terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Curiosidade do dia: Algumas profissões que estão relacionadas ao meio ambiente


GESTOR AMBIENTAL
Profissional contratado para supervisionar o departamento de ambiente das companhias, cuja função é detectar problemas de impacto ambiental e direcioná-los ao profissional capaz de resolvê-los, checar se as normas da ISO 14000 estão sendo seguidas e desenvolver, junto à equipe, projetos de conscientização.


TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE
O profissional dessa área está habilitado para identificar e aplicar metodologias no intuito de reduzir os impactos ambientais. Através desse estudo, o técnico está habilitado para avaliar a qualidade do ar, da água e da terra, também considerando os níveis de poluição sonora e visual dos centros urbanos. Além de atuar diretamente em organizações de combate ao desmatamento e poluição em geral, prestação de serviços em ONGs, parques e reservas, o Técnico em Meio Ambiente também pode transpor sua qualificação através do sistema de Gestão Ambiental previsto pelo ISSO 14.001, auxiliando empresas de médio e grande porte a alcançar a certificação. Sendo assim, torna-se imprescindível a presença de um profissional da área dentro de qualquer companhia que utilize os recursos naturais da sua região.
Sua atuação também é fundamental junto ao profissional de Engenharia de Meio Ambiente, vindo a auxiliá-lo na coleta e acompanhamento de dados ambientais de uma região. Além disso, toda a burocracia relacionada às licenças operacionais e de instalações de indústrias só podem ser autorizadas mediante a avaliação desse profissional.


ENGENHEIRO AMBIENTAL
Atua com a preservação do ambiente, tendo como principal campo os órgãos estatais e ONGs (organizações não governamentais), fiscalizando e monitorando a qualidade do ar e os resíduos tóxicos produzidos pelas empresas.


ENGENHEIRO FLORESTAL
Habilitado a atuar em atividades relacionadas com: construções de madeira; silvimetria e inventário; recursos naturais renováveis; ecologia e defesa sanitária; propagação de espécies florestais; viveiros florestais; manejo de florestas para produção de madeira e outros produtos; desenvolvimento de processos tecnológicos, industrialização e comercialização de produtos florestais; solos de ecossistemas florestais; mecanização, colheita e transporte florestais; geoprocessamento e sensoriamento remoto; planejamento, administração, economia e crédito para fins florestais.


ADVOGADO AMBIENTAL
É uma das áreas com maior projeção dentre as relacionadas ao meio ambiente, principalmente pela regulamentação da lei de crimes ambientais (lei nº 9.605/98). O profissional encontra campo, por exemplo, para defender empresas supostamente poluidoras ou fornecer assessoria para que evitem punições futuras.


GEÓLOGO
Com uma atuação ampla, abrangendo pesquisas de proteção e planejamento que envolvam todo o meio físico da superfície terrestre, como solo, mineração, projetos hidrelétricos, reciclagem e resíduos domésticos e industriais.


AUDITOR AMBIENTAL
Ficou em alta com a necessidade das empresas obterem certificações ISO 14000 e ISO 14001 (qualificação que indica excelência ambiental). É o profissional que vai avaliar se todas as medidas para a preservação do ambiente exigidas pela norma foram efetivamente tomadas.


EDUCADOR AMBIENTAL
Atua diretamente com crianças, empresas e comunidade. Esse educador tem como função conscientizar as pessoas da necessidade de uma mudança de atitudes.


CONTADOR AMBIENTAL
Esse profissional não vai se ater a notas fiscais e balanços. Sua função será contabilizar, tanto benefícios como prejuízos, que o desenvolvimento de um produto pode trazer ao meio ambiente.


BIÓLOGO
Ocupação tradicional, mas com atuação ampla. Faz parte do rol de suas atividades estudar possibilidades de diminuir o impacto das ações do homem sobre o meio ambiente.


ECÓLOGO
Profissional interdisciplinar, que estuda as relações entre os seres vivos e o ambiente, formas de conservação da natureza e a utilização correta dos recursos naturais, além de buscar formas de minimizar os impactos ambientais causados pela poluição, pelos desmatamentos e por outros problemas provocados pela intervenção inadequada do homem no ambiente.
Estará capacitado, ainda, para atuar na perícia, planejamento, desenvolvimento e administração de programas ou projetos voltados para a: produção de florestas com fins comerciais; proteção da biodiversidade; manejo de bacias hidrográficas; recuperação de áreas degradadas; avaliação de impactos ambientais; educação ambiental e ecoturismo; unidades de conservação; manejo de fauna silvestre; sistemas agroflorestais.
Estará apto a atuar na pesquisa, na extensão e no ensino; e, como profissional autônomo, na prestação de assessoria, consultoria, elaboração de laudos técnicos e receituários florestais e ambientais, bem como a ser um empreendedor.

CONSULTOR AMBIENTAL
É responsável por preparar relatórios de impacto ambiental sobre a adequação da empresa aos parâmetros ecológicos, como grau de contaminação do solo e níveis de ruído e odor.


CIENTISTA AMBIENTAL
Trata-se de um profissional generalista, com conhecimento das diferentes disciplinas que constituem o campo da ciência, capaz de propor ações que visem melhorar as condições de vida.


MONITOR DE ECOTURISMO
Conhecer e reconhecer animais, árvores e história faz parte das necessidades desse profissional, que atua como um guia e um educador, explicando ao turista detalhes sobre reservas ou parques naturais.

Fonte: http://intranet.meioambiente.ba.gov.br

Aquecimento para a Rio+20

A convenção sobre mudança climática (adotada em 1992) não conseguiu criar o ímpeto para um movimento global de redução de emissões. O esforço deve ser, por igualdade e justiça, primeiro dos países que historicamente mais emitiram e, em segundo lugar, dos países em desenvolvimento, que também terão de se adequar à redução dos gases-estufa, se quisermos realmente entrar em uma trajetória menos perigosa. A temperatura global pode aumentar entre três e cinco graus no final deste século. Isso é muito. Já subiu 0,8 grau em 200 anos. Esta trajetória é bastante pessimista.
Em 2010, foi registrado o maior volume de emissões da história da civilização humana: quase 45% mais do que as emissões de 1990 em dióxido de carbono e outros gases-estufa. Não há forma de olhar estes números sem se preocupar. Alterar o clima em 200 anos, o que leva de 20 mil a 30 mil anos, segundo os ciclos naturais da Terra, é uma mudança muito abrupta para a maneira como a natureza se ajusta aos ciclos naturais. E a primeira vítima direta é a biodiversidade, que é muito variável. O ritmo natural de emergência de uma espécie se conta em centenas de milhares de anos, mas a extinção é muito rápida, basta uma perturbação. Os biólogos estimam que se esse cenário pessimista persistir sem controle até o final do século, estará ameaçada a existência de 40% de todas as espécies. Isto é um grande cataclismo para a vida do planeta Terra.
O clima está mais variável, e os sistemas de produção dos quais dependemos para viver acabam perturbados. Por exemplo, hoje há um grande número de desastres naturais e a capacidade de resiliência está diminuindo. Este é o aspecto que importa quando falamos de falta de água: as projeções das mudanças climáticas no século afetam as regiões semiáridas, onde está a pobreza do mundo. Em cem anos o mar pode subir entre 50 centímetros e 1,4 metro. Isto inundará muitas áreas costeiras baixas onde vivem centenas de milhares de pessoas, que terão de ser reassentadas. Em geral, com grandes elevações de temperatura e com extremos meteorológicos, a agricultura global sofre porque as ondas de calor aumentam, bem como as secas, que se tornam imprevisíveis. O problema é que a agricultura já usa três quartos dos recursos hídricos disponíveis, e está em seu limite.
 Existe, sem dúvida, uma crise, e para o Brasil não é diferente. Não só é etnicamente uma mescla de culturas, como também uma mescla climática e ecológica e sofre todos os problemas globais. O quadro de regiões semiáridas é agudo no Nordeste brasileiro, que é o semiárido mais povoado do mundo, com 20 milhões de pessoas. Os desastres naturais estão aumentando muito no Brasil, com inundações, deslizamentos, ondas de calor, contaminação e um ambiente cada vez mais inóspito para a qualidade de vida. A maior vulnerabilidade ecológica está na Amazônia e no Cerrado, onde existe um grande risco de extinção de espécies em grande escala, jamais vista pela humanidade. Falamos de uma possibilidade de variação na Amazônia não vista em dezenas de milhões de anos, uma mudança da floresta que pode se tornar uma savana empobrecida. Se o clima mudar muito em 200 anos, perderemos grande parte da selva amazônica.
O Brasil é um país muito rico em recursos naturais, mais do que Índia e China. A demografia brasileira é muito favorável, e há um desejo de desenvolvimento sustentável. A população (192 milhões de pessoas atualmente) deve se estabilizar nos próximos 15 anos e não passar de 215 milhões. Ao contrário de China e Índia, o Brasil pode planejar um desenvolvimento muito mais equilibrado e um futuro sustentável, pois tem uma quantidade de recursos naturais que talvez nenhum outro país do mundo tenha. Hoje já usa 46% de fontes renováveis de energia e pode chegar em 2050 com 80% de sua matriz renovável. Tudo isto permite traçar um futuro como um dos países mais limpos.
Hoje existe uma consciência na sociedade brasileira de que este futuro é possível. O Brasil não quer ser uma potência hegemônica militar, mas tem um potencial de explorar um novo modelo de desenvolvimento tropical e de ser uma potência ambiental utilizando plenamente a energia renovável no prazo de 20 a 30 anos. A economia do Brasil não pode ser separada da economia do conhecimento natural. A grande diferença é uma economia do conhecimento natural. O país pode ser um líder mundial dessa nova visão com a aplicação do conhecimento, e essa é a imagem que deve passar na cúpula Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável). Queremos ser o país mais limpo do mundo nos setores energético e de produção, e no modelo de agricultura sustentável.

Fonte: envolverde.com.br

Curiosidade do dia: Tempo de decomposição do lixo

A poluição constante das águas do rio, do solo e do ar está causando muitos efeitos nocivos à nossa saúde e ao meio Ambiente. Muitos materiais podem ser reaproveitados. O plástico, vidro, papel e metais, podem ser reciclados e transformados em produtos novos, com um custo bem mais baixo ao consumidor.
Por isso, prefira sempre adquirir produtos em embalagens recicláveis. Elas economizam energia elétrica, poluem menos e utilizam menos recursos naturais não renováveis para a sua fabricação. Veja a seguir o tempo que cada material leva para se decompor:







Lixo
Tempo de decomposição
Cascas de frutas
de 1 a 3 meses
Papel
03 a 06 meses
Pano
de 6 meses a 1 ano
Chiclete
05 anos
Filtro de cigarro
de 05 a 10 anos
Tampa de garrafa
15 anos
Madeira pintada
15 anos
Nylon
mais de 30 anos
Sacos plásticos
de 30 a 40 anos
Lata de conserva
100 anos
Latas de alumínio
200 anos
Plástico
450 anos
Fralda descartável
600 anos
Garrafas de vidro
indeterminado
Pneu
indeterminado
Garrafas de plástico (pet)
tempo indeterminado
Borracha
tempo indeterminado
Vidro
1 milhão de anos

Na natureza todas as plantas e animais mortos apodrecem e se decompõe. São destruídos por larvas minhocas, bactérias e fungos, e os elementos químicos que eles contém voltam à terra. Podem ficar no solo, nos mares ou rios e serão usados novamente por plantas e animais. É um processo natural de reutilização de matérias. É um interminável ciclo de morte, decomposição, nova vida e crescimento. A natureza é muito eficiente no tratamento do lixo. Na realidade, não há propriamente lixo, pois ele é novamente usado e se transforma em substâncias reaproveitáveis.
Enquanto a natureza se mostra eficiente em reaproveitamento e reciclagem, os homens o são em produção de lixo.
Os ciclos naturais de decomposição e reciclagem da matéria podem reaproveitar o lixo humano. Contudo, uma grande parte deste lixo sobrecarrega o sistema. O problema se agrava porque muitas das substâncias manufaturadas pelo homem não são biodegradáveis, isto é não se decompõe facilmente. Vidros , latas e alguns plásticos não são biodegradáveis e levam muitos anos para se decompor. Esse lixo pode provocar a poluição.
A reciclagem do lixo assume um papel fundamental na preservação do meio ambiente, pois, além de diminuir a extração de recursos naturais ela também diminui o acúmulo de resíduos nas áreas urbanas. Os benefícios obtidos são enormes para a sociedade, para a economia do país e para a natureza. Embora não seja possível aproveitar todas as embalagens, a tendência é que tal possibilidade se concretize no futuro.
O tratamento do lixo doméstico no Brasil é realmente uma tragédia, 76% dos 70 milhões de quilos produzidos por dia, são lançados a céu aberto, 10% em lixões controlados, 9% para aterros sanitários e apenas 2% é reciclado. A realidade está mudando, hoje as pessoas que pensam um pouco mais neste planeta recorrem a alternativas que podem minimizar esta situação caótica. Pressione as prefeituras para adotarem a coleta seletiva como alternativa.
Os catadores de papel que na maioria das cidades são marginalizados, na verdade contribuem com uma significativa parcela no processo de reciclagem dos materiais descartados nos grandes centros urbanos. 

Perigos
Quando não recebe tratamento adequado, constitui um problema sanitário, transmitindo várias doenças como diarreias infecciosas, amebíase, parasitose, servindo ainda como abrigo seguro para ratos, baratas, urubus (que podem derrubar aviões), além de contaminar os lençóis freáticos através do chorume (liquido altamente tóxico que resulta da composição da matéria orgânica associada com os metais pesados).

Estatísticas
O Brasil produz 241.614 toneladas de lixo por dia. 76% são depositados a céu aberto em lixões, 13% são depositados em aterros controlados, 10% são depositados em aterros sanitários, 0,9% são compostados em usinas e 0,1% são incinerados.
É importante salientar que o material orgânico compõe a maior parte do item "outros". Aproximadamente 53% deste total, são de restos de comida desperdiçada.

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO DE RESÍDUOS EM OCEANOS
Papel Toalha: 2 a 4 semanas;
Caixa de Papelão: 2 meses;
Palito de Fósforo: 6 meses;
Restos de Frutas: 1 ano;
Jornal: 6 meses;
Fralda Descartável: 450 anos;
Fralda Descartável Biodegradável; 1 ano;
Lata de Aço: 10 anos;
Lata de Alumínio: não se corrói;
Bituca de Cigarro: 2 anos;
Copo Plástico: 50 anos;
Garrafa Plástica: 400 anos;
Camisinha: 300 anos;
Pedaço de Madeira Pintada: 13 anos;
Bóia de Isopor: 80 anos;
Linha de Nylon: 650 anos;
Vidro: tempo indeterminado;
Lixo radioativo: 250 anos ou mais


Fonte: www.compam.com.br        www.vestibular1.com.br 

Dica do dia: LIXO - ajude nosso planeta e ainda economize dinheiro


LIXO
  • Não jogue o lixo em terrenos baldios ou em encostas;
  • Separe os lixos (vidro, papel, metal e plástico);
  • Compre, sempre que possível, bebidas com embalagens de vidros retornáveis e quando puder leve os vidros usados a um coletor de garrafas;
  • Procure reaproveitar melhor os legumes e frutas usando novas receitas;
  • Roupas, brinquedos, livros e jogos que você não usa mais podem ser reaproveitados por outros;
  • Latas e peças de metais sem utilização devem ser vendidas para os catadores ou ferro velho;
  • Dê preferência para sacolas retornáveis, evitando o uso de sacolas plásticas, pois o plástico acumula e demora centenas de anos para decompor.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Aula de hoje: Tratamento da água - Estação de Tratamento de Água (ETA)

Tratamento da Água 
A construção de um sistema completo de abastecimento de água requer muitos estudos e pessoal altamente especializado.
Para iniciar-se os trabalhos, é necessário definir-se:a população a ser abastecida; a taxa de crescimento da cidade e suas necessidades industriais.
Com base nessas informações, o sistema é projetado para servir à comunidade, durante muitos anos, com a quantidade suficiente de água tratada.
Um sistema convencional de abastecimento de água é constituído das seguintes unidades:
• captação
• adução
• estação de tratamento
• reservação
• redes de distribuição
• ligações domiciliares.

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA  - ETA

A seleção da fonte abastecedora de água é processo importante na construção de um sistema de abastecimento.
Deve-se, por isso, procurar um manancial com vazão capaz de proporcionar perfeito abastecimento à comunidade, além de ser de grande importância a localização da fonte, a topografia da região e a presença de possíveis focos de contaminação.
A captação pode ser superficial ou subterrânea.
A superficial é feita nos rios, lagos ou represas, por gravidade ou bombeamento.
Se por bombeamento, uma casa de máquinas é construída junto à captação.
Essa casa contém conjuntos de motobombas que sugam a água do manancial e a enviam para a estação de tratamento.
A subterrânea é efetuada através de poços artesianos,  perfurações com 50 a 100 metros feitas no terreno para captar a água dos lençóis subterrâneos.
Essa água também é sugada por motobombas instaladas perto do lençol d’água e enviada à superfície por tubulações.
A água dos poços artesianos está, em sua quase totalidade,  isenta de contaminação por bactérias e vírus, além de não apresentar turbidez.

a) Tratamento da água de captação superficial
É composto pelas seguintes fases:

Oxidação
O primeiro passo é oxidar os metais presentes na água, principalmente o ferro e o manganês, que normalmente se apresentam dissolvidos na água bruta. Para isso, injeta-se cloro ou produto similar, pois tornam os metais insolúveis na água, permitindo, assim, a sua remoção nas outras etapas de tratamento.

Coagulação
A remoção das partículas de sujeira se inicia no tanque de mistura rápida com a dosagem de sulfato de alumínio ou cloreto férrico. Estes coagulantes, têm o poder de aglomerar a sujeira, formando flocos. Para otimizar o processo adiciona-se cal, o que mantém o pH da água no nível adequado.

Floculação
Na floculação, a água já coagulada movimenta-se de tal forma dentro dos tanques que os flocos misturam-se, ganhando peso, volume e consistência.

Decantação
Na decantação, os flocos formados anteriormente separam-se da água, sedimentando-se, no fundo dos tanques.

Filtração
A água ainda contém impurezas que não foram sedimentadas no processo de decantação.
Por isso, ela precisa passar por filtros constituídos por camadas de areia ou areia e antracito suportadas por cascalho de diversos tamanhos que retêm a sujeira ainda restante.

Desinfecção
A água já está limpa quando chega a esta etapa. Mas ela recebe ainda mais uma substância: o cloro.
Este elimina os germes nocivos à saúde, garantindo também a qualidade da água nas redes de distribuição e nos reservatórios.

Correção de pH
Para proteger as canalizações das redes e das casas contra corrosão ou incrustação, a água recebe uma dosagem de cal, que corrige seu pH.

Fluoretação
Finalmente a água é fluoretada, em atendimento à Portaria do Ministério da Saúde.
Consiste na aplicação de uma dosagem de composto de flúor  (ácido fluossilícico).
Reduz a incidência da cárie dentária, especialmente no período de formação dos dentes, que vai da gestação até a idade de 15 anos.

b) Tratamento da água de captação subterrânea
A água captada através de poços profundos, na maioria das vezes, não precisa ser tratada, bastando apenas a desinfecção com cloro. Isso ocorre porque, nesse caso, a água não apresenta qualquer turbidez, eliminando as outras fases que são necessárias ao tratamento das águas superficiais.

Reservação
A água é armazenada em reservatórios, com duas finalidades:
• manter a regularidade do abastecimento, mesmo quando é necessário paralisar a produção para manutenção em qualquer uma das unidades do sistema;
• atender às demandas extraordinárias, como as que ocorrem nos períodos de calor intenso ou quando, durante o dia, usa-se muita água ao mesmo tempo (na hora do almoço, por exemplo).
Quanto à sua posição em relação ao solo, os reservatórios são classificados em subterrâneos  (enterrados), apoiados e elevados.

Redes de distribuição
Para chegar às casas, a água passa por vários canos enterrados sob a pavimentação das ruas da cidade. Essas canalizações são chamadas redes de distribuição.
Para que uma rede de distribuição possa funcionar perfeitamente, é necessário haver pressão satisfatória em todos os seus pontos. Onde existe menor pressão, instalam-se bombas, chamadas boosters, cujo objetivo é bombear a água para locais mais altos.
Muitas vezes, é preciso construir estações elevatórias de água, equipadas com bombas de maior capacidade. Nos trechos de redes com pressão em excesso, são instaladas válvulas redutoras.

Ligações domiciliares
A ligação domiciliar é uma instalação que une a rede de distribuição à rede interna de cada residência, loja ou indústria, fazendo a água chegar às torneiras.
Para controlar, medir e registrar a quantidade de água consumida em cada imóvel, instala-se um hidrômetro junto à ligação.


2012: Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

A Organização das Nações Unidas – ONU escolheu 2012 para ser o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos (International Year of Sustainable Energy for All). O objetivo é viabilizar e dinamizar as discussões sobre o acesso, o uso consciente e geração de energia sustentável.

De acordo com a ONU mais de 1, 4 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a energia, o que acarreta em problemas de saúde, déficit educacional, destruição ambiental e, até mesmo, atraso econômico.

A iniciativa pretende atrair a atenção para a importância da energia para o desenvolvimento e a redução da pobreza. Neste sentido é que ela desenvolveu objetivos que devem ser atingidos ate 2030: garantir acesso universal a serviços modernos de energia; dobrar a taxa de melhoria da eficiência energética e duplicar a quota de energias renováveis no setor energético global.
Segundo a Agência Internacional de Energia, atualmente as fontes de energia renovável são responsável por 12% da matriz energética mundial, e estima-se que seja de 17% até 2030. Somente a China produziu cerca de 16 000 megawatts de energia renovável em 2010. Já a Índia produz 13 000 megawatts de energia eólica. Na Alemanha, 9,3% da energia produzia vem desta fonte de energia, pouco em comparação a Dinamarca, que é de 24%.

O Brasil tem potencial para produzir cerca de 350 000 megawatts de energia eólica, contudo, atualmente só tem capacidade de produzir 981 megawatts. O País é dependente de energia produzida pelas hidrelétricas, são 90 000 megawatts por ano, com potência para produzir 170 000 megawatts, pouco mais da metade do potencial eólico. A maior parte do potencial hidrelétrico do Brasil está na Amazônia. E por sabe disto, o governo tem tentado a qualquer custo invadir a região amazônica em busca de obtenção de energia. Prova disto é a Hidrelétrica de Belo Monte, que causará imenso impacto socioambiental, tendo custo altíssimo e baixa produtividade. Além disso, o governo planeja construir mais seis hidrelétricas na região amazônica, para viabilizar tais obras, já publicou MP reduzindo áreas de três unidades de conservação, o mesmo deve ser feito com mais quatros unidades.

O Brasil caminha cada vez mais longe do conceito de energia sustentável, planeja destruir, e desmatar para construção de suas hidrelétricas. Não se preocupa em diversificar sua matriz energética, em melhorar a distribuição e reduzir perdas de energia no processo. Enquanto o governo não pensar a longo prazo, a insustentabilidade e os riscos de desabastecimento energético serão constantes.

Fonte: http://essetalmeioambiente.com

domingo, 1 de janeiro de 2012

Projetos para a área ambiental em 2012

Esse ano de 2012 será marcado por evento e debates que influenciarão e que deixará a sociedade em geral ligada nas questões ambientais e pensantes nas ações humanas para um mundo mais sustentável. Em relação a isso, vejamos alguns dos principais enlaces dessa temática para esse ano:

Código Florestal
Depois de muitos debates em 2011, a defesa do Novo Código Florestal ficará para os dias 06 e 07 de março. A defesa do novo código florestal é respaldada no argumento de que este novo modelo favorece o pequeno produtor. Entretanto, não faz uma distinção de pequena e grande propriedade, desconsiderando o tipo de agricultura realizada e fatores socioeconômicos, ficando restrito apenas ao trabalho da propriedade.
Algumas das propostas do "Novo Código" são incompatíveis com a preservação ambiental e manutenção da biodiversidade. Entre elas podemos citar: diminuição de mata ciliar; parâmetros para medição da área de proteção baseados nos períodos de estiagem dos rios e não mais de cheias; ausência de Reserva Legal para pequenas propriedades; inclusão das áreas de Proteção Permanentes (APP) na Reserva Legal (RL), quando existirem; 50% da Reserva Legal utilizada para introdução de espécies exóticas; anistia da dívida aos desmatamentos ocorridos até 22 de julho de 1998; diminuição das Áreas de Proteção Permanente.
É tempo de definição e de analisar a questão com objetividade, competência e lealdade aos homens do campo. Espera-se que os parlamentares concluam o processo com independência, lucidez e visão desenvolvimentista. A aprovação do novo Código Florestal deve se balizar na conciliação entre preservação ambiental e capacidade de expansão agropecuária, inserindo a sustentabilidade de forma prática e objetiva no ordenamento jurídico brasileiro.

Rio+20
O Rio de Janeiro irá sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) que será realizado entre os dias 20 a 22 de junho. O evento marca os 20 anos decorridos do último encontro, a Eco-92. Serão avaliados e renovados os compromissos com o desenvolvimento sustentável, a discussão da contribuição da economia verde para o meio ambiente e a eliminação da pobreza no mundo. Além disso, os governos internacionais serão alvo de debates para o real alcance do desenvolvimento sustentável e, será também uma oportunidade para se colocar a energia limpa como meta.
Segundo a ONU, 150 chefes de Estado e 50 mil delegados de diversos países se reunirão no evento. Espera-se que a conferência seja uma resposta às crises energética, de alimentos e financeira do planeta. Será uma oportunidade para se por em xeque o modelo de desenvolvimento que as nações querem para as futuras gerações.

Política Nacional de Resíduos Sólidos
Até agosto todos os municípios brasileiros deverão elaborar um plano de resíduos sólidos in loco. Mas se a prefeitura não estiver com o projeto pronto, será impedida de receber recursos do governo destinados à atividade. Além disso, o governo deve nomear até fevereiro o grupo que vai criar o plano e instituir as metas de redução, reutilização, reciclagem de resíduos, aproveitamento energético e extinção de depósitos de lixo a céu aberto.
Esse plano permitirá a discussão compartilhada entre Prefeitos e promotores de Justiça sobre os modos de enfrentar o grave problema dos lixões, dentre outros decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. A participação das prefeituras é fundamental nesse processo e é necessário que todos os setores sociais envolvidos se comprometam com a gestão eficaz desses resíduos.

COP-18
Será realizada nos dias 26 de novembro a 7 de dezembro no Qatar. Terá muitos desafios, entre eles o de avaliar o aumento de metas de redução de emissões de gases poluidores dos países desenvolvidos e a duração dessa meta.

Olimpíadas de Londres
Londres pretende realizar as olimpíadas mais sustentáveis de todas. Para isso, investiu em estádios e arenas de baixo impacto ambiental, como o centro de basquete “reciclável”, além de infraestrutura de energia menos poluente e transporte urbano.
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