quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Curiosidade do dia: Você sabe como acontece o tratamento da água?

A água antes de ser distribuída em nossas casas passa por um longo tratamento:

1ª etapa: DECANTAÇÃO
A água dos lagos e rios é colocada inicialmente para descansar, de modo que ocorra nesta etapa a decantação (sedimentação) de alguns resíduos sólidos.


2ª etapa: COAGULAÇÃO
Para a retirada de pequenas partículas em suspensão, que não seriam retiradas na filtração e sedimentação, é adicionado à água sulfato de alumínio Al2(SO4)3, juntamente com hidróxido de cálcio Ca(OH)2, ou barrilha, Na2CO3 (carbonato de sódio), os quais formam um precipitado gelatinoso onde as partículas são aglutinadas.

3ª etapa: FLOCULAÇÃO
Processo físico que ocorre logo em seguida à coagulação e se baseia na ocorrência de choques entre as partículas gelatinosas, de modo a produzir outras de volume e densidade muito maior.

4ª etapa: TANQUE DE DECANTAÇÃO
Todas as impurezas mais grosseiras separam-se da água e vão se juntar no fundo do tanque. De tempos em tempos é necessário fazer uma limpeza para remoção da sujeira.

5ª etapa: FILTRAÇÃO
Mesmo com a decantação, algumas partículas mais finas ainda ficam e precisam ser retiradas por filtragem. Esta filtragem é feita fazendo-se a água passar por camadas de areia fina, grossa e pedras, especialmente projetadas para esta função.

6ª etapa: AERAÇÃO
Por esse processo, a água é agitada para que os odores sejam removidos e a oxigenação aconteça de maneira completa. O carvão ativo, eficiente adsorvente também é usado para remover odor, cor e sabor.

7ª etapa: CLORAÇÃO E FLUORAÇÃO
São adicionados cloro (produto que age como um bactericida) e flúor (para prevenção de cáries).

A Educação Ambiental como política pública

A urgente transformação social de que trata a educação ambiental visa à superação das injustiças ambientais, da desigualdade social, da apropriação capitalista e funcionalista da natureza e da própria humanidade. Vivemos processos de exclusão nos quais há uma ampla degradação ambiental socializada com uma maioria submetida, dissociados de uma apropriação privada dos benefícios materiais gerados. Cumpre à educação ambiental fomentar processos que impliquem o aumento do poder das maiorias hoje submetidas, de sua capacidade de autogestão e o fortalecimento de sua resistência à dominação capitalista de sua vida (trabalho) e de seus espaços (ambiente).

A educação ambiental trata de uma mudança de paradigma que implica tanto uma revolução científica quanto política. A educação ambiental, em específico, ao educar para a cidadania, pode construir a possibilidade da ação política, no sentido de contribuir para formar uma coletividade que é responsável pelo mundo que habita.

Para se entender educação ambiental como política pública, é interessante iniciar com os significados dessas palavras, contextualizá-lo na história do ambientalismo, inserindo-o nas agendas dos governos, assim como seus desdobramentos nas áreas da educação formal e não formal.

Por seu turno, o ambientalismo coloca-nos a questão dos limites que as sociedades têm na sua relação com a natureza, com suas próprias naturezas como sociedades. Assim, resgatar a política é fundamental para que se estabeleça uma ética da sustentabilidade resultante das lutas ambientalistas.

A educação ambiental nasce como um processo educativo que conduz a um saber ambiental materializado nos valores éticos e nas regras políticas de convívio social e de mercado, que implica a questão distributiva entre benefícios e prejuízos da apropriação e do uso da natureza. Ela deve, portanto, ser direcionada para a cidadania ativa considerando seu sentido de pertencimento e corresponsabilidade que, por meio da ação coletiva e organizada, busca a compreensão e a superação das causas estruturais e conjunturais dos problemas ambientais.
Trata-se de construir uma cultura ecológica que compreenda natureza e sociedade como dimensões intrinsecamente relacionadas e que não podem mais ser pensadas — seja nas decisões governamentais, seja nas ações da sociedade civil — de forma separada, independente ou autônoma.

Passamos a vislumbrar como meta uma educação ambiental para a sustentabilidade socioambiental recuperando o significado do ecodesenvolvimento como um processo de transformação do meio natural que, por meio de técnicas apropriadas, impede desperdícios e realça as potencialidades deste meio, cuidando da satisfação das necessidades de todos os membros da sociedade, dada a diversidade dos meios naturais e dos contextos culturais. A educação ambiental entra nesse contexto orientada por uma racionalidade ambiental, transdisciplinar, pensando o meio ambiente não como sinônimo de natureza, mas uma base de interações entre o meio físico- biológico com as sociedades e a cultura produzida pelos seus membros.

Fonte: Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 2, p. 285-299, maio/ago. 2005

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Aula de hoje: Plano de recuperação de voçoroca

A retirada da vegetação de uma área deixa-a exposta à erosão, causada pela queda das gotículas de água, provenientes principalmente das chuvas, o que acaba acarretando em um movimento de massa no solo. O processo responsável pela desagregação do solo, após a retirada da camada vegetal em sua superfície, é o impacto das gotículas da água da chuva, com isso os sedimentos são transportados de um local para outro.  Após um longo período chuvoso, esses impactos da água com o solo acabam gerando um fluxo de sedimentos que podem originar ravinas, e processo for contínuo e provocar um incessante aprofundamento do solo, pode-se chegar ao nível de uma voçoroca.
Erosões do tipo voçorocas podem chegar a vários metros de comprimento e de profundidade, devido ao fluxo de água que é possibilitado em seu interior, causando uma grande movimentação de partículas. Algumas voçorocas podem chegar até mesmo ao nível do lençol freático do local onde ocorrem.
O processo de formação das voçorocas esta associado a paisagens de onde foi retirada a sua cobertura vegetal. Nestas paisagens, a água de escoamento superficial ao percolar linearmente no solo, e atingir o lençol freático, compromete a estabilidade da área e gera a formação de voçorocas.
Grandes impactos ambientais podem ser ocasionados pelo voçorocamento de uma área, dentre os quais destacam-se: eliminação de terras férteis; destruições de estradas e outras obras de engenharia; proporciona situação de risco ao homem; assoreamento de rios e reservatórios; recobrimento de solos férteis nas planícies de inundação; destruições de habitats; rebaixamento do lençol freático no entorno, com secagem de nascentes, deterioração de pastagens e culturas agrícolas e redução da produção de cisternas; dificulta o acesso a determinadas áreas.
É inevitável que as voçorocas venham a causar grandes danos, não só ambientais e econômicos, mas também sociais, como no caso de se desenvolverem em centros urbanos. Mas existem medidas capazes de mitigar o problema, dentre as quais o turismo que é possível de se realizar para a visitação de voçorocas, já que em alguns casos apresentam uma estética bem interessante para certo tipo de público, como os geólogos, geógrafos, geomorfólogos, observadores da natureza, dentre outros.
A revegetação de uma voçoroca contribui eficazmente para a diminuição da perda de sedimentos e movimentos de massa. É necessário que se plante uma vegetação alta (plantio de árvores) e também uma vegetação baixa (plantio de gramíneas), observando sempre a vegetação nativa do local e procurando utilizar estas espécies para a revegetação da área.

Prevenções
Existe locais onde o aparecimento das voçorocas tem uma maior probabilidade de ocorrer. Locais onde a declividade alta, a superfície do solo foi degradada, há concentração de enxurradas da bacia, ou por influência do escoamento da água, são mais propensos ao  voçorocamento, por isso exigem uma atenção especial e o  emprego de  técnicas para a prevenção da  ocorrência da erosão que provocará o surgimento de uma voçoroca. Existem medidas a serem tomadas a fim de evitar ou diminuir o risco do aparecimento de voçorocas, dentre as quais: interceptação da área de enxurrada acima da área de voçorocas; retenção da área enxurrada na área de drenagem; eliminação das grotas e voçorocas; revegetação da área; construção de estruturas para deter a velocidade das águas; completa exclusão do gado; controle de sedimentação das grotas e voçorocas ativas; isolamento da área; planejamento da Bacia; manejo na vegetação nativa e exótica introduzida na área.

Medidas corretivas
A correção de áreas de voçorocamento podem se dá a fim de controlar a erosão na área a montante ou cabeceira  da  encosta,  retenção  de  sedimentos  na  parte interna da voçoroca, revegetação das áreas de captação (cabeceira) e interna da voçoroca com espécies vegetais que consigam se desenvolver adequadamente nesses locais.
Para ser realizada uma eficaz recuperação de áreas onde ocorrem voçorocas é necessário que se isole a área, realizar uma análise química e textural do solo do local para se conhecer sua fertilidade e textura, para a obtenção de dados importantes para aplicação de insumos necessários ao desenvolvimento das plantas a serem cultivadas no local e também para ter uma melhor dimensão das práticas para controle da erosão. Podem ainda serem construídas estruturas físicas a fim de evitar o aumento da erosão que está sendo causada, diminuindo a perda e movimentação de sedimentos.
Muitos são os custos para a recuperação de áreas degradadas pelas voçorocas, como a mão-de-obra utilizada, insumos, custo das mudas e transporte das mesmas, etc. O custo de recuperação de uma área como essa vai depender principalmente do tamanho (comprimento, largura e profundidade) da voçoroca que sequeira recuperar, avaliando assim se é viável economicamente uma intervenção na área voçorocada.
Podem também serem realizadas obras de drenagem e terraceamento para controle do escoamento superficial, e controle das águas subterrâneas .

Fontes: 
BACELLAR, L. A. P. Processos de Formação de Voçorocas e Medidas Preventivas e Corretivas. Viçosa, 2006.
EMBRAPA SOLOS. Relatório técnico e plano de monitoramento do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas. Rio de Janeiro, 2002. 

Curiosidade do dia: Rio Potomac nos EUA recebe tratamento

Na maior obra pública da capital dos EUA em 40 anos, o trabalho foi iniciado no outono com a abertura de 26 quilômetros de túneis para evitar que o esgoto e a água das chuvas caiam no Potomac.

Planejado para acabar em 2025, o projeto é visto por ambientalistas como parte da resolução do próximo grande desafio dos EUA em termos de poluição da água - manter o escoamento sujo fora dos lagos, riachos e rios.

Para os 15 milhões de turistas que visitam Washington todos os anos, o Potomac serve como cenário aos monumentos da cidade e aos prédios públicos, como o Capitólio e o Lincoln Memorial. Mas as águas tranquilas daquele que os admiradores chamam de "rio da nação" escondem problemas profundos.

  • O Potomac tem em suas águas tantos poluentes capazes de mudar o sexo que descobriu-se peixes machos carregando ovos. É proibido nadar no rio após chuvas fortes por causa dos poluentes;
  • Os moradores também fazem alertas para que não se coma os peixes do Potomac por causa da contaminação por bifenilos policlorados, um provável carcinógeno para humanos;
  • O rio e sua bacia de quase 39 mil quilômetros quadrados são a principal fonte de sedimentos jogados na Baía de Chesapeake, uma importante fonte de pesca de caranguejos nos EUA e que luta para superar décadas de pesca abusiva e poluição.

Em seu relatório anual, o grupo ambiental Potomac Conservancy deu nota D ao Potomac. O grupo citou práticas ruins de uso da terra, novos contaminantes e lutas contínuas para controlar a poluição.

Medidas como essa já deveriam ser implementadas há muito tempo, pois a natureza não pode esperar mais. Todos dependemos dos rios e da  flora e fauna protegidos.

E vocês meus amigos leitores norte-americanos, o que têm a dizer sobre esse projeto? Podem comentar. 

Fonte: http://g1.globo.com

Impactos Ambientais: além das fronteiras!

A preocupação com o meio ambiente nunca foi tão fomentada como nos dias atuais. O cerne da questão é a busca pela preservação, melhoria e recuperação, do pouco da natureza que nos resta, através de recentes legislações domésticas, bem como os tratados e convenções internacionais, na seara ambiental, criados pelos Estados Modernos.
Definido pela conscientização da esgotabilidade dos recursos ambientais e da real necessidade de racionalização do uso desses recursos, como meio propiciatório do desenvolvimento socioeconômico em harmonia com a preservação do meio ambiente, assim é conceituado o tão almejado Desenvolvimento Sustentável.
Antes de se colocar em prática um projeto, seja ele público ou privado, precisamos antes saber mais a respeito do local onde tal projeto será implementado, conhecer melhor o que cada área possui de ambiente natural (atmosfera, hidrosfera, litosfera e biosfera) e ambiente social (infraestrutura material constituída pelo homem e sistemas sociais criados).
O estudo para a avaliação de impacto permite que uma certa questão seja compreendida: proteção e preservação do ambiente e o crescimento e desenvolvimento econômico.
Avaliar para planejar permite que desenvolvimento econômico e qualidade de vida possam estar caminhando juntas. Depois do ambiente, pode-se realizar um planejamento melhor do uso e manutenção dos recursos utilizados.
A degradação ambiental proveniente do desenvolvimento industrial, científico e tecnológico, marcados por Revoluções, trouxe à luz o entendimento de que nessa luta não haverá vencedores, emergindo, assim, uma nova era de cooperação lato sensu, entre as nações. O despertar para a problemática ambiental tem surtido efeitos desde a maneira de se repensar o desenvolvimento econômico a qualquer custo, defendido, até então, pelos países subdesenvolvidos, até a busca por alternativas de progresso que priorizem a proteção do ecossistema planetário, como o desenvolvimento sustentável ou o ecodesenvolvimento.
Alongando tal entendimento, estudos perscrutativos denotam que nosso objeto de pesquisa está além de uma concepção apenas nacional, haja vista que a natureza não conhece fronteiras geográficas ou antrópicas. Por isso, mister se faz um estudo científico que seja transfronteiriço e para tal, válida é a compreensão mais pormenorizada das bases principio lógicas que, utilizadas corretamente, cooperam de forma eficaz na solução de conflitos tanto interna quanto internacionalmente.
Estudos de impacto ambiental têm como instrumento a Avaliação de Impactos Ambientais, sendo estes impactos ocasionados pela contínua agressão do homem ao meio ambiente, através de ações de irresponsabilidade e condutas que fogem às regras de sustentabilidade natural das riquezas.
Os impactos ambientais têm sido assuntos constantes na mídia e estudá-los permite ampliar o conhecimento sobre o assunto, de forma a contribuir para o processo evolutivo e desenvolvimento das nações, com respeito aos recursos naturais, observando que, é uma fonte finita, porém renovável se agir com responsabilidade.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Dica do dia: Energia Elétrica - ajude nosso planeta e ainda economize dinheiro

O aquecimento global é o aumento da temperatura da Terra. As principais consequências desse fenômeno são o aumento do nível do mar e a escassez de água potável, além de grandes enchentes e secas em vários lugares do mundo. Tudo isso coloca em risco a existência da vida no nosso planeta. 

O aquecimento global já acontece há décadas, sendo provocado principalmente por todos nós no dia-a-dia. Daí a importância de ajudarmos a diminuir os seus efeitos. Dicas para diminuir o aquecimento global e cuidar da natureza:

Energia Elétrica
  • Substitua a lâmpada incandescente normal por uma fluorescente compacta (lfc);
  • Aproveite a claridade do sol, abrindo janelas, cortinas e persianas. É mais saudável e econômico;
  • Acenda a luz só quando precisar. E apague quando não houver ninguém no local;
  • Pinte a casa com cores claras. Parede escura não reflete luz.

Curiosidade do dia: Biopirataria

O termo “biopirataria” foi lançado em 1993 para alertar sobre o fato que recursos biológicos (animais e vegetais) e conhecimento indígena estavam sendo apanhados e patenteados por empresas multinacionais e instituições cientificas, e as comunidades, que durante séculos usam e conservam estes recursos e que geraram estes conhecimentos, não estão participando nos lucros. De modo geral, portanto, biopirataria significa a apropriação de recursos biogenéticos e conhecimentos, por indivíduos ou por instituições que procuram o controle exclusivo ou monopólio sobre estes recursos e conhecimentos, sem autorização e sem a repartição justa e equitativa de benefícios oriundos destes acessos e apropriações.

É de conhecimento de todos que a Amazônia possui a maior biodiversidade do planeta. Sabemos também dos interesses das grandes multinacionais da bioindústria (ind. Farmacêutica) sobre os recursos da biodiversidade amazônica. Os acessos a essas riquezas muitas vezes ocorrem de forma repreensível e antiética, e como foi exposto, sem nenhum controle. Alguns produtos e chás patenteados fora do Brasil, e só são produzidos aqui: Açaí, Andiroba, Cupuaçu, Espinheira Santa, Unha de Gato, entre outros analgésicos e medicamentos vindos de pequenos animais, como aranhas e insetos.

Além deste fator, ainda pode-se contar com inúmeras madeireiras ilegais, que não tem nenhuma preocupação com o meio ambiente, e levam madeira a todos os cantos do mundo, sem nenhum controle, aparecendo imensos desertos no meio da mata, e devido ao solo frágil daquela área, sofre com a laterização (solo torna-se ferroso), e com a erosão.

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