quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Astro Boy e Turma da Mônica Jovem se unem em defesa da Amazônia

Inspiradas em trechos da floresta existentes na divisa do Amapá com o Pará, na região do Rio Jari, a edição especial junta personagens brasileiros com os do mangá japonês. Projeto é parceria dos quadrinistras Maurício de Sousa e Osamu Tezuka.

A defesa da Amazônia tomou conta dos quadrinhos. A Turma da Mônica Jovem, criação do quadrinista brasileiro Maurício de Sousa, vai se unir a personagens clássicos do mangá japonês como Astro Boy, Kimba (o leão branco) e Safiri (de A Princesa e o Cavaleiro), obras de Osamu Tezuka, considerado o "pai do mangá", para combater madeireiros e alertar para a preservação da floresta.

O projeto idealizado no final da década de 1980 pelos dois autores, antes da morte de Tezuka, ficou guardado por 23 anos e agora ganhará as páginas de uma edição especial que será publicada em fevereiro. Uma prévia da revista "Turma da Mônica Jovem", edição 43, poderá ser vista a partir do dia 26 de janeiro nas bancas.

Em formato mangá, com ilustrações em preto e branco, Mônica, Magali, Cascão e Cebola (e não mais Cebolinha, já que ele e os demais personagens são adolescentes) vão enfrentar madeireiros e combater a biopirataria na Amazônia com a ajuda dos astros japoneses.

“Eles (os personagens) vão à região para estudar a floresta, mas acabam encontrando coisas esquisitas acontecendo. Os desenhos japoneses aparecem então para auxiliar na investigação deles. É uma boa história”, disse o autor Maurício de Sousa.

Segundo o quadrinista, a realização de um material que envolvesse uma das principais florestas tropicais do mundo foi um pedido de Tezuka.

“Alguns japoneses me falavam sobre a preocupação que tinham com a Amazônia. Me envergonhei na época, porque realmente não conhecia a floresta. Até que em 2006 viajei para a região do Rio Jari (na divisa do Amapá com o Pará) e lá busquei inspiração para os cenários que são pano de fundo da aventura”, afirma.

“Fiz outras viagens depois disso com a intenção de me inspirar a criar um personagem indígena, mas que tenha a cara da Amazônia. Ainda não cheguei ao fim deste projeto”, disse Maurício, que já desenhou o índio Papa-Capim, que segundo ele, foi inspirado na população indígena que vive em aldeias da Bahia.

Chico Moço e Rio+20

O autor deve aproveitar a realização da Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece em junho no Rio de Janeiro, para lançar o personagem Chico Moço, que nada mais é o famoso "caipira" Chico Bento na fase adolescente.

As histórias que envolvem o personagem terão relação com o meio ambiente. “Queremos direcionar esta publicação às pessoas do interior do Brasil. Vamos abordar a questão do desenvolvimento sustentável, de como é importante prosperar o interior e evitar a migração para as regiões urbanas. Estamos conversando com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), além de ONGs para concluirmos o projeto”, disse.

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Notícias do Mundo Ambiental

Arquitetos constroem casa sustentável na Inglaterra

A Flint House utiliza energia solar, ventilação natural e é equipada com um sistema de reaproveitamento da água da chuva.

O escritório de arquitetura Nick Willson Architects foi contratado pelo casal inglês Ann e Mark Stafford para construir uma casa sustentável, que estivesse em harmonia com a natureza. A edificação, chamada Flint House, está localizada em Blackhealth, no sudoeste de Londres.
Ann desejava ter uma casa sustentável, mas que fosse construída levando em conta o design tradicional. Assim, os especialistas projetaram uma casa, que em alguns momentos chega a lembrar uma estufa, pela quantidade de vidro e janelas utilizadas. Mas, para balancear a contemporaneidade com os modelos clássicos, a equipe de arquitetos incorporou telhados inclinados, parecidos com os modelos comuns e incluiu um pequeno jardim da parte traseira da residência.
Todos os espaços da casa foram pensados para suprirem as necessidades de seus habitantes. Mark Stafford, o chefe da casa, é adepto dos esportes. Por isso, ganhou um espaço lateral que o permite estacionar a moto ou a bicicleta e já tomar uma ducha antes de entrar na residência. Ann trouxe a ideia dos jardins para as áreas comuns da casa, assim ela sempre tem ingredientes frescos para serem usados na cozinha.
A edificação foi pensada considerando as condições climáticas locais e faz parte de um plano arquitetônico que busca minimizar os impactos da construção no meio ambiente. As grandes janelas permitem o maior aproveitamento da luminosidade natural, e para que esse desempenho fosse elevado, a direção do sol foi previamente estudada.
A ala oeste é revestida com pedras, que refletem a luz direta do sol e ajudam a controlar o calor. A parte leste é coberta com um revestimento de carvalho, também para impedir a incidência solar diretamente na casa.
A fachada sul é repleta de vidraças, intercaladas com faixas de carvalho, que garantem a privacidade nos banheiros. Em todas as partes os moradores têm a vista direta de árvores e folhagens, através das janelas e clarabóias. Além disso, a garagem ganhou um telhado verde.
A Flint House utiliza energia solar, ventilação natural e é equipada com um sistema de reaproveitamento da água da chuva. Ela é quase que inteiramente construída a mão e os arquitetos optaram por materiais sustentáveis em toda a obra.

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Indianos estão dispostos a pagar mais por produtos verdes

Segundo a pesquisa, os consumidores estão dispostos a gastar mais em serviços e produtos verdes. E querem que estes produtos estejam disponíveis e claramente marcados.

Um levantamento feito pela empresa norte-americana de pesquisas Penn Schoen Berland mostra que os consumidores indianos estão dispostos a pagar mais por produtos verdes, se estivessem prontamente disponíveis. Isso mostra que a população está preocupada com o estado do meio ambiente.
A sabedoria convencional diz que o indiano de classe média avalia os produtos baseados principalmente em seus preços, acima de qualquer atributo que influencia suas decisões de compra e é relativamente indiferente às preocupações ambientais. No entanto, este pensamento parece estar mudando.
Esta é a maior mensagem da última edição da avaliação feita em colaboração com a empresa de design Landor e a empresa de consultorias ambientais Esty Environmental Partners. Chamado de Image Power Green Brands Survey, a pesquisa mostra que os consumidores na Índia estão cada vez mais conscientes.
Os consumidores indianos estão dispostos a gastar mais em serviços e produtos verdes. E querem que estes produtos estejam disponíveis e claramente marcados.
Essas respostas são importantes, porque a pesquisa não se restringe à camada mais rica de consumidores indianos, a minoria que pode vir a ser relativamente progressista no seu processo decisório. Mais da metade - 52% dos 1.101 entrevistados na Índia ganhavam entre RS 1 lakh e Rs 5,3 lakh por ano (moeda indiana). Aqueles que ganham mais de Rs 5,3 lakh e até Rs 30 lakh - que pode ser qualificado como classe média alta e rica da Índia – compõem cerca de 1/3 dos participantes da pesquisa.

http://exame.abril.com.br


Arquiteto cria “árvore marinha” gigante contra poluição

Projeto também serviria de abrigo para vida selvagem no litoral dos centros urbanos.

O contato com o verde e o ar puro não fazem parte da rotina da maioria dos habitantes dos grandes centros urbanos. Imagine então, como é a vida de pássaros, insetos e outros animais que fazem das áreas verdes o seu hábitat. Complicada, não?
Pensando em solucionar dois problemas de uma vez – o da poluição das metrópoles e o da falta de espaço para a fauna e flora  – o arquiteto alemão Koen Olthuis bolou uma solução curiosa: o edifício "Sea Tree".
Trata-se de uma estrutura de 30 metros de altura projetada para cidades próximas ao mar ou rios, como Londres e Nova York, e capaz de reproduzir todo o ecossistema de uma árvore, servindo de abrigo para os bichos. Por ser divindade em camadas, a estrutura flutuante poderia hospedar vários tipos de animais, incluindo os que vivem no mar.

Responsável pelo projeto, o Waterstudio sugere que árvore do mar seja construída a partir de tecnologias offshore bastante semelhantes ao das plataformas de petróleo em mar aberto. Em seu site, eles defendem ainda que grandes companhias petrolíferas façam doações de “Sea Tree” para as cidades onde atuam. 
O que parece coisa de ficção-científica pode se tornar realidade, em breve. De acordo com reportagem do jornal britânico Daily Mail, o escritório de arquitetura afirma que “um cliente já manifestou grande interesse” e que o projeto será totalmente realizado no período de dois anos. É esperar para ver.

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Notícias Ambientais


Emissão de CO2 aumenta acidez do oceano e prejudica corais

Mudanças causadas pelo homem são cem vezes maiores que as naturais. Em 90 anos, calcificação de corais e moluscos pode cair 40%.

O aumento da acidez dos oceanos verificado nos últimos 100 a 200 anos foi muito maior que as transformações que ocorreriam naturalmente, sem a interferência da ação do homem. A conclusão é de um time de cientistas internacionais ligados ao Centro de Pesquisa Internacional do Pacífico, da Universidade do Havaí, em um estudo publicado pela "Nature Climate Change".
De acordo com a pesquisa, cerca de 65% do gás proveniente de atividades humanas entram no mar e, em contato com a água salgada, aumentam sua acidez. O fenômeno reduz a taxa de calcificação de organismos marinhos, como corais e moluscos.
As conclusões do estudo são baseadas em simulações de condições do clima e do oceano verificadas na Terra nos últimos 21 mil anos, desde a última Era Glacial até o século 21. Durante as simulações, os pesquisadores analisaram o nível de concentração do aragonito, um tipo de carbonato de sódio que ajuda a medir a acidez dos oceanos. Quanto mais ácida é a água do mar, menor é a quantidade de aragonito.
Os resultados obtidos revelaram que o nível atual de aragonito é cinco vezes menor que o verificado na fase pré-industrial. De acordo com a pesquisa, essa redução pode representar uma queda de 15% na calcificação de corais e moluscos. Já nos próximos 90 anos, a redução da calcificação pode cair 40% em relação aos valores pré-industriais, considerando o contínuo uso de combustíveis fósseis, que emitem CO2.
“Em algumas regiões, as mudanças na acidez do oceano provocadas pelo homem desde a Revolução Industrial são cem vezes maiores que as mudanças naturais verificadas entre a última Era Glacial e os tempos pré-industriais”, disse Tobias Friedrich, um dos cientistas que lideraram a pesquisa, em material de divulgação.
Segundo ele, após o fim do último período glacial, a concentração de CO2 atmosférico aumentou de 190 partes por milhão (ppm) para 280 ppm ao longo de seis mil anos. Assim, os ecossistemas marinhos tiveram tempo suficiente para se adaptar. Já o aumento para o nível atual, de 392 ppm, levou apenas entre 100 e 200 anos, prejudicando a vida marinha.
De acordo com a pesquisa, os corais são vistos em locais com concentração de aragonito presentes em 50% do oceano atualmente. Até o final do século 21, essas condições seriam encontradas em apenas 5%.
“Nosso estudo sugere que severas reduções devem ocorrer na diversidade, complexidade e resistência dos corais até metade deste século”, afirmou o coautor do estudo, Alex Timmermann.


Analistas da AIEA chegam ao Japão para avaliar usinas nucleares

Autoridades pediram representação permanente do órgão em Fukushima. Usinas foram fechadas após crise nuclear provocada por tremor e tsunami.

Uma dezena de analistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) chegaram ao Japão para se reunir com autoridades e avaliar a segurança nas usinas nucleares do país, informou a agência em comunicado. As autoridades japonesas aproveitaram a ocasião para anunciar que pediram ao órgão que instale um escritório permanente em Fukushima.
A missão, que se prolonga até o dia 31 de janeiro, acontece a pedido do governo japonês e servirá para que os especialistas analisem os testes de resistência que têm que superar todas as centrais do país por causa da crise nuclear na unidade japonesa de Fukushima Daiichi.
"Estamos em contato com a AIEA para ver o que é possível fazer, já que a prefeitura de Fukushima deseja a presença permanente dos funcionários da agência da ONU na região", explicou um diplomata japonês.
Entre outras coisas, a delegação, liderada por James Lyons, coletará os testes de estresse realizados na semana passada sobre os reatores 3 e 4 da central de Oi, parados para uma revisão rotineira.
Após a visita a essa planta, espera-se que os analistas da AIEA emitam uma recomendação à Agência Nacional de Segurança Nuclear japonesa (Nisa) sobre a eventual conveniência da reabertura dos reatores da usina.
O acidente do dia 11 de março de 2011 em Fukushima conduziu à parada, como medida de segurança, de vários reatores do país, aos quais posteriormente se foram somando outros que detiveram suas atividades para revisões obrigatórias por lei.
Após o início da crise nuclear, a mais grave em 25 anos, cerca de 85% dos 56 reatores do país permanecem parados por segurança ou por manutenção no Japão, país que obtinha cerca de um terço de sua eletricidade das centrais atômicas antes do acidente.
Nenhum dos reatores parados tem autorização para retomar suas operações até que superem os testes de resistência exigidos pelo Governo japonês e obtenham o sinal verde das administrações locais.


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Nova sacolinha biodegradável reduz impacto do plástico

Sacolinhas tradicionais saem de circulação em SP em 25 de janeiro. Consumidor pode optar por comprar embalagem alternativa nos mercados.

A partir de hoje, 25 de janeiro, com a entrada em vigor da substituição das sacolas plásticas na cidade de São Paulo, os consumidores vão precisar se acostumar com novas opções para carregar as compras do mercado. Uma delas são os próprios sacos de plástico, mas feitos com material renovável, como milho, e que degradam mais rápido que a sacola regular, feita com derivados de petróleo. Eles serão vendidos nas cadeias de supermercado que optaram por substituir o saco comum.
Enquanto o tempo de decomposição de uma sacola regular é de mais de 100 anos, as biodegradáveis duram apenas dois anos, segundo fabricantes. Caso sejam tratadas em usinas de compostagem, elas podem degradar em 180 dias, afirmam os produtores.
"São duas possibilidades infinitamente melhores que a sacola convencional, que leva centenas de anos para se decompor. Além disso, a produção dessas sacolas vai usar menos combustível fóssil, ou seja, vai ser menos poluente”, avalia Sérgio Leitão, diretor de campanhas do Greenpeace Brasil.
A diferença pode gerar um impacto considerável, avalia Leitão, já que as sacolas plásticas são responsáveis pela morte de um milhão de aves marinhas e de 100 mil tartarugas por ano, que confundem o material com alimento. Os dados são do Greenpeace. Além disso, elas geram impermeabilização do solo dos lixões, dificultando o processo de decomposição do lixo, de acordo com dados da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Atualmente, são distribuídas 1,5 milhão de sacolas plásticas por hora no Brasil, ou cerca de 13 bilhões por ano, segundo a campanha do MMA.

Estudo
A diferença no tempo de degradação das sacolas está sendo estudada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ligado à Universidade de São Paulo. Desde outubro de 2011, estão sendo avaliados quatro tipos diferentes de embalagem: polietileno comum (a sacola tradicional de plástico), polietileno com aditivo para degradação, papel e TNT (um tipo de saco retornável).

Elas ficarão expostas a sol, chuva e vento durante um ano, simulando condições de abandono das sacolas no meio urbano. “Embora existam muitos artigos sobre isso, não há muitas pesquisas nas condições brasileiras. Nós vimos a necessidade de fazer esse estudo para tentar ajudar a esclarecer um pouco esse assunto”, diz Mara Dantas, pesquisadora do laboratório de Embalagens do IPT.
Os resultados da pesquisa serão divulgados após o período de exposição dos materiais, que termina em outubro de 2012. Uma das questões que o estudo pretende responder é sobre a eficácia de aditivos para tornar o plástico degradável, já que não há consenso científico sobre o tema.

Polêmica
Já a Plastivida, Instituto Socioambiental dos Plásticos, entidade que representa fabricantes do setor, defende que a sacola que será abolida dos supermercados paulistas é a opção mais sustentável.

Para o instituto, o problema está na destinação final inadequada do material. “Com a coleta da sacola para a reciclagem, seria bom que [o processo de decomposição] demorasse 100 anos. Assim, ela viraria outro produto e não seria preciso extrair mais matéria prima [para produzi-lo]”, diz o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense.
Outro problema, segundo a Plastivida, é o abuso do uso da embalagem. Em 2007, foi iniciada uma campanha para reduzir o desperdício de sacolinhas. O consumo atual, de cerca 13 bilhões por ano, representa uma queda de 30% em relação aos números do começo da campanha, de em torno de 18 milhões.
Além disso, uma pesquisa realizada no Reino Unido e divulgada pela Plastivida aponta que as chamadas ecobags precisam ser reutilizadas por mais de 100 vezes para provocarem menos danos ambientais que o plástico, devido à maior quantidade de matéria-prima empregue na sua confecção.
Um ponto de consenso em diferentes pesquisas é que o impacto das diferentes sacolas não é fixo, mas depende do tipo de consumo que é feito delas, por exemplo, o tempo de uso e das condições de destinação final da embalagem, como o encaminhamento para reciclagem.
Assim, vale seguir a recomendação de Mara, do IPT: “O consumidor tem que reutilizar o que tiver em casa e procurar fazer a destinação correta do material. Mas não pode deixar que a embalagem fique exposta na natureza”, provocando danos ambientais.

WWF-Brasil em defesa das florestas no Fórum Social Mundial

O WWF-Brasil estará presente no Fórum Social Mundial, principal evento de discussão e mobilização do movimento social do planeta, que acontece entre 24 e 28 de janeiro em Porto Alegre (RS). No dia 26, às 9 da manhã, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável promove a mesa-redonda A Reforma do Código Florestal Brasileiro. 

Estará no debate, pelo Comitê, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o coordenador da Via Campesina, João Pedro Stédile, o diretor da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário, o diretor de movimentos sociais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Rodolfo Mohr e a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, além de representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 

O Comitê Brasil em Defesa das Florestas vai expor ao mundo, no Fórum Social Mundial, uma série de análises sobre o processo de discussão, tramitação e votação das mudanças ao Código Florestal. Foram convidados para o evento, e já confirmaram presença, os deputados federais Ivan Valente (PSOL-SP), pela oposição, e Paulo Teixeira (PT-SP), líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara. A presidente da República, Dilma Rousseff, também recebeu, na sexta-feira (20/01), convite para o debate, mas sua assessoria ainda não enviou uma resposta. 

Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF-Brasil, lembra que o Fórum Social Mundial deste ano terá como tema principal as questões socioambientais. É fundamental que toda a sociedade brasileira se aproprie do debate sobre as mudanças no Código Florestal e seja incluída no processo de tomada de decisões a respeito do tema. Até o momento, a Câmara dos Deputados e o Senado ignoraram os interesses coletivos e agiram apenas em benefício de quem desmatou, avaliou.

O Fórum será oficialmente aberto no dia 24 de janeiro, às 15 horas, com uma marcha saindo do largo Glênio Peres, centro de Porto Alegre. Outra atividade do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento sustentável será uma reunião entre os integrantes das seções estaduais do Comitê, para alinhar estratégias de ação para 2012 nos diversos Estados.

Giro de notícias ambientais

Davos deve discutir futuro dos preços dos alimentos

As mudanças climáticas provavelmente não ganharão muito espaço nas mesas de discussão do Fórum Econômico Mundial, que começa nesta quarta-feira (25) em Davos, na Suíça, mas uma de suas consequências, o aumento do preço das commodities agrícolas, deve ser um dos tópicos mais debatidos.

O índice da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para 55 commodities alimentares subiu sem parar nos últimos seis meses, alcançando os 214.7 pontos. Uma tendência que pode se manter, ainda mais porque a entidade afirma que a produção de alimentos precisa crescer 70% até 2050 para atender a população mundial.
A alta do preço dos alimentos está relacionada a problemas climáticos, como estiagens, enchentes e padrões climáticos fora do que seria o ideal para várias culturas por todo o planeta. No ano passado a Rússia chegou a interromper sua exportação de grãos devido a uma seca severa, e a China se tornou pela primeira vez na história uma importadora de soja depois de uma série de enchentes.
“As pessoas pensam que as mudanças climáticas são um fenômeno que ocorre devagar, levando longos períodos de tempo para acontecer. O que não é verdade, já presenciamos efeitos prejudiciais delas para a economia mundial”, afirmou Garvin Jabush, do grupo de investimentos Green Alpha Advisors, à rede norte-americana CNBC.
Em Davos, líderes mundiais terão que achar espaço entre as conversas sobre o futuro econômico da União Europeia para debater políticas que multipliquem a produção de alimentos e assegurem o acesso dos mais pobres à comida.
“A Agricultura será uma parte importante de qualquer discussão internacional daqui para frente. Sabemos que a atividade pode ser aprimorada, inclusive para emitir menos gases do efeito estufa”, declarou Molly Jahn, professor de agronomia da Universidade do Wisconsin.
O Fórum Econômico Mundial pode tentar se espelhar no recente projeto anunciado pela FAO em conjunto com a Comissão Europeia, que promete ajudar Malauí, Vietnã e Zâmbia na transição para uma abordagem de “clima inteligente” para a agricultura.
“O aumento da preocupação de como alimentar o crescimento populacional esperado para as próximas décadas deve ser encarado também como uma oportunidade para avanços científicos, prevejo que teremos uma grande explosão de iniciativas agrícolas inovadoras em 2012”, disse Jabush.

Carne Artificial
Propostas de como alimentar uma população mundial estimada em nove bilhões de pessoas em 2050 são muitas, como os transgênicos, a irrigação de áreas desérticas e até o aumento do uso de insetos nos pratos cotidianos. Entre todas essas, uma das mais ambiciosas é a de carne criada em laboratório.
Para atender a demanda crescente de cada vez mais pessoas saindo da miséria com o desenvolvimento de países emergentes, a expansão da pecuária vem provocando grande desmatamento e a criação intensiva pode não ser uma opção, por causa de seus custos e do stress que causa nos animais.
Assim, novas formas de produzir carne seriam muito benvindas. Tanto que o grupo de proteção animal Peta lançou há cinco anos um concurso com a promessa de premiar com US$ 1 milhão qualquer cientista que até 30 de junho de 2012 apresentasse a carne artificial de uma galinha.
“Existe a chance real de que alguém vá receber o prêmio. Muitos pesquisadores estão fazendo progressos e estamos bastante otimistas”, afirmou Ingrid Newkirk, fundadora da Peta.
Uma prova de que esse campo do conhecimento está realmente crescendo são os estudos da Universidade de Maastricht, na Holanda, com células-tronco para a produção de alimentos. De acordo com o pesquisador Mark Post, o primeiro hambúrguer artificial será apresentado até o fim deste ano.
A Universidade de Utrecht, também na Holanda, trabalha com o mesmo método de células-tronco, que possuem o potencial de gerar toneladas de carne com as células de um único indivíduo.
“Porém, todo o processo é muito complexo e difícil. Não conseguimos cultivar células de embriões, apenas de animais adultos e ainda não somos eficientes nisso. Acredito que precisamos de mais uma década de pesquisas e de mais recursos”, afirmou Bernard Roelen, professor de ciência veterinária em Utrecht, ao The Guardian.
De acordo com uma pesquisa publicada no periódico Environmental Science & Technology em junho passado, a carne artificial seria um avanço sem precedentes para a alimentação mundial. Com relação ao modelo convencional, a produção de carne em laboratório precisa de 96% menos água, 99% menos terra e resulta na redução de 78% a 96% das emissões de gases do efeito estufa.

(Instituto CarbonoBrasil)


Benefícios da conservação superam US$ 1 trilhão

Grande parte das áreas naturais está ameaçada ao redor do globo e as pessoas que vivem nas suas redondezas e no seu interior não têm recursos suficientes para efetivar ações que aprimorem a conservação dos ecossistemas. Ao mesmo tempo, muitas vezes as iniciativas de conservação de habitats e de redução da pobreza acabam colidindo e criando controvérsias.

Um estudo publicado na revista Bioscience de janeiro de 2012 analisou justamente os fluxos de serviços ecossistêmicos fornecidos às pessoas pelos habitats prioritários para conservação, considerando a distribuição global da biodiversidade, fatores físicos e o contexto socioeconômico.
Dezessete dos principais hotspots do mundo foram estudados pelos cientistas, que chegaram ao valor de US$ 1 trilhão ao ano para os serviços ecossistêmicos gerados por estes locais para as comunidades pobres.
Os pesquisadores estimam que, além dos benefícios gerados pelas florestas, as populações rurais poderiam receber até meio trilhão de dólares ao ano se fossem recompensadas por estes serviços – considerando ecossistemas saudáveis. Entre estes ‘serviços’ estão a polinização das plantações, alimentos, fibras, remédios, água limpa e regulação climática.
“O potencial global de apoio que a conservação da biodiversidade pode oferecer às comunidades pobres é alto: 25% das principais áreas prioritárias para conservação podem oferecer entre 56% e 57% dos benefícios”, diz o estudo, demonstrando uma situação em que ambos ganham com as sinergias, aprimoradas com a existência de mecanismos financeiros efetivos.
Esta é a primeira estimativa global dos fluxos de serviços dos habitats originais para os beneficiários humanos, com modelos perpassando uma gama de serviços e diferentes padrões geográficos de recepção dos mesmos.
“O que a pesquisa mostra claramente é que a conservação dos remanescentes de biodiversidade no mundo não é apenas um imperativo moral, é um investimento necessário para a perpetuação do desenvolvimento econômico. Mas em muitos locais onde os pobres dependem destes serviços naturais, estamos perigosamente perto da sua exaustão, resultando na continuidade da pobreza”, comentou Will Turner, principal autor do estudo e vice-presidente da Conservação Internacional.
Se o valor gerado pelos ecossistemas saudáveis fosse distribuído equitativamente, superaria US$ 1 por pessoa por dia para quase um terço das pessoas mais pobres do mundo, sugere o estudo.
No geral, as análises indicaram que a importância das áreas prioritárias para conservação é robusta para os pobres e não depende especialmente de nenhum serviço ou mecanismos financeiros. Isto indica que, independente da criação de mecanismos adequados de transferência de recursos, a conservação da biodiversidade provê tanto serviços diretos (alimento, combustível) como indiretos (polinização, água limpa), que os pobres têm dificuldade em substituir.
Isto foi comprovado em dois casos específicos através de análises comparativas em distritos com e sem conservação da biodiversidade: os distritos com áreas protegidas tinham 10% menos pobreza na Costa Rica e 30% menos na Tailândia (Andam et al. 2010), demonstra o estudo.
Entretanto, os autores ressaltam que sozinhos, os fluxos biofísicos e de serviços ecossistêmicos não são suficientes para tirar as pessoas da pobreza e que é preciso implementar mecanismos financeiros, como Pagamentos por Serviços Ecossistêmicos e REDD, com o auxílio de agências de desenvolvimento com expertise em redução de pobreza.
As economias desenvolvidas e em desenvolvimento têm que compensar os pobres por estes serviços tão importantes, enfatizou Turner. “Isto é exatamente o que queremos dizer quando falamos sobre valoração do capital natural. A natureza pode não nos mandar a conta, mas seus serviços e fluxos essenciais, tanto diretos como indiretos, têm valor econômico concreto”.


(Instituto CarbonoBrasil)


Moda com pegada sustentável

O que aconteceria se artesãos, ativistas, designers e artistas de todo o país (e também do exterior) se reunissem para promover uma   moda economicamente viável, ecologicamente correta e socialmente justa? A resposta pode ser encontrada no Coletivo Sustentável, site que uniu os mais diferentes profissionais, estilos e ideias para promover o conceito da sustentabilidade nas passarelas.
Inaugurado em 2011, o Coletivo Brasil reúne vinte marcas além de mais de trinta profissionais. Seus integrantes, todos voluntários, querem explorar novas possibilidades criativas, só que dessa vez com princípios socioambientais. Juntos esperam realizar desfiles, exposições e catálogos em que a sustentabilidade deixará de ser apenas uma ideia, mas também um princípio e um ideal a ser alcançado, buscando alguma forma de devolver ao planeta os recursos naturais que foram utilizados.
Conheça algumas marcas envolvidas nessa iniciativa e as diversas maneiras de trabalhar com moda sustentável:
A  Será o Benefício, por exemplo, usa materiais pouco convencionais como a juta, papel de vedação para construção civil, pneus e couro vegetal. Além disso, também valorizam o processo ecológico de lavagem e tingimento.
Já as Irmãs Green reinterpretam a estética do sustentável, não se prendendo somente a cores pastéis e confecções de peças básicas, mas optando por cores vibrantes e trabalhos complexos. Entre os materiais utilizados está a fibra PET reciclada,  malha de resíduo têxtil, algodão reciclável, fibras de coco, jeans reciclado e até mesmo botões em madeira reflorestada.
Ecotece tem suas raízes no lema “vestir consciente”. Para isso, além de promover atividades com resíduos e reciclagem, aborda também o aspecto socioeconômico da sustentabilidade, trabalhando com moda inclusiva e comércio justo. Para o grupo, além de bens de consumo, as roupas podem ser responsáveis por gerar práticas educativas e potencializar o cuidado com a natureza, o valor das mãos e a geração de renda.


http://mercadoetico.terra.com.br

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Notícias do Mundo Ambiental

Alemães criam carro elétrico de baixo custo

Modelo será construído de maneira responsável utilizando materiais sintéticos e reciclados sob uma estrutura de aço.

Uma parceria entre a montadora alemã Opel e a agência de design Kiska permitirá a construção de carros elétricos com baixo custo de produção. O automóvel ecologicamente correto é denominado Rak E.
O modelo tem emissões zero de poluentes foi divulgado na última semana. Ele possui apenas dois lugares e mesmo que ainda seja um conceito, o carro já possui visual ousado e vanguardista.
O projeto adotou uma abordagem radicalmente nova. Por exemplo, tanto o interior quanto o exterior foram concebidos em um único processo, aplicando-se muitos anos de especialização da Kiska em design automotivo e de motos, engenharia e uso de materiais leves. O resultado foi uma abordagem interessante que quebra as barreiras entre o design de um carro e de uma motocicleta.
O formato e função do carro oferecem conforto e segurança além de garantir a agilidade em trânsito, semelhante a uma moto. O motor de 48 cavalos de potência é totalmente elétrico, e para completar a carga da bateria, basta carregá-lo por três horas. O veículo não deixa a desejar na potência e é capaz de atingir a velocidade máxima de 120 km/hora em menos de 13 segundos.
A ideia é construir de maneira responsável utilizando materiais sintéticos e reciclados sob uma estrutura de aço. O peso do veículo deverá ser 1/3 do peso de um carro comum com autonomia de bateria de 98 km.
A cobertura, que combina as funções de teto e para-brisa, oferece uma vista de 270 graus, sem pontos cegos. Para fácil entrada e saída, o volante automaticamente muda de posição quando a cobertura é aberta. Para os jovens condutores, o RAK pode ser configurado para operar em modo de baixa potência, com velocidade limitada a 45 km/h.
Na área onde o motorista e o copiloto ficam acomodados foi instalado um cockpit. O visual do veículo também foi inspirado em aviões. O projeto mede 1,3 metros de largura, três de comprimento, 1,19 cm de altura e sua configuração garante melhor desempenho aerodinâmico e eficiência energética.
As rodas proeminentes do veículo possuem acesso facilitado, bem como a região do motor e suspensão. O projeto Rak E pretende dar informações ao motorista através de uma tela localizada no painel. Para dirigir, o piloto ainda fará o uso de volantes, ao contrário do que tem sido projetado em veículos deste gênero, que atualmente é desenvolvido para ser pilotado por joysticks. O carro elétrico futurista ainda não tem previsão de lançamento.


Edifício na Dinamarca é feito com materiais reciclados

Todos os materiais utilizados na construção do 'Green Solution House', centro de conferências e hotel, são totalmente recicláveis ​​ou biodegradáveis.

A empresa dinamarquesa 3XN criou a 'Green Solution House', um novo centro de conferências experimental e hotel, onde tudo é adaptado para a circulação da natureza e onde os hóspedes poderão ter ideia de como é possível viver em um mundo sem resíduos. A conclusão da obra está prevista para 2013.
As quatro metas do projeto são: ser uma plataforma para o mais alto nível de desenvolvimento sustentável; ser um exemplo de melhoria contínua; mostrar soluções sobre biodiversidade, materiais, energia, água e resíduos e crescer em uma rede local e global para a partilha de conhecimentos.
Localizado na ilha dinamarquesa de Bornholm, a edificação foi projetada e desenvolvida de acordo com os princípios do Cradle 2 Cradle ®. Isto significa que todos os materiais utilizados na construção ou são totalmente recicláveis ​​ou biodegradáveis​​. Assim, o projeto do edifício assume a ambição de eliminar o conceito de resíduos.
O projeto é gerido por Kasper Guldager Jørgensen, chefe da unidade 3XN de inovação, e pela GXN. A indústria da construção sozinha é responsável por 30% de todos os resíduos gerados e, segundo a empresa, os resíduos colocam um enorme fardo sobre o meio ambiente. Mas, com este projeto eles demonstram que este é um problema que pode ser resolvido.
A eliminação do desperdício significa que tudo deve ser parte de uma circulação. Assim, o edifício foi projetado para ser desmontado e construído por materiais recicláveis ​​definidos.
A energia solar produz a eletricidade consumida no prédio, a água da chuva coletada é biologicamente tratada e reutilizada. O hotel produz frutas e legumes orgânicos para o restaurante. Além disso, os resíduos gerados dia a dia são reciclados ou compostados.


Escola nos EUA produz energia necessária para consumo

Lady Bird Johnson Middle School foi construída em uma área de 45.600 metros quadrados; construção inclui turbinas eólicas, painéis solares e outras tecnologias avançadas.

O Estado do Texas é conhecido nos Estados Unidos como o centro das tradições “countries”. Agora ele também está famoso por abrigar a primeira escola do país a produzir de maneira limpa toda a energia necessária para o seu funcionamento.
A Lady Bird Johnson Middle School foi construída na cidade de Irving em uma área de 45.600 metros quadrados, que facilitou a produção de energia renovável de diversas maneiras: eólica, solar e outras tecnologias avançadas que foram incluídas na construção.
O escritório Corgan Associates, de Dallas, liderou a equipe de arquitetos que construiu a escola, usada não apenas como sala de aula, mas também como referência em sustentabilidade e eficiência energética. Esses diferenciais da instituição de ensino são percebidos em cada detalhes, desde as 12 turbinas eólicas gigantes instaladas na lateral do prédio, até a grade curricular.
Por mais incrível que possa parecer, as grandes turbinas eólicas produzem apenas 1% da energia necessária para abastecer toda a estrutura. O restante é obtido a partir de 2988 painéis solares instalados no telhado. Eles são equipados com tubos cilíndricos que captam a luz do sol em 360 graus, aumentando potencialmente a capacidade de aproveitamento energético. Toda a produção excedente é direcionada para a rede de distribuição local.
Ter energia limpa disponível não seria suficiente para tornar a obra sustentável. Por isso, os arquitetos se preocuparam com a eficiência de todo o edifício. As bombas de calor geotérmicas auxiliam o sistema de arrefecimento, tornando-o 30% mais econômico. A equipe usou paredes isoladas e construiu um grande dossel nas laterais do edifício para bloquear o sol quente do Texas, mesmo assim, foram usadas muitas janelas para permitir a iluminação natural dentro das salas de aula.
Como a escola é considerada um laboratório de aprendizagem, a grade curricular inclui aulas sobre eficiência energética. Assim, os alunos do ensino fundamental podem estudar as diferenças na produção de energia solar em um dia nublado, em comparação a um dia ensolarado. Enquanto isso, os estudantes de ensino médio podem aprender a calcular a produção média geotérmica da escola. A instituição é equipada com uma plataforma de observação, onde os alunos podem examinar as placas fotovoltaicas, e monitores de energia estão espalhados por todo o corredor, para que os estudantes possam ver exatamente a quantidade de energia utilizada pela escola.
A Lady Bird Johnson Middle School está em busca do selo LEED, concedido às construções sustentáveis pelo Green Building Council.


Maracanã deve se tornar usina de energia solar

As obras feitas no estádio para sediar a Copa do Mundo de 2014 incluem a colocação de placas fotovoltaicas em toda a superfície que cobre as arquibancadas.

Além de ser um marco para a história do futebol, o Maracanã está prestes a se tornar referência na produção de energia limpa. As obras feitas no estádio para sediar a Copa do Mundo de 2014 incluem a colocação de placas fotovoltaicas em toda a superfície que cobre as arquibancadas.
O projeto será financiado por duas empresas de energia, a Light, que coordena a produção e distribuição no Rio de Janeiro, e a EDF (Eletricité de France). Juntas elas instalarão placas sobre uma superfície de 2,5 mil metros quadrados, que serão capazes de gerar 670 mil kW/h por ano.
A produção seria suficiente para abastecer 25% da energia necessária para o funcionamento do Maracanã. No entanto, não é isso que irá acontecer, pelo menos, durante os cinco primeiros anos de funcionamento desta “usina solar”. O investimento é fruto de uma parceria entre as duas empresas e o Governo do Estado, por isso, elas terão direito a comercializar a energia produzida nos primeiros anos, para compensar os R$ 6 milhões gastos com a implantação da tecnologia.
A estimativa é de que a eletricidade produzida no Maracanã possa suprir a demanda de 240 residências. Mas, as empresas contam também com o apelo gerado por toda a tradição do Maracanã, para comercializar a energia limpa com valores mais altos.
Passados os cinco anos, a eletricidade vinda do Maracanã será propriedade do governo, mas mesmo assim pode não ser usada diretamente no estádio. “O maior consumo do estádio é durante a noite, em dias de jogos, e não no momento em que o sistema vai produzir mais energia, durante o dia. Por isso, ele vai gerar energia e injetá-la na rede e, à noite, ele a pega de volta”, explicou Evandro Vasconcelos, diretor de energia da Light.
Os projetos da concessionária não acabam no Maracanã. A Light ainda pretende gastar R$ 15 milhões para implantar células fotovoltaicas em outros centros esportivos do RJ, como o Parque Aquático Júlio de Lamare, o Maracanãzinho e o Estádio de Atletismo Célio de Barros.


Fonte: exame.abril.com
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