sábado, 21 de janeiro de 2012

Notícias Ambientais

Brasileiras estudam produção de biodiesel com cianobactérias

Combustível feito com microrganismo seria mais vantajoso e sustentável. Nova tecnologia é desenvolvida por pesquisadoras da USP.


A Escola de Engenharia de Lorena e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), ligados à Universidade de São Paulo, conduzem pesquisas sobre a geração de biocombustível a partir de cianobactérias, um microrganismo que realiza fotossíntese, e que poderia substituir o uso de alimentos como milho e cana-de-açúcar.
Chamado de cianodiesel, desde 2010 esta tecnologia é pesquisada pelas professoras Marli de Fátima Fiore e Heizir Ferreira de Castro. O principal resultado, até agora, foi a produção de diesel em pequena escala, possível através da transformação dos lipídios presentes nas cianobactérias, acumulados por meio da fotossíntese.
A produção comercial do cianodiesel poderia ser mais vantajosa e mais sustentável que a de biodiesel produzido a partir de plantas, como cana-de-açúcar, milho e palma, defende Caroline Pamplona, pós-doutoranda da USP que participa da pesquisa.
Primeiro, porque o período de produção de biomassa das cianobactérias é muito curto, podendo chegar a apenas dez dias. A colheita do milho, por exemplo, só ocorre depois de mais de cem dias do plantio. Além disso, a capacidade de armazenamento de lipídios é muito alta e pode chegar a metade da biomassa do microrganismo.
Outra possível vantagem, segundo a pesquisadora, é que não é preciso terra para cultivar cianobactérias. Assim, não haveria interferência na geração de alimentos - uma crítica existente à geração de biocombustíveis com plantas.
Perspectiva comercial
Mas ainda não existem respostas científicas sobre como seria a produção comercial do cianodiesel. Entre as opções estariam bioreatores fechados e tanques abertos. Também não existem estimativas sobre a produtividade deste tipo de biocombustível, ou seja, quanto de óleo seria obtido a partir de uma área “cultivada” com cianobactérias.
Uma das primeiras etapas do trabalho das pesquisadoras da USP foi selecionar linhagens adequadas para a produção de biodiesel. Só no Cena, existe um banco de cultura com mais de 500 tipos de cianobactérias, isoladas de diversos ecossistemas, como manguezais, caatinga e Mata Atlântica. Dessas, apenas duas não tóxicas foram selecionadas para experimentos de produção de biodiesel.
Agora, o próximo passo da pesquisa é buscar obter viabilidade comercial para a produção de cianodiesel, explica Caroline. Uma estratégia é aumentar a quantidade de lipídios produzidos pelos microorganismos, inclusive via engenharia genética.

 http://g1.globo.com


Fixados novos critérios para uso do Selo da Agricultura Familiar

Todo produto cuja matéria-prima for proveniente da agricultura familiar vai receber, a partir de agora, o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf).
A portaria, que traz a determinação, está publicada desde o dia 17 no Diário Oficial da União e traz outra novidade. Até hoje, apenas a Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário podia conceder o selo. A partir de agora, as instituições (públicas ou privadas) que estabelecerem parcerias com o ministério também poderão certificar o produto com o selo.
O uso do Sipaf tem caráter voluntário e representa um sinal identificador de produtos que tenham por objetivo fortalecer a identidade social da agricultura familiar perante os consumidores.

Fonte: Agência Brasil


Bichos ameaçados em UCs federais, online

Está disponível no site do ICMBio um mapa que permite visualizar, via Google Earth, a lista das espécies ameaçadas com registro de ocorrência em unidades de conservação (UC) federais. A ferramenta permitirá que o usuário selecione uma unidade de conservação e conheça as espécies da fauna ameaçadas de extinção.
A iniciativa apresenta em um novo formato as informações contidas no Atlas da Fauna Ameaçada de Extinção em Unidades de Consevação Federais, lançado em 2011. A primeira edição identificou que 50% das espécies da fauna ameaçadas ocorrem em UCs federais.

Fonte: www.icmbio.gov.br/


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Notícias do Mundo Ambiental

Itália corre risco de ter pior desastre ambiental em 20 anos

Catástrofe pode ocorrer caso vazem as 2,4 mil toneladas de óleo do navio. Último acidente grave foi em 1991, com barco que carregava combustível.

A Itália está sob o risco de sofrer o maior desastre ambiental do país em mais de duas décadas, caso as 2,4 mil toneladas de combustível do Costa Concordia poluam uma das reservas marítimas mais apreciadas do Mediterrâneo.
Sete dias depois de o navio de cruzeiro de 114,5 mil toneladas virar na costa da Toscana, a grande embarcação está se movendo de forma precária sobre uma formação rochosa submarina, ameaçando tombar ainda mais e atrapalhando os planos de bombear o óleo em segurança.
O navio tombou depois de bater em uma rocha e agora está de lado em uma plataforma com cerca de 20 metros de profundidade perto da pequena ilha de Giglio. Onze pessoas morreram e ainda há 21 desaparecidas.
Com a esperança de encontrar sobreviventes praticamente encerrada, os especialistas advertem que, além da perda de vidas, o acidente poderá se transformar na pior emergência ambiental marítima da Itália desde o naufrágio do Amoco Milford Haven, que levava 144 mil toneladas de óleo, na costa de Gênova em 1991.
A limpeza daquela região foi concluída em 2008, 17 anos depois do acidente, e a carcaça do Haven ainda se encontra no leito do mar, disse Luigi Alcaro, chefe para emergências marítimas da Ispra, a agência governamental italiana para o ambiente.
"Se o Costa Concordia deslizar um pouco mais para baixo e o combustível começar a vazar para água, poderemos falar em anos e em dezenas de milhões de euros para a limpeza", disse Alcaro à Reuters.
A quantidade de combustível a bordo do Costa Concordia - 2.380 toneladas de diesel pesado e de óleo lubrificante, é comparável ao que é transportado por um petroleiro pequeno, disse o ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, ao Parlamento esta semana.
Por enquanto, os tanques de combustível parecem intactos.

Altamente tóxico
Clini afirmou que mesmo um vazamento controlado seria altamente tóxico para a flora e a fauna da região, um parque natural marítimo conhecido por suas águas claras e pelos corais e vida marinha variados.
A ilha de Giglio é um renomado lugar para mergulho e o arquipélago ao redor abriga mais de 700 espécies botânicas e animais, incluindo tartarugas, golfinhos e focas.
Alcaro afirmou que o cenário mais otimista seria estabilizar o navio e bombear o óleo por meio de uma técnica conhecida como "hot tap".
"O óleo no navio é muito grosso e pegajoso, então será preciso perfurar o casco e aquecê-lo para torná-lo mais fluido e mais fácil de extrair", disse ele à Reuters.
"Isso pode ser feito em cerca de um mês nos 13 tanques externos do navio. Há outros 10 tanques no interior, e esses são muito mais difíceis de alcançar", afirmou.
Caso a embarcação escorregue ainda mais para dentro da água, porém, o melhor seria que os tanques se rompessem e o combustível boiasse até a superfície, disse ele.
"Haveria pânico por algumas semanas, é claro, mas o 'mar negro' de combustível o tornaria visível e mais fácil de recolher. O pior cenário de todos é ter o óleo vazando lentamente".

Fonte: http://g1.globo.com


Exxon Mobil vai pagar US$ 1,6 milhão por vazamento nos EUA

Derramamento de óleo ocorreu no rio Yellowstone, nos EUA, em 2011. Informação é de um membro de órgão estatal.

A Exxon Mobil concordou em pagar US$ 1,6 milhão em penas relacionadas a violações ambientais, após um enorme vazamento de um oleoduto da empresa no rio Yellowstone, em Montana, Estados Unidos, em julho de 2011, informou um membro de órgão estatal.
O diretor do Departamento de Qualidade Ambiental de Montana, Richard Opper, afirmou que a pena é a maior na história da agência.
Opper também informou que a companhia texana de petróleo vai pagar US$ 300 mil em dinheiro e gastar US$ 1,3 milhão em projetos ambientais futuros. Além disso, vai usar mais de US$ 760 mil em respostas de emergência.
A Exxon também vai aumentar a sua estimativa da quantidade de petróleo derramada no acidente para 1.509 barris, ou 63.400 litros. Isso representa um crescimento de 50% em relação às estimativas anteriores.

Fonte: http://g1.globo.com


Cientistas 'redescobrem' espécie de macaco no Sudeste Asiático

Primata langur-de-hose era considerado extinto por ambientalistas. Encontro de família de macacos foi 'acidental', diz pesquisadores.

Cientistas que trabalham nas florestas da Indonésia podem ter “redescoberto” uma espécie de macaco considerado tão raro, que muitos achavam que ele estava extinto.
Uma família de exemplares de langur-de-hose ou langur-cinzento (Presbytis hosei canicrus) foi identificada na Floresta Wehea, na ilha de Bornéu por meio de armadilhas fotográficas montadas em junho, que, inicialmente, tinham o objetivo de registrar imagens de leopardos, orangotangos e outros animais selvagens.
As fotos dos primatas surpreenderam os pesquisadores, porque nunca houve uma fotografia que comprovasse a existência da espécie, o que dificultou a identificação desses animais, disse Brent Loken, pesquisador da Universidade Simon Fraser, do Canadá. O encontro foi tema de artigo científico publicado nesta sexta-feira (19) na revista “American Journal of Primatology”.
Com olhos cobertos, além de nariz e lábios rosados, seu habitat original era no nordeste de Bornéu, além das ilhas de Sumatra e Java, todas na Indonésia. Descoberto em 1934, o primata é considerado ameaçado de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês).
Desaparecimento

A preocupação sobre uma possível extinção desta espécie surgiu em 2005, quando foi realizada uma extensa pesquisa de campo e comprovou-se que as áreas onde haveriam espécimes foram destruídas por incêndios, ocupação humana e conversão de terras para agricultura e mineração.

“Para mim, a descoberta deste macaco é representativa para as espécies da Indonésia. Há tantos animais que conhecemos pouco e já sabemos que suas casas estão desaparecendo rapidamente. Muitos deles podem entrar em extinção”, complementa Loken.
Uma expedição deve retornar a explorar uma área de 380 km² de floresta para tentar descobrir quantos langur-de-hose ainda vivem no local.

Fonte: http://g1.globo.com

Livros revelam situação de Unidades de Conservação do Amazonas, Pará e Rondônia

Publicações trazem o resultado da avaliação da gestão das unidades de conservação dos três Estados Amazônicos e são ferramentas importantes para o planejamento de políticas públicas.

Três novos livros revelam o resultado da avaliação da gestão das unidades de conservação (UCs) nos estados do AmazonasPará e Rondônia, na Amazônia brasileira.


O estudo avalia se as unidades de conservação - 49 no Pará, 53 em Rondônia e 54 no Amazonas, em uma área de mais de 56 milhões de hectares - estão cumprindo seu objetivo de conservação da natureza, se tem um planejamento efetivo, se estão vulneráveis ou sofrendo ameaças, e ainda se possuem recursos suficientes.

As publicações são fruto da parceria entre as secretarias de Meio Ambiente desses Estados, o WWF-Brasil e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Esse trabalho de análise da gestão das UCs é inovador e fundamental para subsidiar políticas públicas. Sem informações sobre a realidade das áreas protegidas, não há como planejar ações para melhorar sua efetividade. Daí a grande importância desse estudo”, afirmou Mauro Armelin, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil.

O método utilizado para avaliar a gestão dessas áreas protegidas é o Rappam, sigla em inglês para Avaliação Rápida e Priorização da Gestão de Unidades de Conservação. Desenvolvido pela Rede WWF, o Rappam é uma das metodologias mais utilizadas em todo o mundo para avaliar rapidamente a efetividade de gestão das áreas protegidas.

A pesquisa é realizada por meio de questionários aplicados durante oficinas com gestores, funcionários e demais colaboradores das unidades de conservação. As respostas são analisadas por equipes técnicas que sistematizam os resultados em relação ao contexto, planejamento, insumos, processos e resultados que as UCs vêm atingindo nos últimos anos.

Como resultado, obtém-se um diagnóstico completo das unidades de conservação com informações e recomendações sobre priorização de ações, aplicação de recursos e definição de programas para auxiliar os órgãos responsáveis na gestão do sistema de unidades de conservação do país.

“Apesar de importância biológica alta e planejamento adequado, as unidades de conservação avaliadas nos três Estados têm menores índices de desempenho em insumos, como recursos financeiros e humanos, e processos, como a elaboração dos planos de manejo. No geral, isso compromete o alcance dos resultados e os valores totais de efetividade das UCs", explicou a analista de conservação do WWF-Brasil, Mariana Ferreira, responsável pela coordenação do estudo.

Além das unidades de conservação do Pará, Amazonas e Rondônia, a parceria entre o WWF-Brasil e o ICMBio também avaliou a efetividade da gestão das unidades de conservação dos estados do Mato Grosso, São Paulo, Amapá e Acre, além de duas etapas de avaliação das unidades de conservação federais: a primeira realizada entre 2005 e 2007, quando 246 unidades de conservação federais foram analisadas, e em 2010, com a avaliação de 292 UCs federais, cujo resultado será divulgado em 2012.  Nesse total, mais de 98% da área em unidades de conservação na Amazônia e cerca de 80% da área em UCs no Brasil foram avaliadas.

Entenda o que são as Unidades de Conservação

Leia mais: O que são as unidades de conservação Particulares

Fonte: WWF Brasil

Nature destaca resultados de programa brasileiro de pesquisa sobre a Amazônia

Um artigo de revisão publicado na revista Nature sintetiza os resultados das pesquisas realizadas nos últimos 20 anos pelo Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Segundo o artigo, o LBA identificou sinais de que a floresta amazônica está passando, em suas porções sul e leste, por um processo de transição para um regime de distúrbios biofísicos, com alterações nos ciclos hídricos e energéticos.
Iniciado há 20 anos com o objetivo de compreender os processos biogeoquímicos da floresta e aumentar o conhecimento sobre as relações entre o uso da terra e o clima amazônico, o LBA já gerou mais de 2 mil publicações e cerca de 300 teses, de acordo com Paulo Artaxo, do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) – um dos coordenadores do experimento e coautor do artigo.
“O LBA deu uma contribuição importante para desvendar os processos físicos, químicos e biológicos que são responsáveis pelo funcionamento extremamente complexo da floresta. Esses processos vão desde a dinâmica climática até a interação entre a biologia da floresta e seu funcionamento intrínseco do ponto de vista dos fluxos de calor, de energia, de vapor d’água e de carbono”, disse Artaxo à Agência FAPESP.
De acordo com Artaxo, o LBA permitiu concluir que a floresta amazônica tem uma alta capacidade de resiliência, isto é, de superar uma situação crítica e retornar ao seu estado natural de excelência. Mas o experimento também concluiu que há limites para essa capacidade.
“A floresta desenvolveu, ao longo de seu processo evolutivo, mecanismos que permitem recuperar seu ponto de equilíbrio. No entanto, isso tem um limite que pode ser ultrapassado dependendo do grau de perturbação que o homem provoca no ecossistema. Esse delicado equilíbrio precisa ser respeitado para que o processo de ocupação da Amazônia não desestabilize ainda mais o funcionamento do ecossistema”, afirmou.
O LBA, segundo ele, permitiu identificar onde estão esses limites e quais as consequências de ultrapassá-los. “Com o desmatamento e as alterações nos fluxos de vapor d’água, de energia e de aerossóis, o ciclo hidrológico é perturbado. Essa perturbação desencadeia uma série de processos de reação ao estresse hídrico. O LBA teve o mérito de desvendar alguns desses mecanismos”, disse.
O artigo destaca que a expansão agrícola e a variabilidade climática se tornaram importantes agentes de perturbação na bacia amazônica. Os estudos do LBA mostraram que a resiliência da floresta amazônica é especialmente considerável em relação às secas anuais moderadas. Mas mostram também que as interações entre o desmatamento, as queimadas e as secas podem levar a perdas de estoques de carbono e a mudanças nos padrões regionais de precipitação e de vazão dos rios.
“Embora os impactos do uso da terra e da seca na bacia amazônica possam ficar aquém da magnitude da variabilidade natural dos ciclos hidrológicos e biogeoquímicos, há alguns sinais de uma transição para um regime de predomínio de distúrbios. Esses sinais incluem modificações nos ciclos hídricos e energéticos no sul e no leste da Amazônia”, afirmou.
Além do artigo de revisão – que de acordo com Artaxo foi resultado de um dos workshops de síntese do experimento LBA,– a Nature o convidou para publicar, na mesma edição, um artigo na seção World View da revista, dedicada à apresentação de opiniões pessoais de cientistas. O texto, intitulado “Quebrar barreiras na pesquisa climática”, apresenta a visão do pesquisador brasileiro sobre o processo de implementação do LBA.
“Os editores fizeram essa proposta porque ficaram interessados em saber como foi possível implementar, em um país em desenvolvimento como o Brasil, um experimento de tamanho grau de complexidade, ao longo de 20 anos, em uma região de difícil acesso do ponto de vista logístico. Nenhum outro país conseguiu até agora implementar um experimento desse porte”, declarou.
O experimento LBA, segundo Artaxo, não apenas gerou uma produção científica ampla e sólida, mas também conseguiu uma considerável visibilidade externa e deu uma importante contribuição na formação de recursos humanos em diversas áreas de pesquisa. “O sucesso do LBA é um fato do qual o Brasil deve se orgulhar. O experimento poderá servir de guia para o desenvolvimento de iniciativas semelhantes em outros países em desenvolvimento”, disse.
Segundo Artaxo, diversos projetos temáticos da FAPESP estão diretamente associados ao LBA, em especial em áreas como o estudo de fluxos de carbono, aerossóis, mudanças do uso do solo, ciclo hidrológico e modelagem climática.
Participaram do artigo de revisão pesquisadores do Inpa, da USP, da Embrapa, da Universidade Federal do Acre (Ufac), da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Centro de Geotecnologia do Imazon, do Jardim Botânico de Porto Rico e das seguintes instituições norte-americanas: Universidade de Columbia, Universidade de Harvard, Universidade de Maryland, Center for Ecological Analysis and Synthesis e Woods Hole Research Center.
O artigo The Amazon basin in transition, de Paulo Artaxo e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Fonte: Agência FAPESP

Começou o período de defeso do caranguejo-uçá e captura também fica proibida no Amapá

O Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá (Imap) informou aos catadores de caranguejo que iniciou o período de defeso do caranguejo-uçá, conhecido popularmente pelos pescadores como "andada", quando os caranguejos machos e fêmeas saem de suas tocas e andam pelos manguezais para o acasalamento e liberação dos ovos.

O defeso tem como finalidade garantir a preservação da espécie caranguejo-uçá, além do equilíbrio ecológico dos manguezais, berçários da vida marinha. Em 2012, as datas de defeso foram definidas da seguinte forma: no mês de janeiro o período será de 10 a 15 e de 24 a 29; o segundo período, em fevereiro, de 8 a 13 e de 22 a 27; e o último período acontecerá em março, de 9 a 14 e de 23 a 28.

Durante o período fica proibida a captura, transporte, beneficiamento, industrialização e comércio de qualquer indivíduo dessa espécie, cuja largura da carapaça seja inferior a 6 cm (seis centímetros).

Segundo o coordenador de Fiscalização do Imap, Willian Crowell, a proibição vale para todos os estados onde há ocorrência do caranguejo-uçá: Amapá, Pará, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Espírito Santo.

"O produto de captura que for apreendido pelos fiscais ambientais quando vivos deverão ser devolvidos imediatamente para seu habitat. É importante lembrar que se os caranguejos andarem, não poderão ser capturados, mesmo se o fenômeno ocorrer antes ou depois da data oficial do defeso", diz Willian.

No período de reprodução, só poderão ser comercializados os caranguejos capturados antes do início do defeso, cujos estoques foram declarados ao Ibama e Imap, dependendo da região. Os infratores notificados terão de prestar esclarecimentos junto ao Ibama e Imap, sobre a não declaração dos crustáceos apreendidos e, ainda, sofrerão penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais.

A multa para esse crime varia de R$ 1.251 a R$ 25 mil.


Giro de notícias ambientais

Nova tecnologia consegue gerar biocombustível com algas

Açúcar de alga marinha pode ser extraído por enzima e reaproveitado. Pesquisa realizada por norte-americanos foi publicada na 'Science'.

Cientistas do Bio Architecture Lab (BAL), laboratório especializado em pesquisas com biocombustíveis nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova tecnologia que consegue aplicar algas marinhas na criação de combustíveis renováveis e produtos químicos.
Segundo o estudo, publicado nesta quinta-feira (19) na revista “Science”, a equipe de engenharia conseguiu desenvolver enzimas capazes de extrair açúcares encontrados nas algas e convertê-los em uma fonte rentável de energia e de biomassa.
“Cerca de 60% da biomassa seca das algas são carboidratos fermentáveis e em aproximadamente metade delas é possível encontrar um único carboidrato: o alginato. Nossos cientistas desenvolveram uma enzima para degradá-lo e uma alternativa para metabolizar o alginato, o que nos permite usar todos os principais açúcares das algas", disse Daniel Trunfio, presidente da Bio Lab Architecture, em material de divulgação.
"Isto faz da alga uma matéria-prima econômica para a produção de combustível renovável, além de produtos químicos”, complementa o CEO da empresa.
As algas marinhas podem ser usadas na produção global de itens renováveis devido ao seu elevado teor de açúcar e a ausência de lignina, fatores que não exigem plantações em terras aráveis ou água doce para o seu desenvolvimento. Além disso, segundo a publicação, elas não têm impacto ambiental.
Segundo o estudo, ao menos 3% das águas costeiras podem produzir algas capazes de substituir 60 bilhões de galões de combustíveis fósseis. Já existem casos no mundo de produção comercial destas algas, como em quatro fazendas de algas no Chile, com alta taxa de produção economicamente viável, segundo a BAL.


2011 foi o nono ano mais quente já registrado pela Nasa

Nove entre os dez anos com maiores temperaturas ocorreram desde 2000. Gases do efeito estufa são causa do aquecimento, segundo a agência.


A média de temperatura de 2011 foi a nona mais quente já registrada, de acordo com cientistas da Nasa. Os registros de temperatura começaram a ser realizados em 1880. A descoberta mantém a tendência de aumento de temperatura nos últimos anos. Nove entre os dez anos mais quentes já registrados ocorreram desde 2000.



O valor médio registrado em 2011 foi 0,51ºC mais quente que a temperatura base de meados do século 20. "A comparação mostra que a Terra continua a experimentar temperaturas mais quentes que em décadas passadas", disseram pesquisadores do Goddard Institute for Space Studies (GISS), da Nasa, em comunicado.
Segundo a agência, o aumento de temperatura é largamente provocado pelo aumento de concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera, especialmente dióxido de carbono. O gás é emitido por diversas atividades humanas, como usinas termoelétricas e veículos movidos a combustíveis fósseis, como gasolina.
Os níveis atuais de dióxido de carbono na atmosfera excedem 390 partes por milhão (ppm). Em 1880, a concentração era de 285 ppm; em 1960, de 315 ppm, segundo a Nasa.

Registros de temperatura
O ano mais quente já registrado foi 2010, com uma média de temperatura 0,12ºC maior que 2011. O único ano que não faz parte do século 21 e que esteve entre os dez mais quentes já registrados foi 1998.
"Isso sublinha a ênfase que os cientistas colocam na tendência de aumento da temperatura a longo prazo (...) Eles não esperam que as temperaturas aumentem consistentemente ano após ano, mas esperam um aumento contínuo ao longo das décadas", afirma o comunicado da Nasa.
As elevadas temperaturas ocorrem apesar dos efeitos de resfriamento provocados por uma influência maior do La Nina e por uma atividade solar mais baixa, verificada nos últimos anos, de acordo com o diretor do GISS, James Hansen. Ele têm feito campanha contra as mudanças climáticas provocadas pelo homem.
Para produzir as análises de temperatura, o GISS coleta dados de mais de mil estações meteorológicas espalhadas pelo mundo, observações de satélite da superfície do mar e estações de pesquisa na Antártida.

BP pode ter que pagar até US$ 25 bilhões por derrame

Nova ação judicial contra a petroleira está prevista para 27 de fevereiro. Vazamento no Golfo do México liberou cinco milhões de barris no mar.

A petroleira britânica BP poderá ter que pagar até US$ 25 bilhões para resolver ações cíveis e criminais referentes ao vazamento de petróleo de 2010, no Golfo do México, disse na quinta-feira (19) um analista do banco de investimentos Morgan Stanley.
A nova ação judicial contra a gigante do petróleo e dos seus parceiros está prevista para 27 de fevereiro em Nova Orleans e inclui diversas ações pleiteando indenização por perdas econômicas, lesões sofridas pelos membros das equipes de socorro, violações das leis ambientais e danos dos recursos naturais, como resultado do vazamento. Este processo, que também visa estabelecer as responsabilidades dos subempreiteiros, pode durar anos.
"O resultado do julgamento é imprevisível", disse Martijn Rats, analista do Morgan Stanley em uma nota aos clientes do banco. "Um acordo que inclua não só acusações cíveis contra a BP, mas também sanções penais e os danos dos recursos naturais parece improvável. Neste caso, esperamos um montante total na ordem de US$ 20 a 25 bilhões", disse ele.
Uma explosão em abril de 2010 destruiu a plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, matando 11 pessoas e derramado no Golfo do México cerca de cinco milhões de barris de petróleo, gerando um efeito devastador sobre os residentes da Costa do Golfo, no ecossistema e nas indústrias do turismo e da pesca.

Fonte: http://g1.globo.com

Ter uma casa na árvore...

Desde minha infância, sempre quis ter uma casa na árvore... Eu acho que é o sonho de muitas pessoas, já que a natureza inspira bons ares e transmite paz e leveza. Eu não realizei, mas o arquiteto e ex-diretor do Greenpeace, Peter Bahouth e sua esposa Ivey Bahouth conseguiram construir uma casa na árvore.


Depois de comprarem um terreno de quase 3.000 m² começaram o planejamento e coleta de materiais usados como janelas antigas, portas e telhas. No fim, na verdade, acabaram por construir três casas separadas, mas que são conectadas através de pontes de madeiras.


As casas medindo 3,65m x 4,57m ficam localizadas em uma área afastada de Atlanta, nos EUA, com o objetivo de estarem totalmente imersas com a natureza.


Peter, para divulgar o projeto, convidou o seu amigo e chef Scott Peacock e juntos eles fazem diversos jantares durante o ano, transformando as casas em pequenos restaurantes para convidados.





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