia do Sul é dominada por "montanhas verdes"

Gwanggyo é um bairro planejado da cidade de Seul, Coréia do Sul. Idealizado pelo escritório MVRD para abrigar cerca de 77.000 habitantes, o projeto venceu um concurso para um novo centro urbano no país. Os edifícios são compostos por anéis de deslocamento, que servem a um propósito duplo: disponibilizam espaços amplos nos terraços e permitem a criação de átrios interiores que podem ser utilizados para reuniões públicas. Toda a cobertura dos edifícios e os terraços foram concebidos com um sistema de circulação que permite a manutenção, irrigação e armazenamento de água. As construções futuristas abrigarão escritórios, residências e centros comerciais.


Masdar City, o futuro nasce em Abu Dhabi

A primeira cidade carbono-zero é uma visão do futuro que está virando realidade em pleno deserto árabe. Em construção nas areais do emirado de Abu Dhabi, Masdar City quer se tornar um exemplo mundial de comunidade sustentável e auto-suficiente em energia - a qual será garantida quase na totalidade por sistema solar.
A iniciativa vai abrigar 40 mil habitantes e 1,5 mil empresas de tecnologia limpa, além do já operante Masdar Institute of Science and Technology, uma universidade com foco em pesquisa e inovação, desenvolvida em cooperação com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o Imperial College. O Emirado planeja suprir 7% de suas necessidades energéticas com fontes renováveis em apenas uma década. Há dois anos em construção, sob tutela da firma Foster & Partners, e orçada em 22 bilhões de dólares, Masdar City deverá ser concluída em 2016.


Hong Kong vai ganhar um porto ecológico

Longe de um exercício de futurologia, Hong-Kong começou a construir há pouco mais de uma semana aquele que pretende ser o primeiro terminal portuário sustentável do mundo. Projetado pelos escritórios de design Kai Foster Partners, ele vai ocupar as pistas de um aeroporto abandonado que fica a leste do tradicional porto local do país.
Destinado, em princípio, para receber os navios de cruzeiros, o terminal terá outras atrações, como um imenso parque verde no topo, além de uma ampla área livre para a realização de eventos a beira mar. Os salões principais, que chegam até 70 metros de pé direito, foram meticulosamente projetados para aproveitar ao máximo a incidência de luz natural.


Zorlu Ecocity, uma cidade dentro da outra

O tráfego de veículos e pessoas no centro histórico de Istambul, na Turquia, é tão intenso que os gestores da cidade estão tentando multiplicar o número de centros urbanos locais para preservar as áreas mais antigas. Zorlu Ecocity faz parte desse plano. Como uma cidade dentro de outra, esse centro sustentável e 100% planejado serviria à comunidade como uma cidade comum, um lugar para ser viver e trabalhar – só que sem o caos do trânsito, a aridez da paisagem e a poluição sonora e visual caracteristicamente urbanoides.
Suas 14 torres verdes terão entre 8 e 26 apartamentos cada e abrigarão residências, escritórios, hotéis e até mesmo um centro de repouso para idosos. E nada de estacionamento nas ruas, atrapalhando o trânsito e a travessia de pedestres: a cidade poderá receber até seis mil carros em um porão subterrâneo de sete andares. Farta de espaços verdes, o projeto de Zorlu foi concebido pelo badalado escritório oriental de 'eco-arquitetura' Yeang Llewelyn Davies.


Swimming City, uma cidade flutuante para prática esportiva

Em razão do derretimento das calotas polares, os seres humanos serão obrigados a viver em embarcações ou cidades flutuantes, em meados do terceiro milênio. Essa predição nada agradável é, na verdade, o pano de fundo da produção americana "Waterworld", estrelada por Kevin Costner, em 1995. Apesar de fictício, o cenário serve de inspiração para projetos futurísticos em um mundo severamente afetado pelas mudanças climáticas.
É o caso da plataforma flutuante "Swimming City", uma cidade sustentável voltada para programas de bem estar, práticas esportivas, entretenimento e "o que mais você puder imaginar", segundo seu criador, o húngaro Andras Győrfi, de 27 anos, vencedor do concurso americano de design gráfico Seastead. À semelhança de um flutuante "Club Med", a cidade convida ao relaxamento, com seus equipamentos de lazer, uma grande piscina, anfiteatro ao ar livre, heliporto, entre outros atrativos. Carros não têm lugar aí, já que cada esquina é facilmente acessada a pé por caminhos paisagísticos.


No deserto do Qatar, surge um “prédio cacto”

O Ministério das Relações Municipais e da Agricultura do Qatar, no Oriente Médio, está preparando a construção de um novo prédio comercial que tem a forma de um cacto. Desenhado por um escritório de arquitetura tailandês, o edifício se utiliza de estratégia semelhante a de um cacto para sobreviver no ambiente quente e seco, característicos dos desertos árabes.
A exemplo daquela planta, que durante a noite “transpira” para reter a água ao longo do dia, a construção também contará com um sistema que abre e fecha ventanas, criando sombras e controlando a temperatura interior de acordo com as variações de temperatura. O projeto é parte de um programa bilionário de incentivo à construção verde para racionalizar o uso de energia no país.

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Os 10 países mais verdes do mundo

1 - Islândia

As condições geológicas deste país nórdico europeu sempre foram uma maldição e benção. Com mais de 200 vulcões, 600 fontes de água quente, e 20 campos de vapor de alta temperatura na ilha, a Islândia tem na atividade geotérmica a sua principal fonte de energia.
A energia que vem de baixo da terra supre mais de 80% da demanda nacional, enquanto o petróleo representa apenas 16%, servindo basicamente ao abastecimento de carros e como combustível para a indústria de pesca, uma das maiores fontes de renda do país.
Ainda assim, a Islândia investe pesado para substituir os combustíveis fósseis pelo hidrogênio. Desde 2003, o transporte público conta com ônibus movidos por esta tecnologia verde. O próximo passo é converter todos os automóveis e em seguida a frota pesqueira.


2 - Suíça

Pesquisas mostram que a população da Suíça está mais preocupada com a degradação do planeta do que com o emprego, os custos da saúde pública e a segurança. Os suíços são adeptos fervorosos da mobilidade sustentável, principalmente da bicicleta. Pudera, ao menos 10 ciclovias nacionais cortam o país de ponta a ponta. Lá, taxas para serviços de água e gestão de resíduos, bem como impostos ambientais que promovam a responsabilidade social são comuns.
Além disso, a Suíça é o país com maior densidade de usinas geotérmicas do mundo, mas essa energia limpa é quase totalmente vertida para aquecer casas, escritórios, hotéis e estufas durante os meses de inverno. Já a geração de eletricidade depende de usinas nucleares. No entanto, após o acidente na usina japonesa de Fukushima, o país anunciou que iria abandonar gradualmente essa fonte de energia.


3 - Costa Rica

O governo costa-riquenho está fortemente empenhado em seguir o exemplo da Islândia para a utilização de fontes de energia renováveis. Eles estabeleceram a meta de se tornar carbono neutro até 2021. Esse pequeno país da América Central sofreu com o desmatamento durante anos, mas agora um dos seus principais objetivos é reflorestar as regiões devastadas. Nos últimos anos, mais de cinco milhões de árvores foram replantadas. 
Cerca de 52% da superfície total do país encontra-se coberto de bosques e selvas e 25% do território encontra-se protegido. Os investimentos em energias alternativas e índices inéditos de recuperação da mata nativa fazem da Costa Rica referência mundial. Com esse desempenho ambiental o país tem conseguido apoio internacional e financiamento para programas de Redd (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação).


4 - Suécia

O empenho em reduzir progressivamente o uso de combustíveis fósseis, por meio de uma política nacional, coloca a Suécia no quarto lugar do ranking de Yale. O governo sueco também não mede esforços quanto à bioenergia. Há cidades, como Borás, que praticamente são livres de lixo porque reciclam a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela população transformando-os energia. 
A produção abastece casas, estabelecimentos comerciais e até mesmo frotas de ônibus, que integram o sistema de transporte público. Mas essa geração limpa não nasceu de forma espontânea, ela foi implementada para atender uma rigorosa legislação que proíbe a existência de aterros sanitários nos países da União Europeia.


5 - Noruega

Quinta colocada no ranking de países mais verdes, a Noruega pretende se tornar carbono neutra até 2030. Em paralelo, financiará projetos de redução de emissões em países em desenvolvimento. Uma meta ambiciosa para uma nação que é ao mesmo tempo progressista sobre as alterações climáticas - com impostos sobre combustíveis fósseis e uma matriz energética dominada pela hidroeletricidade – mas também emissora por causa de suas exportações volumosas de óleo e gás natural. Felizmente, o que não falta é potencial e tecnologia para cumprir a meta. Em 2009, a Noruega inaugurou a primeira estrada com rede integrada de postos de abastecimento a hidrogênio em todo o mundo.


6 - Maurícia

A República de Maurícia ou Ilhas Maurício, que deve seu nome ao príncipe holandês Maurício de Orange-Nassau, é o sexto país mais verde do mundo. Ele também está entre os países mais desenvolvidos do continente africano segundo ranking da ONU.
O programa ambiental das ilhas Maurício está centrado sobre a reciclagem mecânica e energética de resíduos sólidos. Com centros de reciclagem espalhados por todo o território, o país mantém desde 2002 as taxas de reciclagem acima de 50%.






7 - França

Cada vez mais, os franceses fazem jus à reputação de “eco-friendly” (amigos do meio ambiente, no bom português). No país de Sarkozy, a bandeira verde é hasteada principalmente por uma política agressiva de eficiência energética. O programa prevê a redução das emissões de gases efeito estufa em 20% até 2020  além da expansão da matriz de fontes renováveis para 25% no mesmo período. O que não será fácil, já que a França é um dos mais dependentes de energia nuclear do mundo.
Cerca de 75% de toda eletricidade vem de usinas atômicas. Na avaliação EPI, a França apresentou bom desempenho em saúde ambiental, indicador que avalia a interação entre a natureza, a saúde humana e o desenvolvimento. Em Paris, um sistema de aluguel de carros elétricos, que conta com 3 mil veículos, deve entrar em operação até outubro deste ano. Se o projeto der certo, outras 40 cidades francesas devem se beneficiar do sistema.


8 - Áustria

Não é de se espantar a presença da Áustria entre os países mais verdes do mundo. Além de arquitetura, história e muita música, ela oferece à sua população e aos visitantes uma natureza incrível e, principalmente, bem conservada.
Atravessado pelo Rio Danúbio, este país montanhoso da Europa Central é destino recorrente dos amantes de esportes de inverno que têm nos Alpes seu ponto de encontro. Uma curiosidade: o país possui um programa que estimula a população a cultivar jardins com plantas e flores locais em suas casas.




9 - Cuba

O desempenho ambiental tem sido tão impressionante que o país saltou diretamente da 41ª posição para o nono lugar da lista em 2010. Isso graças à aposta na hidroeletricidade, em programas de reflorestamento e na fortificação de leis ambientais – atualmente as áreas protegidas representam cerca de 22% do território cubano. Os esforços de Cuba em prol do meio ambiente também se estendem à área de pesquisa científica em torno do tema da mudança climática, medidas de adaptação e mitigação.






10 - Colômbia

Décima colocada no ranking dos países com as melhores condições ambientais, a Colômbia tem a seu favor uma das maiores biodiversidades do mundo. Programas de conservação e destinação correta de verbas para a causa são fatores ajudam na média final colombiana, de 76,8.

Além do cenário natural privilegiado, o país é um dos mais “simpáticos” ao conceito de mobilidade sustentável. A capital Bogotá tem a maior malha cicloviária da América Latina. Bem sucedida, a experiência da cidade colombiana - onde apenas 13 % da população possui carros - tem inspirado planejadores urbanos em todo o mundo.




exame.abril.com

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Astro Boy e Turma da Mônica Jovem se unem em defesa da Amazônia

Inspiradas em trechos da floresta existentes na divisa do Amapá com o Pará, na região do Rio Jari, a edição especial junta personagens brasileiros com os do mangá japonês. Projeto é parceria dos quadrinistras Maurício de Sousa e Osamu Tezuka.

A defesa da Amazônia tomou conta dos quadrinhos. A Turma da Mônica Jovem, criação do quadrinista brasileiro Maurício de Sousa, vai se unir a personagens clássicos do mangá japonês como Astro Boy, Kimba (o leão branco) e Safiri (de A Princesa e o Cavaleiro), obras de Osamu Tezuka, considerado o "pai do mangá", para combater madeireiros e alertar para a preservação da floresta.

O projeto idealizado no final da década de 1980 pelos dois autores, antes da morte de Tezuka, ficou guardado por 23 anos e agora ganhará as páginas de uma edição especial que será publicada em fevereiro. Uma prévia da revista "Turma da Mônica Jovem", edição 43, poderá ser vista a partir do dia 26 de janeiro nas bancas.

Em formato mangá, com ilustrações em preto e branco, Mônica, Magali, Cascão e Cebola (e não mais Cebolinha, já que ele e os demais personagens são adolescentes) vão enfrentar madeireiros e combater a biopirataria na Amazônia com a ajuda dos astros japoneses.

“Eles (os personagens) vão à região para estudar a floresta, mas acabam encontrando coisas esquisitas acontecendo. Os desenhos japoneses aparecem então para auxiliar na investigação deles. É uma boa história”, disse o autor Maurício de Sousa.

Segundo o quadrinista, a realização de um material que envolvesse uma das principais florestas tropicais do mundo foi um pedido de Tezuka.

“Alguns japoneses me falavam sobre a preocupação que tinham com a Amazônia. Me envergonhei na época, porque realmente não conhecia a floresta. Até que em 2006 viajei para a região do Rio Jari (na divisa do Amapá com o Pará) e lá busquei inspiração para os cenários que são pano de fundo da aventura”, afirma.

“Fiz outras viagens depois disso com a intenção de me inspirar a criar um personagem indígena, mas que tenha a cara da Amazônia. Ainda não cheguei ao fim deste projeto”, disse Maurício, que já desenhou o índio Papa-Capim, que segundo ele, foi inspirado na população indígena que vive em aldeias da Bahia.

Chico Moço e Rio+20

O autor deve aproveitar a realização da Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece em junho no Rio de Janeiro, para lançar o personagem Chico Moço, que nada mais é o famoso "caipira" Chico Bento na fase adolescente.

As histórias que envolvem o personagem terão relação com o meio ambiente. “Queremos direcionar esta publicação às pessoas do interior do Brasil. Vamos abordar a questão do desenvolvimento sustentável, de como é importante prosperar o interior e evitar a migração para as regiões urbanas. Estamos conversando com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), além de ONGs para concluirmos o projeto”, disse.

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Notícias do Mundo Ambiental

Arquitetos constroem casa sustentável na Inglaterra

A Flint House utiliza energia solar, ventilação natural e é equipada com um sistema de reaproveitamento da água da chuva.

O escritório de arquitetura Nick Willson Architects foi contratado pelo casal inglês Ann e Mark Stafford para construir uma casa sustentável, que estivesse em harmonia com a natureza. A edificação, chamada Flint House, está localizada em Blackhealth, no sudoeste de Londres.
Ann desejava ter uma casa sustentável, mas que fosse construída levando em conta o design tradicional. Assim, os especialistas projetaram uma casa, que em alguns momentos chega a lembrar uma estufa, pela quantidade de vidro e janelas utilizadas. Mas, para balancear a contemporaneidade com os modelos clássicos, a equipe de arquitetos incorporou telhados inclinados, parecidos com os modelos comuns e incluiu um pequeno jardim da parte traseira da residência.
Todos os espaços da casa foram pensados para suprirem as necessidades de seus habitantes. Mark Stafford, o chefe da casa, é adepto dos esportes. Por isso, ganhou um espaço lateral que o permite estacionar a moto ou a bicicleta e já tomar uma ducha antes de entrar na residência. Ann trouxe a ideia dos jardins para as áreas comuns da casa, assim ela sempre tem ingredientes frescos para serem usados na cozinha.
A edificação foi pensada considerando as condições climáticas locais e faz parte de um plano arquitetônico que busca minimizar os impactos da construção no meio ambiente. As grandes janelas permitem o maior aproveitamento da luminosidade natural, e para que esse desempenho fosse elevado, a direção do sol foi previamente estudada.
A ala oeste é revestida com pedras, que refletem a luz direta do sol e ajudam a controlar o calor. A parte leste é coberta com um revestimento de carvalho, também para impedir a incidência solar diretamente na casa.
A fachada sul é repleta de vidraças, intercaladas com faixas de carvalho, que garantem a privacidade nos banheiros. Em todas as partes os moradores têm a vista direta de árvores e folhagens, através das janelas e clarabóias. Além disso, a garagem ganhou um telhado verde.
A Flint House utiliza energia solar, ventilação natural e é equipada com um sistema de reaproveitamento da água da chuva. Ela é quase que inteiramente construída a mão e os arquitetos optaram por materiais sustentáveis em toda a obra.

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Indianos estão dispostos a pagar mais por produtos verdes

Segundo a pesquisa, os consumidores estão dispostos a gastar mais em serviços e produtos verdes. E querem que estes produtos estejam disponíveis e claramente marcados.

Um levantamento feito pela empresa norte-americana de pesquisas Penn Schoen Berland mostra que os consumidores indianos estão dispostos a pagar mais por produtos verdes, se estivessem prontamente disponíveis. Isso mostra que a população está preocupada com o estado do meio ambiente.
A sabedoria convencional diz que o indiano de classe média avalia os produtos baseados principalmente em seus preços, acima de qualquer atributo que influencia suas decisões de compra e é relativamente indiferente às preocupações ambientais. No entanto, este pensamento parece estar mudando.
Esta é a maior mensagem da última edição da avaliação feita em colaboração com a empresa de design Landor e a empresa de consultorias ambientais Esty Environmental Partners. Chamado de Image Power Green Brands Survey, a pesquisa mostra que os consumidores na Índia estão cada vez mais conscientes.
Os consumidores indianos estão dispostos a gastar mais em serviços e produtos verdes. E querem que estes produtos estejam disponíveis e claramente marcados.
Essas respostas são importantes, porque a pesquisa não se restringe à camada mais rica de consumidores indianos, a minoria que pode vir a ser relativamente progressista no seu processo decisório. Mais da metade - 52% dos 1.101 entrevistados na Índia ganhavam entre RS 1 lakh e Rs 5,3 lakh por ano (moeda indiana). Aqueles que ganham mais de Rs 5,3 lakh e até Rs 30 lakh - que pode ser qualificado como classe média alta e rica da Índia – compõem cerca de 1/3 dos participantes da pesquisa.

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Arquiteto cria “árvore marinha” gigante contra poluição

Projeto também serviria de abrigo para vida selvagem no litoral dos centros urbanos.

O contato com o verde e o ar puro não fazem parte da rotina da maioria dos habitantes dos grandes centros urbanos. Imagine então, como é a vida de pássaros, insetos e outros animais que fazem das áreas verdes o seu hábitat. Complicada, não?
Pensando em solucionar dois problemas de uma vez – o da poluição das metrópoles e o da falta de espaço para a fauna e flora  – o arquiteto alemão Koen Olthuis bolou uma solução curiosa: o edifício "Sea Tree".
Trata-se de uma estrutura de 30 metros de altura projetada para cidades próximas ao mar ou rios, como Londres e Nova York, e capaz de reproduzir todo o ecossistema de uma árvore, servindo de abrigo para os bichos. Por ser divindade em camadas, a estrutura flutuante poderia hospedar vários tipos de animais, incluindo os que vivem no mar.

Responsável pelo projeto, o Waterstudio sugere que árvore do mar seja construída a partir de tecnologias offshore bastante semelhantes ao das plataformas de petróleo em mar aberto. Em seu site, eles defendem ainda que grandes companhias petrolíferas façam doações de “Sea Tree” para as cidades onde atuam. 
O que parece coisa de ficção-científica pode se tornar realidade, em breve. De acordo com reportagem do jornal britânico Daily Mail, o escritório de arquitetura afirma que “um cliente já manifestou grande interesse” e que o projeto será totalmente realizado no período de dois anos. É esperar para ver.

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Notícias Ambientais


Emissão de CO2 aumenta acidez do oceano e prejudica corais

Mudanças causadas pelo homem são cem vezes maiores que as naturais. Em 90 anos, calcificação de corais e moluscos pode cair 40%.

O aumento da acidez dos oceanos verificado nos últimos 100 a 200 anos foi muito maior que as transformações que ocorreriam naturalmente, sem a interferência da ação do homem. A conclusão é de um time de cientistas internacionais ligados ao Centro de Pesquisa Internacional do Pacífico, da Universidade do Havaí, em um estudo publicado pela "Nature Climate Change".
De acordo com a pesquisa, cerca de 65% do gás proveniente de atividades humanas entram no mar e, em contato com a água salgada, aumentam sua acidez. O fenômeno reduz a taxa de calcificação de organismos marinhos, como corais e moluscos.
As conclusões do estudo são baseadas em simulações de condições do clima e do oceano verificadas na Terra nos últimos 21 mil anos, desde a última Era Glacial até o século 21. Durante as simulações, os pesquisadores analisaram o nível de concentração do aragonito, um tipo de carbonato de sódio que ajuda a medir a acidez dos oceanos. Quanto mais ácida é a água do mar, menor é a quantidade de aragonito.
Os resultados obtidos revelaram que o nível atual de aragonito é cinco vezes menor que o verificado na fase pré-industrial. De acordo com a pesquisa, essa redução pode representar uma queda de 15% na calcificação de corais e moluscos. Já nos próximos 90 anos, a redução da calcificação pode cair 40% em relação aos valores pré-industriais, considerando o contínuo uso de combustíveis fósseis, que emitem CO2.
“Em algumas regiões, as mudanças na acidez do oceano provocadas pelo homem desde a Revolução Industrial são cem vezes maiores que as mudanças naturais verificadas entre a última Era Glacial e os tempos pré-industriais”, disse Tobias Friedrich, um dos cientistas que lideraram a pesquisa, em material de divulgação.
Segundo ele, após o fim do último período glacial, a concentração de CO2 atmosférico aumentou de 190 partes por milhão (ppm) para 280 ppm ao longo de seis mil anos. Assim, os ecossistemas marinhos tiveram tempo suficiente para se adaptar. Já o aumento para o nível atual, de 392 ppm, levou apenas entre 100 e 200 anos, prejudicando a vida marinha.
De acordo com a pesquisa, os corais são vistos em locais com concentração de aragonito presentes em 50% do oceano atualmente. Até o final do século 21, essas condições seriam encontradas em apenas 5%.
“Nosso estudo sugere que severas reduções devem ocorrer na diversidade, complexidade e resistência dos corais até metade deste século”, afirmou o coautor do estudo, Alex Timmermann.


Analistas da AIEA chegam ao Japão para avaliar usinas nucleares

Autoridades pediram representação permanente do órgão em Fukushima. Usinas foram fechadas após crise nuclear provocada por tremor e tsunami.

Uma dezena de analistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) chegaram ao Japão para se reunir com autoridades e avaliar a segurança nas usinas nucleares do país, informou a agência em comunicado. As autoridades japonesas aproveitaram a ocasião para anunciar que pediram ao órgão que instale um escritório permanente em Fukushima.
A missão, que se prolonga até o dia 31 de janeiro, acontece a pedido do governo japonês e servirá para que os especialistas analisem os testes de resistência que têm que superar todas as centrais do país por causa da crise nuclear na unidade japonesa de Fukushima Daiichi.
"Estamos em contato com a AIEA para ver o que é possível fazer, já que a prefeitura de Fukushima deseja a presença permanente dos funcionários da agência da ONU na região", explicou um diplomata japonês.
Entre outras coisas, a delegação, liderada por James Lyons, coletará os testes de estresse realizados na semana passada sobre os reatores 3 e 4 da central de Oi, parados para uma revisão rotineira.
Após a visita a essa planta, espera-se que os analistas da AIEA emitam uma recomendação à Agência Nacional de Segurança Nuclear japonesa (Nisa) sobre a eventual conveniência da reabertura dos reatores da usina.
O acidente do dia 11 de março de 2011 em Fukushima conduziu à parada, como medida de segurança, de vários reatores do país, aos quais posteriormente se foram somando outros que detiveram suas atividades para revisões obrigatórias por lei.
Após o início da crise nuclear, a mais grave em 25 anos, cerca de 85% dos 56 reatores do país permanecem parados por segurança ou por manutenção no Japão, país que obtinha cerca de um terço de sua eletricidade das centrais atômicas antes do acidente.
Nenhum dos reatores parados tem autorização para retomar suas operações até que superem os testes de resistência exigidos pelo Governo japonês e obtenham o sinal verde das administrações locais.


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Nova sacolinha biodegradável reduz impacto do plástico

Sacolinhas tradicionais saem de circulação em SP em 25 de janeiro. Consumidor pode optar por comprar embalagem alternativa nos mercados.

A partir de hoje, 25 de janeiro, com a entrada em vigor da substituição das sacolas plásticas na cidade de São Paulo, os consumidores vão precisar se acostumar com novas opções para carregar as compras do mercado. Uma delas são os próprios sacos de plástico, mas feitos com material renovável, como milho, e que degradam mais rápido que a sacola regular, feita com derivados de petróleo. Eles serão vendidos nas cadeias de supermercado que optaram por substituir o saco comum.
Enquanto o tempo de decomposição de uma sacola regular é de mais de 100 anos, as biodegradáveis duram apenas dois anos, segundo fabricantes. Caso sejam tratadas em usinas de compostagem, elas podem degradar em 180 dias, afirmam os produtores.
"São duas possibilidades infinitamente melhores que a sacola convencional, que leva centenas de anos para se decompor. Além disso, a produção dessas sacolas vai usar menos combustível fóssil, ou seja, vai ser menos poluente”, avalia Sérgio Leitão, diretor de campanhas do Greenpeace Brasil.
A diferença pode gerar um impacto considerável, avalia Leitão, já que as sacolas plásticas são responsáveis pela morte de um milhão de aves marinhas e de 100 mil tartarugas por ano, que confundem o material com alimento. Os dados são do Greenpeace. Além disso, elas geram impermeabilização do solo dos lixões, dificultando o processo de decomposição do lixo, de acordo com dados da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Atualmente, são distribuídas 1,5 milhão de sacolas plásticas por hora no Brasil, ou cerca de 13 bilhões por ano, segundo a campanha do MMA.

Estudo
A diferença no tempo de degradação das sacolas está sendo estudada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ligado à Universidade de São Paulo. Desde outubro de 2011, estão sendo avaliados quatro tipos diferentes de embalagem: polietileno comum (a sacola tradicional de plástico), polietileno com aditivo para degradação, papel e TNT (um tipo de saco retornável).

Elas ficarão expostas a sol, chuva e vento durante um ano, simulando condições de abandono das sacolas no meio urbano. “Embora existam muitos artigos sobre isso, não há muitas pesquisas nas condições brasileiras. Nós vimos a necessidade de fazer esse estudo para tentar ajudar a esclarecer um pouco esse assunto”, diz Mara Dantas, pesquisadora do laboratório de Embalagens do IPT.
Os resultados da pesquisa serão divulgados após o período de exposição dos materiais, que termina em outubro de 2012. Uma das questões que o estudo pretende responder é sobre a eficácia de aditivos para tornar o plástico degradável, já que não há consenso científico sobre o tema.

Polêmica
Já a Plastivida, Instituto Socioambiental dos Plásticos, entidade que representa fabricantes do setor, defende que a sacola que será abolida dos supermercados paulistas é a opção mais sustentável.

Para o instituto, o problema está na destinação final inadequada do material. “Com a coleta da sacola para a reciclagem, seria bom que [o processo de decomposição] demorasse 100 anos. Assim, ela viraria outro produto e não seria preciso extrair mais matéria prima [para produzi-lo]”, diz o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense.
Outro problema, segundo a Plastivida, é o abuso do uso da embalagem. Em 2007, foi iniciada uma campanha para reduzir o desperdício de sacolinhas. O consumo atual, de cerca 13 bilhões por ano, representa uma queda de 30% em relação aos números do começo da campanha, de em torno de 18 milhões.
Além disso, uma pesquisa realizada no Reino Unido e divulgada pela Plastivida aponta que as chamadas ecobags precisam ser reutilizadas por mais de 100 vezes para provocarem menos danos ambientais que o plástico, devido à maior quantidade de matéria-prima empregue na sua confecção.
Um ponto de consenso em diferentes pesquisas é que o impacto das diferentes sacolas não é fixo, mas depende do tipo de consumo que é feito delas, por exemplo, o tempo de uso e das condições de destinação final da embalagem, como o encaminhamento para reciclagem.
Assim, vale seguir a recomendação de Mara, do IPT: “O consumidor tem que reutilizar o que tiver em casa e procurar fazer a destinação correta do material. Mas não pode deixar que a embalagem fique exposta na natureza”, provocando danos ambientais.

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